Poemas : 

Evangelho Segundo a Vida [3] (188ª Poesia de um Canalha)

 
Seria tão feroz como cinco cães a um osso
O ensinamento divino sobre a ignorância
Que de sincero olhar torpe e esbugalhado
Lhe fez rever toda a vida de velho a moço
E ali se parou perante erros de ganância
Num caminho bifurcado de destino errado

Perdido o discípulo terreno acomoda-se
Enterra no corpo as raízes puras da vida
Verdejantes túmulos que lhe pariam medo
Segue no caminho oposto a si e renova-se
Molda o barro lamacento de mão decidida
E refaz sem pais ou deuses o novo enredo


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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