Poemas, frases e mensagens de Clarissemalha

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Clarissemalha

Tenho 56 anos e vivo em Saboia...

Como o adeus nos enfraquece depois da regressão do amor em sonho…

 
Como o adeus nos enfraquece depois da regressão do amor em sonho…
 
Conheci a voz do teu olhar antes de conhecer o teu rosto …
Adivinhei o passado no compasso das palavras que costuravas,
Com asas de pássaros
Perdidos
Sem gaiola …

Senti que eras mais que uma alma gémea
Uma alma que perdi
Numa outra margem
Numa outra cidade
Com a mesma imagem…
Com a mesma idade…

Adivinhei o tempo do teu nascer
Prometi que não deixaria
Morrer
O bradar da nossa vontade …

Menti..
Sem nunca deixar de sentir
O que sempre senti...
A impossibilidade de estar ao teu lado e te amar ….
Sem nunca deixar de te amar ….

Hoje amo o sonho que um dia cheguei a pensar que já não era, por estar tão perto do realizar…
 
Como o adeus nos enfraquece depois da regressão do amor em sonho…

لكن أرواحنا تعيش إلي الأبد

 
لكن أرواحنا تعيش إلي الأبد
 
Porquê não és Flor de um só jardim, árvore de um só parque …?
Insistes em voar para toda a parte,
Levando e trazendo vontades …

Ave sem grade,
Alma que parte
Como ave
Despertando
As estrelas,
E os vazios
Que adormecem em mim
E no firmamento .

Quero- te seguir
Mas só tenho asas
De papel
Onde escrevo teus poemas
Com o pólen das flores
Esperando que me reconheças pelo aroma das tuas próprias letras .
 
لكن أرواحنا تعيش إلي الأبد

O íntimo fresco do teu adeus

 
Despertar o coração magoado
que a tristeza distancia,
é como calcetar as nuvens para nos sentirmos mais seguros.

E quando as estrelas silenciam as luzes,
nós nos perdemos no escuro do céu,
e único ponto de referencia,
é saudade cristalina do olhar teu …
 
O íntimo fresco do teu adeus

Poesia dedicada ao poeta azuldo[de] amar.

 
Poesia  dedicada ao poeta  azuldo[de] amar.
 
Sou lagarta sem ti...

Antes de ti,
Desconhecia a beleza das coisas.
Depois de conhecer a tua vida de borboleta
Percebi,
Que as flores
Voam
depois de secas,
Embelezando novamente o jardim …

...sem ti sou Desordem do silêncio.

Tentei escrever um poema sem música.
Então Escrevi isto:

……………………………………………………………………………………….
……………………………………………………………………………………….
……………………………………………………………………………………..

Não percebeste?

São linhas escritas com o Silencio miúdo,
O Tricô de poeira
Ou melhor dizendo,
A tua Ausência
Sem voz
Em mim
 
Poesia  dedicada ao poeta  azuldo[de] amar.

És assim ...um ninho com asas.

 
És assim ...um ninho com asas.
 
Pediste-me para escrever um poema, onde existisse um ninho e o azul…
Comecei, na contemplação do teu voo de alma em prego, no mar sonhado…
Mas também és o tabuado dos versos no soalho dos olhos, no azul mais subido…

Foi então que pensei começar o poema assim:

És ninho com asas de flor,
Levas-me o aonde fores,

Mesmo não sabendo voar…

Nos teus braços em forma de colo
Estou seguro como árvore no solo

Elevas te no alto, como berço de Deus e de todas as suas sardas (estrelas choramigas de brilho).

Mas achei que não estava belo o suficiente como mereces …

Queria escrever o poema mais bonito … reflecti, chorei, sentei-me junto da lareira do mar …e percebi que só poderia escrever algo único, sublime, que alegra-se o ouvido, unicamente se fala-se de ti …
Aqui vai:

Acordas como a mãe natureza,
E tudo à tua volta
Como orquestra,
Preparando-se
Para a sinfonia do dia…
Entre a beleza dos teus passos
E os lábios cheios de luz

És fértil, no cuidar
Forte e doce na presença do olhar…

Sossegas as folhas
Quando escreves
Os mais belos poemas…

Amo-te meu Tejo encostado
No silêncio do dormir
De um beijo
Fechado
Nos olhos
Sorridos
 
És assim ...um ninho com asas.

