Poemas, frases e mensagens de Katz

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Katz

Sou Mundos!


Chris

O Peso Leve do Ser - Por ChrisFonte Katz

 
O Peso Leve do Ser - Por ChrisFonte Katz

Não é a libélula que pousa,
é a ideia.
E o meu corpo,
de repente,
é o mais estranho
dos palcos.

Há um vazio na garganta
que só o vibrar da asa
sabe preencher.
Um ponto na pele,
um quase-sinal,
e o entendimento:
sou apenas isso.

Uma clavícula
que sustenta o voo.
Uma carne que
não entende o porquê
de ser tão pouca
coisa e carregar
tanta vida por dentro.

É o silêncio entre
o pescoço e a asa,
a vertigem que
se instala.
O que sou?
Uma passagem?

Frágil e nua,
como o cristal
parado na borda.
E a resposta não
importa.
 
O Peso Leve do Ser - Por ChrisFonte Katz

A(o)Mar - Por Donzela do Gelo

 
A(o)Mar - Por Donzela do Gelo

Já movi o mar
de anseios
na rede do pescador

as gotas em tua face
cintilam em tua fronte
como uma coroa

quão altas são estas muralhas
que se levantam em ondas,
quantos peixes vais abater
em tua rede?

me lembro que sobre ti
deitava-me e num referver
de espumas me provavas

águas marinhas, tainhas e badejos

todos presos em tua rede,
menos eu
que sou sereia

não caibo em teu aquário
de pequenos peixes
de silenciosas verdades

a tua vaidade foi sempre
lançar-me ao mar
como uma menina miserável

banhada em uísque,

sem uma última canção
com um alfanje escuro
me cortas e me lanças ao mar
nas nadadeiras de um peixe

que me leva
submersa
em minha própria
fúria

Donzela do Gelo em 13/08/2023 - Chris Fonte
 
A(o)Mar - Por Donzela do Gelo

Camisa Amarela com Passarinhos - Por Chris Katz

 
Camisa Amarela com Passarinhos

Hoje o dia nasceu cantando
no tom exato da minha camisa:
amarela como raio sorrindo,
cheia de asas e de brisa.

Cada passarinho estampado
no tecido que toca minha pele
é um poema que se enfeita,
é um voo que não se repele.

E ao passar pelas calçadas,
Meu riso é pura alvorada.
O sol acena em reverência
à toda luz encantada.

Sou jardim que caminha leve,
Sou verão bordado em flor.
Donzela vestida de voos,
espalhas cantigas de amor.

Por Chris Fonte Katz
 
Camisa Amarela com Passarinhos - Por Chris Katz

O Jantar - Chris Fonte Katz

 
Naqueles dias,
eram dias de maio
haviam manhãs e noites
que brincavam

Em ruas esguias, em ladeiras
ou em casas apinhadas ao longe

Meu par de olhos, virgens
a criança em mim, os pés sujos
O grito de minha mãe
no tique-taque acelerado

de um relógio que não para
de uma vontade que não se finda

E em nossas casas antigas
feitas de estuque e paciência
na esperança de que a noite seja breve

Deixei-me porém, em alguns instantes
os cotovelos sobre a mesa
lá fora o silêncio em pratos limpos
infinitos pensamentos, o guardanapo a boca

Findo o jantar, e durmo a contragosto.
 
O Jantar - Chris Fonte Katz

Chris Fonte Katz - Teimosia

 
Chris Fonte Katz - Teimosia
 
Preto, tu viu a casinha?
É no térreo
daqui a gente não vê o mar
mas sonha

Preto, tu viu que da janela,
a gente vê um monte de árvore?
Mas, nenhuma delas dão fruto

Preto, tu viu a rua?
A gente da janela vê todas
as cheganças

Preto, tu já perguntou pro
Menino Jesus porque a gente
está aqui?

Preta, a gente está aqui de
teimoso, a gente vive de pura
teimosia.

Chris Fonte Katz - Teimosia
 
Chris Fonte Katz - Teimosia

Sementes no Abismo - Por Chris Katz

 
Sementes no Abismo - Por Chris Katz

O rio não corre
arrasta cadáveres de estrelas.

