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Poemas -> Desilusão : 

Untitled

 
Tags:  vida    poemas    surrealistas  
 
Maria é a mulher que está em todas as recusas,
Em qualquer sinónimo,
Perfaz a missão solitária de se escrever para fora de todos os cenários,
Das rodas vivas de insinuação,...

Prefere tanto o alumiar ténue,
Quase moribundo,
Dos pensamentos inusitados,
Dos suspiros descontrolados ao passar dos senhores do passo solto,
Do corpo insinuante,
E com risos onde cabem tantos desvarios que até o pensar teme,...

Mas Maria nega teorias do pavio curto,
Vai ficar em lume brando até ao dia em que vier o vento,
Dos problemas resolvidos

 
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theartist_lc
 
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 30/04/2020 18:26  Atualizado: 30/04/2020 18:26
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
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Mensagens: 1976
 Re: Untitled
E pronto, ao fim de décadas de espera, de poemas cheios de poesia o nome tem um nome. É Maria.
De mar.
De a mar.
Gosto da última estrofe, porque coloca uma definição de Maria muito interessante, porque a brandura, é dura e branda, não é para qualquer uma.
O vento é um momento poético que adoro porque foge da estagnação, do parado, do mole, os problemas não se adiam ao vento.
Maria é um vulcão aparentemente inactivo, que ferve, que estravaza, que inspira, expira e suspira, que pira, ou queima.
E tem a parte que fere que suporta, que aumenta, que alimenta.
Sem querer, porque autêntica e pueril e pura.
Ardor.

Escreves muito bem.
A tua Maria é minha também.
Favoritei, claro

Abraço