Ranhuras …fissuras… golpes… a cada gotícula de mar sem regresso …

 
Ranhuras …fissuras… golpes… a cada gotícula de mar sem regresso …
 
A tristeza
se torna
grafite de alma
no céu…

Quando a tua ausência
é tão presente
que me obriga
a ser nuvem
despejada
de lágrimas
gritando o teu nome
no rosto chão …
 
Ranhuras …fissuras… golpes… a cada gotícula de mar sem regresso …

A monstruosidade de não saber viver sem ti …

 
A monstruosidade de não saber viver sem ti …
 
Como posso entornar o gesto sedoso no teu rosto, com estas garras?

Como posso te abraçar, com este braços, afiados como navalhas?

Como posso entender a linguagem da tua alma, se já não sei escutar o uivar dos céus, no mármore da pele no riacho das palavras …

Por favor afasta-te, não vês que te amo ….

Por favor não subas montanha da saudade, não vês que te lembro com lágrimas de um abraço desenhado por colorir …

Por favor não cantes essa canção, de um beijo, com dedos de avelã, derretendo no solo do teu corpo… acima dos ombros, debaixo dos cabelos …

Por favor, não cales a dor, porque é a vizinhança mais longínqua do teu coração …aquela que arruma o silêncio barulhento, demoroso, no vazio que deixaste …

Por favor, amor …por favor, amor … por favor, amor … por favor, amor … por favor, amor … por favor, amor … por favor, amor …
 
A monstruosidade de não saber viver sem ti …

Saudades do meu homem

 
Foste sempre o meu homem
O meu soldado
O meu exercito de sonhos prolongados...

Em ti renasci
morri,
fiquei sem asas,
fui lagarta,
bicho-do-mato.

Entrei em erupção ,
e me tornei num lago calmo,
quando me deixas te despida no soalho e fugiste com outra, sem deixares rasto…
 
Saudades do meu homem

É tão simples, amo-te.

 
É tão simples, amo-te.
 
Como poderia esquecer,
Aquela tarde
Onde o sol borrava os olhos...

Rodeámo-nos de palavras
Até que uma caricia se desprendeu do teu cabelo
E aflitivamente
Roçou a orelha
Deslizando no pescoço…
Acabando no ombro.

Depois disso,

A saudade encheu-se de espelhos audíveis
Duplico-os na espera…
Deixando os corações com medo,
De voltar amar….

Nunca deixando de se amar …
 
É tão simples, amo-te.

Poema dedicado azuldo[de] amar.

 
Poema dedicado  azuldo[de] amar.
 
Tal como tu, nenhuma flor,
Deveria ser outono nas suas folhas …

Devia nascer contrariando
A gravidade da terra
Os ciclos da vida
As estações do ano …

Devia nascer com as suas pétalas corando letícias de cor
Jubilando no seu calo,
O verde marinho das estrelas e dos cavalos…

Construindo no tempo o avesso
Fazendo um caminho inverso de tudo
Morrendo e tornando-se semente nas palmas da mão …
 
Poema dedicado  azuldo[de] amar.

Assomando as ruinas… no Luso

 
 
Abrir esta janela, há tanto tempo fechada
É triplicar noites no olhar
Sem a moratória
Do amanhecer das tardes
Do entardecer das manhãs

Aqui
Neste lugar
Arrulhávamos
Os nossos sentimentos
No anonimato
Dos rostos

Aqui salivávamos a ternura
Com palavras estrangeiras
Através da nossa língua
Siamesa
Sem especificar
A nacionalidade
Das letras
Nos poemas


Agora que foste embora
O vestígio das tuas palavras
Mareiam as esperanças
Morridas pelo desapegar
Dos lábios
Em prosa

Agora
Todos os adeuses
Entristecem as futuras horas

É assim …
As fendas
Depois dos apegos
Sabendo ao sal
Das ondas
De uma só maré

No fundo
Não fomos capazes
De soletrar
O Amo-te
Capaz de ressoar
Para o resto das nossas histórias
 
Assomando as ruinas… no Luso

O afecto desabrigado no teu íntimo não faz sentido … és a fonte e nunca o cântaro .

 
O afecto desabrigado no teu íntimo não faz sentido … és a fonte e nunca o cântaro .
 
Não permitas que o peito mastigue a dor
só porque o teu buscador de cumplicidades [íntimo]
deixou de abrigar a alma, rasurada minha ….

O que te posso dizer,
é que ainda não desisti da tua felicidade,

Basta, tu queres …
E serei ramo caído que
poderá fortalecer o teu ninho

Compreensão do teu coração
nas dúvidas sem solução….