A ponte range
não sustenta pés,
sustenta presságios.

A profecia queima
na língua dos ventos,

e cada palavra
é um trovão
que se quebra
na carne do tempo.

O pranto corpóreo
é enxurrada de ferro,
escorre em rios vermelhos.

Cobre a cidade inteira encoberta,
um corpo feminino desfolhado,

seios como colinas soterradas,
ventre como cova
onde germinam apenas sombras.

As plantações ardem.

Cada raiz grita.

O dorso nu da terra
se arqueia em agonia,
exposto à lâmina dos céus.

Tudo espera
mas a espera é fome.

Tudo cala
mas o silêncio é lâmina.

E então, da orla impossível,
a linha que separa céu e abismo
rasga-se como ventre em parto.

O horizonte sangra.

E dos escombros da espera,
surgem imensos infinitos,
negros, impenetráveis,
devorando o que resta de humano.

Do rio estagnado nasce um rumor,
como se a água cansada lembrasse do correr.

Entre ruínas da ponte,
um musgo pequeno
se atreve a crescer.

A profecia, tão cruel em sua sentença,
tem uma palavra maldita
que se transforma:

onde estava “ausência”,
um sopro escreve “espera”.

A cidade encoberta respira
embaixo da lama,

seus pulmões de pedra rangem.

Mas ainda há telhados
onde o vento pousa,

ainda há janelas
que sonham com claridade.

No dorso nu do campo devastado,
brotam sementes, tímidas, trêmulas,

mas capazes de abrir fendas
na terra dura,
de insistir contra o silêncio.

E os imensos infinitos,
antes só dor, só vazio,

agora se revelam também como espaço:

lugar onde o pranto é sal
e o sal, memória do mar.

E assim, o corpo que chorava
não deixa de sangrar,

mas aprende
em meio ao dilúvio
que cada lágrima
é também água,
e toda água
pode recomeçar.
 
Sementes no Abismo - Por Chris Katz

Invisível Por ChrisFonte Katz

 
Invisível
por Chris Fonte Katz

Hoje acordei do lado de dentro,
onde ninguém olha.
Sou a cadeira vazia na sala cheia,
o ruído mudo de quem já gritou demais.

As pessoas passam por mim
como se eu fosse vidro
não refletem, não tocam, não lembram.
Sou o intervalo entre frases,
a mulher entre gestos esquecidos.

Meus filhos têm pressa.
Meu amor tem ausências longas.
Os dias são feitos de tarefas e restos.
E quando me sento, é para esperar
o que nunca vem.

Há uma flor solitária sobre a mesa,
não por beleza,
mas por resistência.

Ser invisível dói mais do que partir.
É continuar aqui,
sem que ninguém perceba.

Mas há um lugar onde ainda existo:
na palavra.
No canto mais escondido do papel,
eu me escrevo viva,
mesmo sangrando,
mesmo sozinha.

Porque se o mundo não me vê,
que ao menos as minhas palavras
digam: eu estive aqui.
 
Invisível Por ChrisFonte Katz

A casa do Vazio - Chris Katz

 
🌳 A Casa do Vazio - Por Chris Katz Fonte, A Donzela do Gelo

Há uma casa em mim
onde ninguém entra.
Portas cerradas,
janelas sem vidro,
e um cheiro de coisas que apodrecem devagar.

As paredes escutam
meus choros mais antigos,
e há uma voz no espelho
que não é minha,
mas sabe meu nome.

Caminho pelos corredores do corpo
com passos que não me obedecem,
como se algo em mim
já estivesse morto,
mas ainda respirasse.

A solidão me cobre os ombros
como um manto de ferrugem,
e o tempo escorre entre os dedos
feito sangue que já não pulsa.

Sinto falta de mim
de um jeito que dói até na alma das paredes.
Sinto falta de quem fui
antes do mundo me engolir
sem mastigar.

A morte não veio,
mas mora por perto,
toma café comigo,
às vezes dorme no sofá.

E mesmo assim,
eu continuo
com a alma cheia de rachaduras,
e um fio invisível me costurando
à esperança mais sombria:
a de que a dor me torne poesia.

