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Poemas, frases e mensagens sobre desespero

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre desespero

Memória dum tempo ído

 
Memória dum tempo ído
 
MEMORIA DUM TEMPO ÍDO

Já choram de novo os beirais
Me embalo com o seu choro
A solidão pesa demais
Por um dia de sol imploro.
Cai a chuva como pranto
Desesperada no chão
Também o meu desencanto
Açoita o meu coração.

Já choram de novo os beirais
Lágrimas do céu em desespero
Cantam os pássaros seus ais
E eu à Vida que tanto quero.
Não levo pressa de chegar
Quem sabe numa madrugada molhada
Ou quando o tempo amainar
E a Vida p'ra mim fôr nada.

Já não choram mais os beirais
Se calam em descanso merecido
Já são memória nada mais
Memória dum tempo ído.

Agora sou eu quem chora
Porque já se encurta a Vida
Meus sonhos foram embora
Ando de sonhos despida.

rosafogo
 
Memória dum tempo ído

LÁGRIMAS MUDAS

 
LÁGRIMAS MUDAS
 
“As lágrimas não falam
Os olhos tudo podem falar
Com uma lágrima muda
Que cai entristecida
por amar demais”

POR FAVOR, PARA MELHOR LEITURA, CLIQUE NO POEMA
 
LÁGRIMAS MUDAS

OH! SANTA CATARINA

 
OH! SANTA CATARINA
 
“Nossos problemas se tornam pequenos diante de tantos grandes problemas que muitos passam na vida”

ÂNGELA LUGO

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OH! SANTA CATARINA

Quem fez de mim acusação?

 
Quem fez de mim acusação?
 
QUEM FEZ DE MIM ACUSAÇÃO?

Deixo escapar um lamento
O coração pesado, à solidão me entrego
Perco o fôlego neste momento
Olhando-me, me nego.
Meu rosto é cor de cinza, desfaleço
Cai a folha de papel no chão
Ai de mim não me conheço!
Quem de mim fez acusação?

Amarfanho o papel desesperada
Olho as fotografias a branco e negro
Viagem tão atribulada
Desespero, já me entrego.
Aperto os nós dos dedos
Mato a voz, murmúrio é ela já!
Não quero saber dos meus medos
Minha memória, já cá não está!
Pedaços de confusão
Me sinto desapontada
Criança levada p'la mão
Nesta viagem atribulada.

Por entre pensamentos de loucura
Sou uma flor a chorar!
Mas ficou em mim ternura
E a minha mão para se dar.
E o tempo que quero mas odeio
Que fez de mim planta frágil sem raiz?!
Deixou-me a seiva e eu enleio
E persisto em ser feliz.

rosafogo

rosafogo
 
Quem fez de mim acusação?

Tudo tem suas vantagens

 
Tudo tem suas vantagens
 
Tudo tem suas vantagens

Tudo tem suas vantagens,
Até mesmo a solidão.
A vantagem que a solidão traz
É que: quando a gente chora
Ninguém vê.
Assim sendo, somos salvos
De zombaria.
Pois segundo os zombeteiros,
Só os fracos choram.
Todavia, quando eles também
Estão a sós;
Vertem vertiginosas lágrimas!
 
Tudo tem suas vantagens

Desespero existencial

 
Desespero existencial
 
Hoje, sento-me à beira do abismo
Olho a rocha escarpada
Perpendicular ao mar
Esse mar revolto que me atrai
Hipnotizada sinto o anjo negro
Num abraço de morte
O negrume penetra minhas entranhas
Meus olhos raiados de breu não te vêem
Raízes seculares sugam a água da encosta
Meus pés desnudos estáticos
Pisam os espinhos das rosas mortas
No céu as nuvens pardacentas
Cobrem-me de saudade
Na minha mente imagens pintadas de sonhos
Rasgam-me a alma como garras felinas
O meu corpo alado ergue-se
Pronto a arrojar-se
No escarpado negro da morte
Minha mente hesita
Meu corpo estremece de desejo
É tão fácil voar até ao mar
Permanecer voando no infinito
Não sofrer, não pensar
Apenas voar, sem passado
Sem presente, sem futuro
Sentindo a alma navegar
Ao sabor da brisa divina
Ah! como é tão fácil
Morrer e não pensar.
Atiro-me feliz
Nos braços negros do vácuo
Sucumbo mais e mais
Sem gritos, sem dor
Seduzida pela pulcritude do limbo

No limite do teu desespero existencial, é isso que sentes, tu que queres morrer? Interrogo-me perplexa, sem respostas e tu amigo que lês este poema sabes responder?
Porque desiste de viver aqueles que se suicidem?
Que desespero tão profundo os levam a querer morrer, será mais fácil desistir ou lutar pela vida? Reflecte, analisa e conclui ….
 
