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Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens

Carta de Despedida Número 03

 
Carta de Despedida Número 03

Belém, 15 de janeiro de 2009.

Despeço-me do castanho dos teus olhos que me enfeitiçaram de afetos e temores. Sou ave para quem o céu é muito azul para pouca asa.

A imensa distância que de mim te separa, não me permite ir além do fulgor que emana do teu olhar, e, das frases de amor que ouço dizeres para mim de onde não te vejo, mas sinto como se aqui...

Tenho que me despedir do castelo de cristal - aquele que julguei ser de diamante - sem suspeitar-lhe a fragilidade. Em pouco tempo tornou-se cacos sobre onde eu caminhei com passos lentos a ferir e sangrar os pés.

Solto as amarras do laço rubro e florido que por momentos atou nossos destinos. Para ti não era para sempre... Enquanto julgo que nem o éter é tempo suficiente para que eu esqueça àquilo que és e foste para mim!...

Predestinada a vôos mais baixos, prefiro que me cortem as asas antes que eu não chegue aonde sei que não estarás.

Bater adeus é cansativo! Tenho punhos e braços doloridos de tantos acenos que a vida me levou a dar. Se nessas mãos cheias de tantas palavras, ainda me restarem forças e eu conseguir lançar da pena um punhado de versos, tentarei te escrever um último poema de adeus...

by Betha Mendonça
 
Carta de Despedida Número 03

Sob o manto das estrelas

 
 
É assim, meio que de repente, o coração dá um sinal, acelera e me leva ao colo, um afago, um sopro, uma rosa. Magia, sim...magia, por que não?
E me deito, o frio delicado, o vento com todo seu cuidado estende o manto de estrelas, como um lençol sobre meu corpo ao me aquecer. E recosto no travesseiro de minha própria (in) consciência. Volto ao lar, mesmo que por instantes.
E tudo ilumina-se, a madrugada no giro de cores me envolve no tempo sem horas, já não sei se consigo diferenciar o par de lágrimas e sorrisos. Gira o carrossel, projetando o filme de minha caminhada por entre pântanos, florestas e as ondas do mar.
Não fui poupado das imagens dantescas que eu mesmo criei quando de minhas falhas e quedas, mas os bandolins ao meu redor relembram que o amor cobre uma multidão de insensatas atitudes. E ganho fôlego na certeza do que terei ainda de enfrentar, desde a doença da vontade equivocada até as falsas fadas do orgulho e ambição.
Não, não desistam diz o vaga-lume. Vocês, como eu, têm o brilho dentro de si. Nossas escolhas vão determinar se acesos ou apagados...Aquele que você hoje acredita não te amar, pode ser o mesmo que ontem você deixou de lado. O que vê como problema, pode ser um irmão que feriu um dia. Amem, aprendam aos poucos a amar, não se preocupem em receber a recompensa do lado temporário onde estão, e não se culpem pelos erros que os antecederam. Lembrem-se do que foi dito pelos bandolins, o amor irá superar cada deslize. Não tenham medo meus queridos. Mantenham acesa a luz de quem se apaga, prestem atenção ao que está ao seu lado, a missão é bem simples...a noite caminha e precisa de sua luz.
E na valsa dos bandolins sou levado de volta, dobro o lençol e recolho o travesseiro. Impossível não perceber o pó sobre minha pele, lembrança viva.
Insistam em acreditar, respirem fundo, não fechem as janelas quando começar a ventar, nunca em tempo algum será impróprio amar, mesmo que hoje dancemos sozinhos sob a tempestade da madrugada, fomos nós mesmos que a criamos e nós mesmos a dissiparemos
Fiquem com Deus, e tenham paciência.
 
Sob o manto das estrelas

Lágrimas Benfazejas

 
Lágrimas Benfazejas
 
 
A lágrima é um meio
que a Natureza nos deu
para materializar excessos de nós
que não nos cabem , por dor
raiva, desilusão
incontida aflição ou desamor
alguma veleidade
pra atenuar a ansiedade
das esperas
da saudade
para aliviar a alma
consolo pra melancolia
e também pra intensidade da alegria
expressar felicidade
gotas que aos olhos lampejam
elas são por isso e muito mais
lágrimas benfazejas!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Lágrimas Benfazejas

