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O mundo do sr. con - Sabado

 
Samedi, 04 de Juillet 2026
Enquanto Seu Castro o factótum não chegava e a sr. Vince acabara de enxugar a sala do computador – aproveitou aboletando-se poeticamente diante dele – antes o ritual de descobri-lo dos plásticos que o protegia das urinas dos felinos. E os violoncelos de Bach e no final a justa homenagem a grande cabo verdiana, a divina Cesare Evora. A outra metade do ansiolítico para ver qual seria a dela – ontem a noite dormi como uma pedra, mesmo assim despertei três vezes para urinar, na ultima quase na rede então despertei.
O ensolarado céu azulíssimo sem nuvens na Praça das Sete Palmeiras. O bale desconexo dos pombos de um lado para outro no meio do terreiro limpo. O encontro com um velho vizinho.
- Eram dez bois numa fileira, um olho para trás e contou. Quantos tinha? Perguntou o velho Jojó a caminho da parada de ônibus como todas as manhãs.
O poeta ressabiado como essas anedotas de duplo sentido respondeu: Nove.
- Não, nenhum. Boi não sabe contar e kkkkk – seguiu – quem contava essa anedota era o Carequinha.
O poeta entraria em hibernação como os monges budistas tibetanos, somente na quinta cairia novamente no campo – apanhar o resultado do exame de sangue na APAE e com a tomografia tentaria conseguir um retorno com a doutorzinha e o outro somente no dia 17 de agosto na DPU do Renascença, dar entrada no processo para desentranhar seu difícil BPC – Alah-u-Akbar. Mas tudo bem, a vida segue o seu curso, o importante para o poeta é saúde dele e do filhote distante. Que Deus os abençoem!
Sr. Com saia da pensão e viu a figura singular do mestre Zeno com fones no ouvidos do esgueirando-se pelo outro lado em frente a casa do Sarja.
- Eh! Fulero! – gritou -Ei pilantra! – Zeno nem ai – É caboco te prepara para morrer – esbravejou o poeta da calçada da pensão. – Caboco te prepara para morrer – esbravejou o poeta.
Zeno ao Vê-lo, saiu correndo pela 16 até a avenida Sarney Filho – Não corre patife, vai morrer agora – ironizava o poeta, ameaçando tirar uma hipotética arma do cós da bermuda.
Era tudo encenação que os dois faziam ao se olhavam em qualquer lugar -mas no fundo eram parceirão.
O poeta prepara a maquina de solda, aguarda o irmão de Bob trazer uns ferros para emendar.
- Oh! Constantino ai, seu Constantino é danado – gritava o alcolito do pastor da universal que fora almoçar pescada branca com a esposa num restaurante chique, e ele na dura debaixo de sol quente entregando as suas aguas e o Pastor regalando-se do bom e do melhor num restaurante chique do centro, seguindo o mestre Macedo que só almoça bacalhau com um bom vinho.
Os irmãozinhos contentes vindo do popular com seus bandecos.
O pixixitinho trouxe os arames, o poeta soldou e cobrou vintão, que fora pago no PIX que Gordilho trocou. Aleluia! Aleluia! – Um genérico de guaraná da River com um Dortrielax@ - Uma viatura da Equatorial para quase em frente e deu vontade do poeta avisa-los do problema no medidor – desistiu a burocracia é grande.
Sr. Com instiga Clay, o amassador de passarinho brabo a pesquisar sobre o grande guerrilheiro urbano Carlos Marighella.
As doze, a mesma de sempre a subida do morro, dessa vez alprozelam não o castigou como pensara. No laSierra a dose pura de mel para desintoxicar seus intestinos -a laranja e etc.
Um almoço frugal de fígado, arroz, feijão e laranja. E de volta a bandidagem com as tramoias da época de Lucio Flavio, que o mestre conterrâneo soube por no papel – Na época, final dos anos 70 eu vibrava como seus sucessos, era maranhense e isso empolgava-me – comprei “Infância dos Mortos” e “Aracelli, meu amor” – todos perdi, assim como “Paris é uma festa” de meu amado Hemingway ou “Belos e Malditos” do gigante Fitzgerald, também um Genet.
Final da tarde
As primeiras lamentações da sra. Vince como de praxe todos finais de semana quando extrapola e fica um pouco acima do chão. Sr. Com. Pauvre coitada nada a satisfaz. A pequenina sai para passear com a enjoada da Little Black – o odor de fígado fresco emana da cozinha, onde a sra. Vince depurada das maus sensações, o tempera pra o jantar.
Sr. Com ligado no seriado inglês “Downton Abbey” – uma drama tipicamente austeana, mesmo no começo do século XX – as irmãs Crawley correm o risco de perderem a herança para um primo. Mas o que é legal é o paralelo da sala inferior, dos servos a cozinha. Muito bom. E Maggie maravilha.
A metade da alprozelam depois dos dois sanduba com café.


 
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efemero25
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