Amo os seus sorrisos sorrisos lindos a crescer idéias sempre a desenvolver mentes brilhantes prometendo mudar a Vida e o Mundo
Eu acredito nesses sorrisos todos eles farão o futuro quem sabe ainda no meu tempo eles continuarão a ser o Sol que me aquece em cada Inverno e que me renova a alma a cada ano na Primavera com o tempo a aquecer a crescer e a descobrir a Vida
Nascem e chegam puros todos esses lindos sorrisos vão crescendo sem nada que os detenha e eu aqui olhando, revendo, vendo crescer
Quantas amizades, reconhecimentos eu quero ter sempre nesses sorrisos eles se tornaram parte de mim agora e sempre crescendo e amando os sorrisos desses meninos queridos
E com um inequívoco sorriso eu sempre os recebo, a convidar para que fiquem também sorrindo comigo dando e recebendo sorrisos todos os dias, e sempre.
Quando passo nas ruas da cidade Vejo essas crianças perdidas Muito longe da felicidade E muito mais longe da vida.
Vagueiam de esquina em esquina Onde não existe a moral Vão sofrendo a sua sina Vitimas de um destino brutal
Crianças que vivem no nada Que viajam no vazio, Numa longa caminhada Nesta terra incendiada Onde o calor nos dá frio. Trocam o corpo por dinheiro Para poderem viver Não é vida com braseiro Mas sofrimento traiçoeiro Que jamais poderão esquecer.
Para eles , os dias são sem Sol. As noites nunca têm Luar. O futuro é mar sem farol, É tudo escuro no seu olhar.
Esses lobos, que na noite rodam E que as exploram com desdém Decerto não se recordam Que foram crianças também.
A. da fonseca
ADOPÇÃO DE ANJOS SEM SEXO POR CASAIS DO MESMO CORAÇÃO
Como alguém pode considerar indigno, uma criança ser criada fora da família tradicional – que sabemos algumas integram as tradições que a seguir vos conto e que uns quantos de vós imaginam - ou que pais e mães que amam o seu mais próximo, profunda e calmamente, de tal forma que enfrentam em nome desse amor, sociedades estigmatizantes e cruéis, como nenhum heterossexual seria capaz de enfrentar mesmo sendo igualmente Homem ou Mulher com letra maiúscula. Porque são esses os generosos e abnegados que chegue para amar e acolher como seu, um menino de Deus, abandonado à sua sorte. E que esses humanos que nada têm de diferente além de trocarem afetos de forma pouco tradicional na sua intimidade, sejam piores exemplos de valores de família, que as tradicionais famílias, que à bom Português discutem à mesa e espalham desamor baseado no baton da lapela do smoking, ou nas excessivas entradas no cartão de crédito, porque é nesses cenários que alguns destes ofendidos com as propostas e que votaram contra, cresceram e se fizeram homens e mulheres tristes, que só conhecem o cinzento ou o azul-marinho. Mas se Deus nos deu capacidade de amar ou odiar, de olhar, de sentir, de cheirar, de gostar ou de detestar, e criou um mundo com tantas disparidades, icons e avatares, porque não havemos de ser tolerantes com os que com essa capacidade de gostar, amam o seu igual, e com a capacidade de detestar sintam coisas menos boas pelo seu oposto. Pois se esses são igualmente capazes de fazer coisas grandes e recheadas de grandes coisas, e colorir o mundo com uma diversidade de pantones que sirvará de inspiração a criativos e artistas a pintá-lo mais tolerante e não opressor. E por outro lado, respondam-me a isto é menos repugnante ou capaz de enquadrar uma familia mais tradicional o estrupador que só viola meninas ou a pedófila que só abusa de meninos, e não os outros? Não é a orientação sexual que faz das pessoas montros assustadores sem valores que saem para ai a viver a sua intimidade à frente das crianças, mas o seu mau interior e os maus valores e comportamentos desviantes criados, alguns deles nas ditas familias tradicionais. Não confundam ou leiam enviesado porque comportamentos desviantes não são orientações sexuais, nem são as orientações que promovem comportamentos desviantes. Sandra Correia PS - Para que se saiba sou heterosexual assumida, mas porque sou Mulher Mãe (com duas maiusculas) não sou capaz de passar indiferente à intolerância e estupidez humana...