carta aberta ao meu leitor

 
já nada faço para que me leias, não preciso de um público pago e, ainda assim, escrevo, escrevo e escrevo porque as letras são o meu almoço e as palavras o meu jantar, tenho ainda direito a um pequeno almoço e a um lanche que são as leituras obrigatórias. já não me interessa que me idolatres, não quero saber de autógrafos ou de frases ditas de boca em boca e creio que me morreu a necessidade de te ter desse lado. perdoa-me. perdoa-me leitor mas não me incomodo mais com o teu bem estar, afinal o que escrevo nunca foi uma sala de hospital onde te curam as feridas, nunca foi um consultório, foi a minha casa e tu não sabias estar nela. eu abria-te a porta e tu não limpavas os pés e fazias das minhas palavras aquelas que querias ouvir. perdoa-me se não te disse antes mas nada do que te escrevi te era direccionado. era apenas a minha forma de estar sozinha, o modo que arranjei de não me fazer falta e, sempre soube, a minha forma de estar viva. tu mataste-me tantas vezes que nem imaginas!... rasgavas os quadros que tinha pintado, ferias o meu amor com murros em forma de comentários de apreço. eu nunca precisei do teu apreço mas tu nunca entendeste. eu nunca precisei do embalo, eu só precisava que não fizesses de mim a vítima numa novela que eu não escrevi. perdoa-me estimado leitor, perdoa-me esta distância mas de me teres morto tanto só me restou a necessidade de me afastar um pouco, tanto que agora me sento na lua e escrevo com o cotovelo apoiado em marte. foi pena, é pena, não puder entender-te ou, quanto muito, conquistar-te mas dou pontapés à terra e só lhe vejo o pacífico.
cansei-me de pessoas, cansei-me de poemas e ainda assim não vivo sem as dizer em contos. e agora que te disse toda a mágoa que te tinha, agora que me odeias tanto que não mais me pedirás para voltar, deixa-me só recordar-te a minha sinceridade na esperança que ela ao menos me sirva de álibi no crime que eu não cometi.
fim.
 
carta aberta ao meu leitor

Coisas Parvinhas

 
(ao K)

Hoje pintei as unhas de vermelho carmim. E senti-me tão próxima de ti!
Tu odiavas vernizes de cores fortes! Quando me ias buscar ao salão olhavas sempre de viés para as minhas mãos a ver a surpresa que te aguardava.
Ah! E depois havia o pormenor do nome do verniz que eu anunciava como uma sobremesa: “hoje temos cereja”, “apeteceu-me chocolate”, “mandei vir amora”.. Um atentado à tua boa disposição!
Mas tu eras terrível, dizias sempre num forçado tom indiferente: “se tu gostas...”, ou um lacónico "são gostos".
Nunca criticavas e nunca rugias o “Tira essa porcaria, por favor” que te ia na alma. Não, tu eras um sonso, deixavas o verniz sair (bem, eu também andava no máximo dois dias com o verniz) e mais tarde, num tom terno e paternalista, vinhas com um “não estava mau, mas tu sabes que eu prefiro vernizes clarinhos. Mas isso tu é que sabes…”. Filho da mãe!
Sabes uma coisa? Eu fazia de propósito duplamente! Primeiro porque se estivesse picada contigo, sabia que era meio caminho andado para te provocar. E como eu gostava de te provocar!
E depois porque eu achava que era importante manter a minha pose de mulher-independente-que-faz-o-que-quer. Uma treta, eu sei, mas era necessário de vez em quando fazer valer a minha vontade, sobretudo para que tu não te apercebesses da verdadeira influência que tinhas na minha vida.
Na verdade o verniz garrido representa todo o resto das coisas que eu fazia para te provocar. Coisas parvinhas, admito.
E hoje, percebi que também tenho saudades do mar contrariado dos teus olhos e da tua expressão de desagrado porque ainda assim é encantadora, então resolvi colocar um verniz vermelho carmim. Em homenagem à minha rebeldia de mulher apaixonada, mas não dominada pelos teus gostos (?!).
Graças ao carmim das minhas mãos vejo-te nitidamente aqui ao pé de mim: um olhar revolto entre as minhas mãos e o volante, um suspiro de resignação, um catarro de ira…
Consigo até ouvir a contrariedade na tua respiração... No pulsar da tua pele... Que bom que ainda usas o mesmo perfume!

Deixa lá querido, amanhã já tiro isto. Ou se calhar não, estou mesmo a gostar de te ver ver irritado.
 
