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Sonetos : 

Soneto da covardia vergonhosa

 

A covardia vergonhosa pretendendo manifestos,
tal espelhada no cavaleiro roto de triste figura;
lançara luzes sobre tons de vetustos arrestos,
ao revés do adormecimento poltrão da candura.

Recalcitrante escondeu-se a crescer como homem
devastador da lealdade pelo puro amor à tesouraria;
à duras penas as falhas do caráter vil os consomem,
à ignição dos estampidos tal gatilho cede à honraria.

Guinada à esquerda adversa estorva a extremidade,
inconveniente lastro ígneo em vão almeja adivinhar,
a sacar-se campeador, triunfar no duelo da maldade.

Qual irá triunfar, a preocupação escapa ao oponente,
a não querer lutar abriga-se nas sanhas tênue esgar,
ignoro risos de poltrão, receio da outra sorte carente.

 
Autor
ReflexoContrito
 
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