Poemas minimalistas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas minimalistas

leio o silencio

 
 
mordo as horas
para ouvir o grito da tarde
que se cala, feroz

poxa, queria fosse
o tempo um alazão veloz
levando-me até às nuvens
onde dormita tua voz

nas páginas varridas
nem vestígios dos
teus versos,
sobrevoo linhas
desse silencio atroz

os dias morrem,
meu amor,
morrem os dias,
no tempo
carente de nós.
 
leio o silencio

O Dissabor

 
O Dissabor
 
Neste mundo hospedeiro,
O sol arde em todas as frentes,
Aqueça-te à tua maneira
Eu me aqueço à minha
E que ponhamos de lado o dissabor

Adelino Gomes-nhaca
 
O Dissabor

Atalhos da vida

 
Atalhos da vida
 
Nos atalhos da vida
Usa-se retalhos
Pra remendar feridas
Abertas por apatia

Adelino Gomes-nhaca
 
Atalhos da vida

Manhã

 
Céu azul manhã.
dançam os pássaros,
acordam o sol.
 
Manhã

Alva

 
mágoa agora não.
Digo não à nódoa
na longa alva.
 
Alva

nas paredes noturnas do silencio...

 
para dar
certo
certo
erro
desperta
convicto
de que
tudo dará
certo

auto
avaliar-se
diariamente
que
evolução
acontece
somente
quando
ocorre
lubrificação
na engrenagem
da mente

infinitos pontos luminosos
florescem
quando o céu escurece
 
 nas paredes noturnas do silencio...

O Amor

 
O Amor
 
Hoje quem por amor chora
É porque ama tanto
Ou não soube amar
Quando o amor lhe sorria

Peta
 
O Amor

corredor

 
a vida se escorre grão a grão
abrindo ravinas largas
e finas, dobrando
pele das
mãos
.
.
.
.
.
vaza
dos poros
pontos de segundos
se apertando no caminho
pro tempo passar de fininho
 
corredor

Tic tac tic tac

 
novamente
nova
mente
 
Tic tac tic tac

Tudo ou Nada

 
 
Nada é cinzento,
E nada malvado;
Tudo é sentimento,
E nada reprovado!
.
Nada é desagradável;
É tudo aceitável.
Nada te pertence;
Pois quase tudo é nosso!
Nada é desgosto;
Tudo terá gosto!
.
É tudo agradável,
Tudo é um canto,
Tudo é possível,
Tudo é um encanto
e voa até anoitecer
até o dia desaparecer!
.
Ana Relvas Osório Relvas/A.C.O.R
 
Tudo ou Nada

à beira

 
 
se é sol que te percorre
vejo estrelas pululando afoitas
em teu dorso

se é luar, prata derretida
é adorno
tremeluzindo no teu corpo.

atravessas
meus olhos em saltos
como riacho nos cascalhos

à margem sou flor miúda
reluzindo brilhos respingados
 
à beira

Me dá um abraço…

 
Me dá um abraço…
 
O calor dum abraço afetuoso,
abre todas as portas d’alma
e cede paz eterna ao coração.

Adelino Gomes-nhaca
 
Me dá um abraço…

é prioridade, ouvir (te)

 
ecoa,
tiquetaqueante,
na memória
teus sonidos

lembranças
apenas
já não faz
sentido

já dura a fome
[por muitos dias]

e o pão que falta
é teu sorriso
 
é prioridade, ouvir (te)

Morreu de amores

 
Morreu de amores
 
Imagem google

Preciso que um dia chova,
Uma chuva de estrelas
para vires comigo, vê-las!
Se não chover, idealizamos.
Só desejo olhar-te até que amanheça.

Apenas uma vez!
Apenas uma vez!
Apenas uma vez!

Apenas mais uma vez!
Apenas mais uma vez!
Apenas mais uma vez!

Porque só gosto de ti assim!
Coisa pouca.
Coisa pouca.
Coisa pouca.
Coisa Louca.
Coisa Louc.
Coisa Lou.
Coisa Lo.
Coisa.
Cois.
Coi.
Co.
C.
.
Quandoachuvacai-A.C.O.R
 
Morreu de amores

cordilheira

 
cordilheira
 
~~~^^^^^~~~

I - do descontrole...

da porteira sem tramela
fogem loucas
manadas de palavras.

II - da maldade

sujeira se estampa
em todas as cores, mas
na branca aparece mais,
por isso nesta
pede se paz

III - do amor...

regador vazio não
viça flores...
cheio demais
afoga

IV - do tempo...

havia um céu azul
havia pipa
havia metros de linha
havia controle no chão
havia vento
havia tempo
e céu
e papel
e carretel

V - da leitura...

boa digestão
não dá acidez e
regurgitação

VI - do amor ideal...

d'um sonho encantado
esquiva se um príncipe
trêmulo e assustado

VII - do erro

da lama pegajosa
pode nascer belas
esculturas

VIII - do inferno

a mente quando inflama
arde por dentro
e queima por fora
 
cordilheira

Teus olhos

 
leio teus olhos...
vejo o azul nas almas.
nas calçadas, a chuva
acalma as manhãs.
 
Teus olhos

Hermético

 
O poeta escreve:
visto casacos de neve
e camisas de nuvens.
Quem ouvirá o poema?
 
Hermético

Em alto relevo

 
Fortemente se impulsionou
no peito
que a pele
tomou posse da forma
Gravado assim
o coração
ficou
inchado e
inchando
inchando
e inchado
de amor
bombando

um dono
chamando
 
Em alto relevo

Tombos

 
pom....bos
bam.....bos

tom.....bam

bam.....bos

{fazem}
cenas
...

no templo
a hora é clara
luz e sombra
no filme noir.
 
Tombos

suspiros de amor e ódio

 
escrevem no céu
nuvens teu nome

raivosamente
mordo a saudade
quando teu
olhar lembranças
se oferta
sedução
loucuras
paixão

furiosamente
beijo
a grotesca
malícia da ilusão

massacro
o chão
cuspindo ardente
sensação
levando à morte
tuas manifestações

da lama
recolho pedras
tuas palavras
na terra
rebelo
trazendo te
de volta
pras mãos

estatueta
de adoração
 
suspiros de amor e ódio