Coisas  Parvinhas

Carta Aberta a Quem Interessar Possa

 
Carta Aberta a Quem Interessar Possa

Caro (a),

Comecei a interagir no Luso Poemas em outubro de 2007. Uma delícia, muitos bons colegas poetas. A gente lia ou não os trabalhos uns dos outros e acima de tudo havia RESPEITO. Claro que – comum a vida real ou virtual – havia um ou outro “ti-ti-ti” de bastidor, por que no fundo todos querem brilhar na ribalta...

Depois uma “horda” de escritores chegou com suas bagagens. Aqui fez morada poética. Nessa altura foram incorporados ao sítio elementos desagregadores, como criaturas que jogam pessoas umas contra as outras. Através das famigeradas PMs acrescem palavras não proferidas por um para intrigá-lo com outro. O mesmo fazem em conversas nessa ferramenta do cão chamada MSN. Dia desses a gente viu uma ser desmascarada e hoje os leitores levaram outro bofetão na cara.

Eu tinha mais ou menos 400 textos em verso e prosa, um “porrilhão” de visitas e “zilhões” de comentários. Mas, sensível, eu fiquei tão chateada e deprimida com o que via que saí do site. Apaguei tudo, pedi ao Trabis, que é um doce de pessoa (digo pela postura e trato que ele tem com os usuários), que apagasse meu perfil.

O afeto pelo local, por algumas pessoas, e, claro: o desejo de ser lida (ninguém escreve pra trancar sentires e pensares ao cofre) trouxe-me de volta das catacumbas. E toma briga literária... A coisa ferveu tanto que o palavreado chulo tomou conta dos textos. As letras se desencontravam e esbofeteavam palavras entre autores. Resultado: perdemos excelentes autores e outros poucos do inicio da formação do Luso ainda publicam no espaço. Temos “novatos” da melhor qualidade que pouco são lidos, por que o “leia-me que eu o leio” vigora.

A gente assiste verdadeiros atentados à ortografia e gramática com a justificativa da tal liberdade poética... Lavagem de roupa suja, execração pública de pessoas, comentários elogiosos a textos que até crianças do ensino fundamental redigiriam melhor...

Esse é um site de literatura para TODOS. Somos amadores da escrita? Somos. Mas, bato na tecla de que temos responsabilidade com a escrita, com os leitores e com o site Luso Poemas! Tentar escrever melhor e ao menos passar um corretor ortográfico de textos não custa tanto...

Luso Poemas para a literatura já!

Saudações literárias!

Betha Mendonça
 
Carta Aberta a Quem Interessar Possa

Meu lar

 
 
A música tem a capacidade singular de nos levar a qualquer lugar no tempo e no espaço, basta para isso que se feche os olhos e que se deixe ela assumir o controle de seus batimentos e pensamentos. Permita-se desligar. Talvez tenha esquecido como se manusear os instrumentos mas quando ela penetra por entre os poros e vence a derme passa a fazer parte do mim. E seja por onde for que ela me leve, nos leve, sempre e sempre ela seguirá o caminho das estrelas, e nos deixará num local único e inesquecível, nosso próprio lar, onde vivem nossos mais sinceros sonhos e memórias, onde podemos sentar e relaxar, quem sabe simplesmente amar...Deus nos abençoe
 
Meu lar

Que Deus tenha piedade de sua alma

 
Que Deus tenha piedade de sua alma
 
O "prepotente" planta hoje as sementes dos frutos que colherá no futuro.
Esta é uma lei inexorável.

Que Deus tenha piedade de sua alma.
 
Que Deus tenha piedade de sua alma

Oração

 
 
Então, dia ou noite, tanto faz, a gente tem aquela conversa, às vezes direcionada ao Pai, outras para o Filho, para à iluminada Rosa ou ainda para qualquer Estrela que amamos, chamamos isso de oração. Sabe, Padre Germano, faz tempo, disse que a Oração é “o idioma universal para nos dirigirmos a Deus”. Sim...é a dor do aflito, o sorriso de quem agradece, a angústia de quem espera, a lágrima da criança que tem os joelhos ralados, o som da barriga vazia... Ela não tem hora e não pode ser agendada, tem asas e não pode ser engaiolada, sequer tem palavras...Oração é um sentimento, é aquele momento em que basta você olhar para o “céu”, com sinceridade, com força, com a Fé que nem sabíamos ter e nada precisa ser dito...ao abrir nosso coração, Ele já sorri por termos Dele lembrado, e nem importa o motivo, só interessa que estamos ali naquele instante...Paredes são desnecessárias, assim como as imagens e a obrigação. A hora certa é o momento do suspiro e agora, bem agora mesmo, eu faço essa pequena oração, é pra você, é de coração. Fica com Deus.
 
