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Poemas, frases e mensagens de Andeiro

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Andeiro

Não julgues uma estrela… pela distância dos seus dedos ou inercia dos seus raios…

 
Não julgues uma estrela… pela distância dos seus dedos ou inercia dos seus raios…
 
mesmo escondida
nos arbustos
do céu
eu te amo
diante
do nublado dos teus olhos

mesmo no outro lado
da noite
apresso os raios
para te acordar
com a luz dos meus braços

mesmo ausente
na tristeza
cerrada
do teu rosto
sei que a minha chegada
destrancará
teus doces lábios
 
Não julgues uma estrela… pela distância dos seus dedos ou inercia dos seus raios…

Um adeus imperfeito é um regresso inimitável nos nossos sonhos

 
Um adeus imperfeito é um regresso inimitável nos nossos sonhos
 
que bom
ver-te
soprando
as Asas ao vento …
feito caravela quinhentista
desbravando o sal do caminho
ultrapassando os adamastores
do íntimo
com o brilho dos teus escritos …

saber que vais
passar ao lado
do meu ser
pendurado num poema
e não vais querer ler
o reflexo das tuas letras
nos meus olhos …

nem sequer escutar os dedos
que te acenam
com estas palavras
servindo de lenço
em todos os adeus de esperança
só nossos
por serem tão imperfeitos …
 
Um adeus imperfeito é um regresso inimitável nos nossos sonhos

foste demasiado num período sem nada... e acabaste por ser nada também

 
foste demasiado num período sem nada... e acabaste por ser nada também
 
por vezes,
calamos as palavras
audíveis cá fora
mas cá dentro,
jamais podemos calar o coração …
ele grita com a saudade tão alta
e o timbre de uma lágrima
tão sóbria …

resta-nos o afeto
de um futuro adiado ...
de um passado
difícil de ser presente
diante dos nossos passos

resta-nos o sonho
e o amor
contrariado
pelo caminho
escolhido

fica a vontade
convertida em saudade
de te amar
até à infinidade
 
foste demasiado num período sem nada... e acabaste por ser nada também

O que sobra de um amor entre uma onda e uma rocha é a espuma …amarga da doçura …

 
O que sobra de um amor entre uma onda e uma rocha é a espuma …amarga da doçura …
 
 
que cantas
tu …
menina gaivota
com uma lágrima
da chuva
que não é tua
e um firmamento
no peito
iluminando
um coração andante
que procura
O santo graal da ternura!?

por amor… escuta os meus saberes:

jamais
se pode sarar
as feridas
de um coração
sangrando amor

é como
parar
um mar
nascendo ´
de dentro
para a rua
com as mãos
servindo de tampo


haverá
sempre
a ternura
em forma
de amargura
trespassando
os dedos dos olhos
os olhos dos dedos
a pele nua da gente …
alagando
todas as partituras
do silêncio
 
O que sobra de um amor entre uma onda e uma rocha é a espuma …amarga da doçura …

Quantos sorrisos serão precisos para compor o teu olhar?

 
teu olhar
não cabe
nesta paisagem
de aguarelas atrasadas

nem mesmo no quadro
pintado por um pintor dotado
com mãos de Cinderela

teu olhar
é um lago …
reflete um mundo magico
que reaprendemos a gostar
através do seu brilho
lacrimejado

um olhar... desturvando o sal da nossa retina
suja de incertezas
repondo a beleza que nos faltava
 
Quantos sorrisos serão precisos para compor o teu olhar?

Se o amor não chegar tens aqui as sementes da amizade prontas a regar

 
Se o amor não chegar tens aqui as sementes da amizade  prontas a regar
 
 
cuida do sonho
com as mãos soltas
e um sorriso na boca

espera que ele cresça
no coração
antes de ser certeza
no meio do nosso peito
despido de roupa e de medos

até lá
vamos a aproveitar para passear onde nunca passeámos
viver o que nunca vivemos
sentir o que nunca sentimos

- Já agora, queres ir à praia dos olhos de água? Vem?! … A lua está baixa e o mar tímido, as rochas submersas estão agora olhando as estrelas, esperando pela nossa presença …
 
