Amor de amantes
Das constelações que cintilam no céu,
não brilha mais que o olhar de um apaixonado...
E nas profundezas de um coração ansioso por amar,
o ser amado está desenhado em todos os detalhes,
num sentimento ilimitado que ultrapassa barreiras ...
No fim de tarde, em que o sol se põe,
a chama do amor revive, e queima,
fazendo o ápice de todo fulgor ir além,
de qualquer das circunstancias,
e desse querer de jamais, ficar só ...
O firmamento de um elo feito por juramentos,
em um dia de verão, que o sol sorria iluminando,
as promessas desses amantes iludidos por suas paixões...
E quando a noite chega, o desejo serpenteia os corpos
quentes e viciados de amor, de todos os apaixonados,
que brincam com suas vontades sequiosas de sentir,
esse prazer que arrebata, e toma conta de todo ser ...
Amor, amor, tão alma, e tão carnal,
por vezes tão leve, como floco de algodão
solto, leve, e mansinho, voando pelo ar,
como se deixasses o vento levar-lhe a plenitude ...
E outras esse tal amor,
torna-se uma bomba,
que explode, transborda , desfere
envolve, e bagunça, arrebatando,
e queimando tudo como larvas de vulcão ...
Amor que por vezes faz sorrir,
e outras faz chorar...
Viver, morrer...
Amor de amantes,
umas vezes tão reciproco,
e por distrações as vezes, tão desprezado...
E quanto somos dependentes dele?
ESSES AMORES
"O amor causa emoção, felicidade ou dor
A saudade pode fazer bem ou mal
Vai depender de como lembramos de cada
Momento de nossa vida"
Ângela Lugo
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“Meu verso é livre”
Meu versejar é livre feito o vento
É barco à deriva em mar aberto
É muro de arrimo ao sentimento
Mas rejeita da mordaça o aperto
Não tem a pretensão da lógica fria
Destoa muitas vezes da imagem
Põe tempero em excesso na magia
Ou é irreverente, franco e selvagem.
É convite à aspiração do meu instinto
Como um zaino solto na invernada
Exonera-se à vertigem do labirinto
Verbos no peito tecidos, brasa alastrada.
Quero os versos assim, desaguando em foz.
No fertilizar das palavras, expandir a voz...
Glória Salles
30 de agosto 2009
21h40min
Obrigada pelo carinho de sua visita.
Saudades dos amigos.
No meu cantinho...
“Quem sabe... amanhã” - Soneto
“Quem sabe... amanhã” -Soneto
Às vezes penso, nasci na contramão da vida
Quando o desencontro abissal toma minha razão
Meu invólucro, expõe esse deserto sem guarida
E na memória dos meus olhos, tanta explosão
Explosão de sentimentos, quase uma vibração
Memória de momentos estéreis, jamais vividos
Estático, meu corpo permanece, ante a visão
De provar um futuro, agora talvez permitido
Nesse ciclo diário, maçante que vai e vem
Quase nem percebo, tão apressada e alheia
No fio da navalha, a envolver-me essa teia
Momentos intermináveis de viagem ao alem
De dentro de mim, renasce sempre um querer
Renovação do ciclo, que insiste em não morrer.
Glória Salles
À flor do meu jardim
Eu sempre quis poder expressar
De forma simples e verdadeira
O amor que sinto por ti
E que digo sem brincadeira.
Seus olhos sempre me fascinaram
Pois revelam o poder da atração
São eles a fonte da minha inspiração
Que me move a escrever-te essa canção.
Seu sorriso, sempre lindo e contagiante,
Dos meus sonhos é a razão
De caminhar com alegria
Pois ele aquece meu coração.
Você é à flor do meu jardim
Que exala a mais suave fragrância
Que me atiça os desejos
E me acalma com sua elegância.
Uma flor que quero sempre viva
A deslumbrar o meu olhar
Que me entregue o seu perfume
E que saiba me amar.
A ti dedico essa singela poesia
Escrita com todo carinho e amor
Aquela que sempre me fascinou
À minha linda e meiga flor.
