Poemas, frases e mensagens sobre canção

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre canção

♫ Minha linda melodia. ♫

 
♫ Minha linda melodia. ♫
 
Como as notas de uma canção
♫ Que revela a alma na poesia
Sinto que é dentro do meu coração
Onde compõe a mais linda melodia.

Às vezes a musica que ressoa triste
Por esta melancolia que é repleta
A saudade de um amor que partiste
Deixando o som da tristeza completa.

Há dias que canto o amor fortemente
Perdurada nas notas da minha fé
Confio na esperança plenamente
Como a força arrasadora da maré.

A voz que nutre dando vida e luz
Na pauta o caminho sempre a trilhar
Sempre será a musica que traduz
Na força que leva-me a amar.

Na harmonia o sonho que se faz
Traduzindo a mais linda sinfonia
Nenhuma tristeza será capaz
De calar minha linda melodia.♫

First Love - Utada Hikaru
 
♫ Minha linda melodia. ♫

A canção da minha vida

 
A canção da minha vida
 
 
A vida é uma viagem ao som da música
Por vezes espiritual e nua
Por vezes um silêncio atordoado,
Um enigma insolúvel e também um êxtase
Aguçada por nossos desejos, imagens esculpidas
A aurora de um monte de paisagens!

Em um dos meus desenhos, como pérola de borda amarela
Meu deserto é preenchido com água de rosas.
Entre gritos, buscando o destino do amor

E a temperança desarticula loucuras
A luz do amor no sonho de areia de cristais
Com um olhar de alegria enobrecida

E por fim
A PAZ com JESUS

Rosangela Colares

Enia-Segred Garden
 
A canção da minha vida

Nem tudo pode ser dito por palavras

 
Nem tudo pode ser dito por palavras
quando os teus olhos partem
o meu coração
para dizer-te quanto me agradas
bastasse um poema
bastasse esta canção

de amor
paixão
mas o silêncio às vezes diz
melhor
aquilo que nos vai na alma

nem tudo pode ser dito por palavras
quando o sentimento é mais
que uma ilusão
para dizer-te adeus

tropeço
nas palavras
e caio à espera que me dês a mão

meu amor
meu amor
não estou a dizer nada que não soubesses
e posso dar-te tudo o que mereces.
 
Nem tudo pode ser dito por palavras

Vida roubada

 
        Vida  roubada
 
A vida nos rouba cada dia vivido
Cada minuto de espera à sua chegada
Cada abraço que não aconteceu
Leva o sabor de cada beijo evaporado
Juramentos sugados pelos ventos
Lânguido meu coração esmoreceu
O meu sonho o tempo levou
Rouba os momentos de estar contigo
A cada instante na canção que me apraz
A cada instante que sei, que aqui não estas
A cada segundo:-O chamado ,Mas.. meus
ouvidos moucos sentem a subtração e,
Morro aos poucos!

Nereida
 
        Vida  roubada

Canto ao Encanto de uma Poetisa

 
Canto ao Encanto de uma Poetisa
Porque me encantas,
bela e doce Poetisa!
São melodias que cantas
Ou sussurros da brisa?

Enlaçam-me teus versos
como abraços de vento!
Serão cantos imersos
de saudade e lamento?

Teus olhos são estrelas
Que firmam os meus.
Quiçá, sejam as janelas
Antevendo nossos céus!

De teu olhar, desagua o pranto
em saudosas lágrimas de cristal,
Beijo-te a face, e nela sorvo o sal
ternamente, repondo-lhe o encanto!

Lisboa, 08/07/2015.
Dedicado a uma Poetisa do Luso-Poemas.
 
Canto ao Encanto de uma Poetisa

QUE SEJA UMA CANÇÃO DE AMOR

 
Soneto dedicado à minha esposa

******************
Meu amor, não quero aprender a sofrer,
Quero-te mostrar meu coração apaixonado.
Mostrar-te todo o meu amor até morrer
Eu não quero ser um amor abandonado.

Desejando que seja longa a nossa vida
Para poder falar dos sonhos que guardei.
Quero-te para mim, mulher mais querida,
Mulher pela qual um dia me apaixonei.

Quero que o mundo saiba do nosso amor.
Quero que ele conheça as nossas loucuras
E que Lua me oiça cantar pela manhã.

Não quero que sejam canções de saudade,
Mas sim por ter a felicidade de te amar.
Que sejam canções de amor e talismã.

