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Poemas : 

Quindins e quinquarias - Lizaldo Viiera

 
Quindins e quinquaria – Lizaldo Vieira
Não só de novos
Boca cheirando a leite
Vivemos o mundo
Também dos afeitos bugigangas
Quinquaria
Inútil e boba que será esquecida
Até que o mundo se acabe
Coisas velhas
O cebo dos velhos livros
Relíquias expostas
Sem valor econômico
O que valha
Também do torrado de rapé
Bom de espirra
Desentupir narinas
Coisa feita
Pra curar doenças sinusites l
Gosto da velha cachaça com pindaíba
E tira gosto de jabá
Na bodega
De Zé miúdo
Rodopiando de tardinha
Nas cantigas profanas
Vosso reis pediu uma dança
É de ponta de pé
É de ‘calcanhá’
Onde mora
Vosso reis de Congo
Nas ruas de mussuca
Com o grupo São Gonçalo
Lambiscando
Lambe sujo
E taeiras profanas
Embalado ao som da arretado
Da cuíca
Pandeiro
Reco-reco
E da Caixa e ganzá
Dos mestres Luiz Americano
E dona Lalinha
Curtido no sal e prensa
Sou chegado a uma historinha
De trancoso
Tronco mágico
Do conhecimento
Da sapiência popular
Coisa velhinha
Dos barrancos sergipanos
Origem imperiosa
Daquele torrão natal
Vinda lá do cantinho a serra
Contado por seu nono
Senhor bem idoso
Contador de causos
Sobre tons e sons
Com excelente modinha
De nossa freguesia


Q U E S E D A N E C U S T O d e V I D A - Lizaldo Vieira
Meu deus
Tá danado
É todo santo dia
O mesmo recado
La vem o noticiário
Com a
estória das bolsas
Do que sobe e desce no mercado
De Tóquio
Nasdaq
São paulo
É dólar que aume...

 
Autor
Lizaaldo
 
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