Oração

Carta à minha Vida

 
(desta terra donde me renasço)

Vida, minha Vida...

Nunca me disseste que temer-te é a pior morte (ou se me disseste, nunca quis arriscar ouvidos, nem olhos, nem voz, muito menos mãos para revolucionar areias e impulsionar a vontade). Vida, por que te vestiste de negro e me assustaste de morte?... Por que me inverteste horizontes e me asfixiaste com a terra do meu semeio? Custava-te, Vida, custava-te, teres-me ensinado que a areia é permeável, também no sentido ascendente?... Custava-te permitir-me um pouco de sol, para me dar a réstia de força que me faltou?...
Por tua culpa, Vida, julguei-me morta em vida, sem saber que essa é a pior morte. Ter medo de morrer é natural, saudável e necessário, para te defender, Vida. Ter medo de viver é contrário à natureza, insalubre, ímprobo. Ofensivo à própria essência humana...
E, confesso, eu tive medo de viver. Morri sem saber, sem querer saber. Culpar-te agora, Vida, é-me preciso, sabes..? É-me vital. Não vês...? culpar-te agora é a minha única salvação, o meu único meio de fuga ao peso da terra que me sepultou, tanto tempo. Se não for a ti, a quem atiro as pedras do meu sepulcro? Quem cego, com as areias onde deslizo a minha lápide? Quem magoo, com os espinhos que me vestem de martírio?
Culpar-te é a minha única redenção. Magoar-te, a minha única hipótese de sair ilesa.
E, assim magoada, quero amar-te, Vida. Cuidar-te, como nunca te cuidei, como nunca me cuidaste. Salvar-te.
Salvar-me.
Viver, antes que chegue o meu tempo de temer a Morte. Porque isso, sim, é natural - temer a Morte. No tempo certo, nunca no tempo de amar-te, Vida.
Amar-te... enfim.
 
Carta à minha Vida

MEU AMOR É ASSIM

 
MEU AMOR É ASSIM
 
 
Não te peço o amor
que não me podes dar
nem teu querer
teu pensar
antes que o teu Não
desponte
afirmo-te:
não preciso do teu Sim
tão pouco um lugar comum
pra te amar
amo-te e amar-te é tudo
e nem assim, o meu amor
des-configura
(há nele tanta doçura)
e se como ave pender
em outra direção
hei de guardar com cautela
essa emoção
sem esforço algum
contudo, o meu amor
ou quase tudo não tem como ocultar
- no meu olhar se revela...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
MEU AMOR É ASSIM

O Voo das borboletas

 
 
O tempo, abençoado seja este do qual nada sabemos, nada aprendemos. Fecho os olhos e o vejo como aquele professor que chega em casa cansado, triste uma vez que mesmo com toda sabedoria, não conseguiu ainda nos fazer compreender. Insensatos.
Olhamos ao que ficou no ontem e pincelamos as lamentações, no hoje são as preocupações que nos guiam e para o amanhã restam as incertezas. E o sábio tempo chora por não darmos a ele o momento de percebermos o valor da paz, do silêncio interior, da Fé. Não sabemos sequer entender que viemos com um tempo próprio, como se ao nascermos fosse virada a ampulheta.
E como aproveitamos esse tempo? Acelerando-o (contra sua vontade), destruindo nosso corpo como destruímos a macro natureza. Sim, essa abençoada vestimenta chamada carne nada mais é do que uma natureza menor com seus agentes, suas populações, suas montanhas e vales, rios, oceanos e igarapés, percursos por onde correm o precioso liquido vermelho, onde somos inundados pelo divino fluido vital.
Se no macro causamos desmatamentos, extinções de espécies, queimadas, aqui dentro através do ódio, do orgulho, da inclemência e tudo que gera as mais severas angústias, devastamos todo um trabalho que tinha intenção de colaborar no nosso aprendizado, veículo para nossa evolução, diminuímos o tempo que nos é destinado.
Mas assim como Ele, o tempo acredita, confia e nos oferece momentos mágicos, o voo das borboletas por exemplo, a música, a arte, sim!!! O que é a arte se não um dos braços da Magia? A magia de reconhecer nele um aliado, de se fundir em seu conhecimento sem fim...mas por enquanto ainda só olhamos em sua direção exatamente quando supomos tê-lo perdido, mas acreditem que ele não irá se esquecer de nós e sempre nos dará uma nova chance mesmo que seja de dor, ainda que venham novas lágrimas, até que não mais ampulhetas sejam necessárias
Fiquem com Deus, e agradeçamos pelo nosso tempo, façamos dele e nele algo sempre com amor...
Sugestão:
Livro A Morte do Planeta
J.W.Rochester
Wera Krijanowskaia

Obrigado A.C.O.R porque de alguma forma foram as borboletas de seu poema que sopraram vida a esse texto. Um respeitoso abraço meu e das palavras que aqui estão.
 