Desespero existencial

A NATUREZA EM FÚRIA

 
A NATUREZA EM FÚRIA
 
Dezenove de junho de 2010, o galo já cantava, quando se ouvia um
padre correndo e batendo de porta em porta, ansioso, gritava: Acordem, vamos depressa, saiam todos! Corram para os lugares mais altos, levando o que puderem; muitos indagavam: Mas porque temos que sair correndo feito um bando de animais selvagens, padre? O padre respondeu então: O nível do rio Una subiu rapidamente e não tarda a logo nos alcançar! Uns acreditaram e de imediato procuraram abrigo... Outros foram dormir reclamando: esse
vigário não tem o que fazer uma hora dessas, perturbando o nosso sono. Uma senhora já de certa idade ao ouvir o padre, logo pensou: Aqui vou eu! Pegou seus documentos e saiu com muita pressa, na medida de suas condições, puxando dali e daqui logo encontrou um abrigo e ficou à espera do que estava por vir. Já manhã, só se ouviam gritos desesperados, muitos correndo de um lado para o outro sem saber para onde ir, ou sequer correr. Em outra parte da cidade, outros familiares diziam: nós não vamos sair, pois aqui as águas nunca chegaram e se chegarem a cidade se acaba.

De repente, se ouviu uma grande explosão:era um bueiro de esgoto que fervia como um vulcão antes da erupção;o barulho era terrível! Um dos moradores replicou:vocês ouviram isso? Uns responderam: é impressão sua, o barulho é porque o volume das águas é muito grande, mas nem chovendo está... Segundos depois, a tampa da boca de lobo foi jogada longe e o que se viu foi muita água; e logo disseram: é o fim do mundo! Nesse instante, as águas já estavam dentro das casas - e agora? Agora é o fim. Com muita dificuldade para se deslocarem, murmuravam: vamos para onde? Já saíram com dificuldade. Continuaram murmurando, dizendo: ó Deus! Tu disseste que nunca mais o mundo se acabaria em água, deixando até um sinal - o arco Iris, para nos lembrar disso. O que está acontecendo? Outros replicavam: deixa de conversa e corre! Quanto mais corriam, as águas iam atrás e onde paravam em questão de segundos a água ali já estava. Só se ouviam gritos de terror, pois as águas eram fortes e volumosas. Pensaram até ser um tsunami, por causa do barulho das ondas gigantescas que se formavam. Todos ilhados e gritando por socorro.

Já era noite quando o terror aumentou: as luzes se apagaram, começou a chover e aí o desespero foi maior. Gritos e mais gritos, uma verdadeira guerra. Houve pânico, desmaios - muitos passando mal, sem terem para onde ir, pois o hospital da cidade também já havia sido alagado, embora graças ao mutirão os enfermos tivessem sido removidos em tempo.
As águas continuaram subindo e invadindo tudo por onde passavam: subiram até às casas de segundo andar e todos atônitos, não acreditando no que estavam vendo. Só se ouviam lamentos: meu Deus, Meu Deus... Socorro! Não deixes que morramos! Quantas rezas, quantos pai-nossos, ave Marias e outras orações.

Muitos dos céticos quase morreram; abrigaram-se em cima de lajes, e foi então que entenderam o que o vigário falou. Viram coisas horríveis, pontes caindo, animais mortos e até mesmo um homem descendo correnteza abaixo. A cada explosão provocada pela queda brusca de pontes, casas e outras construções, grande era o barulho e ondas gigantescas se formavam.
Nesse instante todos se abraçavam e ficavam clamando a Deus para não morrer. Do outro lado da cidade, pessoas querendo a todo custo ajudar seus familiares que estavam presos e ilhados, acharam por bem entrar na cidade usando uma lancha para o resgate, mas não deu certo: as ondas arrastaram a embarcação, que só foi encontrada após três dias. Nessa noite de terror, Os telefones já não funcionavam e o desespero aumentou.