Dois dedos de Prosas Socialmente Responsáveis e Politicamente Incorrectas
Dois dedos de Prosas Socialmente Responsáveis e Politicamente Incorrectas
Meus meninos quando mais crianças tinham mania de criar bichos dentro de casa. De casa não, pois moramos em apartamento, péssimo lugar para se manter animais e, além disso, o caçula é asmático e o mais velho tem rinite alérgica.Primeiro foram os peixes que convenceram o pai a comprar. E lá veio aquele aquário cheio de musgos, pedrinhas no fundo, luzes e toda aquela parafernália.Eles exultaram e passavam horas admirando os bichinhos a nadar pra lá e pra cá. Mas, como o que é bom dura pouco: de repente a “peixaiada” morreu.
Deve ter sido indigestão. Os garotos segredaram que achavam aquela ração muito “fraquinha” e colocaram no aquário refrigerante e outras guloseimas. A partida dos peixes não trouxe grandes traumas.
Uma noite o menor com uma chiadeira danada no peito e o maior não parava de espirrar e resfolegar o nariz. Depois de ambos terem ido a urgência hospitalar e serem medicados confessaram o crime: tinham adotado um gato de rua que estava instalado confortavelmente numa caixa na área de serviço com a conivência da emprega. Dei “aquele sermão” e despejei sem dó nem piedade o felino.
A seguir veio o casal de miúdas codornas: a Chuva e o Trovão. Eram bem bonitinhos. Eles moravam numa ampla gaiola com água e comida a vontade. Durante a manhã ficavam soltos na área de serviço para esticar as pernas. A fêmea começou a colocar ovos diariamente e no final de semana meu marido os comia como tira-gosto com sua cervejinha. Até que aconteceu o primeiro acidente... A empregada deixou a porta da cozinha aberta, a curiosa Chuva tomou o rumo da escada e rebolou partindo uma patinha. Daí em diante ela só punha ovinhos quebrados até que amanheceu morta. Que desolação! Velório na caixa de sapatos, lágrimas, enterro no jardim do condomínio.
Alguns meses e nova tragédia: o Trovão foi esmagado pela porta da cozinha que desastradamente o meu filho mais novo empurrou. Foi difícil convencê-lo que ele não era um assassino perverso: afinal fora um homicídio culposo. A consternação foi maior que no sepultamento da Chuva. Muitos dias de tristeza e luto.
Ainda veio a Susy, uma camundonga, que pouco durou devida queda da sacada do terceiro andar onde moramos. Todos nós estamos convencidos que nossos animais são marcados pela tragédia e que apartamento não é lugar para criá-los... Pelo menos o nosso!
Aos sessenta anos, percebendo que ainda havia muito amor e carinho para dar e nem um filhinho pequeno para receber, Evinha abre as portas da sua casa acolhendo crianças para cuidar. Era uma nova profissão que demorou para alcança-la, mas que lhe revelou seus verdadeiros dons. No dia 18 de janeiro de 1978, ela recebe a primeira criança para cuidar, de nome Brenda, tinha a cabeça bem carequinha, olhos pretinhos e bem esperta. Conquistou toda a família, vindo a se tornar o centro das atenções, o "xodó" da casa. Apegou-se tanto a sua filha Mônica, que começou a chama-la de mãe, fato que se repete até os dias de hoje (1984). Brendinha foi a primeira, depois dela várias outras crianças chegaram e encontraram a porta do coração de Evinha aberta ao amor puro de Mãe. Foram muitas trocas de emoções, que a gratificou muito, por tê-la deixado mais feliz neste contínuo movimento de dar e receber amor, carinho, amizade, companheirismo. Ela que sempre quis a casa cheia, além das crianças tinha os pais, mães, irmãos, madrinhas, que lhe ampliaram os laços de amizades. Apesar de ser um trabalho cheio de alegrias e emoções, não era nada fácil, pela grande responsabilidade que é ser a educadora de várias crianças. Com uma carga horária que às vezes lhe ocupava dezessete horas/dia, pois tudo se ajustava às necessidades das mães, começava a receber a primeira criança às seis horas e entregava a última às 23 horas, pois os horários eram variados. Como todo ser humano ela mescla momentos de alegria com tristeza, talvez normal para uma pessoa que teve uma família tão unida, hoje tê-los espalhados. As vezes pensa que a desunião entre as famílias mais abastadas, deve-se ao fato de cada um ter seu próprio quarto, sua televisão, seu celular, seu computador; isso tira aquele contato familiar de se ter a opinião dos pais e irmãos, nas questões da vida.