A. da fonseca
 
QUE SEJA UMA CANÇÃO DE AMOR

O meu amor por ti

 
O meu amor por ti
Não é de perguntas
E de respostas
Não é estado
Nem condição
Triunfo
De coisa nenhuma
Canção
Por ti
Meu amor
Incrível flor
Sem terra
Que se abre
Débil
Esperança no deserto
Mais que o eco
Sobrevive
A certezas
Costumadas
Às palavras
Ao vento
À canção
Que mais ninguém ouve.
 
O meu amor por ti

De cifra

 
De cifra

Dedilhando as cordas do meu coração
Descompassado, fora de ritmo.
Desafinado, treme e não bate.
Dentro do peito sufocando em sustenido
Desperta silenciosa canção
Desprendendo o corpo da alma
Devorando os sentidos dos acordes
Deixando sétima transportada em dó
Derivando as pautas sincopadas
Doce clave de sol com lágrima maior
Deslizando notas molhadas na face
Dádivas calculadas em emoções
Desfilando ares de paixões
Dardos certeiros atirados em vendavais
Debatendo o amor, vence a razão.
Deságua a sorte pelas veias
Derruba o castelo esperança
Declinando a onda sonora
Decorando seus passos na areia...

Márcio de Oliveir@
18/05/2011
 
De cifra

"Não sou santa"

 
"Não sou santa"
 
"Não sou santa"

Sou rio que corre manso e sereno
Perde-se em ciclo num mar bravio
De sonhos em versos reeditados
Que acarinham meus bichos no cio.
Sou fogo predador, fêmea visceral.
Sei tecer intimidade com a solidão.
Sou clareira constantemente aberta.
Alma presa nos versos e na canção.
Acovardo-me às vezes diante do nada.
Se recuo e avanço é pra me proteger.
Visto-me de festa, inauguro guardados.
Num olhar de mormaço posso me perder.
É na luz do luar que tudo aflora.
Madrugada indecifrável, lampejos.
Aí sou rio que sem represas flui livre.
Guardiã destemida dos próprios desejos.

Glória Salles
 
"Não sou santa"

Canção da Tarde

 
À Celeste Germano

Voltei costas ao Sonho
E fui de olhos marejados
Ao encontro da Dor...
Agora
Sabe-me a vida à Primavera em flor
E os meus braços mortos
Tornam-se asas...
Pergunto ao Céu
Onde lance meus voos de Infinito
Pelo caminho que pedi às estrelas...
E os meus braços
Braços partidos de destroçarem grades
Curvam-se todos
Como hastezinhas de lilases murchas...
Curvam-se todos esses braços quebrados,
E neles o meu rosto
É anjo penitente
A poemar os repousos negados
A esquecer estradas percorridas
A desvendar os gestos de renúncias
Que ainda não foram esboçados!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973

http://mariahelenaamaro.blogspot.com/2011/12/cancao-da-tarde.html

Nota: O blogue Maria Mãe está no Concurso de Blogues de 2011, concorrendo nas modalidades Livros / Literatura / Poesia e Blogue Revelação (nascidos em 2011).
Se quiserem dar uma ajuda, podem entrar no blogue
http://mariahelenaamaro.blogspot.com/

e carregar no Link (imagem) concurso de blogues - PARTICIPA.
No blogue do concurso é só procurar nas duas categorias o nome Maria Mãe e votar.
Um abraço.
 
Canção da Tarde

"Minhas lembranças."

 
"Minhas lembranças."
 
"Minhas lembranças"

Na lua que brilha da solidão
Escutei a voz do meu amor
A sinfonia de sua linda canção
Silenciou a minha grande dor.

Sua voz tão alegre e terna
Melodia que entrou na alma
Lembrança que será eterna
Momentos de paz e calma.

Seus versos são linda sintonia
Inspira meus sonhos e fantasia
Com eles sinto a luz que irradia
Iluminando e me dando alegria.

Acordes repletos de desejos
Com ritmo que me faz tremer
Sonhando sinto teus beijos
Loucuras que me faz renascer.

Na tua ausência tudo é triste
A noite é escura e de agonia
Sem você felicidade não existe
Sua canção é tudo que queria.

Careless Whisper - WHAM
 
"Minhas lembranças."

A Última Canção *

 
 
..

A Última Canção *

Hoje
Eu poderia escrever(vos)
O poema mais definitivo de todos
Neste tempo de mecanismos imprecisos
Não seria belo, o verso!
Nem musical, o ritmo!
Nem criativo, o tema!
Nem original, a forma!
Nem relevante, o conteúdo!
Seria… definitivo …
Se os corpos
Assassinassem o nome
E entregassem a outras carnalidades
A assinatura
Escrevendo sangue, suor, lágrimas, sorrisos, gritos, mutismos
Transfusões nos próximos e nos longínquos
Saudações e padecimentos vertendo energias, nervografismos!

