https://www.poetris.com/
Sonetos : 

Chuva de 1954

 
Tags:  chuva    memória    previsão    fÁbulas  
 
Chuva de 1954

Lembro de chuvas muito duradouras
Em que chovia vários dias sem parar
Onde o feijão apodrecia nas lavouras
Pois nunca fazia sol para poder secar

Do telhado, a água saía em gárgulas
Esguichando para longe em todo lado
Parecia ser mais um conto de fábulas
Em que o mundo estava todo alagado

Esse tempo ficou em minha memoria
E talvez foi a maior chuva da história
Do meio do século passado para cá

Pois amanhecia e anoitecia chovendo
Que até hoje ainda eu estou prevendo
Que outra chuva como essa não virá.

jmd/Maringá, 05.09.19








verde

 
Autor
João Marino Delize
 
Texto
Data
Leituras
144
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.