O amor
está em mim,
vive em mim.
Não precisou
de cupidos
com flechas encantadas
para habitar
em meu coração.
Percebi
que ele já estava
ali dentro,
dormindo
o sono
dos justos,
tão puro,
sem preconceitos.
Ele sempre esteve
aqui
em meu peito.
Sentia em mim
a angústia
por não poder
despertá-lo,
e me iludia
sempre
com a falsa paixão.
E tentava,
com o passar do tempo,
viver meus sonhos
de uma felicidade
em que,
num instante,
ela partia
em lágrimas
caindo ao chão,
e sem
a menor piedade,
secava
com o meu coração.
Mas o amor
sempre esteve
em meu peito,
independente
do tempo,
do desejo
ou da razão.
Pois ele vive
em cada sonho
que perdi
ou conquistei
através
do meu tempo.
E percebi
que o amor
não é um sonho
a ser despertado
entre duas pessoas.
Ele é apenas
um sentimento
livre
em cada coração . o poeta ea solidão