Qual é o nome que escrevem quando respiram?

LSJ, 160720140237

* a rever
 
A Última Canção *

Versos que não escrevo

 
Declinam as horas
e o relógio insone
às voltas
em círculos fechados
sem horizontes
nos lugares mais altos
colocados
declinam
os ladrões da alegria
os sentidos
o dia
o que sinto
o que existe
a fantasia
e o olhar desce
de cada ausência
do que parece
aguardar
surgir
da sua clausura
como uma prece
com vontade
futura
tempos passados
que já não são
o silêncio
em que julgo ouvir
um coração.
 
Versos que não escrevo

SE ACORDARES DURANTE A NOITE

 
LETRA A MUSICAR SE
ALGUÉM ESTIVER INTERESSADO
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Põe o meu retrato bem perto de ti
Mesmo ao lado da cama, à cabeceira
Assim te lembrarás sempre de mim
E ele estará a teu lado a noite inteira.

E se tu acordares durante a noite
Não esqueças de o beijar docemente
Talvez ele saia da moldura e se afoite
A se deitar a teu lado docemente.

Acaricia-o com amor pouco a pouco
Ela acabará também por acordar
E ao te ver a seu lado, ficará louco
Por teus lábios vermelhos poder beijar.

Deixa que ele te prenda nos seus braços
Deixa-o se entrelaçar no teu corpo
Deixa o seu coração beijar o teu amor
Não deixes que ele desfaça os laços
Deixa-o se aconchegar no teu regaço
Deixa que ele venha a ser teu trovador.

E quando a manhã chegar deixa-o dormir
Para que ele fique todo o dia na tua cama
Deixa-o ficar feliz a sonhar e a sorrir
Assim ele estará certo que te ama.

Dá-lhe os teus seios a belo-prazer
Ele os acariciará louco de emoção
Assim esteja ele onde estiver
Guardará dentro de si teu coração.

Para o teres sempre junto de ti
Podes pegar nele com amor e ternura
Dá-lhe um beijo de amor e assim
Podes colocá-lo de novo na moldura.

A. da fonseca

Registado na SPA Lisboa
 
SE  ACORDARES  DURANTE  A  NOITE

A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?

 
A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?
 
 
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Foi há tanto tempo que os astros faleceram
que já não lembro do sol incerto
que ontem em ícones estelares, tantas vezes,
destruindo as loucuras (im)previsíveis
e eternizando o que no universo é imortal, brilhou!
- para rasgo da pele de tantos e perdidos poetas? -
desse tanto que era muito mais-do-que tudo
há um amor que sobrevive em mérito
dum lado cravejado por punhais firmes do teu sangue
mais que abastados de transbordantes do teu corpo
que foi (e eternamente será) todas as canções
do tudo ou nada que eu quero ouvir a queimar
toda a vida que me resta para te glorificar
orgulho desnecessário de quem te ama
em todos os passos titubeantes das conversas surdas e mudas com Deus
quando o céu da boca se posiciona minuto a minuto
na via-sacra do teu timbre do qual nascia a magia
dum templo respirado de borboletas
e desde que o sagrado existe
talvez mesmo antes do nascimento dos ventos
tu que te foste para nunca te ires embora
permanecerás em tudo o que há de mais belo
por ...que ...
nenhum deus dominará
o altar de luzes sopradas nas tuas preces
tal como apenas tu dominaste em absoluto
o dom abençoado do que é mais meu de teu :
- A tua voz cantando

(Entre o norte e o sul
ao centro da rosa-dos-ventos
há um coração que é direcção das tuas escolhas
e no qual se agita a questão
- para onde vai a morte quando a alma é vida ?)





Ao meu pai , um ano de saudade

Luíz Sommerville Junior , 280320142351 , A Minha Carne É Feita de Livros

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A Voz do Pai - Para Onde Vai a Morte ?

CANÇÃO DE AMOR

 
CANÇÃO DE AMOR
 
“O amor é sentimento que permanece
Saudade é um tempo onde ele mais
prevalece”

Por favor, clique na imagem
 
CANÇÃO DE AMOR

Vida...

 
Onde não existe o amor
Tudo é entristecido e só,
A vida fica sem sentido
Um caminho esquecido...

A estrada é um deserto frio
Não existe luz e nem abrigo,
É como se fosse um castigo
Não existem nem amigos...

