Poemas, frases e mensagens de sommerville

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de sommerville

Magna Carta

 
Magna Carta
 
Chegou a noite,
meu doce amor,
há peixes dançando por dentro das estrelas;
há anjos nadando no fundo dos mares;
há pássaros correndo nas estradas de terra vermelha
e amantes flutuando no espaço.
é este o milagre da vida:
o poema que o Universo escreve em todas as eras.
e tu
e eu
com olhos de crianças que nasceram agora
apenas nos limitamos
a contemplar o girar da saia do mundo
num beijo
donde salta sublime
uma lua que se despiu
para que Deus lhe devolva o paraíso...

Luiz Sommerville Junior, 2008201020:22

Poema de Luiz Sommerville Junior, publicado por Daniele Dallavecchia.
 
Magna Carta

A Luz Da Minha Vida

 
 
A Luz Da Minha Vida

Amor
apenas sei
escrever(te)
com dez estrelas
nas minhas mãos ...
mas há uma constelação
encravada na galáxia
destes meus dedos
sem luz ...

Luiz Sommerville Junior, 19 Outubro 2014, 22:12
 
A Luz Da Minha Vida

"Tratado Da Minha Paixão"

 
"Tratado Da Minha Paixão"
 
 
..

Tardava a hora
do teu acontecer(me)
- ó Julieta de todos os meus livros!
em lista d´espera(me)
ó lírica de todas as canções, que eu não cantei!
enquanto todas as vozes do mundo te anunciavam
-ó partitura contida na mais perfeita arte!-
que eu te vi em todas as capas
que os mais notáveis artistas
elaboravam só para um dia
saber distinguir(te) em lugar primeiro
entre todos os outros
que nunca foram ou mereceram
constar …
(ó ilusórias nomenclaturas!)
mas …
meu tão descompassado coração
é alicerce de todos os meus pensamentos
- eu te louvo , ó inconfundível Descartes ! -
o sangue que ele impulsiona
qual samba – cor e movimento –
do desejo(te)
Bossa-nova em todos os meus neurónios

Luiz Sommerville Junior, aqui e agora!

* Aqui e Agora refere-se à data em que o poema foi escrito, sem alterações e sem revisões.

Sexta-feira, ‎19‎ de ‎setembro‎ de ‎2014, ‏‎21:07:07
 
"Tratado Da Minha Paixão"

Rendenção

 
 
.

Redenção

queima-me
quando eu for gelo
fura-me
quando eu for pedra
e...
dilacera-me
com o pecado
quando eu não for
tentação

- perdão...

LSJ, 061020140114
 
Rendenção

Tempestade

 
 
.

Tempestade

Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva

Escrito ontem 270220142301
Reeditado hoje 280220141601

Luíz Sommerville Junior, Eu Canto o Poema Mudo.
 
Tempestade

Amor Imortal - Incondicional

 
Amor Imortal - Incondicional
 
 
Hoje,
precisamente quando no relógio
o movimento assinala o meio-dia
na tua saia orlada de sonhos
que são infinitos a explodir nos meus
tão atormentados neurónios,
ó meu amor!
Hoje,
precisamente, quando a lágrima do amor eterno
que de tão terno quase me mata
nesta sinfonia d´emoção
que me rouba às mãos a firmeza
me rouba ao corpo a atracção, à terra !
sem gravidade para onde vão os meus pés?
ó meu mais sublime amor !
que de chorar em cortejos de sorrisos
me sinto tão pequenino , ó infância !
qual erva silvestre acabada de nascer
no seio de estrelas cor de todas as esperanças ...
Hoje, sim, hoje, oh ! minha querida ,
quando a tua saia em pureza desejada branca, noivada !
recebeu a hora, exactamente ao centro da meia-noite,
eu chorei, porque amar é sentir que o teu tecido é costurado
pela beleza grandiosa do universo
e então,
ainda ... hoje ...
sinto que posso morrer na ponta do fio matinal
que transporta tudo o que é visível até aos meus olhos
olhos tão cansados
por milhares d´anos vividos no encanto
de um dia na cruz duma estrada coberta pelos teus passos
todo o meu ser ficar vazado , impregnado
pelo magistral poema do teu respirar ...
ó meu amor,
que fazia tanto tempo que eu não escrevia
algo tão simples e sem explicação
sobre o amor que não sei escrever...
mas, ó vida de minh´alma!
vê, escuta, sente
lá longe como aqui ao perto
a benção do despertar na alvura
dum leito onde a roupa que nos conforta
tem lençóis de poemas cravados
em gravuras cujas carinhosas mãos
que à vida se dedicaram
exaltam o incenso purificador
dos minutos
nos quais um poderoso coral de violinos
soa para que os ouvidos jamais percam
a benção de serem a criação que nos torna bons, melhores
pela audição da arte suprema , ó música !
se eu estou surdo qual Beethoven
de joelhos imploro-te : perdoa-me !
porque sem ouvir-te
sou menos que um grão de areia numa praia sem crianças brincando ...

