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Mensagens de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desilusão

*ESSE TEU JEITO

 
*ESSE TEU JEITO
 
*Esse Teu Jeito

Esse teu jeito firme
De alcançar meu coração
A palavra bem define
Guardarei com emoção.

Esse feito de querer-me
E os obstáculos vencendo
Derrubou-me, fez querer-te
Vassala me envolvendo.

Esse jeito que escrevias
Mesmo na longa distância
Foi torturas e alegrias
Foi momentos de bonanças.

Foi na escrita com jeito
Que o sonho se envolvia
E caiu sem nuvens, sem jeito
Na mesma palavra vazia.

Sonia Nogueira
 
*ESSE TEU JEITO

Revolta

 
Estou zangada com a vida

Revoltada e possuída

Tenho saudades de ser recruta

Tenho saudades de dormir em pé, numa praxe cruel

Tenho saudades da mochila com ração de combate

Tenho saudades de matar galinhas com os dentes

Tenho saudades do peso das botas a mil, acrescido do peso do cantil

Tenho saudades do desafio com cheiro a perigo

Tenho saudades de rastejar e de na lama andar

Tenho saudades de pular o muro fora de horas para que o castigo não me chegasse

Tenho saudades de tudo o que já não me aborrece

E agora de mochila em punho em missão eu ia

Rumo ao desconhecido desafio com sabor a magia

Numa missão não somos nada e somos toda a diferença

Ana Cristina Duarte

*@
Na praia à noite ao luar
X
 
Revolta

Minha vóz

 
     Minha   vóz
 
Minha voz não se faz ouvir
Por mais que grite
Letras garrafais em grafite
Em escritas do meu sentir

No lirismo da poesia
No que está na alma
Escrito em minha palma
Há um vácuo, vazia!

Vagueia por entre nuvens
Espalhando-se no espaço
Em folhas brancas eu faço
Arabescos que me convém

Minha voz não se faz ouvir
Mesmo que um megafone
Declamando o poema em seu nome
Nas entranhas de meu sentir

Nereida
 
     Minha   vóz

Não há volta a dar

 
A verdade é esta
a ciência e a tecnologia substituem tudo
com muita velocidade
mas nenhuma ciência restitui a minha vontade
cura a minha melancolia
a minha saudade
nenhuma ciência ou filosofia
me devolve aquele mundo
a minha verdade
de ser feliz
o indescritível prazer
de estar na eternidade
como num quadro emoldurado
de tudo o que é preciso
para que a mudança só acontecesse
a meu gosto
e eu de todos e tudo
dispensasse um juízo
nenhuma ciência filosofia arte
ou religião
nenhum conhecimento ou ação
me devolve a paixão
do que era preciso
para ser feliz
nada agora
olhando com todos os olhos
construídos
de esforços para o merecer
é o que eu queria
tudo me foi sendo negado
em nome de algo
que eu devia
fui sendo educado
e sofria
na promessa de que valia a pena
se valeu para os outros
não valeu para mim.
 
Não há volta a dar

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Tempos fáceis

 
 
É esse
O retrato do ciclo humano
Que no espelho do quarto me aparece
Não, não é um engano
Antes fosse
Sinal que dava pano para mangas
O pensamento que circula por estas bandas
Irmão, ora andas, ora desandas

Meus entes queridos trouxeram paz ao planeta terra
Só eles sabem e bem o quão lhes custou
Trazer essa velha relíquia ao invés de mais guerra
Porque passados anos muita coisa mudou
Muita gente murchou, se refugiou, acobardou,
Nesse momento muitas mentes brincam com legos
Esquecendo-se assim de fortalecer seus egos
Realmente, anda um pai a criar um filho
Para este se revelar um autêntico empecilho
Algo me diz que pelo andar da carruagem vêm aí sarilho
Creio que ninguém tem noção do que vai suceder
Muito jovem vai ficar sem saber ler e escrever
Isso significa que os postos de trabalho vão diminuir
Estou ciente de que hoje só querem saber de curtir
Vão mazé para o caraças, é mesmo desse jeito que se querem dirigir para uma possível 3º batalha mundial?
Sempre que me questionar de tal, vou ouvir uma voz que me diz, bem-vindo ao mundo real!