Fluido de emoção, que protege e se aninha
na Atlântida do teu peito …

Te amo , talvez mais do que possas pensar ...
 
O afecto desabrigado no teu íntimo não faz sentido … és a fonte e nunca o cântaro .

Amor naufragado antes de um abraço….

 
Amor naufragado antes de um abraço….
 
Ontem , queria estar ao teu lado e fazer te feliz os dias que restavam.

No presente mais antigo, queria apenas um abraço que desse sentindo ao sonho ….
…O sonho de sentir, o coração teu, beijando o meu … [assim seria o nosso abraço sentido e apertado] …

No presente mais presente, apenas queria ter-te olhado, mesmo que de longe, ter-te sorrido ou chorado…

No presente que é futuro, apenas quero… estar diante do mar ….

Quero olhar o mar com a mesma água que bate …
Com a mesma água que cai……
Com a mesma água que sai ….

E gritar ao vento para não me respeitar
Nunca mais,
Quando estiver á beira de um rochedo
Ou na proa de um barco ….

Quero ser apenas um grão de arei ou um travo de sal...
 
Amor naufragado antes de um abraço….

Pelagicus Hydrobates

 
 Pelagicus Hydrobates
 
A saudade, poço de ar interminável.
Que inquieta as artérias gordurentas da esperança
E cansa a miséria dos olhos leigos.

Saudades de ti,
Do teu cheiro que invade sem roteiros
O reino teu
No meu peito.

Saudades que nomeiam os instantes
Retratados para sempre
No amor ditador
Escravizado pelo teu silêncio

Sobrando apenas os pios sentidos das aves
Que protegem o corpo naufragado
No mar
Que busca o Tejo
Para ressuscitar nos teus braços …

" … e então o piloto, que seguia atento, no galeão silencioso, a viagem das estrelas dizia: «De joelhos, companheiros, é a alma de mestre que passa!» E todos, de joelhos, rezavam tristemente, na noite, pela alma dos pilotos mortos na viagem das Índias!"
Eça de Queirós
 
 Pelagicus Hydrobates

Não percas tempo a desmineralizar as lágrimas do céu, pois as asas não enferrujam, se forem usadas com frequência, mesmo debaixo das nuvens mais carregadas …

 
Não percas tempo a desmineralizar as lágrimas do céu, pois as asas não enferrujam,  se forem usadas com frequência, mesmo debaixo das nuvens mais carregadas …
 
Quantas vezes o destino não tem tino
Nesse abismo solitário de acreditar …

Quantas vezes as estrelas se apagam no acender da saudade,
Desfigurando a maquilhagem dos sorrisos artificiais
Obrigando-nos a algemar a realidade segura
A um tempo robotizado,
Programado para se gastar nos silêncios dos sonhos…

Sonhos que nos fazem perderem o chão
E aconchegar o coração aos arrepios do corpo …
Como sopro de um vulcão.

Ai meu Deus
Se tivéssemos coragem de escutar
A verdade mais íntima do coração
Ficaríamos dias a chorar de arrependimento
Por termos calado as palavras certas
Nas horas de indecisão ….

Se ainda me escutas
Ouve – me,
Se um dia as tuas asas secarem ou enferrujarem
Irão Surgir outras no seu lugar
Com o propósito de voares
E partilhares o sustento do coração
Com uma estrela igual
Nessa eterna aprendizagem
De serem amor inesgotável …
 
Não percas tempo a desmineralizar as lágrimas do céu, pois as asas não enferrujam,  se forem usadas com frequência, mesmo debaixo das nuvens mais carregadas …

Como caçadora de amanheceres, dava tudo para estar no teu acordar.

 
Como caçadora de amanheceres, dava tudo para estar no teu acordar.
 
Como prometido fui até ao mar, no entanto o céu estava nublado escondendo a lua, mesmo assim, deixei escrito na areia o nosso abraço ….
 
Como caçadora de amanheceres, dava tudo para estar no teu acordar.