Luíz Sommerville Junior, aqui e agora*
050420140704

* aqui e agora, refere-se ao facto deste texto ter sido escrito de improviso online no Luso e postado d´imediato sem qualquer tipo de revisão.
 
Amor Imortal - Incondicional

Alvo

 
 
..

Alvo

Quero
apenas quero
as minhas mãos
sentindo...
o teu rosto
sorrindo...
mais
do que todo
poema que escrevo
poemas demais (?)
eu..
apenas quero
que cada instante
valha mais
muito mais
do que todo e qualquer verso

Luíz Sommerville Junior, 240920142353
 
Alvo

O Rosto De Deus (II)

 
"A vida é um sopro...O sopro de Deus sobre a terra..."
(Daniele DallaVecchia)

O Rosto De Deus (II)

A vida é um sopro
e a vida é o sopro
e a vida É Sopro
- de Deus !
Indefinida
quando não sabemos bem
a cor dos nossos passos...
definida quando encontramos
os pés que é urgente seguir
e ... a vida é apenas
verbo e substantivo
do nome e título que gravo
na alma !

Deus nasce agora
aqui neste lugar
em que a minha cabeça
repousa ...
Ele sopra no meu travesseiro
pela primeira vez !
e eu ...ao virar-me ,
incrédulo , pergunto ao Sopro
- Quem és Tu ?
a ternura da vida respirada
responde-me com a mais doce brisa :
- o teu querido rosto , meu amor !
- pela primeira vez ! -

Insisto em agarrar "o evangelho"
do passado que constrói o presente :
- soprando beijos na tempestade! ...

E... quem nos sopra,
minha amada?
quem irrompe
no centro
do nosso uno plural?
quem ao eu somando o tu
multiplica a inseparável
terceira pessoa?
- ele , filho da paternidade !
luz da razão materna ,
outra vez ,
pela primeira vez!

Luis Sommerville Junior, 28052011
 
O Rosto De Deus (II)

Destino

 
Destino
 
 
Se fossem flores
as lágrimas que me pendem nos cílios
imagina , meu amor ,
os jardins que sorririam nos teus olhos
se fossem poemas
as gotas que escorrem como rios na minha derme
imagina , meu amor ,
os livros que tuas queridas mãos receberiam
se fossem pássaros
as construções que me revolvem a mente
imagina , meu amor ,
os mundos onde os teus pés seriam (per)seguidos
se fossem músicas
os bafos sufocados que me (não) saem
imagina , meu amor ,
os instrumentos que te ensaiariam
se fossem peixes
as veias que me transportam o sangue
imagina , meu amor ,
os rios e oceanos que te vestiriam
se fossem joaninhas
os estremeceres deste meu corpo
imagina , meu amor ,
as plantas de boa colheita que te agraciariam
se fossem céus
os sorrisos que no meu rosto se revelam
imagina , meu amor ,
a eternidade que te (a)guardaria...

Mas ...

Estes se´s anulam o tanto que tu possas imaginar
condiconam(me) , aprisionando(nos) ...

Se eu puder libertar o condicional
e erguer o absoluto
então
incondicionalmente
meu amor , imagina ,
as horas soprando no relógio :
- acelerai ponteiros , acelerai !
e estancai , agora , exactamente,
neste preciso e precioso segundo
em que eu de parado
traço todos os caminhos que (me) conduzem
ao destino que escolhi e faço
aqui , onde nascem
os anjos que respiram a sagração do amor ...

Luiz Sommerville Junior , 11112010,02:32

Em Luso-Poemas,2010

Em Na Transversal do Meu Relógio, 11112010,02:32

Texto Do Livro A Madrugada das Flores

Edição Corpos, págs. 32,33,34
 
Destino

Barquinhos de Papel II

 
Barquinhos de Papel II
 
 
Sabes , meu doce amor ,
quando fui criança, a rua carregava em seus ombros
os belos rios que a chuva de Fevereiro
espalhava ao longo das alamedas povoadas de frondosas árvores,
na sua parte mais alta nascia o encanto duma viagem
construída pela imaginação de pequeninos Vasco´s da Gama
colocavam-se as canoas construídas com as folhas em branco
dos cadernos escolares
que num ápice venciam as ondas rasas,
enxurrada dos céus,que rolavam desenfreadamente pela calçada
eu desatava a correr , seguindo com dificuldade, a rota delas ,
até ao ponto em que o caudal estreito se alargava
formando uma enseada, espelho d água, onde todos os navegadores
paravam maravilhados, em contemplação!,
por haverem conquistado no meio da tempestade
a serenidade, a paz de espírito e a alegria
apenas ...
com um barquinho de papel ...