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A casa do Vazio - Chris Katz

O Paninho Branco e o Vento - Por Chris Katz

 
O Paninho Branco e o Vento

Olha…
no varal da tarde,
o paninho branco desperto,
tremulando como asa que
aprendeu a esperar.

Antes úmido, pesado de silêncio,
trazia no corpo o peso das chuvas
e das mãos que o torceram.

Agora, seco, exala um perfume de sol
recém-nascido, e, em sua alva calma,
pergunta às nuvens que se desfazem:
O que faremos agora e depois?

O vento, mestre das respostas que não se escrevem,
passa-lhe os dedos invisíveis
e o embala como quem diz:

"Depois é só o próximo sopro."

As árvores, cúmplices, inclinam-se um
pouco mais, ouvindo a conversa
entre tecido e ar, e deixam cair folhas
como cartas não enviadas

O paninho pensa nos fios que o compõem,
cada um guardando lembranças
de lavagens passadas:

o cheiro de infância correndo pelo quintal,
as manhãs de café e pão com manteiga,
o susto das trovoadas,
o abraço morno perto do fogo

E o varal, velho equilibrista,
sente-se guardião das pequenas eternidades,
segurando pregadores como quem segura promessas
que jamais devem cair no chão.

O sol se inclina, o dia se dobra,
e o paninho ainda balança,
tentando decifrar o depois
esse lugar onde todos os panos,
as pessoas e os sonhos chegam,
um dia, secos e prontos para outro uso.

Talvez, pensa ele,
o depois seja apenas voltar a servir,
a acolher migalhas, lágrimas ou sorrisos,
até que a próxima chuva o visite outra vez.

E assim, enquanto a noite chega
com seu manto de estrelas lavadas,
o paninho entende: o que faremos
agora é dançar, e o depois…
ah, o depois virá com o próximo vento.
 
O Paninho Branco e o Vento - Por Chris Katz

Espera Por Chris Fonte Katz

 
Espera - Por Chris Fonte Katz

Naquela rua esquecida, entre pedras gastas e janelas fechadas, há uma mesa que nunca foi só móvel ela foi promessa.
Duas cadeiras. Duas almofadas gastas. Um vaso solitário.
E o silêncio.

É ali que ela senta, sempre do lado esquerdo, com a xícara imaginária entre os dedos e o coração entreaberto. Espera por quem já foi, por quem talvez nunca venha, por quem nunca soube ficar.

A flor sobre a mesa já murchou mil vezes, mas ela a substitui com delicadeza. A vida exige gestos pequenos para manter de pé os sonhos grandes.

Os outros passam, sorriem de canto, acham graça daquela mulher que conversa com o vazio.
Mas ela sabe: o vazio escuta melhor do que muita gente.

Há quem diga que isso é tristeza.
Mas há uma espécie rara de mulher que transforma solidão em altar, saudade em força, e ausência... em poesia.

E assim segue a mesa. E ela.
Feita de espera.
Feita de tudo o que ninguém vê.
Feita de amor mesmo quando só.
 
Espera Por Chris Fonte Katz

Catete - Por Katz

 
O Fogo
Estava no silencio dela
no rigoroso comércio
do seu corpo
no meu quarto de rapaz
solitário
ou no carro
a descer
nossa senhora de Copacabana
e findar talvez nas laranjeiras
em ruas residenciais
mas o que eu desejava sempre
era lev-a-la para a nascente
ali do lavradio
em vez disso
ela queria mesmo era subir o catete!

Chris Fonte Katz
 
Catete - Por Katz

A Falta - Por Chris Katz Fonte, Donzela do Gelo

 
A Falta - Por Chris Fonte, Donzela do Gelo

Hoje, ao pensar no jantar,
triturei minha própria carne,
olhei os temperos do silêncio,
e acrescentei tudo que faltava:

a pimenta do desejo,
o sal da saudade,
a cebola das lágrimas,
o alho das memórias,
e o açafrão do infinito.

Misturei tudo no fogo do coração,
refoguei com o aroma da ausência,
e o cheiro subiu,
repleto de falta e de esperança.

