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Presépio (soneto)

 
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Essa paz campesina em que me encanto
Tem tal doçura, que nossa alma apanha
Nossa fé e o espírito, assim, nele banha
Qual num tresvariar em um belo canto

Pastam ovelhas, o boi e o burro, recanto
De graça e adoração. Tão exímia façanha
Em encenação, e também a velha tanha
Tem. Ah! Quanto esplendor, tanto... tanto!

Os Pastores, os Reis Magos, criaturas
Ali em composição, a magia, a união
Ao nascido da compaixão e ternuras

A Sua Mãe Maria, seu Pai José, a guardar
Sobre a modesta palha, sublime benção
O Menino Deus, que veio pra nos salvar.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 dezembro, 2025, 15’31” – Araguari, MG


Poesia é quando escrevemos o monólgo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor.

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
 
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LucianoSpagnol
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 31/12/2025 10:45  Atualizado: 31/12/2025 10:45
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 Re: Presépio (soneto) p/ LucianoSpagnol
Talvez seja a hora de nos salvarmos a nós próprios sem ter de esperar e desesperar por qualquer messias. A imagem da velha tanha confunde-me um pouco por não conhecer o seu significado no Brasil (por aqui é um regionalismo de Trás-os-Montes: talha ou vasilha de barro para azeite).
Um soneto é sempre um soneto, ainda para mais quando escrito por quem os conhece assim, tão bem, é delicado frágil e sempre pungente.