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Oh tempo, por favor regressa para trás
Porque nota-se a léguas que nos dias de hoje não existe alguém capaz
De dar a sua vida a quem já deu muito de si, típico de um capataz
Sem saber se a ida poderia estar quem sabe de acordo com a volta
É isto que muito me revolta
Por que razão, vocês não nos agradecem?
Podem fazê-lo a bater de frente
Além disso a chapa está quente se é que me entendem
Que eu saiba cotonetes não mordem
Bem como verdades não ofendem
Isso seria um gesto digno
Mas vocês não são do mesmo signo
Em vós não consta qualquer garra
Pois ao contrário, a mim ninguém me agarra

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Cada ato tem a sua consequência
Damos a mão, eles querem o braço
Isso inclui a ausência de violência
Somente um constrangedor de um abraço
O que seria facilmente evitado com a presença de pulso firme
Logo eu que prometi ser essa a derradeira vez em que dava por mim a iludir-me
Cada um planta o que semeia
Eu apenas consigo ver mais e mais diarreia
Nós não queremos gajos acagaçados
Queremos sim, armados
Em seriais Killers, daqueles que criem thrillers psicológicos
Resumindo, desejamos novos Hitler's anti-letárgicos
Caso contrário podem ficar debaixo da cama
Acompanhados da vossa dama e a dar na mama
Mas se vos fizerem a cama
Não digam que foi por falta de aviso
Pessoas vulgares vão julgar que tudo o que falo é drama
Claro, eu decidi fazer um pequeno improviso à última da hora
Sim, até tenho um sorriso estampado na cara
Melhor, até sou um gatinho escondido com o rabinho de fora
Nesta fase crucial começa-se a escrever a sua história
Só vocês decidem se preferem ser apelidados de alta elite ou de escória

Homens fortes criam tempos fáceis
Tempos fáceis geram homens fracos
Mas homens fracos criam tempos difíceis
Tempos difíceis geram homens fortes

Está nas suas mãos optar pelo mal menor
 
Tempos fáceis

Onde me levará

 
                Onde me levará
 
Terei que seguir.
Para onde ? não sei.
Seguirei o som do vento.
Em uma única direção.
**
Para onde me levará?
Uma estrela me guia,
Me ilumina, prateando,
Meu caminho de luz
**
Mesmo com empecilho,
Com pedras e espinhos,
Atravesso as alamedas
Floridas, curando as feridas.
**
Tenho que ir.
Para onde? não se.
Ouvindo as ondas do mar.
E seu chamado para me levar!

Nereida
 
                Onde me levará

Essa Flor

 
Essa Flor
 
Trago para você essa Singela Flor,
Não me agradeça e nem me dirija á palavra...
Pois não quero relembrar o nosso desamor..
Cada palavra sua é como uma faca á Ferir e magoar,
Não te culpo, também foi erro meu
Por confiar em alguém que nunca sofreu..

Nosso Passado, foi um triste Fato
Que me recuso acreditar,
Que algum dia eu pude te amar!

Mas, Terei que concordar
Essa Lágrima em meu rosto á de explicar
Que mesmo dizendo esses sentimentos eu não pude Esquecer,
o quando eu fui feliz com você !

Gostaram ?
 
