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Poemas : 

,e se o tempo parar

 
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(III)

destrói a linguagem,
os epítetos, destrói o cinturão de afrodite,

destrói o verso,
...
que as imagens fiquem fixas, imóveis, isoladas,
e se o tempo parar,
se os rios (então) nascerem do salso mar bravio ou do estagnado pântano,
que tudo seja engolido pelo ocaso,

libertação, ou liberdade que importa, mas que seja.

(II)

como o raio.

tudo muda, até recordações, obsessões, até criações,

transformam-se, transtorna-me o dia assim sonso,
gemido calado, silêncio desflorido de outono,

expeço-o com a rouquidão do pedinte,

destrui-lo-ei pela noite,

(I)

acordo-me da vã visão do nefasto.







[aleatório o devaneio]

grito-me.



"Forfante de incha e de maninconia,
gualdido parafusa testaçudo.
Mas trefo e sengo nos vindima tudo
focinho rechaçando e galasia.
Anadiómena Afrodite? Não:"

("Afrodite? Não" Jorge de Sena)








Textos de Francisco Duarte
 
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F.Duarte
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/11/2012 23:05  Atualizado: 14/11/2012 23:05
 Re: ,e se o tempo parar
li-te
crescente


e vi sim tu

gastas
as palavras
os pseudónimos
as vírgulas

seres de reticências
por ser o quê pouco importa
crie-se no ser
um novo mundo

que

arrancadas as ervas
semeei raízes
esperando
o que for
que seja
desde que seja


de novo em Obrigada
também
pelas palavras


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/11/2012 23:12  Atualizado: 14/11/2012 23:12
 Re: ,e se o tempo parar
Por vezes o tempo pára mesmo no contexto da vida...mas nascem outros, no tempo e esses outros morrem e assim sucessivamente...o tempo não brinca, passa mesmo!
Deambulei assim no seu tema.
Grata pela partilha
maria