Fala-me de ti...
Fala-me de ti…
Quero saber se gostas mais da noite ou da lua,
Se achas que há uma morte, uma vida que continua,
O que para ti é doce, o que te apazigua,
Para que teu espírito emane, para que a tua alma flua.
Fala-me de ti,
Conta-me os teus medos, os teus receios,
Que batalhas vencestes, o que tinhas como meios,
Para onde te viraste, onde pediste conselhos,
Onde saraste as tuas chagas, onde feriste os teus joelhos.
Fala-me de ti,
Como se de ti não retratasses…
Que paisagens viste, a que cumes já chegaste,
Por que caminhos passaste, que trilhos já atraiçoaste,
Que outros seres conheceste, que línguas já falaste.
Fala-me de ti,
Conta-me algo de diferente, fala-me da tua mente,
O teu coração o que sente, agora, antes e no presente,
Se andas triste ou contente,
Que crimes abafaste, que loucuras cometeste.
Fala-me de ti…
Pois de branco hoje me vesti,
Para ti encanto, Ser que pouco conheci,
Por isso peço, fala-me de ti!.
GHOST
Read more: http://ghostofpoetry.blogspot.com
Conversa platónica
Lado a Lado, estavam juntos sentados na areia, do céu a pérola brilhava na água.
Ao longe, a bruma que em forma
de concha, abre docemente, deixando uma brisa suave saltar.
A cumplicidade entre eles era sentida, não era emitida uma única palavra, a conversa em agudos, platónicos fluía.
No mar, oitavas cavalgantes, com ênfase nos rostos felizes.
Do outro lado da concha, existia, alguém.
Sublime virtude a cumplicidade desmedida
*
Seresteira do nosso amor
Esta noite está radiante
Não foi como ontem:
Noite, sombria fria
vestida de negro!
Quanto medo na alcova.
Sem tua companhia...
Sem o calor dos teus
beijos frementes minha alegria.
Sem o perfume do teu corpo...
senti-me como um beija-flor
sem o néctar de uma flor!
Hoje tudo é diferente cheia de calor.
Tua presença tudo, tudo é luz,
quanto esplendor o nosso amor.
Pela fresta da janela a mais bela,
meio a um firmamento estrelado.
Estrelas tantas, mas nenhuma
delas fulgura como ela a (lua).
Só o nosso amor brilha com a mesma
grandeza quão bom tê-la como seresteira.
Tão distante de mim, mas tão
perto junto a mim, alumiando
quem eu tanto amo, serenado
de tanto amor; verdadeiro céu!
Mary Jun
Março/17
Barreiros,Pe
Imagem Google
https://www.altoastral.com.br/wp-conte ... %C3%A7%C3%A3o-525x350.jpg
SILÊNCIOS
Não encontrei palavras
para te escrever
só silêncios
E no meio deles
achei um sorriso
um abraço
um olhar
um pensamento
Descobri ainda
que no meio destes silêncios
tu...
me ajudas a ser feliz.
Mário Margaride
APENAS SENTIR
Calo diante dos teus toques
Preciso senti-los perfeitamente
Adivinhar o caminho das tuas mãos
Pelo meu corpo desliza o teu corpo,
Estremeço.
Em ousada maestria
Tuas mãos vão deliciosamente viajando em mim
Fecho os olhos e
Tento eternizar o momento
E no arfar dos meus pulmões
Entrego-me inteira, incondicional.
Sem deixar o tempo se perder
Apenas este malicioso sentir.
E vejo em teus olhos o meu sentido de vida
Através deles escuto teus apelos
Entendo teus desejos.
E te acalmo com meu corpo
Abraço-te.
Minha boca envolve a tua
E num sussurro abafado entre beijos
Dissipando todos os medos
Asseguro que te amo.
...que te amo...
...que te amo...
CONTE COMIGO, MEU AMIGO...
Quando a tempestade passar
O céu colorir
Em um lindo arco-íris
Aqui vou estar
Abrigo para os teus "ais"
Serei eterna amiga
Eterna confidente
Assim como quero mesmo de você
Sentimentos confusos
Em uma mente confusa
Assim é você
Não sabe bem o que fazer
Para que te deêm o que tanto quer
Mas, meu amigo
Tanto quer
Tanto vale
Espere, mas espere confiante
Um dia, você consegue...
Quando isso acontecer
A amiga de sempre
Estará aqui
Para você contar
E com muito prazer
Te escutar...
A vida é assim mesmo
Cheia de nós, bem atados
Mas quando percebemos
Como um passe de mágica
Ele começa à desfazer
Pense nisso, meu amigo
E pare já de sofrer...
Serei a mão estendida
Para seu problema acalentar
Agora, dê a volta por cima
Esperança, há...
UMA AMIZADE DE CUMPLICIDADE TOTAL...
