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Poemas : 

Mãos de trabalho

 
As mãos descobertas,
Pouco elegantes
Mas sempre abertas
E desafiantes
De demandas certas,
Puxam amarras amantes
De canoas incertas.

As mãos gretadas,
Duras, ofegantes
Acharam-se casadas
Com outras distantes
Que esperam fechadas
O sustento de infantes
Nascidos de nadas.

As mãos já anosas
Ditas idosas, antes,
Cuidam-se extremosas,
Apesar de uivantes
Por espinhos de rosas
Ou coisas de levantes
Castigadoras e penosas.

As mãos com dedos,
De nós ausentes,
Semeadas de medos
E desejos poentes,
Esgotadas de segredos
Continuam presentes
Para vidas e degredos.

Valdevinoxis


Nas troikas não há camaradas e da camaradagem não nascem troikas.


 
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Valdevinoxis
 
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