Todo dia é a mesma solidão
Nada tem magia e emoção
Não existe noite pra sonhar
Não existe sonho pra contar...

Amor é caminho iluminado
Noite de estrelas cintilantes
Canteiro de flores coloridas
Canção cheia de promessas!

Alipio Queiroz
 
Vida...

A última canção de amor de nós dois

 
Você disse que jamais me deixaria,
uma mera formalidade,
uma brisa leve que passou
e seus olhos que me deixaram aqui,
totalmente só a naufragar os últimos conselhos.

Eu fico com o tempo
recolhendo esperanças soltas.
Você foi uma luz intensa que
passou sem deixar vestígios:
como o mar, como a vida,
como um momento e nada mais.

Seus beijos, seu pedido, seu tempo,
e os melhores momentos que passamos
juntos ainda estão na minha mente
como uma voz que não quer ir embora.
Se o sol aquece até derreter meu
coração aquece até te encontrar,
se a lua ampara os que sofrem
então meu coração ainda luta por ti.

É eterno o tempo, uma vastidão sem fim,
como o oceano e seus mistérios,
como as constelações e suas conquistas,
como o pássaro e seu pouso,
como a vida e o tempo. Tudo parece tão certo
mas dentro de mim ainda toca a
última canção de amor de nós dois.
 
A última canção de amor de nós dois

FMI de José Mário Branco

 
 
Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!

FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI

Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!

FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui

Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!

FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ...

Entretém-te filho, entretém-te, não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer, mal-te-quer, vem-te-quer, ovomalt'e-quer, messe gigantesca, vem-te vindo, vi-me na cozinha, vi-me na casa-de-banho, vi-me no Politeama, vi-me no Águia D'ouro, vi-me em toda a parte, vem-te filho, vem-te comer ao olho, vem-te comer à mão, olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora, olha a Música no Coração da Indira Gandi, olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho, o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho? Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? Consolida filho, consolida, enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde. Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos, como o astro, não é filho? O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras, tu tens um gozo do caraças, vais dormir entretido, não é? Pois claro, ganhar forças, ganhar forças para consolidar, para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta, não é filho? Pois claro! Estás aí a olhar para mim, estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto, pagaste o teu bilhete, pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões: Este tipo está-me a gozar, este gajo quem é que julga que é? Né filho? Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente? A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote! Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho? Onde está o teu Extremo Oriente, filho? Ah-ni-qui-bé-bé, ah-ni-qui-bó-bó, tu és 'Sepuldra' tu és Adamastor, pois claro, tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho, não é filho? Mal eles sabem, pois é, tu sabes o que é gozar a vida! Entretém-te filho, entretém-te! Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da Silva, e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula, não é filho?
A one, a two, a one two three

FMI dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...

Come on you son of a bitch! Come on baby a ver se me comes! Come on Luís Vaz, 'amanda'-lhe com os decassílabos que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas! E zás, enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares, zás, enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal, zás, enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros, zás, enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro, zás, enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano, a estender o braço, meio Rolão Preto, meio Steve McQueen, ok boss, tudo ok, estamos numa porreira meu, um tripe fenomenal, proibido voltar atrás, viva a liberdade, né filho? Pois, o irreversível, pois claro, o irreversívelzinho, pluralismo a dar com um pau, nada será como dantes, agora todos se chateiam de outra maneira, né filho? Ora que porra, deixa lá correr uma fila ao menos, malta pá, é assim mesmo, cada um a curtir a sua, podia ser tão porreiro, não é? Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta pá, pois pá, é só paleio pá, o pessoal na quer é trabalhar pá! Razão tem o Jaime Neves pá! (Olha deixaste cair as chaves do carro!) Pois pá! (Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?) É pá, deixa-te disso, não destabilizes pá! Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata. Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada! Oh sr. guarda venha cá, á, venha ver o que isto é, é, o barulho que vai aqui, i, o neto a bater na avó, ó, deu-lhe um pontapé no cu, né filho? Tu vais conversando, conversando, que ao menos agora pode-se falar, ou já não se pode? Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah? Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente, para os do 25 de Abril, para os do 28 de Setembro, para os do 11 de Março, para os do 25 de Novembro, para os do... que dia é hoje, ah?

FMI Dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...

Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né? Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né? Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-faxistas, estas coisas até já nem querem dizer nada, ismos para aqui, ismos para acolá, as palavras é só bolinhas de sabão, parole parole parole e o Zé é que se lixa, cá o pintas azeite mexilhão, eu quero lá saber deste paleio vou mas é ao futebol, pronto, viva o Porto, viva o Benfica, Lourosa, Lourosa, Marraças, Marraças, fora o arbitro, gatuno, bora tudo p'ro caralho, razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter, né filho? Entretém-te filho, com as tuas viúvas e as tuas órfãs que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores, entretém-te, que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais, entretém-te filho, que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho, entretém-te, que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar, entretém-te, que o FMI trata da saúde ao Eanes, entretém-te filho e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante, enquanto tu adormeces a não pensar em nada, milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores, redes de policia secreta, telefones, carros de assalto, exércitos inteiros, congressos universitários, eu sei lá! Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter, o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II, tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou! Hão te convencer de que a culpa é tua e tu sem culpa nenhuma, tens tu a ver, tens tu a ver com isso, não é filho? Cada um que se vá safando como puder, é mesmo assim, não é? Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas à esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! Que mais querem eles, que lhe ofereças a Europa no natal?! Era o que faltava! É assim mesmo, julgam que te levam de mercedes, ora toma, para safado, safado e meio, né filho? Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto, os gatunos, que são pagos para isso, né? Claro! Que se lixem as alternativas, para trabalho já me chega. Entretém-te meu anjinho, entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti, se hás-de construir barcos para a Polónia ou cabeças de alfinete para a Suécia, se hás-de plantar tomate para o Canada ou eucaliptos para o Japão, descansa que eles tratam disso, se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo! Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acho normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar! Descontrai baby, come on descontrai, arrefinfa-lhe o Bruce Lee, arrefinfa-lhe a macrobiótica, o biorritmo, o euroscópio, dois ou três ofeneologistas, um gigante da ilha de Páscoa e uma Grace do Mónaco de vez em quando para dar as boas festas às criancinhas! Piramiza filho, piramiza, antes que os chatos fujam todos para o Egipto, que assim é que tu te fazes um homenzinho e até já pagas multa se não fores ao recenseamento. Pois pá, isto é um país de analfabetos, pá! Dá-lhe no Travolta, dá-lhe no disco-sound, dá-lhe no pop-xula, pop-xula pop-xula, iehh iehh, J. Pimenta forever! Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, ah? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu ah? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu? José Mário Branco, 37 anos, isto é que é uma porra, anda aqui um gajo cheio de boas intenções, a pregar aos peixinhos, a arriscar o pêlo, e depois? É só porrada e mal viver é? O menino é mal criado, o menino é 'pequeno burguês', o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz porra, deixem-me em paz e sossego, não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho, não há paciência, não há paciência, deixem-me em paz caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto, vão vender jornais e governos e greves e sindicatos e policias e generais para o raio que vos parta! Deixem-me sozinho, filhos da puta, deixem só um bocadinho, deixem-me só para sempre, tratem da vossa vida que eu trato da minha, pronto, já chega, sossego porra, silêncio porra, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me morrer descansado. Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado, eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto, eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa, deixem-me só porra, rua, larguem-me, zórpila o fígado, arreda, 'terneio' Satanás, filhos da puta. Eu quero morrer sozinho ouviram? Eu quero morrer, eu quero que se foda o FMI, eu quero lá saber do FMI, eu quero que o FMI se foda, eu quero lá saber que o FMI me foda a mim, eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo se eu tornar a ir para o hospital, pronto, bardamerda o FMI, o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe...

Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...

Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir. Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores. De quem é o carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso. Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois.

Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez. Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.

Não me resta acrescentar mais nada.
Podem ver a 2ªparte do video no meu perfil.
Um dos maiores poetas portugueses.
 
FMI de José Mário Branco

A canção do tempo

 
Se um dia fores embora o que será do verão?
Imagina como serão as estrelas,
o mar perderá seu azul.

Se um dia me deixar como será o luar?
Os céus perderão sua pureza
e todos os sonhos do mundo serão descobertos.

Se um dia fores embora
o que será dos corações e dos caminhos mágicos?
Meu bem o que será dos anjos e de nós?

Eu descobri um caminho mais longo:
o caminho do amor, das flores,
dos sonhos eternos e das noites sem fim.

Esse caminho foi desenhado com a força expressiva
dos nossos corações e do tempo.
Quando ouço a voz do tempo eu tenho muito medo do que virá.

Meu amor hoje o sol nasceu para nós dois.
Escute meu coração a tocar a canção do tempo.
Escute o tempo a transformar nós em dois sóis.

Veja lá fora o dia a nos abraçar,
uma esperança nova nos céus.
Quando o amor é verdadeiro não existem fronteiras para amar.
 
A canção do tempo