https://www.poetris.com/

Mensagens de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desilusão

FALÁCIAS DE AÇAFRÃO

 
FALÁCIAS DE AÇAFRÃO
 
A poesia caminha avança sobre
O calvário desfeita em nó
Maldito este círculo tão apertado
Perfumado de mortos
Oh morte que estiveste só
Por horas, dias, meses e anos
Cama de pés gelados
Braços esticados com mil demónios
Falácias brotam no sangue
Coração de renúncia e inquietação
Asas decepadas num sonho
Para impedir o voo no falatório
Excesso de vozes repetidas na alma
Na mente, no corpo doente
Vagam pelo espaço
Desfeito no tempo sugam o mel do feitiço
Sonhos de fogo coberto de sangue
Afrontando os nossos anjos
Na calada da noite, no próprio abandono
Sente-se as garras de dor o rufar dos tambores
Clamor de uma poesia feita de esquecimento
Oh ânsia que despertas o açafrão acorrentado
Geleia do nosso ouro.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
FALÁCIAS DE AÇAFRÃO

Devolvido

 
Devolvido
 
Não sei mesmo o que fazer em relação

ao amor.

Quando ele acontece(a dois) é sempre

unilateral.

Amo ou sou amada. Nunca, amo e sou

amada.

Almas gêmeas só na ficção.

Como dizem, no começo é um mar de

rosas, aos poucos, o espaço vai sendo

ocupado pelas lamentações.

Passamos muito tempo juntos,

murmurei enquanto lhe acenava com a

mão...

Parecia um livro na caixa de devolução.

Foi bom enquanto durou!
 
Devolvido

*ESSE TEU JEITO

 
*ESSE TEU JEITO
 
*Esse Teu Jeito

Esse teu jeito firme
De alcançar meu coração
A palavra bem define
Guardarei com emoção.

Esse feito de querer-me
E os obstáculos vencendo
Derrubou-me, fez querer-te
Vassala me envolvendo.

Esse jeito que escrevias
Mesmo na longa distância
Foi torturas e alegrias
Foi momentos de bonanças.

Foi na escrita com jeito
Que o sonho se envolvia
E caiu sem nuvens, sem jeito
Na mesma palavra vazia.

Sonia Nogueira
 
*ESSE TEU JEITO

CANTOS DA MINHA ALMA

 
CANTOS DA MINHA ALMA
 
 
Este grito que vem das minhas entranhas
Traduz em mim, numa dor tão grande
Alma em suspiros reprimida no peito
Desabafa a saudade em querer viver
Piso a antiga calçada de frias fragas
Com os pés descalços, num caminho
Que é longo, com os anos passados
No eco das frágeis asas com que voa
Já sem força e talvez já sem vontade
Tempo perdido no inverno que é frio
Na própria sombra onde olhamos sem
Conseguirmos sequer olhar para ver
Este mundo infernal que se está a tornar
Entre caminhos solitários que nos leva
De volta à loucura consumada de qualquer
Amor, tempo de diferentes caminhos
De noite já cansada nos cantos de casa
Procuro um ninho para os desejos da alma
Afogada nas lágrimas, balança na imensidão
Procurando nos cantos da minha pobre alma
Os que vivem nas sombras dos que eu já amei.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
CANTOS DA MINHA ALMA

Ricardo

 
Caros amigos.

Alguém me sabe dizer se o senhor Ricardo ( mais conhecido por Trábis) desapareceu, se ele finou ou se simpesmente ele não liga nenhuma aos poetas que por aqui publicam
(eu publico, mas não sou poeta )
É que eu enviei-lhe varias mensagens desde do mês de Agosto e não tive a honra de receber ao menos uma resposta que fosse.

Sendo assim e condiderando este senhor, tenho andado preocupado com a sua ausência.

Obrigado

A. da Fonseca
 
Ricardo

Ainda

 
  Ainda
 
Ainda que preservasse
Bondade e formosura
Sabia que só a mesura
Não bastaria nesse impasse.

