https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de Legan

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Legan

Isabel Fonseca

 
Entre a angústia e a saudade
Entre as lagrimas e a dor
Surge a paixão como uma tempestade
Num turbilhão cheio de amor.

Os seus poemas são actos
Dignos de um grande romance
E as suas palavras são factos
Que deixam qualquer um em transe

É uma sonhadora romântica
Que ao sabor da lua cheia
Escreve de forma poética
A alma da alcateia.

Desfaz os novelos da sedução
Como um mítico ritual
Emanando uma grande emoção
Na sua escrita sensual…

José Coimbra
 
Isabel Fonseca

Diz-me meu amor

 
 
Diz-me meu amor
Como tudo aconteceu,
Como puseste cor
Ao meu negro céu?

Como fiquei assim
Que só a ti, vejo…
Que feitiço usaste em mim
Para por ti morrer de desejo?

Por ti, minha amada
O meu coração bate insano
E de uma forma apaixonada
Digo-te que te amo…

José Coimbra
 
Diz-me meu amor

Martelo da inocência

 
Entre a chuva venenosa
Dança ao sabor do vento
Como uma fera perigosa
À procura do sustento.

Entre as lágrimas corrosivas
Alimenta-se da ignorância
Das almas fugitivas
Do martelo da inocência.

Entre as palavras reprimidas
Deseja de forma febril
Todas as liberdades proibidas
Da mente quase senil…

José Coimbra
 
Martelo da inocência

A Caça

 
 
Serei o caçador ou a presa
Desse teu misterioso olhar
Negro, mas cheio de beleza
Que me hipnotiza para te desejar.

Meus olhos dizem que me importo
Que a situação é nova para mim
Não sei como agir. Mal me comporto
Ataco-te ou começo uma fuga sem fim?

Como uma força desconhecida
O teu sorriso frio me seduz
E faz-me destruir a barreira proibida
Que me afasta da fuga e da luz.

Beijo-te. A escuridão estava em tua mente
Entre sorrisos e beijos ela recua lentamente
Aperto tuas mãos suadas e frias
Touché. Fim de caçada com maestria.

Janna
José Coimbra
 
A Caça

Hécate

 
 
Dos partos era a divindade
E das casas era protectora
Dando-lhes prosperidade
Mas agora…

Enquanto o sol descansa
As tochas na encruzilhada
Marcam a sua presença
Na escuridão da madrugada.

O perfume que trás o vento
São das ervas venenosas
E quando a lua cheia está no firmamento
Elas ficam mais poderosas.

Em Érebo chegou a hora…
Hé… ca… te… Manjerona…
Hé… ca… te… Mandrágora…
Hé… ca… te… Beladona…
Hé… ca…

José Coimbra
 
Hécate

Poema imperfeito

 
Este amor
Do interior
Do meu peito
É imperfeito
Mas é o meu jeito
De te amar
E de estar
Aqui
Junto a ti.
Mas neste dia
É de alegria
E eu escrevi
Esta merecida
Poesia
Só para ti
Minha querida!...

José Coimbra
 
Poema imperfeito

Fica aqui

 
De ti eu gosto
E até aposto
Que gostas de mim.
Eu gosto de ti
Mas se não estás aqui
É o meu fim.
Cruel é a saudade
Por isso faz-me a vontade
E não saias daqui.
Fica por favor
Pois descobri o amor
No dia que te vi…

José Coimbra
 
Fica aqui

Cadeira vazia

 
A cadeira está vazia
E a sala está fria,
Sinto a falta do teu calor
E da tua companhia.

O copo está vazio
E já não mata meu vício,
O silêncio é tão assustador
É como saltar num precipício.

A noite é interminável
E este sentimento desagradável
Toma forma de um jeito assustador
Que deixa-me instável.

Mas agora é demasiado tarde
Para lamentar a realidade,
Resta aguentar a dor
E saber lidar com a saudade…

José Coimbra
 
Cadeira vazia

O teu próprio mundo

 
São três da madrugada
E ainda estás acordada
Numa inquietação desconcertante.
O teu dia foi um carrossel
Que marcou a tua pele
De uma forma permanente.

E, as lágrimas na escuridão
São um bramido de aflição
Do teu triste lamento.
A noite fria e silenciosa
É tão cruel e tenebrosa
Como o teu sentimento.