O Voo das borboletas

Dia Internacional Da Mulher

 
No dia em que a Mulher se considerar digna de ser amada, não pelo seu aspecto físico, não para agradar a ninguém que não seja a ela mesma e se valorizar mais a nível espiritual, social e laboral, nesse dia em que lutar afincadamente pelo que é e não pelo que aparenta ser, respeito será para ela terreno firme, ainda que continue a caminhar de saltos altos na sua feminilidade.

Célia Moura, 08.III.2016
 
Dia Internacional Da Mulher

carta de mar,

 
"Teu, para sempre, encantadora dama, enquanto a máquina deste corpo me pertencer."

(Hamlet) Cena II, Ato II

diz-me, por que tem de ser assim? qual revolta de asa voltando-se.. ou revolta. qual ensaio falho de um sorriso acabrunhado.. um lapso, até! tal fosse uma outra mera ilusão. diz-me da tua parte que te renega o próprio ventre.. que te apega aos sonhos alheios de outras poças que não te compreendem. que não te podem ser e ver! diz-me dessa tua ignorância fingida em não notar o lado dessa tua grandeza excessiva.. o teu espaço mediante à tua fome, então.. diz-me da tua partida. destas águas ilhadas de si. qual inferno perante-ato ao rumo de não achar-se a pertencer.. diz-me onde te param os pés! onde te comovem os teus olhos mareados qual te fosse este, o teu próprio nome. diz-me da tua rebeldia insana em não querer ser feliz.. dessa onda farta de tristeza nefasta a reinar-te em letras afogadas de mágoa.. diz-me da tua mágoa! grita.. esperneia e diz horrores, mas..

diz.
aos diabos, todos eles!!
aos letreiros dos cegos e burros, ora.. não te são, mar..
eles, todos eles..
não
te
são.

.
 
carta de mar,

FELIZ ANO NOVO!

 
FELIZ ANO NOVO!
 
Quão rápido veloz como um colibri...
Assim: foi-se mais um ano deixando...
Saudades, tristezas, incertezas, alegrias...
Muitos querendo esquecer porque não foi tão bom assim.
Outros comemorando por que foi muito bom.

Mas a realidade é que não devemos ficar preso ao passado por mas dorido que tenha sido, nem no futuro, pois este a Deus pertence! Viva o hoje; tenha expectativa sim! Mas não lute contra o que você não pode mudar.

Para que você possa brilhar no futuro!...

Faça uma analise de si mesmo, como anda seu eu?
O que você fez para que o ano que passa fosse diferente? Porque se você não mudar o ano que se inicia permanecerá velho. Quem deve fazer a diferença é você.

Como anda sua vida espiritual? Não estou falando de dogmas, doutrinas e religiões e sim de que temos que ter uma vida voltada para Deus seja em qualquer instância para que a sua alma seja preenchida de paz e amor. Só assim você poderá crescer tendo uma vida feliz.

Nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje, partindo do princípio que nem um segundo nos pertence... Nunca deixe de falar eu te amo! Não guarde rancor, ódio, perdoe... Isso faz toda diferença, pois se guardas o mal dentro de si quem perde é você seja inteligente.

Lute, busque, conquiste e vença! Não espere pelos outros tome atitude, seja você mesmo sem medo de ser feliz! Só assim verás um ano novo - porque você o fez novo.

Feliz 2015!!

Por: Mary Jun

29-12-2014
Às 21h e 17m

Feliz ano novo!
Luso poemas, amigos, poetas e visitantes.
 
FELIZ ANO NOVO!

Carta de Despedida Número 07

 
Carta de Despedida Número 07
by Betha M. Costa

Belém, 07 de agosto de 2009.

Cansada das polemicas inúteis que só desgastam a mente, destroem a imagem, criam desafetos e embotam a imaginação, eu as deixo na beira do cais de uma ilha distante sem olhar para trás.