Numa vila havia pessoas saindo pelo telhado de suas casas, em busca de socorro, e em outro ponto uma mulher sem alternativa dizia: se ficar o bicho pega e se for o bicho come! Prefiro arriscar, ao menos morro certa de que tentei; a filha gritava: não, mãe, não vá! Você vai morrer! E a mãe: nós vamos, filha - passe na frente que eu vou atrás lhe protegendo. Confie em mim, filha; com fé em Deus vamos conseguir! E não é que conseguiram? Em outro bairro, dois irmãos arriscaram suas vidas para salvar sua irmã e seus sobrinhos presos em seu apartamento. Eles quase se afogaram, mas conseguiram sair dali e foram ao encontro dos flagelados.

Após três dias, as águas começaram a baixar e os celulares voltaram a funcionar; foi quando os familiares puderam falar entre si: cenas de intensa emoção a cada reencontro! Quando os flagelados pensavam em voltar para suas casas, mesmo enlameadas e bastante infetadas, ouviam-se ao longe rumores de um corre-corre: a barragem estourou e as águas já estão chegando! Velhos, crianças, todos sendo atropelados, um caos... Agora sim, não temos nem tempo para correr: é quase certo que desta vez não escape ninguém! Chorando, os idosos iam ficando para trás e muitos netos gritavam: corre vovó, vai logo, você vai conseguir! Foi quando se ouviu um policial dizer em alta voz: voltem para suas casas, é alarme falso, é mentira, foi um desalmado que inventou essa brincadeira de mau gosto!

Serenados os ânimos, todos começaram a perceber o estrago que as águas do Rio Una haviam provocado - não dava para acreditar no que estavam vendo... Um cenário de guerra, alguns cadáveres, animais aos montes, naquele lamaçal podre onde uma revoada de urubus rondava a fim de se deliciar, a quilômetros poderíamos sentir o mau cheiro insuportável. Finalmente, pude me aproximar da cidade onde nasci e cresci, muito ansiosa por haver chorado muito e sofrido com a mesma intensidade que afligiu os meus familiares, mais ainda por não ter notícias deles.

Ao chegar sobre a ponte na estrada que dá acesso à cidade, senti um aperto no coração! Foi difícil de acreditar no que eu estava vendo: destruição total. O que se viu na TV não chegava nem perto do que eu pude presenciar. O Rio Una deságua em Barreiros, minha cidade natal, e com todas as águas dos afluentes correndo para lá podemos imaginar a extensão da tragédia. Olhando naquela direção fiquei perplexa ao ver, em cima das casas que ficaram de pé, sofás, geladeiras, troncos de árvores etc. Até nos fios dos postes havia objetos pendurados! Na entrada da cidade havia muitos policiais, bombeiros e muitas pessoas desoladas sem ter para onde ir nem sequer o que comer; outros chorando com as mãos na cabeça, por não ter mais o que vestir, pois as águas haviam levado tudo... Não só dos pobres ribeirinhos, como também dos ricos. Naquele momento de dor e horror, fui remetida ao tempo de outrora, fui levada a alguns lugares lindos, lembranças da minha infância.

Aquele rio com lindas cachoeiras, onde eu e meus irmãos nadávamos de um lado para o outro, parecendo uns peixinhos! As águas eram cristalinas - pegávamos camarões, pitus e piabas... A rede era um simples pano de prato; tudo era saudável.
Onde estão os pássaros que cantavam e encantavam? A natureza entendeu o que estava acontecendo, não! Não era o momento deles, os urubus eram bem vindos. Os riachos já não existiam... As flores já não brotavam naqueles campos! Os rebanhos que pastava entre os rios, as águas os levou... Eu ali paralisada, botas sete léguas, roupa de mangas compridas, calças ensacadas, luvas e máscara. Só assim era permitida a entrada na cidade, pois o nível de infecção e doenças era muito alto.

Frente à velha usina onde meu pai trabalhou, grande foi a saudade, tão forte que as lágrimas rolaram sem cessar em minha face. A usina estava abandonada, destruída pelo tempo e pelas águas. Eu e meus irmãos, quando crianças, adorávamos aguardar a passagem dos caminhões de cana de açúcar para apanhar e sair chupando as que caíam pelo caminho. Que trabalho para mamãe! A fuligem sujando nossa roupa e impregnando nossa pele... Lembrei-me do cheiro do melaço na produção do açúcar: era bom demais. De repente acordei, voltando das minhas lembranças. Frente àquele portão, continuei chorando, respirei fundo e depois voltei para casa - tão triste como nunca imaginei ficar...