Se o amor não chegar tens aqui as sementes da amizade  prontas a regar

Que a solidão não cale a foz do nosso estuário

 
 
desertos …
à beira-mar …
à beira-rio …
sofrem
a mesma solidão
dos sonhos
escorridos
e dos íntimos
descidos

mas
um dia
o mar irá temperar
a saudade de um rosto rio
e o rio
irá adocicar o olhar
desse marear

no entanto
o que hoje sobeja
talvez seja
o pesado sal
na encosta de um olhar
e as lágrimas…
desejando
serem leves
num braço de água
 
Que a solidão não cale a foz do nosso estuário

força

 
 
escondia as lágrimas atrás de um sorriso
sempre que enfrentava seus olhos grandes
aprumados à ténue e esperança

aqueles olhos
que viram nascer a minha alma em corpo
olhos que viram a criança ser mulher
e agora
veem o adeus sentado à espera

a vida é mesmo assim
amadurecendo-nos amargamente
separando… amores nossos
dos nossos braços

mas temos que continuar
salgando o nosso querer
verdascando esse mar
até chegar à terra
dos nossos sonhos

coragem doce anjo

deixo-te um recado e um video ...

Um dia vai chegar ao topo desse monte
E lembrar …de alguém …
Que lhe mostrou o caminho
Talvez seja esse o testemunho de um pai
Mostrar os caminhos …
E ampara-lo com carinho nos seus regressos…
Para que um dia possa fazer o mesmo com os seus futuros filhos …
 
força

Salácia naufragou no chão do mar com receio de voltar a encontrar o Neptuno do seu olhar

 
Salácia naufragou no chão do mar com receio de voltar a encontrar o Neptuno do seu olhar
 
todos os dias
transbordamos azuis
diante dos desertos
que criamos
por sermos incapazes de sermos nós mesmos
durante o êxodo dos sonhos

...e culpamos o vento
os silêncios
os contratempos
menos os nossos medos …

[não desistas… desprende-te das dunas e enfrentas as ondas …. Neptuno está de volta]
 
Salácia naufragou no chão do mar com receio de voltar a encontrar o Neptuno do seu olhar

Enquanto houver ar e amar… podes respigar o azul das letras …exceto as tristezas

 
 
depois da poeira dos poemas
e da besta do amor
resta-te “ Ar a mar “
as folhas …

as Soltas …

as Caídas …

as Escritas …

as por Escrever

remendá-las
junto
dos teus ramos
que ainda podem
servir para segurar abraços
e dar laços de corpo

deverias também
extinguir essas lágrimas de aço
e voltar a escrever …
agora com os olhos
de sede
as letras
de sempre
nos nossos
secos
lábios
 
Enquanto houver ar e amar… podes respigar o azul das letras …exceto as tristezas

amo-te doce anjo

 
 
não se deixa morrer
um amor
com o cordão sentimental
ainda enlaçado no peito

por ti…por mim…
rema, nada, abraça a água …
e vem atracar
na areia quente do meu ser

não tenhas medo ...
mesmo que o farol do sonho se apague
mesmo que as estrelas se esqueçam de brilhar
e olhos fiquem presos na saudade

vem! eu vou te amar sem o amor-dos-homens
 
amo-te  doce anjo

Embalar os olhos com o colo

 
 
Vem …
O aconchego do colo
Não vai durar para sempre

Encosta a cabeça abaixo do ombro
Escuta
O coração a querer sair
Em teu encontro

Vamos lá …
Desimpedir o céu desse olhar …
As estrelas vão-te saudar
Assim que a chuva
Parar
No rosto

Vá...
Pega neste sorriso de carinho
Que te mostro
Extingui essas lágrimas tristes
Que marulham em sentido oposto

Quero que adormeças
Sem estranhares o sonho
 
Embalar os olhos com o colo

Deus te deu um íntimo carregado de amor …seria um pecado tranca-lo no peito

 
Deus te deu um íntimo  carregado de amor …seria um pecado tranca-lo no peito
 
és mais que um aglomerado de sonhos quebrados,
revestindo silêncios puídos …

és o sentimento concentrado de amor
que dá para cobrir todos os mares
com um simples abraço
 
