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Poemas, frases e mensagens de Antero

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Antero

Não preciso ver-te para saber que estás presente

 
Ainda que não te veja
Ó luz da vida, que me guia
Para onde quer que seja
Teu, caminho, sigo, neste dia

Ainda que não te sinta
Ó brisa que me refrescas
É a tua frescura, que pinta
O amarelo das giestas!

Ainda que não te escute
Ó grito da minha alma
És tu, quem me incute
A esperança e a calma!

Ainda que não te sinta
Ó perfume das flores
É a tua doçura que pinta
Os jardins de mil cores

Ainda que não te veja
Ó meu, pequenino, coração,
Por quem, aqui não esteja
Sei que bates, forte, como trovão

Ainda que não te escute
Ó silêncio da natureza...
O meu maior desfrute
Advém da tua beleza!
 
Não preciso ver-te para saber que estás presente

É Primavera

 
Na melodia do canto dos pardais
Acompanhada pelo sussurrar do vento
Vens Primavera dar contentamento
Neste dia de encantos surreais

Vens vestir de rubro os roseirais
E de sonhos o meu pensamento
Mas, teu maior encantamento
É o perfume de tempos ancestrais

É a vida que trazes em cada flor
A natureza em pleno esplendor
Até as águas do riacho cantam

Melodias que a todos encantam
Alegrem-se, amigos, não é quimera...
É tempo de sorrir, é Primavera!

http://antero-oliveira.blogspot.com
 
É Primavera

Suspiro

 
Sufocam-me os silêncios perdidos…
As sílabas das palavras não ditas
Aquelas que jamais foram escritas
Nos versos, agora esquecidos...

Sufocam-me os sentimentos doridos
As longas horas, passadas, prescritas
Os gritos calados, as vozes malditas
Que me fazem até, perder os sentidos

Sufocam-me, os sonhos, vencidos
Os alicerces sobre areia construídos
Os olhos abertos que nada vêem…

As mentes, que em nada, crêem…
Sufoca-me até o ar que respiro
Mas… porque vivo… Suspiro!
 
Suspiro

Passadas sim, mas não em vão!

 
Naufragando, meus olhos, tristes estão
Vertendo do peito, lágrimas salgadas
Tentando sem jeito, apaziguar o coração...
Convertendo histórias em águas passadas

Passadas sim, mas não em vão!
Pois as páginas do livro imaculadas
Onde vou guardar com emoção
O encanto de duas almas enamoradas

Perpetuarão escrita a voz do coração
Ao ritmo melodioso daquela canção…
Do rio correndo pela encosta do monte

Da ave cantando e voando sobre o mar
Do que nos encheu a alma e fez sonhar...
Projectando vida para além do horizonte!
 
Passadas sim, mas não em vão!

Nessa estrada

 
Nessa estrada, cuja calçada
Reluz o brilho, da tua luz
Revelando este trilho, que me conduz

Nessa estrada, cuja calçada
Amortece, os passos e dá norte
A esta Alma, cansada, e a faz forte

Nessa estrada, cuja calçada
Testemunhou, em tempos, a tua chegada
E te guiou, com os ventos, na retirada

Nessa estrada, cuja calçada
Me levou, num sonho, apaixonante
E me deixou, esta realidade, ofuscante

Nessa estrada, cuja calçada
É tudo, o que tenho sob os pés
E no coração, estás tu... Porque não vês?

Nessa estrada, cuja calçada
É a minha vida, a minha morada.
 
Nessa estrada

Soltei as amarras de minh`alma

 
Soltei as amarras de minh`alma
Da brisa gelada que m`envolvia
Abracei encantado a melodia
Que, de tão doce, me acalma
A dor que me agonia...
 
Soltei as amarras de minh`alma

A entrega

 
A entrega
 
Quantas estrelas, tem o céu?
Quantas algas, tem o mar?
Tem tantas, que não sou eu,
Quem as vai conseguir contar

Quanta luz, delas, resplandeceu,
Naquela, longa noite, sem luar?
Quanta vida, delas floresceu,
Sob as águas, desse mar?

