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Monday morning (cont)

 
Monday morning (cont)
Finalmente encontro Gordinho, que chegara ainda pouco da UPA do Bacanga, onde passara a noite toda com o pai sob observação – adiantei-lhe a verba e ele voltou a recolher-se para tentar dormir.. O Ed continuava fechado. Mas o meu pensamento preocupado com desfecho fatídico que pode ocorrer na pensão. Coisa seria que somente Deus com toda sua magnificência pode amenizar. Voltei a pensão e tudo normal. Enchemos os caixas e desligamos a bomba e a recolhemos. Ebenezer.
Monday night
- Cachorra, cachorra! – grita a Sra. Vince espantada de sua cadeira abacial da sala de visita – Olha essa cachorra, ai.
Aqui 20:20 e em Los Angeles 16:20h
20:27 e em Christchurch, Nova Zelandia 12;27
- Que abuso Lui. Te deita ai abusado – desta vez é o gato. É o dia todo, essas advertência para seus felinos teimosos e traquinas.
Sr. Com passeia pelo Bronx,NY as seis e meia da tarde(hora local) numa avenida bem movimentada e sem fim. As sirenes, tanto da policia como dos bombeiros – a marca registrada do bairro – muitos obesos, na maioria negros – bancas de camelôs e de frutas nas beiras das calçadas – Manhattan, NY – numa de suas grandes avenidas com seus enormes arranha-céus. Outro clima. Pessoas bem vestidas e na maioria brancas, as calçadas limpas. Uma igreja católica na esquina, talvez seja a Saint Paul ou a de Saint Patrick – A estatua de Atlas carregando o globo sobre a cabeça – O Rockfeller Center e seus ringue de patinação e suas lojas luxuosas.
Volta aos seus aposentos, o radio pirou de vez e chia que nem uma chaleira em ebulição. Sr. Com desiste dele. A tarde depois de uns meses, concluiu “O Papagaio de Flaubert” do inglês Julian Barnes – ele ganhou o dia, assistindo uma versão cinematográfica de Martin Eden do mestre Jack London de 2024 – quase igual ao livro. Voltou a reler “Cavalo de Troia – 1 – Jerusalém” do espanhol J.J.Benitez – Jesus preso é levado a casa de Anás.
Terça-feira santa
- Caçulinha, vem tirar essa pedra do meio da sala – ordena a imperiosa Sra. Vince – é um tijolo de concreto que prende a corrente da irrequieta LittleBlack que a arrasta por todos os cantos – Não vai mexer com essa cachorra, assim tu apanha – ameaça inocuamente. E rec-rec.
As frieras em estado de graça. O sr. Con as enxuga furiosamente depois do banho no quintal e da barrigada que não veio – o rec-rec da vassoura esfregando o piso da sala do computador. Sr. Vince depois do café, refugia-se nos seus aposentos e liga a tv para ouvir a lenga-lenga dos apresentadores bolsonorista e o mundo ruge lá fora. O palrear barulhentos dos periquitos nas palmeiras na praça de seu nome, aqui na Vila Embratel. O poeta desiste de levar o original digitado de “O Mundo do Sr. Com” à Editora Pitomba e também não vai a biblioteca apanhar o “Amante de Lady..”, optou pela releitura de “Cavalo de Troia” para entrar no clima triste da semana santa – tirou da gaveta da velha cômoda que herdou da matriarca, a venerável Sra. Mama Vince, as três camisas brancas e as pendurou no varal. A sra. Vince chega com seus apetrechos, obrigando o poeta a ir digitar seus textos.


 
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efemero25
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