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Poemas, frases e mensagens de Legan

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Legan

Isabel Fonseca

 
Entre a angústia e a saudade
Entre as lagrimas e a dor
Surge a paixão como uma tempestade
Num turbilhão cheio de amor.

Os seus poemas são actos
Dignos de um grande romance
E as suas palavras são factos
Que deixam qualquer um em transe

É uma sonhadora romântica
Que ao sabor da lua cheia
Escreve de forma poética
A alma da alcateia.

Desfaz os novelos da sedução
Como um mítico ritual
Emanando uma grande emoção
Na sua escrita sensual…

José Coimbra
 
Isabel Fonseca

Uma lágrima cai...

 
Uma lágrima cai…
Na noite silenciosa
Criada pela dor
Dessa força poderosa
Que lhe dão o nome de amor.

Uma lágrima cai…
Na fria escuridão,
Longe do teu olhar
Ela cai na solidão
Sem ninguém para a secar.

Uma lágrima cai…
Em pleno sofrimento,
Com a tua partida
Só ficou o lamento
E uma profunda ferida…

José Coimbra
 
Uma lágrima cai...

Meu suspiro

 
O sorriso que disfarças
Dá-me uma nova vida
Unicamente ganho asas
Para uma última partida…

És o princípio do fim
Do meu caminho errante,
És o sangue dentro de mim
E a alma do meu corpo dormente.

És o silêncio do meu suspiro
Quando desabafo com o vento,
És o sopro que respiro
Quando meus medos enfrento.

És a palavra provocada
Que não consigo pronunciar,
És a felicidade de mão beijada
Que meu coração quer renunciar…

José Coimbra
 
Meu suspiro

Porto sem-abrigo

 
A vida é um porto sem-abrigo
Onde não se conhece o inimigo
E tudo a volta é uma mera ilusão.
O destino é um caminho sem retorno
Onde as palavras são um adorno
Para adulterar e turvar a visão.

Os sonhos são um acto de egoísmo
Onde as esperanças caem no abismo
Da deportada e obscura realidade.
E os sentimentos são uma sentença
Que o mundo trata com indiferença
Obstruindo e ocultando a felicidade…

José Coimbra
 
Porto sem-abrigo

Cadeira vazia

 
A cadeira está vazia
E a sala está fria,
Sinto a falta do teu calor
E da tua companhia.

O copo está vazio
E já não mata meu vício,
O silêncio é tão assustador
É como saltar num precipício.

A noite é interminável
E este sentimento desagradável
Toma forma de um jeito assustador
Que deixa-me instável.

Mas agora é demasiado tarde
Para lamentar a realidade,
Resta aguentar a dor
E saber lidar com a saudade…

José Coimbra
 
Cadeira vazia

Rosto sem nome

 
Cansado mas mesmo assim insiste
Na procura do que não existe
Quando se tem a solução à porta,
Mas tudo isso já não importa
Porque nos profundos sentimentos
Surgem os mais sombrios lamentos
Que os olhos tentam esconder
Quando se tem tudo a perder.
É como o inferno na terra
E a pobre alma gela e aterra
De quem vê um rosto sem um nome
Que o próprio sorriso o consome.
Fica o gelo que não se consegue quebrar
Do coração que não se quer salvar…

José Coimbra
 
Rosto sem nome

Poeta?

 
Não sei se devo
Exprimir o que sinto
Naquilo que escrevo
Por puro instinto.

Sou um ser humano
Com mil caras
E a fingir, engano
Com meras palavras.

Será tudo mentira?
Será tudo verdade?
Ou uma brincadeira
Da minha personalidade?

A cada descoberta
Insisto em escrever
E não sou poeta
Mas finjo em ser…

José Coimbra
 
Poeta?

Voltar a ver-te

 
Criar um novo destino
Em direcção a nenhum lugar
Olhar o céu cristalino
Na esperança de te encontrar.

Criar um novo mundo
Só para poder-te ver
Respirar bem fundo
Para a dor desaparecer.

Criar uma nova maneira
Para te poder tocar
Fazer a mentira ser verdadeira
Só para te voltar amar…

José Coimbra
 
Voltar a ver-te

Fica aqui

 
De ti eu gosto
E até aposto
Que gostas de mim.
Eu gosto de ti
Mas se não estás aqui
É o meu fim.
Cruel é a saudade
Por isso faz-me a vontade
E não saias daqui.
Fica por favor
Pois descobri o amor
No dia que te vi…

José Coimbra
 
Fica aqui

Chama da paixão

 
És a melodia fatal
Do meu instinto animal
És a palavra proibida
Da minha inocência perdida
És o veneno mortal
Do meu poema irracional
És a fera destemida
Da minha alma adormecida.