Essa Flor

CARTAS DE MALQUERER 1

 
Sei que já te disse adeus tantas vezes e outras tantas me despedi ao ver-te partir como os que partem e deixam uma pétala da rosa da roseira das saudades espalhada sobre a colcha da fria cama. Sei que tantas vezes suspirei que não viesses apelando a uma clemência inexistente no livro das crenças apenas para não sentir a dor de te ver partir e ficar a sós comigo sobre o lençol molhado do suor de nós.
Sempre que o telefone tocava e a tua voz me surpreendia tão meiga e quente como o verão mais ardente do vulcão do nosso querer o meu coração saltava de contente e eu que tanto desejara a tua partida ansiava agora como um louco a tua chegada. A janela já não tinha postigos para abrir de tanta ansiedade nem a porta ombreira onde bater. Escancarava a casa como quem rompe o biombo das nuvens com as mãos e deixa uma nesga de sol invadir a sensualidade de uma mistura de tudo o que se desenvolve em nós e faz almejar por algo surpreendente que nos faria perder no cubículo florido da paixão.
Breves minutos – porque a nossa história é feita de fugazes minutos – como as páginas brancas de um meticuloso jasmim ainda não inventado narram a aventura daquele apólogo que ainda não foi escrito e acredito tenha fim. O princípio é sempre o retorno do filho pródigo como ave de arribação às labaredas incandescentes dos meus braços ao braseiro incendiado dos meus beijos à fogueira em combustão da minha carne à lareira do nosso leito. Breves momentos antes da partida sentava-me sobre os ponteiros do relógio a contar os séculos – aqueles que passarão sem que te veja – tentava num fôlego atrasá-lo ficando com a estranha noção de que apenas adiava a tua permanência e o tempo que sobrava era a solidão.
Digo adeus e prometo amar-te desprendido e solto como um animal feroz que caminha pela selva numa atitude pretensiosa de querer ter a manha do leopardo a agilidade da gazela a beleza da zebra e a pujança do leão apenas para que em mim sintas a tua casa e o sol bafeje de astros o olhar. Digo adeus porque não aprendi a dizer mais nada enquanto espero no anfiteatro do sono pela vontade de querer que fiques e que nunca mais partas. Digo adeus para que possa manifestar a enorme alegria do regresso.
Se a lua ousar defrontar-me com os seus divinos braços de seda e o vento ao bulir ultrajar de sopros o jardim da felicidade entregarei o peito à noite como um guerrilheiro medieval enfrentarei os insectos com a precisão dos pássaros armado com a lança de um raio de sol e o escudo das ondas. Como um garimpeiro percorrerei o arco-íris até encontrar o pote de ouro da harmonia como o epicentro de todas as pontes que atravessam de sorrisos os rios agitados das consciências voláteis como anseios. No alforge de prata a insígnia de um abraço abrirá alas pelo universo e instalar-se-á numa artéria qualquer onde o sangue é o mensageiro de um telegrama que fala apenas de nós.
Conselhos apanho-os na erva que nasce pelos campos com o alecrim quando as árvores abrem alas e o caudal de um regato de cetim leva na enxurrada as muitas compreensões blasfemadas que predizem que te amo como a seiva se derrama pelo caule das flores e nunca mais voltarás ao terraço do meu furioso e insatisfeito querer. Um estático sorriso profetisa uma sementeira de dores e nomes onde o teu consta mesclado de essências tão rudes como o enxofre. Acredito somente no karma planetário que me revela na bola de cristal da sabedoria dos tempos que o teu regresso é apenas a consequência das flores que disponho sobre a mesa-de-cabeceira e que o teu desejo de ficar é a causa natural de um bem-estar que a fusão dos desejos proporciona porque tens um nome e é o único que a minha garganta sedenta e aflita reproduz como uma ladainha.
Amanhã é possível que as vozes do globo se unam para me dizerem que estás aqui porque sei sempre que estás comigo assim como sei que estou contigo e acredito que sempre estarás… só não sei onde estás.

antóniocasado
Inserido no projecto "Escrito ao Luar"
6 Abril 2009
 
CARTAS DE MALQUERER 1

Carta a um Triste Poeta

 
Viva, meu caro "Triste Poeta".
Soube que andas em bolandas com o "amor" e dele desdenhas, garatujas sem fim, porque padeces de alma as desventuras de uma geminação querida real, mas posta em ruína.