Adeus ao bate-boca que não leva a nada com pessoas que não mudarão de opinião, e, que também não me farão (quanto me julgo certa) depositar as minhas idéias numa lata de lixo qualquer.

Deixo a quem queira as discussões em tons que variam do cinza-razão ao negro-desvario, a acidez das palavras que fazem mal a beleza da tez e causam de gastrites a úlceras perfuradas de tanto fel e amargura que elas contêm.

Despeço-me do desassossego que as rixas, picuinhas e de todas essas coisas miudinhas que fazem a pessoa nadar contra quimeras até se afogar no mar de desafeição.

Tudo isso encolhe o ser humano diante da transparência dos olhares mais lúcidos e o leva a desaparecer no meio de seus aborrecimentos e certezas duvidosas.

Agora, despida da negatividade, quero ser zen e pacífica como uma fada de aura bem colorida, mas temo que com a chegada do mês de outubro a bruxa que fui (ou sou) renasça em mim.

Adeus... Ou até a volta!
 
Carta de Despedida Número 07

Muito além das estrelas

 
 
.... e como acredita ser o amor? Parece começar a entender o alfabeto que existe nas entrelinhas das estrelas. Foi o vento que lhe trouxe? Principia a desvendar os infinitos segredos do amor quando percebe que não mais importa o que recebe. Você, claro, tem o desejo, a esperança, a vontade, mas já não importa se algo é depositado em suas mãos, já não espera, e sem espera não há mágoa. Não espera não por não ter fé, muito pelo contrário, não espera porque a força que cresce é movida exatamente por esse amor, alimentada por silenciosamente estar ali, pela simplicidade, como aquele tronco que deve ser firme quando é necessário que se segure frente ao sopro do vento que sempre chega, mas nunca avisa quando....dois espíritos muitas vezes se aproximam mesmo tendo afinidades diferentes, se aproximam para que um mostre ao outro que existem caminhos diferentes, que não estamos nunca sozinhos, que o amor vai muito além das estrelas que percebemos com o olhar...
Fiquem com Deus
 
Muito além das estrelas

CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO A VIDA

 
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO A VIDA
 
 
Imagem google
http://www.conchalemnoticias.com/cont ... uic%C3%ADdio#.VEGCvVeNBKk

PARA DIVULGAR:
no mês de setembro deu início
a campanha contra a humilhação na internet,
Devido ao alto índice de suicídio entre jovens no Brasil.

FlorMorena
 
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO A VIDA

DIANA - minha cândida inspiração

 
DIANA - minha cândida inspiração
 
(Diana - desenho a carvão, feito por mim)

Queria pintar-te a mil cores mas não me basta a tua lembrança para poder expressar com lealdade o teu brilho, o teu encanto, a tua cândida pureza...
Na minha paleta não encontro cores que fidelizem a tua aura.
Os toscos pincéis que uso nunca seriam suficientemente precisos ou delicados para eternizar numa crua tela a ternura do teu sorriso, o brilho inocente dos teus olhos, a seda pura dos teus cabelos...
Não, não saberei nunca reflectir a imagem que de ti guardo no peito, no espelho das minhas lágrimas sobre o papel estéril...
...Resta-me este modesto ensaio, a preto e branco... como os retratos antigos. Digo isto e a minha alma rebela-se! Tu és cor, ainda, em mim! E nunca será antiga, a tua imagem em mim! Perdoa-me, filha, sou só incapaz de reproduzir fielmente a tua beleza pura com tintas traiçoeiras, que temo borratar num tremor de pincel. Não tenho talento que me baste. Então fiquei-me pelo carvão, que posso apagar, fazer e refazer, em busca da perfeição impossível.. Mas, sabes, vejo tanta cor, para lá dos negros traços! Tanta luz, tanta energia! Serás sempre minha, estejas onde estiveres, porque ainda existe uma conexão infinita entre esses teus olhos risonhos e o meu triste olhar de mãe-orfã...

(Filhos que eu desenhei)
 
DIANA - minha cândida inspiração

Mobílias velhas

 
Não somos mobílias velhas, desfaça o que não usa mais e doe para quem precisa, não guarde coisas que não vai usar mais, nosso corpo e mente precisam de coisas novas, não guarde rancores, não somos móveis velhos, deixe o novo entrar na sua casa e na sua vida assim á prosperidade.
 
Mobílias velhas