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Poemas -> Desilusão : 

Luso de-cadente 4/7

 
Luso de-cadente
Cegueira evidente
Cobardia de valente
De cavalo sem dente
Naturalmente!

***
Uma carta de despedida.
Despeço-me desta feira das vaidades visto que isto não passa de um antro onde meia dúzia de vaidosos se pavoneiam e onde uma maioria é usada, abusada e desprezada.

(Continuação)

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63422

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63492

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=63638


O homem antes de ser o ente do ser é o ser do-ente

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Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 11/12/2008 10:58  Atualizado: 11/12/2008 10:58
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 Re: Luso de-cadente 4/6
só vou comentar no final...ontem mandei-te um tau-tau mas só porque estavas com mimo...

Abraço


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/12/2008 11:12  Atualizado: 11/12/2008 11:12
 Re: Luso de-cadente 4/6
No geral, não sabendo como irá terminar, está um criativo jogo de palavras...

Faz-me pensar que a própria poesia é em si um acto de vaidade. Vaidosos, somos todos, os que ousam poetizar, será?

Um abraço.



Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 11/12/2008 12:28  Atualizado: 11/12/2008 12:28
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 Re: Luso de-cadente 4/6
Caro amigo, deixo-te minha mensagem de natal:
Simplesmente Poeta

Como seria o mundo sem a poesia...Paredes frias,
folhas partidas, um céu incolor e a lua apenas
um círculo. Rios, lagos, oceanos insípidos, sem
naus. As noites não seriam minerais, estrelas
não brilhariam. Cruel não ver a sutileza do vôo
do beija-flor que ante as flores sem néctar não
sobreviveriam.
Tudo tão matemático, cálculos e geografia, sem
chegar-se aos limites da razão.
As pessoas vagariam enfileiradas, sem olhar para
os lados, taciturnos transeuntes.
Nem perceberiam se pisariam sobre a relva mansa ou em
espinhos.
Seria então uma selva de irracionais criaturas sem
destino.
Edifícios enormes seriam desenhos nas pranchetas e
a única cor da paleta seria grafite. Projetos de
arquitetos fabricados em escolas vazias.
O mundo sem poesia...Então o que você ensinaria ao
seu filho? Onde está a sensibilidade, percepção,
fraternidade, o amâgo, a bondade do seu coração?
Será que tudo foi deixado dentro de uma gaveta cheia
de papéis inúteis, versos que
não fazem parte de sua vida?
E aquela semente chamada perdão que deveria ter sido
plantada ontem, hoje não é tarde demais!
O mundo sem poesia...
Jamais se esqueça de que em um tempo sem tempo, um
alguém simples nasceu.
O filho amado da natureza, a obra perfeita. Presenteia a vida com
um colorido especial, são detalhes e são as
próprias mãos de Deus.
Se você de qualquer raça ou classe social pode ser
assim tão simples e enxergar esses pequenos detalhes, tenho
certeza de que dia vinte e cinco de dezembro, não será
uma data qualquer na sua agenda.
Um brinde ao maior dos poetas, Jesus Cristo!


Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 11/12/2008 12:43  Atualizado: 11/12/2008 12:43
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Usuário desde: 11/09/2007
Localidade:
Mensagens: 4263
 Re: Luso de-cadente 4/6
Eu diria que me encaixo no perfil,
sou meio cega, decadente, só me restam
os dentes


Enviado por Tópico
Ibernise
Publicado: 11/12/2008 16:14  Atualizado: 11/12/2008 16:17
Colaborador
Usuário desde: 04/10/2007
Localidade: Indiara(GO)
Mensagens: 1460
 Re: Luso de-cadente 4/6
JSL escreveu:

Desilusão : Luso do-ente 1/6

Luso do-ente
Ente que não sente
Verdade que mente
O caos seu agente
Tristemente!

Desilusão : Luso in-solente 2/6

Luso in-solente
Coerência incoerente
Decência indecente
Futuro in presente
Constantemente!

Desilusão :Luso de-mente 3/6

Luso de-mente
Traseira na frente
Fechadura sem pente
Problema pendente
Evidentemente!

Desilusão : Luso de-cadente 4/6

Luso de-cadente
Cegueira evidente
Cobardia de valente
De cavalo sem dente
Naturalmente!

***
Uma carta de despedida.
Despeço-me desta feira das vaidades visto que isto não passa de um antro onde meia dúzia de vaidosos se pavoneiam e onde uma maioria é usada, abusada e desprezada.

Ibernise escreveu:

Destaque:
"feira das vaidades visto que isto não passa de um antro onde meia dúzia de vaidosos se pavoneiam e onde uma maioria é usada, abusada e desprezada."

José Lourenço com todo o maior apreço que lhe tenho e lhe dedico, posso convictamente lhe afirmar, isto não é o Luso-Poemas, isto é uma infinitesimal fração, justamente aquela fração que põe uma tempero especial, uma pimentinha, uma sabor acridoce, uma dinâmica nas relações.

Veja amigo, não se magoe, veja aspectos negativos pelo lado positivo, construa com eles, aliás se bem o conheço é exatamente isto q voc~e está a fazer... Assim sendo não abrimos mão de vc.

Assim sendo eu recomendo como favorito.

Bjs

Ibernise