Sonetos : 

A tua voz, se a ouvisse à tardinha

 
A tua voz, se a ouvisse à tardinha,
Roucos mudos que ecoassem no vazio,
Tu, que és a imensidão donde ela vinha,
Nós, a écloga da noite que floriu.

Na toada em que a saudade se avizinha,
A alma a estrela que no breu se extinguiu,
Num passo de dança o corpo definha,
Agora és só um momento tardio.

Foi no vento que castiga a bandeira,
Que busquei onírico o som sonoro,
Também na água que deste céu chora…

Como se o não soubesse a vida inteira,
Tendo a dor um não-sei-quê de canoro,
Toda a lágrima um dia se evapora.

13 de Maio de 2025


Viriato Samora

 
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ViriatoSamora
 
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