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NA BACIA DO RIO DOCE

 
Tags:  amor    dor    homem    rio. barro  
 
Homem, a natureza tem limites!
Não suporta mais o louco peso da ganância;
Não suporta mais a violência da ignorância,
Não suporta mais o tanto quanto você nada conhece.

E agora? Viajo na contra mão, sem entender, sem saber por quê. Vou correndo.
Tiraram o poema do poeta e a fé do Santo que feito de barro pro barro voltou!
Rasgaram as almas e enterram a inspiração de um povo com sua própria terra.

Agora vejo um mar de lama e sangue beijar as águas de um mar num porto inseguro.
Borrado, choro no porto de tanta dor que mudou o cio das terras e das montanhas.
Mesmo quando o homem pede o fim de um povo, a calma pede tolerância, amor e fé.

Canta alma, coração acelerado, procurando corpo no barro, na lama, na ponte caída!
Sejam grandes homens: peçam perdão por todos e tantos erros. Não fiquem tristes vida inteira
Não seja culpado por este amor que pode fazer. Ainda há tempo para escapar da condenação!


José Veríssimo

 
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veríssimo
 
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