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Poemas, frases e mensagens de TitaRica

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de TitaRica

Luso-nosso

 
Luso nosso, que estás prolixo,
Clarificado seja o vosso siso,
Venha a nós a boa vontade,
Seja refeita a dignidade
Da poesia e da amizade.

Poetas de cada dia, nos dai hoje
a alegria do poema que vos foge
entre as culpas atiradas a esmo
e as palavras que vão sempre dar ao mesmo:
a tentação do mais alto niilismo.

Amen.
 
Luso-nosso

Grito de I(perua)nga

 
Aqui-del-rei, que me matam!...
(ah, isto já não é uma república!?...)
Aqui-del-cavaco, esfolam-me!
(o presidente nada manda,
não adianta
esta minha súplica!?...)
Aqui-del-sócrates, que me comem!
(quê? o primeiro já não sabe
pra que lado
tem o rabo...
nem a zona púbica!?...)

Deus Nossenhor me valha,
isto é tudo uma escumalha,
matam-me fora da temporada,
esfolam-me à desgarrada...
e querem que eu não dê por nada!?...
Eu dou por tudo,
pago tudo,
e querem que eu fique mudo!?...

Pois vão ver o arraial!...
Este ano não há Natal!!
 
Grito de I(perua)nga

Vai pra dentro... viró barco!

 
Este Verão vou passar as férios fora. É verdade, e nem me venham dizer que as devo passar cá dentro, que temos que poupar, que temos que valorizar o que é nosso, essa treta que por aí anda a circular à boca grande e à vontade pequena:

primeiro, já não tenho "cá dentro" - o banco por baixo do qual fiz o ninho retomou-me o direito à habitação e enxotou-me as penas. Fiquei a penar e sem pau de perueiro.

segundo, poupar é para poupas e eu sou uma perua portuguesa com muita honra.

terceiro, nosso já não é nada e meu ainda menos... por isso, só (ainda) valorizo a minha ascendência de faisão e, a bem da descendência, as penas repimpadas do meu Peru Vais prá Caminha, quando lhe apetece escrever-me glórias e venturas.

Bem, já viram que tenho mesmo que passar as férias fora: por aí, ao relento, mais o meu Peru mais careca que o último cheque que passei (já lá vão uns anitos, que agora já nem cartão passo a ninguém!...).

Vale-me ao menos a certeza que fome não vou passar, nem eu nem a criação: e coisa de monta, de sustento, ai, isso é verdade, a gente não se pode queixar, não senhor! Estamos fartos de nos regalar com sapos, e dizem que ainda há muitos para engolir! Fritinhos de cebolada são uma delícia, mas como nos falta a cebola, vão mesmo assim, ao natural: metem-no-los pela goela abaixo, tipo aguardente de Natal, e é ver a gente inchar!... (ai, ainda vou enjoar...)

Haja saúdinha, que sardinha é cara e dizem que anda seca!...
 
Vai pra dentro... viró barco!

Não passo sem o Luso

 
Não passo sem o Luso.
Não que eu precise de mural para expor a minha vaidade. Não! Nem de jornal de parede para limpar o meu nobilíssimo e anaifado cu. Também não! Mas, verdade seja dita, sabe sempre bem dar uns peidos em lugar público e acusar quem torce o nariz, de falta de respeito pela liberdade da actividade fisiológica alheia.
Agora!... não posso com molas nos narizes! Já se viu! Se eu me dedico de alma e coração a este site, desprendidamente, gratuitamente, como posso tolerar que haja quem passe ao lado do que eu obro ("obro" de obras-primas, bem entendido... está bem, que sejam já em segundo grau, pronto...) sem me bater à porta com os pés e me bater palminhas em ramalhetes e beijinhos!?... Ah, isso não! Sou uma poetusa (poeta+lusa) de respeito! Até sei escrever direito! Chamo os bois pelos nomes, quando calha, com a mesma eloquência com que choro um amor que encalha, quando me apetece mando as rimas para o caralha e até sei escrever sonetos, quando a inspiração não me falha!

...

Humm? (repararam na harmonia das rimas?) Sou ou não sou iluminada?!
Não passo sem o Luso. Nele desovo amores, rancores, ilusões, paixões virtuais e amizades banais. Depeno-me por um elevado bate boca, exercito a minha melhor pena nos baixios das questões, aprendo a ler através, atravessado e nem assim, nem assado, e até já aprendi a fazer CTRLC para multiplicar comentários... porque, já diz o velho ditado, quem espalha sementes, poupa trabalho ao vento!...
Não passo sem o Luso. Mas, por favor!!!, quando eu passar, curvem-se, inferiores carpideiros de palavras derretidas! Venerem-me, favoritem-me, gostem-me, tweettem-me, sharem-me (e cheirem-me), mandem beijinhos, abraços e dentadinhas no cachaço. Escrevam mal, mas escrevam de mim. E eu, claro, cá estarei para agradecer a todos, com um "obrigada.amei". Só para duplicar os comentários, claro, que a minha verve é cara e não dou pérolas a porcos...
 
Não passo sem o Luso

Socramentários

 
O país foi a Paris. Esqueceu o caldo que o ontem-á-noite azedou, e foi de tanga, mesmo, que, de facto (ou fato???) vestido a preceito dava muito nas vistas, além disso as traikas já lho atacaram, coitado, parece uma peneira daquelas de trazer penduradas no rabo, quando é festa em Galas-de-baixo. O país foi a Paris, porque, convenhamos, de todas as capitais é a que luz mais - se calhar porque, à noite, há lá muitos luze-cus (ai, valha-me S. Plágido, espero que o meu amigo Gadanha não tome isto a peito e julgue que eu o estou a copiar a termo certo! - não estou, caro, luze-cus há muitos, falta ele, dão-lhe é muitos nomes e a gente até se confunde, e a gente até acha que já estamos a resvalar para a xenofobia, ou coisa assim... ai, esta língua portuguesa, tanto nos enrola!... ah, é verdade, por falar em língua que nos enrola... : o país foi a Paris comer uns "escargots", mas, carago, aquilo não é pro nosso paladar, um bom bacalhau à Zé do Pipo é bem melhor! Então, já que lá estava e pra não perder a viagem, vai de trazer o Zé... que o bacalhau está caro, mas cá por casa ainda se arranjam umas migas de paloco, faz o mesmo efeito... e o pipo, claro, falta o pipo!... ai é?... tá bem, o meu primo de Xistosa-do-Meio está-me aqui a dizer que ainda se arranja lá por casa um pipo (já lhe falta uma aduela...? deixa lá, a gente aperta-o com um cinto, o que mais para aí há são cintos que já não têm nada que apertar!...).
Mas estava eu a dizer que o país foi a Párris e lembrou-se dos paisanos que cá ficaram, a ver França por um canudo... trouxe-nos um souvenir-faz-tudo! Oh, gente de má memória, gente ingrata, honrai os vossos (i)lustres! Desiluminadas mentes! Ouvi agora, tintim-por-tintim, escarrapachada, a verdade vista de fora! É agora que o manuscrito se salva, a língua se desenrola, a epopeia se esclarece, o buraco se ilumina e, vós, mirrados peros lampos, aprendeis a comer escargots... pelo cu da TDT (Televisão De Todos)!
 
Socramentários