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Mensagens de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desilusão

Devolvido

 
Devolvido
 
Não sei mesmo o que fazer em relação

ao amor.

Quando ele acontece(a dois) é sempre

unilateral.

Amo ou sou amada. Nunca, amo e sou

amada.

Almas gêmeas só na ficção.

Como dizem, no começo é um mar de

rosas, aos poucos, o espaço vai sendo

ocupado pelas lamentações.

Passamos muito tempo juntos,

murmurei enquanto lhe acenava com a

mão...

Parecia um livro na caixa de devolução.

Foi bom enquanto durou!
 
Devolvido

Basta

 
            Basta
 
Meu desejo que mude,
O tempo o vento.
Tire esse tom nude,
O cálice seja bento.

Viva sejam as cores.
As flores não sejam,
Pálidas, sem olores,
Suave perfume tenham.

Desejo que mude,
A oferenda seja farta.
Preciso que ajude.
Preciso dar um basta.

Basta! mudança,
Radical, bem vinda.
Desejo a esperança,
Pois meu coração bate ainda.

Nereida
 
            Basta

Ricardo

 
Caros amigos.

Alguém me sabe dizer se o senhor Ricardo ( mais conhecido por Trábis) desapareceu, se ele finou ou se simpesmente ele não liga nenhuma aos poetas que por aqui publicam
(eu publico, mas não sou poeta )
É que eu enviei-lhe varias mensagens desde do mês de Agosto e não tive a honra de receber ao menos uma resposta que fosse.

Sendo assim e condiderando este senhor, tenho andado preocupado com a sua ausência.

Obrigado

A. da Fonseca
 
Ricardo

Pranto silêncioso

 
      Pranto silêncioso
 
Um pranto silencioso
Travado,engolido,tormentoso
Que vai longe,além mar
Que sofre por muito amar.

São lágrimas destemperadas
Com muito sal evaporadas
Misturadas à leve brisa
Dispersadas com ojeriza.

Lembranças que afloraram
Em pensamentos se mostraram
Não há como não chorar
Pela alegria, saudade,oh penar!

Chega um riso alegre
Que perdura por um segre
Porque fugiu que eu amava?
Sem o abraço,e o beijo que me encantava.

Nereida.
https://novanereide.blogespot.com
 
      Pranto silêncioso

Vilania

 
    Vilania
 
Guiada por caminhos indesejados,
levada sem que seja perguntada:
Qual é seu sonho?
Onde é sua praia sonhada?
**
Sempre em areia movediça atolada, uma luta de braçadas no ar.
Sonhos levados pela ventania, pela vilania. Ah!! menina perdida, desejos tímidos, fugidios , roubados pelas quebradas da noite,
coberta por um manto estrelado e, pelas letras de uma poesia!

Nereida

Sonhos! nada mais.
 
    Vilania

Não há volta a dar

 
A verdade é esta
a ciência e a tecnologia substituem tudo
com muita velocidade
mas nenhuma ciência restitui a minha vontade
cura a minha melancolia
a minha saudade
nenhuma ciência ou filosofia
me devolve aquele mundo
a minha verdade
de ser feliz
o indescritível prazer
de estar na eternidade
como num quadro emoldurado
de tudo o que é preciso
para que a mudança só acontecesse
a meu gosto
e eu de todos e tudo
dispensasse um juízo
nenhuma ciência filosofia arte
ou religião
nenhum conhecimento ou ação
me devolve a paixão
do que era preciso
para ser feliz
nada agora
olhando com todos os olhos
construídos
de esforços para o merecer
é o que eu queria
tudo me foi sendo negado
em nome de algo
que eu devia
fui sendo educado
e sofria
na promessa de que valia a pena
se valeu para os outros
não valeu para mim.
 
Não há volta a dar

QUEBRADA...

 
Se deixar de amar é morrer,
então morri.
Se chorar é quebrar,
estou quebrada pela dor
do teu desprezo.

Angustiado coração trespassado
pelas juras em vão
dum sentimento
por ti falhado

Nada temos em comum.

Desmembrada mente,
incapaz de sonhar quimeras
a dois.

Noites vazias pulsam no meu âmago.

Saudade repartida
em tons de nostalgia
onde se evaporam meus sonhos
dia após dia.

Perdi-me na imperfeição do amor.

Na alvorada cortante
bate incerto meu coração
descontente.

mariamateus
 
QUEBRADA...