Visita nocturna
Esperas-me entre as brumas da noite, o corpo treme invadido pela ânsia do regresso às suas origens. Venho suavemente, como uma brisa de final de tarde, escondo-me por entre as árvores e espreito-te. Deixo que o Sol se apague, e antes mesmo que a noite se instale, passo pelos teus cabelos, afagando-os com uma brisa suave.
O céu escuro, preenche-se de estrelas, e do nada me faço gente, corpo presente. Sentes-me, abraço-te encostando o meu peito às tuas costas, minhas mãos procuram os contornos suaves da tua pele, desenhando-te colada ao meu corpo. Inalo o teu perfume, que me transporta no tempo, levando-me para lá da eternidade. Deixas-te estar, entregas o teu corpo ao meu, absorvendo cada toque que persegue os teus desejos.
A música solta-se no ar, e os corpos comprimem-se num abraço apertado, fusão perfeita de curvas e concavidades que se encaixam como peças de um mesmo corpo. Encontramo-nos por instantes numa mesma dimensão, onde os corpos se materializam e os desejos se realizam. Um momento fugaz, roubado à realidade, onde seguramos por um fio invisível o tempo, que se pára na ponta dos dedos, permitindo-nos prolongar entre um segundo e o próximo a nossa própria eternidade.
De volta a ti
Sombras e luzes, contornos suaves do teu ser. Espaço, vazio imenso onde me esperas. Na Noite rasgas o meu céu com a tua silhueta, abres-me o teu mundo com um pedaço de brilho. Alma pura, calor intenso que meu corpo absorve, naquele abraço apertado que o teu corpo me oferece.
Amo-te, assim, na inexistência física de ti, na ausência permanente que me assola. É ar, puro e fresco, que as mãos moldam fazendo-te imaculada em minha frente. És estátua, simples olhar que o vazio preenche. Utopia platónica, singela flor que esparges teu perfume na madrugada fria deste Inverno.
Tocar-te será sempre a miragem de um dia intenso de calor, que meu corpo clamará em cada passo neste deserto da vida. Beber-te, será tão só uma ideia de água fresca que nasce nesse oásis dos teus lábios. Sentir-te o toque da pele será apenas e só, o sonho de saber o gosto de ti na ponta dos meus dedos gélidos.
Mas amar, é muito mais que tudo isso, é a sublime forma de querer ter a tua alma na minha de querer e poder sentir-te em mim em cada segundo, e ter a certeza que amanhã serás completa e inteiramente minha.
No teu mundo.
Em cada pétala descubro o gosto suave do teu corpo inventado. A maciez com que deslizam os meus dedos pela tua forma, percorrendo caminhos suaves de canela e jasmim. És um mundo inteiro, que percorro sobre minhas mãos, onde habito e adormeço em cada manhã, exausto do prazer de te sentir por toda a noite, em mim. Bebo os teus fluido, água de vida, prazer e êxtase. Degusto os teus encantos, maná escondido em recantos, alimento que me dás.
Caminho sobre tua pele, nos trilhos do desejo que me deixas sentir, mergulho no mar dos teus olhos, água salgada e tépida que me abraça em lágrimas de felicidade. Minha língua adormece em tua boca, devorando a doçura dos teus lábios e assim aconchegado a ti, durmo nos teus seios. Este mundo, que gira sobre si próprio, escondendo nas sombras da noite os mais íntimos segredos, desvela-se para mim, despido de todos os preconceitos.
Entrego-me à tua geografia, sentindo as palpitações deste mundo vivo que é o teu corpo, qual flor que se agita na brisa do vento que passa. És jardim, beleza pura, ou, simples ternura que me absorve. Vivo em ti, viciado no prazer que me ofereces ao amar-te em cada dia, como se este fosse o último e derradeiro dia da nossa própria existência.
A tua realidade
Oscilações da alma, a realidade prende o sonho com correntes pesadas. Teme-se perder o rumo, a cabeça, a racionalidade. Mas o desejo chama-nos de uma outra dimensão, dia após dia, Noite após Noite. Cedemos, deixamo-nos levar. Não, não podemos, temos de racionalizar. Amo-te, minha luz de letras feita, mas não posso, não devo fazê-lo. E a realidade? Afinal és apenas um sonho de uma noite de verão. Não quero pensar-te, mas... preciso de ti!
Eu, aqui sentado neste cadeirão envelhecido pelo tempo, escuto as tuas ondulações, sinto os teus passos em frente, atrás. Acompanho-te nas hesitações, quando me amas, e quando decides que já não me queres. Não flutuo, mantenho-me firme na convicção de seres para mim quem és! Sei perfeitamente o que sempre foste em mim, o sentido que fazes na minha vida, na minha eternidade.
Sei de onde vimos, tenho a certeza do caminho que temos a percorrer, mas não vou desviar-te da tua realidade, afinal ela é limitada à vida do teu corpo, e esse jamais será meu, mas... a tua alma pertence à minha e jamais irá a lado nenhum sem me levar com ela. Espero, no silêncio da Noite, abrigado entre as estrelas de onde te observo embrenhada da tua pequena realidade.