Mary Jun
 
A NATUREZA EM FÚRIA

À Vida (Tua frieza)

 
À Vida (Tua frieza)
 
À VIDA (TUA FRIEZA)

Tua frieza aumenta o meu desespero
E diminuí a minha esperança a metade
Já morre meu coração no peito,e espero
Que sinta o doce morrer leve da saudade.

Deixo-me levar, à Vida não peço ajuda!
Afronto, enfrento a sua dura realidade
Ao meu destino não há sorte que acuda.
Tudo o que agora me resta é a saudade.

Mal te vi, tão breve e tão pouca!
Que tudo ao meu redor, já escurece.
Trago sombra no olhar como o de louca.

E já do que fui nem lembro mais agora
Só o coração ainda bate e até parece,
Que veio p'ra ficar!? Mas eu, vou embora!

rosafogo
 
À Vida (Tua frieza)

No meio do caos...

 
No meio do caos...
 
No meio do caos, da insanidade...
procuram-se palavras que dizer.
Que digam, além da verdade,
o que fazer para não enlouquecer.

Penso... me adenso e desespero.
Da minha mente apenas sai poesia
sobre ti que te deste a mim... um dia...
a quem procuro e para sempre quero!

Que acontece quando se padece
de um amor assim, sem fim...
amor crescente e que vai além,
vai além e continua sem parar.
É meu... é teu... e de mais ninguém,
é apenas de quem, assim consegue amar!!

Rodrigo Lamar 22/12/2012
 
No meio do caos...

Stela Paloma, desejo de felicidades

 
A TODOS E TODAS QUE FAZEM PARTE DO LUSO-POEMAS
PEÇO-VOS QUE LEIAM UMA NOTICIA NO MURAL.
OBRIGADO !
 
Stela Paloma, desejo de felicidades

QUADRAS ESQUECIDAS

 
QUADRAS ESQUECIDAS
 
QUADRAS ESQUECIDAS

Já meu coração se cansou
Anda aqui a contra-gosto
Foi o amor que o maltratou
Ou da vida algum desgosto.

Canto e p'ra meu desespero
Vou cumprindo sina minha
Agora o que mais quero?!
Só eu sei, quem adivinha?

Lá da terra donde vim?!
Do lugar não reza a história
Mas vos digo ainda assim
Que não me sai da memória.

Há searas de trigo loiro
Ao sol e ao vento a ondular
Ao longe ficou meu tesoiro
Mas vivo para o recordar.

Meu amor foi o primeiro
A quem dei meu coração
Sonhei com ele o ano inteiro
Mas meu sonho foi em vão!

Vem a noite e leva o dia
Eu num silêncio perfeito
Virá a morte certo dia
À cama onde me deito.

Talvez com as flores de Maio
Já a sementeira deu em flor!
Daqui também já não saio
Que a saudade é meu bem maior.

Já não choram os meus olhos
Nem sinto da cruz os espinhos
Para traz deixei abrolhos
Nos tão distantes caminhos.

Despedi-me até da saudade!
Que no meu peito habitava
Ateava o fogo e a ansiedade
Dos beijos que te não dava.

Já a ternura é gesto distante
Num olhar, sorriso ou beijo!
Um carinho nunca é bastante
E um amor sempre tráz desejo.

Hei-de ir e hei-de levar
O coração que me deste
Onde vivi e hei-de morar
Se morri não me perdeste.

Resta então um suspiro perdido
E mágoa que em mim não cabe
O tempo se faz de esquecido
Mas deste Amor só Deus sabe.

Sinto o coração a tremer
Quando a esperança é já extinta
Como posso eu não querer?
Que deste querer não sinta?

Sei que a morte não me poupa
O meu destino está traçado
Se vim ao Mundo sem roupa?!
Deitem-me num lençol lavado.

E tudo findo será bastante
Levarei saudade e meu fado
Leiam-me poesia nesse instante
As penas que sofri, terão passado.

rosafogo

Hoje trago algumas quadras,
que são como pão com mel,já
feitas foi só passar ao papel.
 
QUADRAS ESQUECIDAS

MARÉS

 
MARÉS
 
MARÉS

Desenho figuras na areia com os pés
Alcanço o fundo da solidão
Vou deixar o destino traçar as marés
E os sonhos deslizarem p'los dedos da mão
Do céu, nada vem, nada cai!
Efémero capricho é esta Vida!
Afogo as minhas angústias, a alegria se vai
Mas que desacerto este, me sinto perdida!
Perderam-se as figuras, o mar as levou,
A cada respiração, a cada arfar do peito
Ouço o bater quase surdo do coração que o tempo parou
E é neste meu viver, sem jeito,
Onde o tempo e os sonhos, são areia em crivo
Que, ergo a muralha, à maré em que vivo.