És o mistério indecifrável
Da minha paixão incontrolável
És o feitiço sagrado
Da incerteza do meu fado
És a beleza incensurável
Do meu mundo descartável
És a chama do pecado
Do meu coração apaixonado…

José Coimbra
 
Chama da paixão

Terra queimada

 
 
Fugitivo da terra queimada
Preso no seu próprio domínio
Sozinho no meio de nada
sob o luar vermelho sombrio

Num arrepio que sente
Sobre a sombra que o assombra
Neste sentido de morte
Entre as cinzas desta terra

Luta contra os pesadelos
Com coração carregado de dor
Mas esconde-se entre os rochedos
Com sangue fervendo de rancor

Uiva da morte anunciada
Com a saudade sentida
Mas que na mente, mente tanto
Que esquece a dor que o coração sente

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
José Coimbra
 
Terra queimada

Margens da ilusão

 
Nas margens da ilusão
Saboreia-se o néctar divino
Que aquece o coração
Do desventurado destino.

A melodia melancólica
Faz desertar a razão
Da esperança simbólica
Que atormenta a habitação.

O sofrimento delinquente
Está carregado de solidão
E de uma forma pungente
Derrama lágrimas na escuridão...

José Coimbra
 
Margens da ilusão

Poema imperfeito

 
Este amor
Do interior
Do meu peito
É imperfeito
Mas é o meu jeito
De te amar
E de estar
Aqui
Junto a ti.
Mas neste dia
É de alegria
E eu escrevi
Esta merecida
Poesia
Só para ti
Minha querida!...

José Coimbra
 
Poema imperfeito

Anjo da noite

 
Meu anjo da noite
Abraça a minha solidão,
Acende a luz da vida
E guia-me pela escuridão.

Deixa-me acreditar
Que não estou sozinho
E que tudo é uma ilusão
Para me desviar do caminho.

Acompanha-me pela noite,
Liberta-me desta melancolia
E aquece a minha alma
Para um novo dia…

José Coimbra
 
Anjo da noite

O teu próprio mundo

 
São três da madrugada
E ainda estás acordada
Numa inquietação desconcertante.
O teu dia foi um carrossel
Que marcou a tua pele
De uma forma permanente.

E, as lágrimas na escuridão
São um bramido de aflição
Do teu triste lamento.
A noite fria e silenciosa
É tão cruel e tenebrosa
Como o teu sentimento.

Nada nesta vida é fácil
Para um coração frágil
Domado pelo desgosto profundo.
Procuras por uma saída
Mas estás sozinha e perdida
No teu próprio mundo…

José Coimbra
 
O teu próprio mundo

Teu inverno

 
Quem forjou o teu inverno?
Cheio de mágoas cravadas pelo tempo
Que te levou ao sofrimento eterno
E aos sonhos levados pelo vento.

Tudo a tua volta está congelado
Pela tristeza das tuas lágrimas vidradas
Criando um paraíso encantado
Só visto em contos de fadas.

Paraíso em que és prisioneira
Onde não consegues libertar
E a vida de forma fria e traiçoeira
Petrificou o teu triste olhar.

E o teu coração de uma forma desesperada
Tenta quebrar a inquebrável corrente
Que prende a tua alma gelada
As recordações d´um verão distante…

José Coimbra
 
Teu inverno

Último acto

 
Não há cura para a dor
Só nos resta a esperança
De renascer, outra vez, amor
Em busca da mudança.

O orgulho não vale nada
Neste mundo tão ingrato
E nossa fé foi abandonada
Para um último acto.

O sangue que nos deu vida
É o nosso passaporte
Por isso, minha querida
Te encontrarei depois da morte…

José Coimbra
 
Último acto

Sinfonia imortal

 
Quero ser o maestro do teu olhar
Para tornar realidade a fantasia
E, nos teus sonhos me inspirar
Para criar a mais bela sinfonia.

Quero criar o meu próprio sol
E dizer que não fui eu que o fiz
Para induzir o canto a um rouxinol
Só para te deixar feliz.

É quase impossível traduzir a tua beleza
Numa simples pauta musical
Porque és a mais bela criação da natureza
Que eu quero tornar imortal.

Quero acrescentar à melodia o teu sorriso
Para que transborde de felicidade
Enquanto espero que, como um feitiço
Esta sinfonia se torne realidade…

José Coimbra
 
Sinfonia imortal

Silêncio, escuridão e frio

 
Quando o silêncio surgir
Ficará a angústia sem dó
Que a noite faz repetir
Contra este coração só.

Quando a escuridão emergir
Das profundezas do meu ser
A morte irá apenas sorrir
Porque será hora de aparecer.

Quando o frio invadir
O meu corpo sem piedade
Ignorarei o que irei sentir
Quando rever a realidade…

José Coimbra
 
Silêncio, escuridão e frio

Guerra (in)san(t)a

 
Fogem os desertores
Da frente dos horrores
Onde balas são disparadas
E vidas são ceifadas
Em nome de um ideal
Ou do instinto animal

Capitalismo ou religião
Cobardia ou opressão
São as causas da guerra
Neste azul planeta, terra
Onde há mãos manchadas
Das vidas arrancadas…

José Coimbra
 
Guerra (in)san(t)a