Nada nesta vida é fácil
Para um coração frágil
Domado pelo desgosto profundo.
Procuras por uma saída
Mas estás sozinha e perdida
No teu próprio mundo…

José Coimbra
 
O teu próprio mundo

Vigia-me

 
Vigia-me que estou a ruir
Perante os arrependimentos,
Abraça-me que estou a cair
Na melancolia dos pensamentos,
Segura-me para não fugir
Destes trágicos sentimentos,
Beija-me para não resistir
A estes infernais momentos…

José Coimbra
 
Vigia-me

Terra queimada

 
 
Fugitivo da terra queimada
Preso no seu próprio domínio
Sozinho no meio de nada
sob o luar vermelho sombrio

Num arrepio que sente
Sobre a sombra que o assombra
Neste sentido de morte
Entre as cinzas desta terra

Luta contra os pesadelos
Com coração carregado de dor
Mas esconde-se entre os rochedos
Com sangue fervendo de rancor

Uiva da morte anunciada
Com a saudade sentida
Mas que na mente, mente tanto
Que esquece a dor que o coração sente

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
José Coimbra
 
Terra queimada

Teu nome numa pedra

 
De que vale ter o teu nome
Escrito na dura pedra?
Se não posso…
Ver o teu sorriso,
Cheirar o teu perfume
E ver o brilho dos teus olhos…
De que vale colocar uma rosa
Sobre a fria terra?
Se não posso…
Beijar-te,
Abraçar-te
E sentir o teu peito a bater…
De que vale ter o teu nome
Escrito na dura pedra?

José Coimbra
 
Teu nome numa pedra

Uma lágrima cai...

 
Uma lágrima cai…
Na noite silenciosa
Criada pela dor
Dessa força poderosa
Que lhe dão o nome de amor.

Uma lágrima cai…
Na fria escuridão,
Longe do teu olhar
Ela cai na solidão
Sem ninguém para a secar.

Uma lágrima cai…
Em pleno sofrimento,
Com a tua partida
Só ficou o lamento
E uma profunda ferida…

José Coimbra
 
Uma lágrima cai...

Margens da ilusão

 
Nas margens da ilusão
Saboreia-se o néctar divino
Que aquece o coração
Do desventurado destino.

A melodia melancólica
Faz desertar a razão
Da esperança simbólica
Que atormenta a habitação.

O sofrimento delinquente
Está carregado de solidão
E de uma forma pungente
Derrama lágrimas na escuridão...

José Coimbra
 
Margens da ilusão

Meu suspiro

 
O sorriso que disfarças
Dá-me uma nova vida
Unicamente ganho asas
Para uma última partida…

És o princípio do fim
Do meu caminho errante,
És o sangue dentro de mim
E a alma do meu corpo dormente.

És o silêncio do meu suspiro
Quando desabafo com o vento,
És o sopro que respiro
Quando meus medos enfrento.

És a palavra provocada
Que não consigo pronunciar,
És a felicidade de mão beijada
Que meu coração quer renunciar…

José Coimbra
 
Meu suspiro

Porto sem-abrigo

 
A vida é um porto sem-abrigo
Onde não se conhece o inimigo
E tudo a volta é uma mera ilusão.
O destino é um caminho sem retorno
Onde as palavras são um adorno
Para adulterar e turvar a visão.

Os sonhos são um acto de egoísmo
Onde as esperanças caem no abismo
Da deportada e obscura realidade.
E os sentimentos são uma sentença
Que o mundo trata com indiferença
Obstruindo e ocultando a felicidade…

José Coimbra
 
Porto sem-abrigo

Anjo da noite

 
Meu anjo da noite
Abraça a minha solidão,
Acende a luz da vida
E guia-me pela escuridão.

Deixa-me acreditar
Que não estou sozinho
E que tudo é uma ilusão
Para me desviar do caminho.

Acompanha-me pela noite,
Liberta-me desta melancolia
E aquece a minha alma
Para um novo dia…

José Coimbra
 
Anjo da noite

Noite III

 
Noite III
 
O negro céu é o meu manto
Que na noite me abriga
Com todo o seu encanto
Eliminando a minha fadiga…

O reflexo da lua na água
No escuro e tranquilo lago
Limpa a minha mágoa
Do meu fado amargo.

A suave brisa do vento
Meu rosto acaricia
E afasta o triste sentimento
Fazendo-me companhia…

José Coimbra
 
Noite III

Para Além da Música

 
 
Cá estamos na madrugada
A ouvir um bom som
Que venha mais uma rodada
Que o vinho é do bom.

Conforme escuto essa música
Sinto picadas de emoção
A culpa é da bebida afrodisíaca
Ou estou perdendo a noção?

Já me sinto meio embriagado
Ante o teu sensual olhar
Nada me tirará do teu lado
Nesta noite espectacular
(Aqui me sinto por ti apaixonado.)

Não posso esconder meus sentimentos
Compreendi que o vinho e a canção
Afastam meus medos
E reforçam o que guardo no coração!
(Daqui me sinto por ti apaixonada.)

Janna
José Coimbra
 
Para Além da Música

Palavras são inúteis

 
Diz-me o porquê dessa revolta
E desse tão triste olhar?
O mundo não gira à nossa volta
Mas sei que ele te quis calar.

Juntos olhamos pela janela
E em silêncio vemos a lua
Tão magnífica, mas a beleza dela
Não é comparada à tua.

Meus actos e gestos são fúteis,
Dou-te nos lábios um beijo ligeiro
Porque as palavras são inúteis
Quando há amor verdadeiro…

José Coimbra

Normalmente não costumo fazer isto...
Mas este texto tem duplo sentido e como é uma pequena homenagem disfarçada, tenho que expor esse sentido...
A personagem feminina é surdo-muda...
 
Palavras são inúteis