A onda, vem e vai, meu pensamento leva e tráz
Tão suave e intenso, fica meu sossego!
Que, a esperança corre, num silêncio de paz,
E volta de novo à vida, a força e o apego.
Tento levar avante, meu caminho até ao fim!
Com os pés na areia, traço novas figuras,
A maré as levará, e a mim?
Me deixará a sós? Com minhas amarguras?

rosafogo

Este poema foi o primeiro que postei no site
já lá vai um ano e pouco, hoje reeditado, para os amigos que ainda não leram.
 
MARÉS

Anjo do mal

 
Anjo do mal!

Num belo dia, em algum
Lugar o que era alegria
Tornou-se pesadelo sua
Alma começou a fenecer
Foi um louco que deixou
Cair sua máscara de bom
Moço trazendo desgosto
Profundo confundindo seu
Mundo infantil; sem saber
O que fazer entender por que
Aquilo estava acontecendo
Com ela; quantos sonhos
De cinderelas e príncipes.
Mas por ali passou um algoz
Mais veloz que um cometa
Rompendo rasgando suas
Vestes descobrindo –lhe
Sua nudez preservada...
Enchendo de vergonha,
Medo e dor. Sem entender
Aquele desabar! Agora
Vive ausente olhar distante
Lágrimas tantas sem saber
Nada a respeito de um
Inconsequente- Anjo do mal!

Mary Jun
08/4/17
Guarulhos,SP


Um tema tão asqueroso na expectativa de dias melhores, que esses doentes tenham discernimento e deixe de fazer o mal para pessoas indefesas tão pequeninas. É um direito.Paz, alegria, brincadeira etc.
 
Anjo do mal

Atormentada pela solidão

 
Atormento-me pelo vazio da noite que transcorre lentamente
O sono não chega afastou-se me abandonando
Sinto um desejo imenso de adormecer, mas o que fazer
Já cansei de ver as mesmas paredes de todas as noites
Com as mesmas cores, as mesmas cortinas esvoaçando
Pelo vento que corre feliz lá fora
Que inveja sinto deste vento que não sofre de saudade
Pelo contrário é ele que me trás teu cheiro
Sinto-me uma prisioneira desta solidão que a cada
dia aumenta
Sinto-me atormentada dia após dia por este amor
Que não existe mais calor
Todas as noites é um tormento para o meu viver
não sei mais o que fazer
Tento me enganar que alguém me ama
um sorriso escapa no canto da boca
Enrolo-me nos lençóis de cetim vermelho
Escorrego meu corpo lentamente entre eles
Imagino tua mão suave acariciando-me
Com este deslizar tão intimamente
Ainda sinto as marcas do teu amor
Não sei mais o que fazer para te esquecer
Logo em seguida me pergunto o porquê deste engano
Porque enganar-me se nada é verdade
Um desejo aflora no meu peito e vejo o quanto nada é realidade
Ontem a noite estive com outro para preencher o teu vazio
Beijei entrelacei em braços que não conhecia
Depois de beber do meu corpo e sentir o meu gosto... Partiu
E fiquei aqui há esperar cada dia por ti
Por mais que tente preencher o teu espaço não tem como
Estou aqui esperando que um dia retorne
E me desperte para a vida antes que eu morra
Atormentada por este vazio triste da solidão
 
Atormentada pela solidão

Prantos esquecidos de mim

 
 
És aquela que saltitou mil mundos
nas manhãs submersas da saudade
de ti, de mim, de nós
Junto-me a ti
corro a esse chamamento
silenciado pelo gemido da noite
Sem medos, perco-me nesses caminhos
pedregosos do destino
E pergunto-me para quê?
O cosmos queima minhas entranhas
de ternura e de desejos incontidos
abro as asas e voo sedenta de ti
para além do mar
imersa na vastidão do etéreo

Exausta adormeço
nos fios prateados do luar
cobro-me de poeira cintilante
aquecendo o meu corpo despido de ti
suspiro brisas incandescentes
desenhando áureas coloridas
no pardacento do céu
e fico-me pelo olhar
perdido no horizonte
à espera de ti
em prantos esquecidos de mim.

Escrito a 10/10/08

http://saboreamo-nos.blogspot.com/200 ... titou-mil-mundos-nas.html
 
Prantos esquecidos de mim

Manda-me recado

 
Manda-me recado
 
MANDA-ME RECADO

Manda-me do teu coração um recado
Sinto hoje em mim esta dor danada!?
Diz-me que por ti já terias voltado
Mata a saudade em que vivo sepultada.