Cozinhei a alma, adicionei água às emoções,
percebi que faltava algo,
e então chorei
gotas que se misturaram ao tempero,
à carne, ao aroma que ficou no ar,
no cheiro da minha pele,
nos sonhos que se perderam na memória.

Senti aquele aroma,
purifiquei-me na essência do meu próprio molho,
feito de lembranças e desejos,
de ansiedade e de querências,
de paixão e de vazio.

Naquele instante, a falta era tudo o que me restava,
faltava o meu todo,
faltava o eu que se dispersa no silêncio.

Reservei a boca,
encheu-se de água,
meus sentidos se dilaceraram,
no cérebro, nas vísceras,
nas veias,
no pulsar do coração,
no sangue que pulsa e clama.

E então, chegou a hora do jantar.

Olhei os pratos na mesa,
a fome que arde,
a vontade que não se sacia,
e servi, com delicadeza,
aquela carne moída de emoções,
meus sentimentos triturados na ausência,
na falta que me consome.

Servi um pouco de mim a cada um,
mesmo que silenciosamente,
pois na quietude do meu ser,
a poesia se faz carne e desejo.

Chris Katz
Donzela do Gelo
 
A Falta - Por Chris Katz Fonte, Donzela do Gelo

Entrega - Chris Fonte

 
Hoje a 1 hora da tarde
Te mandei flores
Elas foram nas mão dum menino

Entre as primeiras horas da manhã

O menino tinha os pés sujos
E as mãos puras
Tinha sol no olhar

E as flores eram tuas

Disse-lhe:
Se tens asas voa!

Pois todo meu amor está nas tuas mãos.

Sou passarinho, ele disse.

Sorri.
 
Entrega - Chris Fonte

I - A Gaveta Falante - Dentro da Gaveta Guarda Infinito - Por Chris Katz

 
Dentro da Gaveta

Dentro de mim cabem luas,
fios de riso, farelos de dor,
fotografias sem moldura,
e cartas assinadas com flor.

Há um silêncio que dança lento
entre palavras que nunca enviei.
Sonhos que caem em folhas secas,
e promessas que guardei.

Cada poema é um relicário,
um pedaço de você que escolheu ficar.
Sou feita do que não morre,
sou o espaço de guardar.

Se um dia o mundo pesar demais,
lembre de mim, teu abrigo bendito.
Feche os olhos, sussurre meu nome
a Gaveta que Guarda Infinito.

Chris Fonte Katz
 
I - A Gaveta Falante - Dentro da Gaveta Guarda Infinito - Por Chris Katz

Reza

 
Reza

As chagas que tu
agora enxerga
minha vida nua
e tua boca crua

enraivecida rasga
as fotografias
e as joga em
profunda cova

retira os olhos de mim
queima meus livros e dores
adormece

testemunha o mundo
o profundo golpe
reza por mim

e glorifica os dias
em que purifiquei tuas mãos
e te jurei com dedos cruzados
amor.

Chris Fonte - Donzela do Gelo
 
Reza

Mangue - Katz

 
Mangue

Eu suplico aos que dormem
Ao menino Jesus, falo
Obedeço e rezo
perto do mangue com os pés no lodo

Onde,

Não vejo nem veias ou tornozelos
Quem eu sou menino Jesus?
Serei eu como palmeiras que se suicidam em frente ao mar?

Ou serei como as lágrimas do cavaquinho ou do pandeiro que choram?

Sofro o desgosto de ser Mulher
Então obedeço
Rezo e mais nada faço

Vivo como um reco-reco
no fundo, ao fundo
Feito meretriz no mangue

Com caranguejos aos meu pés
Onde vejo o luar
a tornar-se uma coisa só

no meu dorso nu
feito ponta de faca que suando
vaga meu corpo adentro...

Por Chris Fonte Katz, Donzela do Gelo.
 