Deus te deu um íntimo  carregado de amor …seria um pecado tranca-lo no peito

Olhar de Avó Mãe

 
Olhar de Avó Mãe
 
a saudade mantém os olhos novos
como se fossem botões
de ouro
de um sofá usado

no entanto quem olha neles
observa
o líquido amniótico de que são feito os sonhos

repara
na esperança viva
depois do tempo pisado

espreita o aglomerado de promessas que o coração faz

nota a veracidade da alma na hora de amar …

e quando os olhos que nós olhamos, vêm um filho a chegar ….
o bailado das estrelas começa
para lá das margens
envelhecidas desse olhar sempre moço
 
Olhar de Avó Mãe

Gaivota longe do mar

 
Gaivota longe do mar
 
 
quando o sol
murcha na dobra do céu
seus olhos fecham-se em sal
e a saudade
nasce
a marear
as ondas
do rosto

é assim a menina Gaivota
e o seu desgosto …[ o de não poder voltar
ao mar do seu porto ]

mas ainda existe
uma brisa de esperança
nos dias mais ventosos

nesses dias
suas penas
viraram remos no vento
suas asas
velas de pano

nesses dias
uma força renovada
apodera-se de sua alma
e a vontade de regressar aos azuis de sua casa
está ali tão perto …

a uma braçada de água

a um mergulho de ar
 
Gaivota longe do mar

Não te abandono porque te amo

 
 
A palavra
Foge da alma
Desmentindo o coração
Logo que te vejo
Saindo
Com as malas nos pés

E te digo - vai
Querendo dizer - fica

E silencio o “amo-te”
Num grito estranho
De pura mentira

Quero que regresses
Com a pressa mais rápida
Como um anjo
A caminho de uma barriga

Assim que chegares
Está um abraço
Pendurado
Junto da chaves
Do carro
E a esperança
Embrulhada numa vida
 
Não te abandono porque te amo

A mágoa e o amor verdadeiro …resistem às ondas do tempo e às noites do esquecimento

 
A mágoa e o amor verdadeiro …resistem às ondas do tempo e às noites do esquecimento
 
as muralhas caídas de hoje,
foram os palácios gigantescos de ontem,

mas o passado cá dentro da gente
é bem diferente…
pois o amor verdadeiro é indestrutível
bem parecido como a mágoa de alguém que conheço….

... uma mágoa servindo de cadeado... inviolável
fechando todas as portas
dos quartos
das salas
nesse teu peito real …
 
A mágoa e o amor verdadeiro …resistem às ondas do tempo e às noites do esquecimento

O que mais escondes ?

 
O que mais escondes ?
 
quem diria
que havia montanhas debaixo do mar
impossíveis de escalar
e um rio
subindo ao cume do teu olhar
impossível de enxergar a olhos descobertos

o íntimo das coisas belas
nos surpreende
por de traz de sorrisos e de reflexos …
 
O que mais escondes ?

A montanha do amor tem trajetos de dor

 
 A montanha do amor tem trajetos de dor
 
 
fio de som
entre uma ferida em lágrima
e a calma intocável
de quem sabe que o amor é assim…
... uma estrada fechada sem sinais nem marcas …

mesmo assim
existe uma esperança difícil de explicar
que nos faz avançar
pelo trilho proibido
que nos leva
ao cume e ao precipício
mais perto
do azul claro
e do brilho das almas
 
 A montanha do amor tem trajetos de dor

meu corvo-marinho-de-faces-brancas

 
meu corvo-marinho-de-faces-brancas
 
 
conheci
as asas da tua alma
acorrentadas
à perfeição de um sonho …

me apaixonei pela doçura do teu ser
querendo-te libertar
voar ao teu lado
multiplicar os sorrisos no teu lindo rosto
sabendo que não seria o sonho que sempre desejaste …

afinal
meus braços foram sempre toscos
para abraçar o vento e te acompanhar…

afinal
eu te amo sem saber se me podes amar

afinal
vejo o quanto és especial
que fica difícil de acreditar
que um dia
poderíamos galgar os azuis
juntos
e aninhar …

sabias … que os corvos-marinhos conseguem ouvir debaixo de água?

talvez por isso reconheceste o amor nas lágrimas
nas chuvas de dor …
 
meu corvo-marinho-de-faces-brancas