A auto biografia mais linda que li, onde tive a oportunidade de ajudar a transformar um sonho em realidade.
Certa feita umas crianças de um antigo vilarejo. Estavam brincando entretidos gargalhando e felizes! No vilarejo não havia energia elétrica era usado um lampião, Naquela noite só a lua cheia clareava e os vaga-lumes que: De tantos pareciam pisca-pisca de árvore de natal. - Eles depois de exaustos pelas brincadeiras do dia, logo após o banho E a ceia costumava ouvir as histórias de sua avó. Que eram de arrepiar! Sentados numa calçada bem atentos; histórias de lobisomem, bicho papão, comadre folozinha, saci-pererê até mesmo de serpentes! Ela já havia falado de uma sucuri que engoliu um homem inteirinho. Outra que eles tinham muito medo era a da tal folozinha porque sua avó dizia que ela com raiva costumava dar uma pisa de urtiga em quem a confundisse com a caipora. A urtiga queima e arde a pele só no contato imagine ser surrado? UFF! Diziam arrepiados E assombrados porque suas imaginações eram férteis embarcavam na viagem sonhando. Numa dessas noites... Sua avó contava histórias empolgada -, quando então,uma criança deu um grito (aí) e todos ao mesmo tempo gritaram também o que foi? Ela disse: Me beliscaram nas minhas costas -, foram procurar quem beliscou sem respostas. Eles correram e pegaram o lampião procurando encontrar alguém, mas nada encontram. Olharam uma para a outra e correram de cabelo em pé, quanto mais corriam, mas, se arrepiavam E gritavam dizendo que um vulto os seguia. Juravam que via vultos meio aos vaga-lumes. Será que viam uma sombra ou o medo o fizera ver uma sombra? Sua avó também ficou apreensiva e terminou a história se perguntando o que teria acontecido de fato, naquela noite, pois sua neta tinha uma marca de um beliscão. Todos foram dormir juntos com medo sentindo uma sensação estranha até o dia clarear e por fim ainda voltaram ao local a fim de encontrar vestígios de alguém, mas nada encontraram. Passaram um bom tempo sem querer ouvir histórias e muito menos sentar na calçada à noite!
estive quase sempre ausente dos dias, das memórias sem que uma única lágrima se aflorasse dentro deste amor incondicional que nos uniu nesta semente diferente, o vento não escuta e as açucenas não são todas iguais mas tu que vislumbras o céu retornas aos meus braços e fazes-me voar contigo nesta indiferença de jardins desiguais, e um riacho flutua a poucos centímetros do teu nariz onde as heras se refrescam diante das tuas mãos, soltamos gargalhadas sem precisar do olfacto para sentir o odor das gerberas alinhadas dentro de uma metáfora improvisada.
serás sempre uma pétala de luz, dentro das minhas lágrimas de resina
Quando passo nas ruas da cidade Vejo essas crianças perdidas Muito longe da felicidade E muito mais longe da vida.
Vagueiam de esquina em esquina Onde não existe a moral Vão sofrendo a sua sina Vitimas de um destino brutal
Crianças que vivem no nada Que viajam no vazio, Numa longa caminhada Nesta terra incendiada Onde o calor nos dá frio. Trocam o corpo por dinheiro Para poderem viver Não é vida com braseiro Mas sofrimento traiçoeiro Que jamais poderão esquecer.
Para eles , os dias são sem Sol. As noites nunca têm Luar. O futuro é mar sem farol, É tudo escuro no seu olhar.
Esses lobos, que na noite rodam E que as exploram com desdém Decerto não se recordam Que foram crianças também.