A decepção

 
#~ Ás vezes acreditamos em meras palavras sem conhecer realmente cada ser...
Acreditamos em promessas, declarações...
E no final não passa de mais uma decepção
Talvez tenha me deixado levar pelo que poderia te acontecido se não tivesse tentado, mais serviu de aprendizado pois nada é por acaso.
Uma vez li em algum lugar que não me recordo que muitas vezes, construímos sonhos em cima de pessoas incapazes de torná-los reais.
Fiz tudo que estava ao meu alcance, sai de São paulo, para Curitiba para concretizar promessas em realidade, na qual passei anos planejando...
E no final, apenas ganhei o desprezo, ignorância... Sim o ser humano é ingrato, se arrependimento matasse talvez não estaria aqui aqui nesse momento, o gosto amargo do cigarro ameniza a angústia, e dor no qual sinto por causa desse amor .
A decepção é tão grande que não consigo mais me manter aqui, quero pegar o primeiro avião e seguir a minha direção.
Nunca pensei que um dia fosse ficar assim, e hoje vivemos como duas pessoas desconhecidas.
Olho sem direção com o cigarro na mão tentando entender a decepção.
 
A decepção

Chuva de verão

 
             Chuva de verão
 
Caía a chuva.
Como chuva de verão.
Passageira!
Aquele amor também fora avassaladora,
Paixão que terminou rápido,com a duração de uma estação.
Triste chegou o outono com cara de saudade do que ficou para trás.
Amantes do amor fugas .

Nreida
 
             Chuva de verão

Tempos fáceis

 
 
É esse
O retrato do ciclo humano
Que no espelho do quarto me aparece
Não, não é um engano
Antes fosse
Sinal que dava pano para mangas
O pensamento que circula por estas bandas
Irmão, ora andas, ora desandas

Meus entes queridos trouxeram paz ao planeta terra
Só eles sabem e bem o quão lhes custou
Trazer essa velha relíquia ao invés de mais guerra
Porque passados anos muita coisa mudou
Muita gente murchou, se refugiou, acobardou,
Nesse momento muitas mentes brincam com legos
Esquecendo-se assim de fortalecer seus egos
Realmente, anda um pai a criar um filho
Para este se revelar um autêntico empecilho
Algo me diz que pelo andar da carruagem vêm aí sarilho
Creio que ninguém tem noção do que vai suceder
Muito jovem vai ficar sem saber ler e escrever
Isso significa que os postos de trabalho vão diminuir
Estou ciente de que hoje só querem saber de curtir
Vão mazé para o caraças, é mesmo desse jeito que se querem dirigir para uma possível 3º batalha mundial?
Sempre que me questionar de tal, vou ouvir uma voz que me diz, bem-vindo ao mundo real!

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Oh tempo, por favor regressa para trás
Porque nota-se a léguas que nos dias de hoje não existe alguém capaz
De dar a sua vida a quem já deu muito de si, típico de um capataz
Sem saber se a ida poderia estar quem sabe de acordo com a volta
É isto que muito me revolta
Por que razão, vocês não nos agradecem?
Podem fazê-lo a bater de frente
Além disso a chapa está quente se é que me entendem
Que eu saiba cotonetes não mordem
Bem como verdades não ofendem
Isso seria um gesto digno
Mas vocês não são do mesmo signo
Em vós não consta qualquer garra
Pois ao contrário, a mim ninguém me agarra

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Cada ato tem a sua consequência
Damos a mão, eles querem o braço
Isso inclui a ausência de violência
Somente um constrangedor de um abraço
O que seria facilmente evitado com a presença de pulso firme
Logo eu que prometi ser essa a derradeira vez em que dava por mim a iludir-me
Cada um planta o que semeia
Eu apenas consigo ver mais e mais diarreia
Nós não queremos gajos acagaçados
Queremos sim, armados
Em seriais Killers, daqueles que criem thrillers psicológicos
Resumindo, desejamos novos Hitler's anti-letárgicos
Caso contrário podem ficar debaixo da cama
Acompanhados da vossa dama e a dar na mama
Mas se vos fizerem a cama
Não digam que foi por falta de aviso
Pessoas vulgares vão julgar que tudo o que falo é drama
Claro, eu decidi fazer um pequeno improviso à última da hora
Sim, até tenho um sorriso estampado na cara
Melhor, até sou um gatinho escondido com o rabinho de fora
Nesta fase crucial começa-se a escrever a sua história
Só vocês decidem se preferem ser apelidados de alta elite ou de escória

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Está nas suas mãos optar pelo mal menor
 
Tempos fáceis

*ESSE TEU JEITO

 
*ESSE TEU JEITO
 
*Esse Teu Jeito

Esse teu jeito firme
De alcançar meu coração
A palavra bem define
Guardarei com emoção.

Esse feito de querer-me
E os obstáculos vencendo
Derrubou-me, fez querer-te
Vassala me envolvendo.

Esse jeito que escrevias
Mesmo na longa distância
Foi torturas e alegrias
Foi momentos de bonanças.

Foi na escrita com jeito
Que o sonho se envolvia
E caiu sem nuvens, sem jeito
Na mesma palavra vazia.

