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Poemas -> Introspecção : 

(in)dentidade

 
Quem és? Como te chamas?
Depende do sítio onde perguntas...
Como te chamas aqui?
Depende de onde é aqui...
Que tipos de nomes costumas ter?
Conjugações das dez letras...
Dez? Mas não eram 27?
Não...
Diz-me um dos teus nomes.
Completo?
Sim, pode ser...
Não posso!
Porquê?
Porque o infinito está contido no finito?
Mas o teu nome é infinito?
Nomes...
Sim, nomes, são infinitos?
O infinito está contodo no finito...
Então como te vou chamar?
Como quiseres, tenho tantos nomes que já não faz diferença!

 
Autor
Nuno Grande
 
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Enviado por Tópico
Valdevinoxis
Publicado: 03/01/2009 17:13  Atualizado: 03/01/2009 17:13
Colaborador
Usuário desde: 27/10/2006
Localidade: Aguiar, Viana do Alentejo
Mensagens: 1997
 Re: (in)dentidade
Uma temática bem abordada. Em termos poéticos, é difícil pois todos tendem, em alguma altura a escrever sobre ela, afinal de contas é o "eu", a existência própria e a sua identificação.
O texto é bem conseguido e passa um pouco do inominável (natural do infinito) para o indivíduo de muitos nomes.
Gostei da abordagem e da composição.

Valdevinoxis