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Poemas : 

,que jaza o poema

 






“Je est un autre”
( Arthur Rimbaud)



Que a pétala escureça ainda mais a noite,
a afunde,
que pesadelos mais infames, rebentem,

(I)

e dos desejos, medos,
que terminem com a poesia,
a insepulta, num promontório longe.

(II)

Quantas vezes são as vezes que escrevo
contra aquilo de que me lembro,
e das vezes que o amor e a morte intervêm,
o tempo também,

sei que alguém me pensou, nenhures.

Se Orfeu para trás olhar, perdendo-se,
ou o eu que um outro seja,
falando, escutando,
em palavras que se imolam sem piedades,

(III)

topázios amarelos reproduzem-se,
nas entranhas da terra,
jaz o poema, amarrotado,
putrefacto.



"Forfante de incha e de maninconia,
gualdido parafusa testaçudo.
Mas trefo e sengo nos vindima tudo
focinho rechaçando e galasia.
Anadiómena Afrodite? Não:"

("Afrodite? Não" Jorge de Sena)







Textos de Francisco Duarte
 
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F.Duarte
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 27/10/2012 11:57  Atualizado: 27/10/2012 11:57
 Re: ,que jaza o poema para F. Duarte
Mesmo muito Bom.

no género

Sorriso com alma


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 27/10/2012 12:00  Atualizado: 27/10/2012 12:00
 Re: ,que jaza o poema
Mesmo diante da noite, a poesia sorri.

Um bjo