Ainda que prevalecesse
Um fio de esperança
Havia a semelhança
Como motivo e...esqueceste.

Ainda que lembranças esquecidas
Marcaram o fundo da alma
Momentos de paz e calma
Flores ,espinhos,uma flor esmaecida.

Nereida

https://novanereide.blogspot.com
 
  Ainda

Vilania

 
    Vilania
 
Guiada por caminhos indesejados,
levada sem que seja perguntada:
Qual é seu sonho?
Onde é sua praia sonhada?
**
Sempre em areia movediça atolada, uma luta de braçadas no ar.
Sonhos levados pela ventania, pela vilania. Ah!! menina perdida, desejos tímidos, fugidios , roubados pelas quebradas da noite,
coberta por um manto estrelado e, pelas letras de uma poesia!

Nereida

Sonhos! nada mais.
 
    Vilania

Não há volta a dar

 
A verdade é esta
a ciência e a tecnologia substituem tudo
com muita velocidade
mas nenhuma ciência restitui a minha vontade
cura a minha melancolia
a minha saudade
nenhuma ciência ou filosofia
me devolve aquele mundo
a minha verdade
de ser feliz
o indescritível prazer
de estar na eternidade
como num quadro emoldurado
de tudo o que é preciso
para que a mudança só acontecesse
a meu gosto
e eu de todos e tudo
dispensasse um juízo
nenhuma ciência filosofia arte
ou religião
nenhum conhecimento ou ação
me devolve a paixão
do que era preciso
para ser feliz
nada agora
olhando com todos os olhos
construídos
de esforços para o merecer
é o que eu queria
tudo me foi sendo negado
em nome de algo
que eu devia
fui sendo educado
e sofria
na promessa de que valia a pena
se valeu para os outros
não valeu para mim.
 
Não há volta a dar

QUEBRADA...

 
Se deixar de amar é morrer,
então morri.
Se chorar é quebrar,
estou quebrada pela dor
do teu desprezo.

Angustiado coração trespassado
pelas juras em vão
dum sentimento
por ti falhado

Nada temos em comum.

Desmembrada mente,
incapaz de sonhar quimeras
a dois.

Noites vazias pulsam no meu âmago.

Saudade repartida
em tons de nostalgia
onde se evaporam meus sonhos
dia após dia.

Perdi-me na imperfeição do amor.

Na alvorada cortante
bate incerto meu coração
descontente.

mariamateus
 
QUEBRADA...

Sem nome

 
Minha dor não tem nome.
Simplesmente doe,
Tortura moi,
Na saudade que me consome.

Do que se foi, não tem volta,
Muito marcou, profundo,
Fecundou meu mundo,
Um grande nó que não se solta.

O peito estufa, suspira,
Respiração parece que some,
Nesta dor que não tem nome,
Neste corpo que não respira.

Nereida
 
             Sem  nome

O cair da tarde

 
O cair da tarde
O dia começa a declinar está uma tarde deliciosa,
a brisa muito suave está a refrescar um pouco mais,
o sol já mais baixo a desmaiar, a querer deixar-nos
e a pouco e pouco vai-se sumindo entre os pinhais,

que recortam a orla marítima que é interminável…
atrás da linha do horizonte, uma auréola alaranjada
uma mistura que se esfuma em vários tons matizados
surgem e mais nos parece uma fogueira enfeitiçada.

O azul do céu conserva-se ainda, embora mais escuro
e começam a pontear, algumas pequenas estrelinhas.
Aromas subtis soltam-se e absorvemos o ar mais puro!

São assim as tardes que já antecedem o belo Outono,
estação das despedidas, dos belos passeios a beira-mar
e o Verão despede-se de nós! Amigo, até ao teu retorno.
 