Foi luz, foi vida, que nos cobriu
Com um manto, como nunca se viu
Foi lírio, foi rosa a desabrochar…

Foi encanto, partilha, emoção
Momento, que entreguei o coração,
E a minha vida, para te amar!
 
A entrega

Assim de repente

 
Assim de repente...
Nesta manhã, tão igual tão diferente
A mesma névoa matinal
E tu meu amor ausente
Talvez caminhes junto ao mar
Ou num jardim, alegremente
No meu coração vives, certamente.
Nestes sinuosos caminhos,
Que percorremos, livremente
Florescem amores, docemente…
Teu suave perfume
Levado nas ondas desta brisa,
Que atravessa os vales e o cume
Deste emaranhado de escrita,
Perpetua este sublime sentimento,
Enamorada alma bendita!
 
Assim de repente

Fonte dos meus Sonhos

 
Fechei os olhos e senti
Meus sonhos florir de ti
Qual terra árida, sem vida?
Por ti floresce a semente
Que outrora julgava perdida
Ó fonte dos meus sonhos
Que me encantas, docemente
Tempos tristonhos abandonei,
Quando em teus braços me entreguei.
 
Fonte dos meus Sonhos

Além do silêncio, um alegre viver

 
Estendo, meus dedos, sobre o papel
Duma página, branca, tão pura
Deposito nele, todo sabor, do mel
Que floresce, desta Alma, tão escura

Rabisco, meus sentimentos, sem fel
Semeando, doces flores, na frescura
Da manhã, que me viu, num corcel
Cavalgando, veloz, à tua procura

Nas margens verdejantes dum rio
Sob o luar, num sonho, fugidio…
Sobre as ondas, revoltas, do mar

Conquistando, ao tempo, o sonhar
Perpetuando somente este querer...
Além do silêncio, um alegre viver!

http://antero-oliveira.blogspot.com
 
Além do silêncio, um alegre viver

O sol e a Lua

 
Pela minha, entreaberta janela
Observo fascinado, o sol nascente
Ele trás do seu lado, imagem bela...
Duma lua, em quarto crescente…

Ó dia que és belo e triste,
Tens hoje a companhia daquela,
Em quem, o oculto, persiste...
Guarda-a como, a uma estrela…

Pois te ladeia, a lua pura...
Ela não te aguarda, e vai…
Ao encontro, doutro quadrante…

Deixa-nos na noite escura,
Logo que o sol cai...
Mas noutro dia vem, seguramente!
 
O sol e a Lua

RENDO-ME

 
 
Rendo-me, ao silêncio...
Onde posso, a voz da natureza, escutar,
Aquela que os humanos teimam apagar!

Rendo-me à brisa,
E ao perfume das flores,
Ao canto dos pássaros,
E ao murmúrio das águas...

Ah… como eu amo a natureza!

E há tanto, quem a pisa,
E apaga as suas cores...
Aniquilando as florestas,
Vestindo-as de negro...
Só de cinzas... e mágoas!

Ah, como magoa!
Ver o fogo assassino,
Ateado por quem não sente
Destruindo a vida e o destino...
Da natureza e de tanta gente!

Mas a isto não me rendo,
Com isto, me revolto!

07/09/2012
Joaquim Antero Oliveira
 
RENDO-ME

Amo-te

 
O sol brilha bem alto
Revelando e reluzindo,
Nas maravilhas que o horizonte
Nos permite vislumbrar.
Abre a tua alma,
Deixa esse calor entrar,
Sente a paixão no meu olhar,
O meu palpitar...
Que a brisa te revele:
O perfume das flores,
O encanto do chilrear dos pássaros
E uma suave revelação...

AMO-TE!
 
Amo-te

Fazendo renascer de novo esperanças

 
Onde chegam os braços do mar?
Onde pousam seus dedos, ao anoitecer?
Seu calor se perde sem queixume ao luar
Seus raios esmorecem, sem morrer

Pois noutro dia voltam a nascer
Pois em teus braços, querem se entregar
Aí onde os lírios vão florescer
Aí onde teus olhos vão descansar

Nesse doce leito que é o teu mar
Nesse horizonte onde findam os dias
Onde desaguam as ondas do teu olhar

E se abraçam as noites a longos dias
Onde naufragam fortes lembranças
Fazendo renascer, de novo esperanças
 
Fazendo renascer de novo esperanças

Jardins secretos

 
A brisa, com perfume de maresia
Embriaga os meus pensamentos.
Meus olhos vêm como por magia
No horizonte, doces sentimentos.