Pois, meu pobre amigo, preferia saber-te corno; entenderia tua inaptidão de satisfazer as damas, apesar de, no mercado, haverem à venda uns azulinhos viperinos para o efeito, mas disseram-me estares profundamente doente devido a estocadas de ciúme compulsivo que te cercaram e molestaram.
Sabes que o esterco só cheira mal se tocado e lança os seus gases venenosos sobre os incautos, não tugem nem mugem, só esperam a sua exterminação final.
Felizmente, a tudo isso, sobreviveste, estás são e salvo e chegaste a um porto seguro onde poderás chorar a amargura de uma vida boémia e solitária.
Não te amofines, amigo, mas olha que esse "porto seguro" é "deificação da beleza" corporal, o monumento feminino da graciosidade, vista por um safado como eu, mas tu, Triste Poeta, que sempre almejaste o espírito, não te comoves já com tão pouco epíteto.
Ah! Poeta, soube que alcançaste a tua "luz" e o teu "mar", que te ilumina os sonhos e te faz navegar à bolina no desejo da doação mútua, sem cedência a meras e vãs ilusões.
Meu querido amigo, Poeta Triste, de todo o coração te desejo mil venturas.
Que cresçam de vós bênçãos de louvor mútuo, poemas de eterna felicidade, sorrisos cúmplices, danças faustosas e a embriaguez espiritual, como filhos predilectos.
Atenta, Poeta, deixa de ser triste, para quê chorar desditosas odaliscas de momento?
Renasce a tua singela alma de poeta e encanta o mundo de cantos de amor!

Abraço eterno, deste teu amigo boémio, cuja vida se fina sem culpas nem desculpas.
Beija, por mim, as mãos da tua venturosa donzela.
Teu, sempre,
Cyrano

Mera reposição.
 
Carta a um Triste Poeta

Devolvido

 
Devolvido
 
Não sei mesmo o que fazer em relação

ao amor.

Quando ele acontece(a dois) é sempre

unilateral.

Amo ou sou amada. Nunca, amo e sou

amada.

Almas gêmeas só na ficção.

Como dizem, no começo é um mar de

rosas, aos poucos, o espaço vai sendo

ocupado pelas lamentações.

Passamos muito tempo juntos,

murmurei enquanto lhe acenava com a

mão...

Parecia um livro na caixa de devolução.

Foi bom enquanto durou!
 
Devolvido

Ricardo

 
Caros amigos.

Alguém me sabe dizer se o senhor Ricardo ( mais conhecido por Trábis) desapareceu, se ele finou ou se simpesmente ele não liga nenhuma aos poetas que por aqui publicam
(eu publico, mas não sou poeta )
É que eu enviei-lhe varias mensagens desde do mês de Agosto e não tive a honra de receber ao menos uma resposta que fosse.

Sendo assim e condiderando este senhor, tenho andado preocupado com a sua ausência.

Obrigado

A. da Fonseca
 
Ricardo

Vilania

 
    Vilania
 
Guiada por caminhos indesejados,
levada sem que seja perguntada:
Qual é seu sonho?
Onde é sua praia sonhada?
**
Sempre em areia movediça atolada, uma luta de braçadas no ar.
Sonhos levados pela ventania, pela vilania. Ah!! menina perdida, desejos tímidos, fugidios , roubados pelas quebradas da noite,
coberta por um manto estrelado e, pelas letras de uma poesia!

Nereida

Sonhos! nada mais.
 
    Vilania

QUEBRADA...

 
Se deixar de amar é morrer,
então morri.
Se chorar é quebrar,
estou quebrada pela dor
do teu desprezo.

Angustiado coração trespassado
pelas juras em vão
dum sentimento
por ti falhado

Nada temos em comum.

Desmembrada mente,
incapaz de sonhar quimeras
a dois.

Noites vazias pulsam no meu âmago.

Saudade repartida
em tons de nostalgia
onde se evaporam meus sonhos
dia após dia.

Perdi-me na imperfeição do amor.

Na alvorada cortante
bate incerto meu coração
descontente.

mariamateus
 
QUEBRADA...

A decepção

 
#~ Ás vezes acreditamos em meras palavras sem conhecer realmente cada ser...
Acreditamos em promessas, declarações...
E no final não passa de mais uma decepção
Talvez tenha me deixado levar pelo que poderia te acontecido se não tivesse tentado, mais serviu de aprendizado pois nada é por acaso.
Uma vez li em algum lugar que não me recordo que muitas vezes, construímos sonhos em cima de pessoas incapazes de torná-los reais.
Fiz tudo que estava ao meu alcance, sai de São paulo, para Curitiba para concretizar promessas em realidade, na qual passei anos planejando...
E no final, apenas ganhei o desprezo, ignorância... Sim o ser humano é ingrato, se arrependimento matasse talvez não estaria aqui aqui nesse momento, o gosto amargo do cigarro ameniza a angústia, e dor no qual sinto por causa desse amor .
A decepção é tão grande que não consigo mais me manter aqui, quero pegar o primeiro avião e seguir a minha direção.
Nunca pensei que um dia fosse ficar assim, e hoje vivemos como duas pessoas desconhecidas.
Olho sem direção com o cigarro na mão tentando entender a decepção.
 