Luiz Sommerville Junior, 140220121014
in Távola de Estrelas
 
Barquinhos de Papel II

A Minha Carne É Feita De Livros

 
 
A Minha Carne É Feita De Livros

A minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro

A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril que vestia os meus sonhos
me inundava de interjeições...

A minha carne é feita de livros...
e rogo a quem os abriu
o milagre de jamais os fechar...

Luiz Sommerville Junior, 2010

In a Madrugada Das Flores, Edição Waf-Corpos Editora.

.
 
A Minha Carne É Feita De Livros

Barquinhos De Papel

 
 
.

Barquinhos De Papel

Quero que os meus versos
sejam humildes
como humilde foi o meu nascer:
cinco letras gritando
na boca da minha mãe
cinco letras sorrindo
nos olhos do meu pai

Quero que os meus versos
sejam humildes:
cinco letras entranhadas
no corpo da minha amada

Cinco letras vivendo
no meu filho eternizadas

Sim!
Quero que os meus versos
sejam humildes :
cinco letras apagadas
pela terra que as guardará

E... a chuva impertinente
a levar os barquinhos de papel
no tempo
de quem (não) me viu





Luíz Sommerville Junior , 060220142245 , Eu Canto O Poema Mudo

* cinco letras ou o meu nome - Jorge.

Leia também ... Original
 
Barquinhos De Papel

Veleiros (que não voltam)

 
Veleiros (que não voltam)
 
 
Meu gáudio jaz
No mais gélido dos mármores
Hoje, restou a poesia em meus dias
Que devem ser por poucos
porque não dá pra respirar
Sem teu amar.

Ray Nascimento

e partem ...
no verso pioneiro
"tão tristes os tristes"
despedindo-se de tão mal-fadado cancioneiro
"que nunca outros tão felizes vistes"
em barco que chegou, primeiro...
ancora no terreiro
e ainda que fosse
por que o seja, último!
sou este, de ti, aqui
ou veleiro
eleito
que te beija
ó mar, doce mar!
estrela marinha
vou cantar(te)
em verso guerreiro:

-amar é cegar para o nunca antes visto!

Luiz Sommerville Junior

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... ryid=279272#ixzz3EjIDfbDp

Do poema, basta-me, o último
que não escrevo , de súbito !
 
Veleiros (que não voltam)

Inês de Portugal

 
 
..

Inês de Portugal - Nesse Lago Tão Quieto

Tu
que és tão grande
que eu não consigo ver-te
que és por cima
dum céu
vermelho de flores que chora
o verde vida das pétalas em ferida
neste silêncio
em que
"todos os barquinhos
cansaram de nadar"
dizes-me
por que dormes
eternamente
nesse lago tão quieto
por baixo
deste mar?

Luiz Sommerville Junior, in memorian

01 de Setembro 1929 - 04 Junho de 2013
 
Inês de Portugal

"O Silêncio das Estátuas"

 
 
Preciso tanto descansar...
deitar-me a repousar
sobre a terra ...
abraçar o céu
beijar o mar
aí ...
só para eu ter a certeza
que a lua que dança nesta cidade
de cais embriagados pelas pontes
é a mesma
que se noivou com o Sol

nesse tão longe
que é o mais perto
deste mim
a repousar...
o meu destino...
agora!

Abre tuas mãos, meu amor,
solene coração de seda,
e... sente ...
o tombar ...
da coluna marcial
a fechar...
o círculo
mudez do meu gritar
combate!
ah, se houvesse força para lutar ...
mas aos milhares...
os velhinhos e as crianças dobram os joelhos
erguem aos céus os seus olhares
e ... oram ...
escuta-se ao longe o cheiro do fumo ...
um cavaleiro rodopia
no campo de batalha
ainda vocifera:
- vencemos! -
coitado, não enxerga
que é dono dum deserto...
baixinho, quase inaudível,
o murmúrio uníssono do hino
abraça a cruz de Deus
rogando por piedade ...
e... todos se foram ...
Cristo ?
Quem sabe quando e se Ele voltará...

Entretranto, minha querida,
arranco do meu peito
o medalhão que te ama
abre as tua mãos , meu amor,
e vê como brilha o ouro
desta minha invisível oferenda ...
sou teu
hoje e para sempre
ainda escuto os metais
inventados para serem donos
da carne que dilaceram
já se ergue a bandeira
dos que venceram
os derrotados...
não morreram
beijaram o sagrado
abraçados ao chão
descansam...
ao meu lado ...

... nos três volumes de História Universal ...