Aqui, naufragam por momentos
As ondas desse mar de alegrias
E num vislumbre de encantamentos
Se tornam reais, minhas fantasias

Ao largo navegam barcos à vela
Guiados pelo rasto de uma estrela
Levam, com eles, olhares indiscretos…

Visões que cruzam a realidade
Paixões que eternizam a verdade
Em coloridos jardins secretos!

http://antero-oliveira.blogspot.com
 
Jardins secretos

Voz de minha Alma

 
Ó inquieta voz de minha Alma
Quem é que te acalma?
- Sou eu! Sou eu que te sigo,
Caminhando discreto,
Embrenhado nas entrelinhas,
Das palavras que escrevinhas.
Sou quem dá nome e sentido
A esta vida que tens vivido.

- Ó sentimento lindo!
Porque estás escondido?
Não te vás, vem comigo,
Não me faças sentir perdido...
Revela-te, não te escondas,
Abandona essas sombras,
Sobrepõe-te às palavras...
Embriaga meu ser...
Minha vida faz florescer.

Ó voz de minha alma!
Que brota do meu peito,
Mantém-te pura e calma,
Semeia com preceito.
Para que a tua voz,
Floresça em poesia,
Nas margens do rio que se esguia
E o transborda de alegria.
 
Voz de minha Alma

A minha Sereia

 
Cai a noite, ergue-se a Lua
Sob um manto, estrelado...
Vou caminhando, pela rua
Desejando-te, do meu lado

Levo no peito, lembrança tua
Dum momento, abençoado...
Sigo, no silêncio, de alma nua
Com o coração, enamorado

Me perco, nas sombras, embrenhado
Me encontro, pelas estrelas, iluminado
Porque te busco, caminho, junto ao mar

Cujas ondas, correm, pelas areias
E o sangue, que me corre nas veias
Me dá vida, para te amar!
 
A minha Sereia

Um dia

 
Anoitece aqui
Nasce o sol aí
Caminho ao luar...
Ao sol vais passear
Após mais uma jornada
Vejo-te chegar na alvorada
Me esperas ao entardecer
Chego, mas não me podes ter
Eu nasço ao ver-te morrer
E morro para que possas nascer
Sou noite escura
És dia radiante
Somos dois, somos um só
Duas metades de tempo
Duas partes, de um tempo só
Somos, aquilo que fomos
Somos, aquilo que quisermos
Um dia!
 
Um dia

Sem ti, é nua a minha vida

 
Quantas vezes aqui sozinho
Por não te ver, senti um tremor
Um vazio, uma falta de carinho,
Uma luz que se extinguia na dor

Quantas vezes procurei o caminho
E sem querer vi, a falta de cor
A chuva caindo de mansinho
Mas parecendo diluvio, um terror

Quantas vezes ao olhar o céu
Onde a lua seguia sozinha
Percebi que aquele denso véu

É falta de cor no jardim da vida
É ausencia, é fé perdida...
E perceber que sem ti, é nua a vida minha
 
Sem ti, é nua a minha vida

Como é bom amar

 
Quando me sinto perdido... Perante
Ti querida, procuro em teu olhar
Aquele porto de abrigo, reconfortante
Que só tu, com teu amor, me podes dar:

Na Primavera: uma flor, uma semente...
No Verão: uma brisa, para refrescar;
No Outono: com amor, um presente;
No Inverno: um abraço, um beijo sem falar...

Assim, nós dois, com tanto para dar...
Com tanto amor em nossos corações
Que mais fazer? Se não partilhar!

É tempo de ir em frente e lutar!
Viver, sentir, partilhar as emoções...
Ó mundo, como é bom amar!
 
Como é bom amar

J. Antero Oliveira