O cair da tarde

HOJE MORRI

 
HOJE MORRI
 
Hoje senti que tinha morrido
Na covardia de um livro
Vazio de sulcos do tempo
Do vento que batia
Nas persianas do quarto
Seixos que moldam a terra
Molhada de sonhos meus
Morri eu sei mas tu
Não conseguirás resistir
Eu também te farei sofrer
Nas rosas que rodam as almas
De espinhos sem folhas
Grito de vultos que ascendem
A morte nos claros em sombras
Hoje morri eu sei ou talvez não
Mas tu ó morte hás-de morrer comigo.

🦋
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
HOJE MORRI

HÁ EM MIM 🍂

 
HÁ EM MIM  🍂
 
 
🍁

__Há em mim um silêncio
Uma agonia que me afecta
Que se esconde nos instantes
Perdidos dos dias de inquietude
Há em mim uma mágoa que vai ficando maior
Num longo triste e eterno percurso
Onde os meus escritos estão gravados
Na minha própria loucura talvez sã
Livro-me desta demência num velho livro
Já lido e gasto pelo tempo.

🍁
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
HÁ EM MIM  🍂

Revolta

 
Estou zangada com a vida

Revoltada e possuída

Tenho saudades de ser recruta

Tenho saudades de dormir em pé, numa praxe cruel

Tenho saudades da mochila com ração de combate

Tenho saudades de matar galinhas com os dentes

Tenho saudades do peso das botas a mil, acrescido do peso do cantil

Tenho saudades do desafio com cheiro a perigo

Tenho saudades de rastejar e de na lama andar

Tenho saudades de pular o muro fora de horas para que o castigo não me chegasse

Tenho saudades de tudo o que já não me aborrece

E agora de mochila em punho em missão eu ia

Rumo ao desconhecido desafio com sabor a magia

Numa missão não somos nada e somos toda a diferença

Ana Cristina Duarte

*@
Na praia à noite ao luar
X
 
Revolta

Basta

 
            Basta
 
Meu desejo que mude,
O tempo o vento.
Tire esse tom nude,
O cálice seja bento.

Viva sejam as cores.
As flores não sejam,
Pálidas, sem olores,
Suave perfume tenham.

Desejo que mude,
A oferenda seja farta.
Preciso que ajude.
Preciso dar um basta.

Basta! mudança,
Radical, bem vinda.
Desejo a esperança,
Pois meu coração bate ainda.

Nereida
 
            Basta

Guardados

 
   Guardados
 
Sei que nada voltará, sem...
Meu sorriso ingênuo.
O meu brincar
O meu brinquedo
O meu segredo
O meu rezar.

A minha espera
O meu cantar
O meu contar
A minha esfera.

Sei que nada voltará, em termo...
Apenas o meu sorriso enfermo.

Nereida

https://novanereide.blogspot.com
 
   Guardados

meu caminhar

 
     meu caminhar
 
O vento fustiga minha face, impiedoso,
furioso.
Caminho solitária, embriagada, com mil pensamentos.
Passos incertos, bambos,longo é o destino, não ha lua para me acompanhar.
Sinto o frio, tropeço em pedras ,mas sigo,não posso parar.
Triste é o meu caminhar!

Nereida
 
     meu caminhar

Devo aceitar

 
     Devo  aceitar
 
Tão legítimas eram as verdades
Tão legítima é minha saudade
Mas não deste a mínima
Preferes ignorar,outro parecer te anima

Para que bater em ferro frio
Na cara pouco brio
Me exponho, tento entender
Mas só posso me surpreender

Devo aceitar sem ocultar
Decepções que me levam à consultar
Meu pobre coração, chega a doer
Minha alma quer percorrer

Flutuar em suave canção
Sem precisar de atenção
Não mais amor sem merecimento
Voarei livre no meu renascimento.

Nereida
 
     Devo  aceitar

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Chuva de verão

 
             Chuva de verão
 
Caía a chuva.
Como chuva de verão.
Passageira!
Aquele amor também fora avassaladora,
Paixão que terminou rápido,com a duração de uma estação.
Triste chegou o outono com cara de saudade do que ficou para trás.
Amantes do amor fugas .

Nreida
 
             Chuva de verão