Resposta a tua carta, com teclas nos dedos

 
Resposta a tua  carta, com teclas nos dedos
 
“ … Trago o vício do teclado na ponta dos dedos, de toques em mim, saudosos, até ti.
Confesso, lamento o esquecimento da Palavra, como estas, refinadas no contorno mas igualmente saídas do contorno da alma.
..................................
...Sabe apenas que não te mentirei, que nunca tive tanta certeza do que sinto- Sinto.
21 De Outubro “

Olá meu sonho de asas em flor, fiquei embebida pela beleza da tua escrita, para lá do reflexo da tua alma nelas, as palavras no papel ganham o rosto dócil, fotográfico, tão pessoal que é impossível de copiar.
Apesar de não escrever tão bem como tu e dar muito erros , tinha-te prometido que te responderia a cada palavra, pensei que fosse de outra forma.
Pensei que iria escrever em papel de cor de marfim com perfume de jasmim …
Mas mais uma vez, é nas teclas já gastas que te escrevo estas palavras de amor e de saudade.

Como diria a música antiga “cartas de amor quem as não tem “, agora, já tenho as tuas, talvez quando a saudade apertar e os olhos entornarem a esperança, irei-me refugiar nelas …
Espero que esteja tudo bem com a tua filha, sei que é por ela que tu vives e batalhas, o teu único rebento que darias toda a tua seiva para a salvares, até secarias as tuas raízes na busca de uma simples gotinha de água …
Espero que continues a fazer desporto, a cuidar da barriga, apesar de achar que não és gordo , só tens que deixar a cerveja , ( estou a brincar ).
Só quero que saibas que te amo, e apesar dos nossos desencontros e das falsas partidas, meu coração só encontra alegria junto do teu …
Talvez agora com a conjuntura económica e com a incerteza constante dos tempos, seja mais difícil ficarmos juntos, mas existe esta inevitável força que me obriga a encontrar-te, a ir ao teu encontro, nem que seja daqui a 20 anos, apesar de ser mais velha que tu …
Por hoje termino, deixando te um poema.:

És amor congeminado em semente

Adormeceste como gente
Nos dias iguais, nos passos clonados …
Nos cenários montados,
Repetidos,
Em cada bairro
Em cada edifício,
Em cada quarto …

No entanto és mais…
Mais lua, mais terra, mais verão …

És seara despenteada pelo vento
Que abrigas as aves

Resina que cicatriza as feridas das árvores

És afecto intemporal

Erotismo do céu
Verbalizando na pele
Palavras nuas
Espumadas de sal
Delicadas da alma…
Debruçadas
Encaixadas
Como dunas da praia.

Amo te muito , aquele abraço concentrado de amor , tem cuidado .
 
Resposta a tua  carta, com teclas nos dedos

O tempo passa a escorrer e não adianta cair na tentação sem ele …se não caímos mais que uma vez.

 
O tempo passa a escorrer e não adianta cair na tentação sem ele …se não caímos mais que uma vez.
 
Não tenho muito tempo, o comboio parte às 3 da tarde …

Fico com o coração pequenino nestas horas, ou melhor, sempre foi pequeno comparado com o teu, um infinito de cores …

Desculpa, se toquei na tua alma com mãos gordurosas, mas era apenas geleia e não óleo …
Talvez por isso ,tenhas tido medo em me dar um abraço ….

Por favor sê feliz e não deixes de amar, dessa forma doce e afável, como só tu sabes... Desculpa não ser digna do teu amor...mas não poderia continuar a fazer castelos de areia numa pedreira e a prometer-te o mar, se a única coisa salgada que tinha, eram as lágrimas misturadas com saliva …quando escutava o teu nome …

Vou-te amar para sempre …
 
O tempo passa a escorrer e não adianta cair na tentação sem ele …se não caímos mais que uma vez.

A moradia do meu coração foi a leilão

 
Venho da casa do coração
Para te dizer que,
Lá existem 300 retratos com a tua imagem
Mas antes de os serem
Eram as tuas palavras
Subindo e descendo
O parapeito da alma …
 
A moradia do meu coração foi a leilão

“ Nusear” é um verbo inventado para explicar a tua forma de amar

 
“ Nusear”  é um verbo inventado para explicar a tua forma de amar
 
Alma versífera “nuseando” ambiguidade das letras …
Entoas os espaços com delicadeza
Fazes do meu abraço uma incerteza
Porque preferes me dizer ao ouvido
Te amo …

Ps; Se ao meu ouvido me dizes te amo , ao teu, eu digo que era incapaz dar o teu nome a uma só estrela , por isso , ando á procura de um firmamento …
 
“ Nusear”  é um verbo inventado para explicar a tua forma de amar

Noventa vírgulas ao infinito de noves % dos homens não prestam e só não nos amam pelo sexo, quando estão a dormir, quando estão com outra…ou quando, simplesmente não estão, estando …