Poema: Odair
Odair José
http://odairpoetacacerense.blogspot.com
Falha de inspiração
FALHA DE INSPIRAÇÃO
Hoje nada me atinge
Pois se nada sinto!?
A folha branca me olha e finge
Que acredita, mas pensa que minto.
Pela minha cabeça desliza
Uma profusão de ideias
Que a Poesia de mim não precisa!?
Mas como? Se a trago nas veias.
Mas hoje nada me atinge
Não tenho pressa nem sofreguidão
A cada gesto a folha me olha e finge
Não acredita... pensa que estou louca então.
Há uma sombra escura
Uma memória a fenecer
Haverá resolução?
Madrasta esta vida dura
Entre a manhã e o anoitecer.
E a folha pensa e pensa bem
Que falha de inspiração!
Mas virar culpas a quem?
Se a velhice turva meu coração.
A razão é que estou conformada
A Poesia não precisa de mim
A folha branca está feliz, não contém nada
E eu finjo que sou feliz assim.
E digo como o POETA
«Senhor livra-me de mim»
rosafogo
InTenso
Não consigo descrever bem aquilo que sinto, sei apenas que é intenso.
Talvez porque nunca antes tinha amado assim alguém, loucamente,
ou talvez porque me sinto na realidade confuso,
porque não entendo os meus próprios pensamentos, os meus desejos.
Nunca antes sofri assim, nunca antes ansiei tanto alguém,
nunca antes me senti tão infantil, tão ridiculo, tão adolescente.
Nunca antes na minha vida me senti tão descontrolado por amor,
Nunca antes todo o meu corpo vibrou como vibra hoje.
Queria tanto rasgar o peito e arrancar dele o coração,
cujo frenético tic-tac provoca em mim uma ansiedade insuportável,
uma solidão e uma tristeza que o tempo teima em não curar.
Todos os dias choro por dentro quando olho para ti,
sofro por não te poder abraçar, principalmente quando estás triste.
Pergunto-me todos os dias como me deixei apanhar assim,
foi repentino, queria recuar no tempo, queria tanto esquecer-te.
A dor do que eu não sinto
É um sentimento novo,
como que reconhecer de novo a dor.
Gostava de me debruçar sobre ela,
ver como tu vês e sentir...
Sentir o que tu vês.
Já faz tempo que não sei,
não compreendo mas aceito.
Agradeço o que parece real
mas temo pelo que não vejo.
Não choro como costumava chorar,
a memória não facilita o julgamento.
Não sei do que estou arrependido,
simplesmente sinto a culpa.
Estou, acima de tudo cansado.
Cansado da espera e do que não vem,
Do que digo e não foi pensado
e de tudo aquilo que a noite me dá.
Resume-se tudo à mágoa e ao sorriso,
qual dos dois preferes?
Nunca me foi respondido.
Quando cai a noite lá vou eu,
de volta para o meu cantinho...
E sei que choro mais o que não sinto,
do que tu choras no meu caminho.
TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
Pinto árvores retorcidas (que não existem), flores gigantescas em cenas de cores dantescas (que não existem), cactos ao modo de mandrágoras (que não existem), pássaros azuis ressabiados com o mundo estranho e com a próprio blue (que não existem). Um amigo me disse que pinto o jeito que este velho mundo vai ficar depois da próxima hecatombe atômica, a tão temida terceira guerra mundial...
[Nem tentei lhe explicar que, em meu íntimo, a tal da hecatombe já acorreu e cá estou eu, normal, normal, no cotidiano do meu day after, tocando a minha vida]
Dialeto
Dialeto
desculpe-me por meu escrever imperfeito
é que minha escrita nao adere aos seus preceitos
De palavras triviais minha alma se refaz nesse leito
branco e imaculado onde repousa a lingua morta do meu peito
folheam-se as dores do meu amago ao leu como o outono
cortado no ceu como relampago a espera de uma nova manha de sol acalentada pelo sono
sangro palavras estancadas por esta folha
derramadas pelo gramado esperando outra alma que as acolha