Mangue - Katz

Sagração - Por Donzela do Gelo

 
Na terra arrastada e vermelha
na sagração do pó
entoava rios e avançava

era noite sim,
noite não, quase um rito

ele cantava com uma boca
impossível e ficava a espera

duma brecha
duma aparição
visão dum anjo
na noite que caia
madrugada a dentro

perdido forjado de cinzas
mais alto cantava
pois queria a moça

então ela, na madrugada
escarrava seu arsenal de zinco
em risadas paralelas

e cerrava sua janela
a espera do silêncio
daquele vício
e nada mais lhe dava
além dos risos

E ria, risos e ritos
que ecoavam na terra vermelha
baldia

Na terra vermelha
vazia do cantar dele,
no grande terreiro,
na terra vermelha

vasta e silenciosa

Por Chris Fonte - Donzela do Gelo
 
Sagração - Por Donzela do Gelo

Alaúde - Por Chris Fonte Katz - Donzela do Gelo

 
Não é por água,
mas por um fio invisível
que pescadores antigos lançam suas redes

um,
depois outro,
e mais outro

cada um tentando capturar o impossível,
cada um tentando domar
o que nunca pertenceu a ninguém.

Mas o oceano não se rende.
Ele permanece,
deliberadamente cadavérico,

um corpo vasto
que nem sequer chora
seu próprio fim,

nem se curva
à prece dos homens.

Nosso último lusco-fusco,
aquela tênue luz
que escapa entre as frestas do tempo,

é uma chuva sem beijo
não toca,
não afaga,
não promete renascimento.

É trovoada
que rompe o céu,

plantação que murcha
sob o olhar frio
daquela mulher desfeita,
invasiva,

que nos observa,
sombra densa
entre as árvores.

Esse pranto,
esse pranto corpóreo
que se derrama e queima,

não me salva,
não nos salva

nenhum oásis surge
no deserto de nossas esperas,

nenhuma miragem
se torna verdade.

Tudo isto é um erro
natural, talvez,

uma sina inscrita
nas estrelas
e no sal
que banha nossos corpos cansados.

Estamos condenados
ao canto da sereia,

à melodia que embala e destrói,

ao som longínquo
e desesperado
de um alaúde,

que chora
pelas almas perdidas
na maré,

que chama,
sem prometer retorno.

Somos navegantes
de um mar sem porto,

carregando no peito
a dor antiga
dos náufragos,

aprendendo a dançar
com a sombra das ondas,

aceitando
que o que nos afoga
também nos ensina
a respirar fundo.

E ainda assim,
mesmo condenados,
seguimos

lançando redes invisíveis,

cantando para o céu
que não nos ouve,

esperando um sopro
que nos faça flutuar,

mesmo que apenas
por um instante,

antes que o silêncio
nos envolva de vez no som do alaúde.

.
Alaúde - Por Chris Fonte Katz - Donzela do Gelo

Da minha inspiração;

Este poema-texto, fala sobre estar à deriva,
entre redes invisíveis,
prantos que não salvam
e o canto hipnótico daquilo que nunca volta.

Das nossas humanidades, das cheganças, das partidas, do dilema do viver...
 
Alaúde - Por Chris Fonte Katz - Donzela do Gelo

Ondas Azuis - Por Chris Katz

 
Ondas Azuis

No azul que dobra, se abre e dança,
o mar canta sua esperança.
Ondas que vêm, ondas que vão,
sussurram histórias ao coração.

Em véus de espuma, segredos guardam,
mistérios antigos que nunca se largam.
Cada estalo, um verso no ar,
poesia que o vento vem buscar.

O horizonte é beijo distante,
promessa de sonho constante.
E eu, olhando o mar a cantar,
deixo minhas penas se soltar.

Alma aberta, corpo a nadar,
no ritmo do mar a me embalar.
Meus pensamentos, em rima e cor,
Me trazem o mar em puro amor.

Por Chris Katz
 
Ondas Azuis - Por Chris Katz

Sede

 
O Dia Foi duro.
Ardido.
Acredito em mágica. Ou em páginas em branco?

Choveu e não houve café.
Nem cafuné.
Tão pouco sorrisos.

Apenas escureceu.

E nublou toda uma busca.
Feito o rio diante da moça.
Que seca e a deixa com sede.

Por Chris Fonte - Donzela do Gelo
 
Sede

Sou Mundos!


Chris

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