A rima que se defina No meu jeito de menina A fonte, que nunca seque Porque é isso que me aquece Fogo abrasador De intenso calor...
Calmaria que se instala Quando a mente vagueia Sinto ser uma sereia De pensamentos que seduzem Brilhando muitas luzes Em meus olhos...
Não farei desistir Aquilo que no peito Vai agora Meu amor Nova história...
Sereia? Não, talvez uma ninfa Alguns já classificaram assim... Mas na verdade, como os anjos Amar, sem fim...
Lado anjo Lado sereia Lado ninfa O que importa? Só sei agora Que o verbo é amar Nesse doce poetizar...
Rimas, não são sempre verdadeiras Algumas mentem até Mas na minha forma de expressar A verdade prevalecerá Porque meu verbo é amar...
Dizem ser eu louca? Não sei Será mais um adjetivo? A verdade, é que não importa O que outros irão pensar Meu pensamento flui Em versos, à cantar...
Quando das rimas utilizo É só para enfeitar O que o pensamento transmite Nesse meu doce pensar...
Seres mitólogicos me fascinam Assim como a Natureza O céu, o mar... Faço deles, minha rima E um texto sairá...
Na loucura do amor Meus versos dançam Mão que embala a tecla Deixando que se façam As rimas Desvendando sonhos Conflitos interiores E os amores...
Não me importa as simetrias Não uso delas, no pensamento Apenas o que vai na mente Nesse momento...
Momento de expulsar fantasmas Apresentar o amor E reluzir A criança, que deixo fluir...
Deixo dentro do peito A mistura de moleca Mãe, amante, mulher Qual delas sou mais? Não sei... Talvez como mãe Também sou criança À brincar com outras crianças... Sendo criança, sou moleca Sendo moleca, sou mulher Sendo mulher, sou amante... Por aí se vai adiante...
Rimas que podem não rimar Verdades que possam parecer mentiras Mas o que interessa, na verdade É o teclar de minhas vontades...
Não importa onde nascem Não importa a sua cor, O importante é que passem Na vida com muito amor.
Alguns são passarinhos Que dormem à luz da Lua Depenados de carinhos, Não são que putos da rua.
É triste ver esses putos Que não têm eira nem beira. A vida só lhe dá chutos Têm o Sol como braseira.
Crianças de vida triste Merecem ser mais amadas Mas para eles não existe Que as pedras da calçada.
Putos sem ontem nem hoje E de um amanhã incerto, É a sorte que deles foge E os lobos ficam mais perto.
Pássaros que vão crescendo Sempre com as asas quebradas, Num mundo sem dividendo Com a miséria de mãos dadas.
Velho Mundo, Voltas-te à Idade-Média. E esta sociédade sem rédeas Deiou de ser a grande dama. Velho mundo, A tua mocidade anda perdida A tua estrada na vida È toda feita de lama!
Amor não existe, compreenção não assiste Frustrações dentro de lamentações. Vai-se andando num caminho sem rumo Onde as pedras são pontiagudas Como agulhas, nos vai picando Sangrando nosso coração Um sofrimento Uma lágrima, lágrimas, Infelicidade, ontem, hoje e amanhã... Alimentação do dia a dia, Noites ausentes de estrelas, duma lua coberta de dor. Só resta pegar nos trapos e dar á sola. Entre caixas de papelão se vêem pequeninas mãos Sentimentos inocentes entre o amor dum pai e duma mãe. Se voltam as costas, já não importa A liberdade reina num lago de água turva Ele puxa para ele, ela puxa para ela. Os pequeninos olham em desgraça sem decisão. Seus corações viram elástico, prestes a romper... Um dia o mundo cai sobre almas doridas... A vingança desaba sobre eles, os inocentes... Nas cabeças perversas, não há calor, Não sentem a dor e muito menos amor. Se dedicam somente há continuação da tortura Esquecendo o sangue que corre nas mesmas veias... Arrancam o amor duma mãe a uma criança...
Este pequeno poema/texto é pra você Querida Ibernise... senti uma revolta e uma grande vontade de escrever. Um beijinho com luz e tudo de bom. Alcina