Sonia Nogueira
 
*ESSE TEU JEITO

Revolta

 
Estou zangada com a vida

Revoltada e possuída

Tenho saudades de ser recruta

Tenho saudades de dormir em pé, numa praxe cruel

Tenho saudades da mochila com ração de combate

Tenho saudades de matar galinhas com os dentes

Tenho saudades do peso das botas a mil, acrescido do peso do cantil

Tenho saudades do desafio com cheiro a perigo

Tenho saudades de rastejar e de na lama andar

Tenho saudades de pular o muro fora de horas para que o castigo não me chegasse

Tenho saudades de tudo o que já não me aborrece

E agora de mochila em punho em missão eu ia

Rumo ao desconhecido desafio com sabor a magia

Numa missão não somos nada e somos toda a diferença

Ana Cristina Duarte

*@
Na praia à noite ao luar
X
 
Revolta

Minha vóz

 
     Minha   vóz
 
Minha voz não se faz ouvir
Por mais que grite
Letras garrafais em grafite
Em escritas do meu sentir

No lirismo da poesia
No que está na alma
Escrito em minha palma
Há um vácuo, vazia!

Vagueia por entre nuvens
Espalhando-se no espaço
Em folhas brancas eu faço
Arabescos que me convém

Minha voz não se faz ouvir
Mesmo que um megafone
Declamando o poema em seu nome
Nas entranhas de meu sentir

Nereida
 
     Minha   vóz

Voar

 
Voar
 
Voar do passarinho
Fino fio em equilíbrio
Descobre migalhas de carinho
Come restos com brio
Surge ligeiro e sombrio
Todos seremos o desalinho
Desse canto que virou pó.

Diana Balis. Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2017.
 
Voar

meu caminhar

 
     meu caminhar
 
O vento fustiga minha face, impiedoso,
furioso.
Caminho solitária, embriagada, com mil pensamentos.
Passos incertos, bambos,longo é o destino, não ha lua para me acompanhar.
Sinto o frio, tropeço em pedras ,mas sigo,não posso parar.
Triste é o meu caminhar!

Nereida
 
     meu caminhar

Devo aceitar

 
     Devo  aceitar
 
Tão legítimas eram as verdades
Tão legítima é minha saudade
Mas não deste a mínima
Preferes ignorar,outro parecer te anima

Para que bater em ferro frio
Na cara pouco brio
Me exponho, tento entender
Mas só posso me surpreender

Devo aceitar sem ocultar
Decepções que me levam à consultar
Meu pobre coração, chega a doer
Minha alma quer percorrer

Flutuar em suave canção
Sem precisar de atenção
Não mais amor sem merecimento
Voarei livre no meu renascimento.

Nereida
 
     Devo  aceitar

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Sem nome

 
Minha dor não tem nome.
Simplesmente doe,
Tortura moi,
Na saudade que me consome.

Do que se foi, não tem volta,
Muito marcou, profundo,
Fecundou meu mundo,
Um grande nó que não se solta.

O peito estufa, suspira,
Respiração parece que some,
Nesta dor que não tem nome,
Neste corpo que não respira.

Nereida
 
             Sem  nome

"(des)Funcional,"

 
 
"(...)o coração em dois me partes. Jogai fora a metade que não presta, para com a outra parte serdes pura."

(Hamlet) Ato III, Cena IV

(inédito.)

Decepcionar esta obra, e me seria
Ao hábito de não acontecer, mera fé!
não são os olhos dela, e nada me seria
Já nem existem trevas ou luzes, sequer

Era um mentira! Tola, pândega, e entretém
Uma preferência da mente mundana, sim!
parte que ainda insiste em escapar de mim
Era a peça dos tolos e os só os tolos a têm.

Qualquer ato da discórdia de não pertencer
A linho relapso, fosse de gravura preferida,
E eu devolveria cada letra, sua, e proferida

E é outro espaço, em dias opacos, assim
tentativas e descidas pra devolvê-la, enfim
Todas. E todas as mesmas estórias de a perder,
 
"(des)Funcional,"

"independe-se!"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

da boca. do laço
em trapos e passos devassos
em suma
na corda
em forma de pólvora
por impacto
do simples impacto
proposto resultado de re-volta
em hora do pouso
exposto
ao fogo do corpo
em nuvens depostas
em tempo
de frente, tão sendo,
templo.
tão sempre..
alegoria de conflito
aço-crivo
tela-paragem, é.
esta mensagem:

- não vi..
- não-é.
- não te sei.
- não-fé..

da cura.
avulsa, ripada, risonha
prostituta, expulsa
daqui, e
assim
(desonra)
meu fim, atrevo-me
descrente, por culpa, em.
presente consulta
(não é..)
não-fé.
da mesma razão
por ensejo, porque vejo, e
não te sei..

e,

não. te tomo
ou te reclamo
quando penso
que te amo
mas não
quero.mais.(te)ser..

- não ouço.
- não-corpo.
- não exijo-te(mais..)
- vai!!

aqui.
o teu rosto/corpo/nome(todo).

deposto.

em.

declínio de carta.
de crime, e
de
fim.

longe(tão longe.. e)
de mim.

sim,
- aparta-me..

- e.

c
.a
..i!
 
"independe-se!"