Basta de ausência que parece castigo
Manda recado, meu coração desespera
Um sorriso, um abraço, conto contigo.
Tarde a tarde, me afundo nesta espera.

Sinto-te nos meados das manhãs de Maio
Sinto-te nas flores, no Sol que fulgura
Sinto-te no coração, e do teu não saio!

Envia ramos de flores quebra a solidão
Eu, esquecerei a dor, que em mim dura!
E assim soltarei meu grito de libertação.

rosafogo
 
Manda-me recado

Ávido de Incertezas

 
Ávido de incertezas
Tão doces ao coração
Coberto em mar de belezas
Permeando uma ilusão
Causada pelas cervejas
Tomadas neste balcão

Soçobrava em desamores
Rebatendo ao meu universo
Pesadelos e temores
Na linha de cada verso
Que perduravam sabores
De um espírito submerso

Banhado em cascata bela
Cortando como navalha
Enquanto preso à uma cela
Deitado em cama de palha
Rezando em frente da vela
Não clamando a vida falha
 
Ávido de Incertezas

Sonho sozinha!

 
Sonho sozinha!
 
Sonho sozinha,
num sonho a dois,
onde tudo o que foi já não volta
do amor que outrora tive
apenas sobrou uma grande revolta.
Sonho sozinha,
e está na hora de acordar
Desistir do teu amor,que não vai mais voltar. Sonho sozinha,
envolta em desespero.
Sonho sozinha,
e é por ti que espero.
Sonho sozinha,
sem querer despertar.
Sonho sozinha,
não há volta a dar.
E enquanto assim for,
sonho sozinha...
mas tenho o teu amor.
 
Sonho sozinha!

ESTOU FARTO DA VIDA FARTO DE VIVER

 
Tanto eu amava a vida a minha juventude.
Desde jovem que comecei a ajudar quando podia.
Fui ajudando, sempre mal compreendido.
Mas há sempre quem temha uma vida melhor
E não pensam naqueles que precisam.
Ajudo num club de pessoas idosas e já tenho 76 anos.
Pedi à direcção para fazer algo mais , mas nada
E ainda fiquei mal visto por aqueles que não precisam
Tomamos a nosso cargo e em nossa casa
Alguém que estava a bater no fundo, sem dinheiro.
Uma mulher idosa, não sou rico vivo da minha magra reforma.
Tenho espaço para que ela possa viver connosco.
Há quinze dias teve um embolia polmunar
Sentiu-se cansada mas não quria ir ao hospital
No dia seguinte pala manhã levei-a ao hospital
Segundo o médico se a não tivesse levado já estava morta
Ficamos felizes por a termos ajudados a salvá-la.
Entretanto uma sua amiga virou-lhe a cabeça
E hoje tratou mal a minha mulher
A minha mulher que tudo tem feito por ela.
Estou desesperado, estou farto de viver
estou farto da vida, farto de ajudar e virar vitima.
Encontro-me num beco sem saída.
Maldito seja o destino que Deus para mim escolheu.

Que me desculpem, precisava de descompressar e não tenho melhor sitio que no Luso entre amigos
Que me perdõem e obrigado por me terem escutado.

A. da fonseca
 
ESTOU FARTO DA VIDA FARTO DE VIVER

Insónia

 
Começa a haver noite, e nascem com ela os desígnios escondidos que me serviram de recosto no passado. Sinto sossego ao avistar que já todos se preparam para ser embriagados de sono...
É sublime e doce, a dor de um fim, a apatia de um rosto... como se sentisse fogo em mim.
Para onde vou, perguntas tu. Nada neste Mundo me fará parar, largo-me do teu beijo, porque jamais me irás esperar.
São estas, memórias que receio, a angustia e o devaneio...
Sonolentamente de certa forma ainda o quero, velo o meu desespero, dou voz e passo ao exagero, porque três quartos da noite já terão passado, e o meu pensamento ainda se manterá por ti acordado...
Enche-me de vez o coração de coisas para dizer, ou cala-me a boca, arranjando outra forma de o fazer.
O céu citadino faz-se amanhecer, a rua e o rádio ritmados, trazem o ruído que tanto havia esperado.
Agora sei por onde me deixas-te... Eu? Ficarei sempre por trás das palavras que não falaste.
 
Insónia