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Mensagens de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desilusão

Somente a crença

 
             Somente  a  crença
 
Teu nome?
Eu esqueci
Tropeçando,caminhos
Difícieis eu
Cai
Pedregulhos sem orgulho
Vivi
Noites escuras
Sem lua
De amores nua

Somente a crença
A esperança que
Vença
Então percebo,eu
Vi
Que nesse redemoinho
Meu
Eu,tão somente
Eu
Sobrevivi

Nereida
 
             Somente  a  crença

*ESSE TEU JEITO

 
*ESSE TEU JEITO
 
*Esse Teu Jeito

Esse teu jeito firme
De alcançar meu coração
A palavra bem define
Guardarei com emoção.

Esse feito de querer-me
E os obstáculos vencendo
Derrubou-me fez querer-te
Vassala me envolvendo.

Esse jeito que escrevias
Mesmo na longa distância
Foi torturas e alegrias
Foi momentos de bonanças.

Foi na escrita com jeito
Que o sonho se envolvia
E caiu sem nuvens, sem jeito
Na mesma palavra vazia.

Sonia Nogueira
 
*ESSE TEU JEITO

É muito tarde

 
            É  muito  tarde
 
É tarde, porque vens a minha porta?
Embora meu coração palpitante, minha alma flamejante:- não abrirei a porta. É tarde!
Na espera que tornou-se longa,meu ser
não deseja seu olhar,nem seu abraço.
Meus lábios sedentos por seus beijos estão fechados,sem ao menos dizer seu nome.
Porque vens à minha porta?
É muito tarde!!!

Nereida
 
            É  muito  tarde

Insônia

 
        Insônia
 
Oh Deus! como são longas as noites
insones
Penso em ti,mas nem sei o seu nome?
Desde o momento que nossos olhos
se cruzaram sabia e, antevia,que o dono
daqueles olhos seria por mim amado
Meu coração pulsou forte mas, sem
sorte você não viu
Onde quer que eu vá, torço para te
encontrar, quero ver os olhos que sempre
amarei
Te chamarei mas...nem sei o seu
nome?
Oh Deus como são longas as noites
insones!
Nereida
 
        Insônia

Revolta

 
Estou zangada com a vida

Revoltada e possuída

Tenho saudades de ser recruta

Tenho saudades de dormir em pé, numa praxe cruel

Tenho saudades da mochila com ração de combate

Tenho saudades de matar galinhas com os dentes

Tenho saudades do peso das botas a mil, acrescido do peso do cantil

Tenho saudades do desafio com cheiro a perigo

Tenho saudades de rastejar e de na lama andar

Tenho saudades de pular o muro fora de horas para que o castigo não me chegasse

Tenho saudades de tudo o que já não me aborrece

E agora de mochila em punho em missão eu ia

Rumo ao desconhecido desafio com sabor a magia

Numa missão não somos nada e somos toda a diferença

Ana Cristina Duarte

*@
Na praia à noite ao luar
X
 
Revolta

Sonhos travessos

 
            Sonhos  travessos
 
Meus sonhos não se realizaram
Porque sonhos são!
São desejos, imaginação
Utopias que me rebuscaram

Tentei encontrar, me virei do avesso
Fechando os olhos, dormitando
Desperta sigo buscando
Desencantada, são sonhos travessos

Sigo buscando em busca perdida
No florido jardim das hortênsias
Caminho sobre pedras em penitência
Paro.minha alma segue desiludida

Nereida
 
            Sonhos  travessos

Pés descalços

 
        Pés descalços
 
O vento seguirá seu rumo
O fruto reterá seu sumo
A voz se perderá evaporada
Em névoa fina e descorada
**
O meu chamado será surdo
Desacreditado,parece absurdo
Em desalinho meus passos
Caminho torto, pés descalços
**
Noite escura sem lua
Almas em desalento pelas ruas
Sem um querer, sem destino
Palavras que ferem em desatino
**
Meu corpo pede carinho
Segue frágil como um passarinho
Uma gota refrescante pede a flor
Ser um ser humilde que quer amor
**
A alma se perderá mergulhada
Pelas trevas obscuras, aniquilada
Procura luz e paz, sem maldade
No bom caminho: Senhor Piedade!

Nereida
 
        Pés descalços

Guardo as lembranças

 
      Guardo as lembranças
 
A solidão fere-me a alma
Machuca meu coração
Não há ritmo na canção
Nem horas de calma

Tão distante estás de mim
Foste sem dizer adeus
Levando sentimentos meus
Deixando um vazio sem fim

Ainda guardo lembranças
Teu beijo, teu cheiro
Todo nosso tempero
A melodia de nossa dança

Confirmando meu receio
Que estas em outro compasso
Sem apego aos nossos traços
Eu te chamei: Mas...você não veio

Nereida
 
      Guardo as lembranças

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Teus olhos

 
                  Teus    olhos
 
Teus olhos tristes me fitam
Olhares se cruzam e,perguntam
Tristes e ternos ,o que dizem?
Mas...não respondem

Eles falam por si
Os meus prescrutam em frenesi
Os teus calmos e,tristes
Quando foi que sorristes!!!!

Nereida
 
                  Teus    olhos

Devolvido

 
Devolvido
 
Não sei mesmo o que fazer em relação

ao amor.

Quando ele acontece(a dois) é sempre

unilateral.

Amo ou sou amada. Nunca, amo e sou

amada.

Almas gêmeas só na ficção.

Como dizem, no começo é um mar de

rosas, aos poucos, o espaço vai sendo

ocupado pelas lamentações.

Passamos muito tempo juntos,

murmurei enquanto lhe acenava com a

mão...

