M oldando a terra, o tempo passou, sob o olhar de quem a criou.
U ma árvore mirtácea, o Kambu'i, deu nome a este chão tupi.
N as trilhas de pedras preciosas, bandeirantes fizeram seu abrigo.
I niciando ranchos e fazendas que marcaram o tempo antigo.
C apela de Francisco Figueiredo e Joaquim Moraes, marco de fé.
I mportantes passos deram origem ao Cambuí Velho, como ele é.
P aróquia de Nossa Senhora do Carmo, em mil oitocentos e cinquenta.
I ndependência que, em noventa e dois, a emancipação sustenta.
O ntem semente, hoje cidade que sua própria história apresenta.
D iferentes fases marcaram o passado, em cada nova etapa.
E ntre estradas e novas leis, o progresso nesta terra se adapta.
C om vida cultural intensa, teatro e música em harmonia.
A brigou bandas de Lambert e Quintinos com maestria.
M oreira Salles, precursor do Unibanco, aqui sua história iniciou.
B em como Furquim Lambert, que na educação se destacou.
U lisses Capozzoli, na ciência, elevou o nome deste lugar.
I nspirando gerações com o saber que em Cambuí veio brotar.
M antiqueira imponente, com picos que tocam o céu anil.
G era prosperidade o comércio e a agropecuária para o nosso Brasil.
MUNICIPIO DE CAMBUÍ - MG
BRASIL
Geremias
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"Esta obra é um resgate lírico da identidade de Cambuí, Minas Gerais. A composição foi estruturada para ser mais que uma canção; é um documento cronológico que honra a transição do solo tupi (Kambu'i) para o polo de progresso que a cidade representa hoje.
Busquei destacar figuras que moldaram não apenas a economia, como Moreira Salles, mas também a alma intelectual e cultural da região, como Ulisses Capozzoli e a Família Lambert. A letra celebra o equilíbrio entre a fé (simbolizada pela Matriz de 1850) e a força do trabalho na agropecuária e no comércio, protegidos pela imponência da Serra da Mantiqueira.
É uma homenagem à resiliência de um povo que, desde os ranchos bandeirantes até a emancipação em 1892, soube transformar 'semente em cidade', mantendo viva a harmonia entre tradição e evolução."