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A morte não vai de boleia

 
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Lá, onde a morte
Não vai de boleia
Nas asas do vento,
Estão os sorrisos.
Sorria primeiro
Pra que o mundo
Possa sorrir depois
De ti.
Lá, onde a morte
Não vai de boleia,
Floresce felicidade,
Fruto dos atos pesados
Na balança d’ouro,
Que há em cada coração
De luz.
Lá onde a morte
Não vai de boleia,
A vida se alonga no tempo,
Ungida com o elixir dos atos
Coerentes, coerentes
No dizer
No fazer
No amar à vida.
Lá, onde as vontades imperam,
A morte está d’olho
Nos pêndulos da balança
E em cada ato que dela sai.
Sorria primeiro
Pra que o mundo possa sorrir
Depois de ti, e fazer
Com que a morte
Envelheça, na hora
Da tua partida, lá pra’s
Terras dos benfeitores.

Adelino Gomes-nhaca


Adelino Gomes

 
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Upanhaca
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Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 10/01/2019 20:19  Atualizado: 10/01/2019 20:19
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Usuário desde: 23/06/2011
Localidade: Taubaté SP
Mensagens: 9249
 Re: A morte não vai de boleia
Boa tarde Upanhaca, teus versos dão a morte o enigma que esta carrega consigo, e jamais alguém a desvendou em profundidade, cada um de nós detém um conceito particular sobre a nossa finitude, parabéns pelo vosso reflexivo poema, MJ.


Enviado por Tópico
Volena
Publicado: 11/01/2019 11:55  Atualizado: 11/01/2019 11:55
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Usuário desde: 10/10/2012
Localidade:
Mensagens: 12487
 Re: A morte não vai de boleia a/Upanhaca
Um belo poema de reflexão e tomara um sorriso à partida! Um enorme abraço de amizade Vó

... de boleia leva-nos ela
mesmo se não há vontade,
para nos fechar os olhos
e abri-los se merecermos
à luz da eternidade!