Parecia um livro na caixa de devolução.

Foi bom enquanto durou!
 
Devolvido

Varal do tempo

 
     Varal   do  tempo
 
Palavras...palavras
Cruas...nuas
Palavras no esquecimento
Penduradas no varal do tempo

Bailam ao sabor do vento
Sabem à doce mel
Palavras de arrependimento
De amargo fel

Palavras com timbre
Em páginas em branco
Perdidas na noite escura

Palavras que são suspiro
Presa ao corpo; me retiro
Nas palavras soltas
Espalhadas como
Folhas esmaecidas.

Poetar um estado de espirito
Espelho da alma

Nereida
 
     Varal   do  tempo

Belo pássaro

 
               Belo  pássaro
 
Para onde foste belo pássaro?
Alçou voo sem despedida
Ventos do norte à mantém perdida
As perdas te deixaram avaro

Para onde foi sua palavra
Seu verso,sua poesia
Perdida na hora tardia
Em terra árida não se lavra

Foste pousar em outras paragens
Com pouso machucado
Com palavras em pecado
Aturdido,cansado,entre as ramagens

Nereida
 
               Belo  pássaro

Quem Saberá

 
    Quem  Saberá
 
Quem saberá de minha tristeza
De minha solidão e, pesadelos
Das noites insones, com desvelos
Quando nem tu sabes!

Quem saberá do riso
Que foi alegre; não mais
Decepções não quero jamais
Passos impensados,indecisos

Quem saberá dos meus olhos
Cansados da espera inútil
Uma vida mediucre, fútil
Eu sei mas...tu não sabes

Fui ao teu encontro
De amores plena
Com beleza terrena
Ignorou,fez que não sabia
Encerrei-me em uma nave
Mas...tu não sabes!

Nereida
 
    Quem  Saberá

Ricardo

 
Caros amigos.

Alguém me sabe dizer se o senhor Ricardo ( mais conhecido por Trábis) desapareceu, se ele finou ou se simpesmente ele não liga nenhuma aos poetas que por aqui publicam
(eu publico, mas não sou poeta )
É que eu enviei-lhe varias mensagens desde do mês de Agosto e não tive a honra de receber ao menos uma resposta que fosse.

Sendo assim e condiderando este senhor, tenho andado preocupado com a sua ausência.

Obrigado

A. da Fonseca
 
Ricardo

Palavras... Palavras

 
    Palavras... Palavras
 
Palavras espalhadas ao vento
Como brumas do mar evaporadas
Juras que acreditei, emocionada
Mentiras jogadas sem tento

Palavras; pétalas esvoaçantes
Margarida adoentada
Bem me quer ou,não quer nada
Borbulhas de champanhe espumante

Palavras o vento as leva
Juras o vento as levou
Um coração inquieto,travou
O dia escuro é só trevas

Lábios que não quer mais beijar
Deixaram de lado a maciez
A luz o brilho de minha tês
Alma solitária, não quer mais amar!
 
    Palavras... Palavras

Não há volta a dar

 
A verdade é esta
a ciência e a tecnologia substituem tudo
com muita velocidade
mas nenhuma ciência restitui a minha vontade
cura a minha melancolia
a minha saudade
nenhuma ciência ou filosofia
me devolve aquele mundo
a minha verdade
de ser feliz
o indescritível prazer
de estar na eternidade
como num quadro emoldurado
de tudo o que é preciso
para que a mudança só acontecesse
a meu gosto
e eu de todos e tudo
dispensasse um juízo
nenhuma ciência filosofia arte
ou religião
nenhum conhecimento ou ação
me devolve a paixão
do que era preciso
para ser feliz
nada agora
olhando com todos os olhos
construídos
de esforços para o merecer
é o que eu queria
tudo me foi sendo negado
em nome de algo
que eu devia
fui sendo educado
e sofria
na promessa de que valia a pena
se valeu para os outros
não valeu para mim.
 
Não há volta a dar

QUEBRADA...

 
Se deixar de amar é morrer,
então morri.
Se chorar é quebrar,
estou quebrada pela dor
do teu desprezo.

Angustiado coração trespassado
pelas juras em vão
dum sentimento
por ti falhado

Nada temos em comum.

Desmembrada mente,
incapaz de sonhar quimeras
a dois.

Noites vazias pulsam no meu âmago.

Saudade repartida
em tons de nostalgia
onde se evaporam meus sonhos
dia após dia.

Perdi-me na imperfeição do amor.

Na alvorada cortante
bate incerto meu coração
descontente.

mariamateus
 
QUEBRADA...

Perdido

 
         Perdido
 
Porque a pressa do tempo à insistir?
Querendo coibir sem graça o meu,
existir
Eu existo? não sei,procuro, procuro,
e não me acho!
Perdida estou! em um mundo estranho, parece um tacho de estanho.
Sem brilho, não reluz!
Aonde está minha luz?
Caminho pelo túnel fundo e, escuro,
perdida,aturdida.
Uma sentida caminhada sem sentido,
por um trilho fundo sinto que não sou deste,
mundo. Não me encontro não me acho...
Meu chão, meu pedaço!!!!

Nereide
 
         Perdido

Me esqueço

 
      Me esqueço
 
Caminho pelas quebradas da noite
Me perco com as rajadas do vento
Me escondo nas sombras
Desperto com o raiar do sol

Me aqueço com seus raios
Me esqueço quem sou
Borboleta...pirilampo
Ou simples caramujo,

Escondido em sua casa?
Cortada sem suas asas
Não podendo voar
Não pode sequer sonhar!

Nereida
 
      Me esqueço