O rectângulo da porta abre
a sombra.
Os corpos aos gritos, divinos, doídos,
são captura pura e dura,
calo-me perante ele.
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.