Luiz Sommerville Junior, 280620112044

in Olhares
 
"O Silêncio das Estátuas"

Madrigal

 
Madrigal
 
Venham manhãs

embutidas nos tambores cardíacos

escorregando pelos montes das tuas saias

onde o comprimento d´onda

da luz cristalina do Sol

em saudações à tua glória

asparge reflexos d´orvalho

felicitando o meridiano

do teu sexo

LSJ, 2608201021:10 (C) Távola De Estrelas

Imagem Google , edição de3 JouElam & Dallavecchia
 
Madrigal

Trago Gôndolas Venezianas

 
Trago Gôndolas Venezianas
 
 
A vida
que nunca me quis
nessa viagem que ninguém pegou
é daninha de raíz
no todo do nada que sobrou!

Fossem ventos
seriam facas que cortam o ar
fossem chuvas
seriam martelos que despregam cavernas
fossem terramotos
seriam torpedos estilhaçando o adn
fossem o que fossem
seriam esse foram que não foi

Lá longe, num canto perdido de nós
gasto, velho, enferrujado, puído
um trem repousa seus restos...

entretanto no meu olhar
perpassa como um avião
o *TGV do coração ...

LSJ, 2908201018:46 in Távola De Estrelas

* TGV (Train À Grande Vitesse)
 
Trago Gôndolas Venezianas

O Verso Da Madrugada

 
 
..

O Verso Da Madrugada

Praias e sereias
nas janelas
lança a rede ao mar,
ó pescador!
Quando a tempestade
derruba as velas
chora em terra,
o teu amor .

LSJ , a Zeca Afonso

e ao poeta arfemo, aqui, no Luso Poemas, primeiro semestre de 2010
 
O Verso Da Madrugada

Caligrafando Dallavecchia

 
Caligrafando Dallavecchia
 
 
..

Caligrafando Dallavecchia

Um dia
vi a minha morte
podia ser o título
de uma poesia
mas era tão horrível
que chamar-lhe
rodapé de cinzas
seria um elogio

Nesses dias sombrios
vi também, o meu cadáver
mais de cinquenta anos
de ossadas enterradas
num cemitério de sonhos
mas ainda
estou aqui
- é a minha vida!

e...

porque acreditei e acredito
no milagre
tu surgiste e és
a profecia anunciada
no dia em que eu nasci
Amo-te
até que um outro dia
até que uma outra hora
a minha morte liquide todos
os movimentos
e eu abandonado
ao vazio do meu corpo morto
preencha o espaço
(desconhecido?)
dentro do mundo
onde buscarei desesperadamente...
o interior do teu olhar
e então
pela primeira vez deitado
no teu vestido feito de estrelas
a luz da tua divina criação
escreverá nas galáxias
o nome que adoptei
para que
o meu e o teu lado
sejam eternamente
o universo
brindado
no big-bang
do teu ser amado.

Luiz Sommerville Junior(por dupla consoante e dupla vogal recuperado), 23082014,19:59

Obrigado, amor!

Luis Sommerville Junior, Antologia , 1964-2014

Fonte : Barquinho de Letras
 
Caligrafando Dallavecchia

In memoriam

 
 
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In memoriam

Esta noite
ao adormecer
escrevi uma sentença
por dentro dos meus olhos
- chuva abraça a minha visão!
e a chuva amainou
com seus orvalhos de prismas
e de paz
meu coração apertado
e ao despertar
com o sol raiando em mim
lembrei de ti e da tua voz,
do teu andar e das coisas nossas...
escrevi (percebi)uma trovoada no meu olhar:
duas tempestades diferentes
e tão iguais
mais logo, quando eu me deitar
com estrelas piscando a me ninar
sonharei
com dois sóis no leito do desfalecimento
e com a chuva,
a chuva que traz e leva...

(forçando o futuro a gerar os sonhos que eu desejar!)

mas a minha chuva hoje é carne , suor , sangue
e alma : de fora para dentro
vertendo emoções, invadindo minha mente
e minhas mãos acariciando
o pensamento: de dentro para fora
e desejo mudar o sentido do que penso (sinto):
que a dor seja o perfume das tuas lições
e das minhas mãos liberto a pomba branca
desta saudade.
porque sonhei com dois sóis trazendo um novo dia
e quando abri as cortinas da sala
todo o meu ser se iluminou
e lembrei-me das orquídeas no centro da mesa
tão perfeitas como a vida!
porque há um novo dia todos os dias.
e porque sei que os anjos sorriem
ao tenor que agora chega ao céu

Ao meu pai , In memoriam

Luiz Sommerville Junior 28 03 2013

Meu pai : 19 Março 1930 - 28 Março 2013

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PS:uma imagem Google + 1 imagem de meu pai em fusão numa só edição de Luíz Sommerville Junior

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Leia também O Silêncio, click aqui.
 
In memoriam