A decepção

"independe-se!"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

da boca. do laço
em trapos e passos devassos
em suma
na corda
em forma de pólvora
por impacto
do simples impacto
proposto resultado de re-volta
em hora do pouso
exposto
ao fogo do corpo
em nuvens depostas
em tempo
de frente, tão sendo,
templo.
tão sempre..
alegoria de conflito
aço-crivo
tela-paragem, é.
esta mensagem:

- não vi..
- não-é.
- não te sei.
- não-fé..

da cura.
avulsa, ripada, risonha
prostituta, expulsa
daqui, e
assim
(desonra)
meu fim, atrevo-me
descrente, por culpa, em.
presente consulta
(não é..)
não-fé.
da mesma razão
por ensejo, porque vejo, e
não te sei..

e,

não. te tomo
ou te reclamo
quando penso
que te amo
mas não
quero.mais.(te)ser..

- não ouço.
- não-corpo.
- não exijo-te(mais..)
- vai!!

aqui.
o teu rosto/corpo/nome(todo).

deposto.

em.

declínio de carta.
de crime, e
de
fim.

longe(tão longe.. e)
de mim.

sim,
- aparta-me..

- e.

c
.a
..i!
 
"independe-se!"

Passado...nada mais

 
             Passado...nada mais
 
Se perguntas eu respondo, assim me recomponho das agruras de meu viver.
Porque não dizer se perguntas?
Ha todo um arsenal de palavras boçais
de meus ais ,e de ti.
Para que responder? Olhe nos meus olhos e verá o que dizem, se te contradizem não sei!
O meu sêr é estar convicta,que o saber definir ,é o não denegrir um passado que se foi nada mais!

Nereida
 
             Passado...nada mais

VAZIO

 
VAZIO
Paulo Gondim
08/12/2014

Acho que me acostumei com você
A gente sempre se encontrava na mesma hora
Isso, quando você resolvia aparecer
Mas aparecia, mas logo também ia embora.

Um dia, dizia que me amava, e até jurava
Outro, me enchia de dúvidas e até me acusava
Como sempre, de nada que tivesse feito
Sempre foi assim esse seu jeito

Mas como tudo que se acostuma esfria
Você foi se tornando distante, fugidia
E, quando percebi, nem mais aparecia
Se escondia na noite, nem vinha com o dia

E foi aí que também me acostumei com sua fuga
Como a idade nos faz acostumar com cada ruga
Somos agora, do que fomos, meros fantasmas
No vazio frio que atormenta nossas almas.
 
VAZIO

Bela Fantasia

 
Bela Fantasia
Paulo Gondim
23/01/2015

Fizeste de meu corpo tua morada
Adentrando aos confins de minha mente
Dilaceraste minhas entranhas
Chegou e se fez dona imediatamente.

E me deixei envolver por tuas caricias
Como pobre vassalo de teus desejos
Fui vitima mortal de tua lascívia
Envenenado pelo sabor de teus beijos

E assim nosso sonho se fez real
Ignorando dogmas e virtude
Mas durou pouco. Esvaiu-se
Pela tua falta de atitude

Restou só a mágoa. Ficou a perda
E esta realidade dura e fria
Um adeus desastrado e insosso
Foi o fim de nossa tão bela fantasia.
 
Bela Fantasia

quando for

 
 
mar. de lava-fictícia
primeira corda repente
cada. causa coincidida
quimera de mim, ausente

oh, prado de cenas-lisuras
minhas cartas, minhas vénias
ao contato fio de ruptura
aos. meus olhos de ti, (e)à venda

porque alegro-me em crer
ao desafio do fogo por ritual
parte pecado e parte-carnal

porque prego-te em meu ser
ao precipício do corpo, e pontifico
margem da fé e do meu início
 
quando for