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Poemas, frases e mensagens de Phalaenopsis

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Phalaenopsis

Sobre caminhos e a presença de ti

 
Não há mais anjos, nem luzes brilhantes, sinto-me estática,
inerte e vencida por obstáculos que não podem ser superados.
Tal qual diante de ebúrnea parede axiomática não progrido,
marcam-me os passos pesados a expiação de pecados.

Viandante eterna, sou caminhante das sombrias sendas,
vulto ora tênue percorrendo caminhos de pedras calcadas,
piso estepes deixando na distância antigos passeios divertidos,
esvaídos de alegres canções, proibidos agora por claras sanções.

Caminho trôpega, instável, a cabeça baixa,respiração sôfrega,
curvando-me ante à realidade que vejo inquestionável aqui
- o fim, nada sou, anulo-me diante do poder da presença de ti.
 
Sobre caminhos e a presença de ti

Sobre escrever palavras de duplo sentido

 
Resigno-me aos caprichos da Alma, deixarei as vontades escondidas sob o casaco,
mas, guardarei a imagem da chuva aspergindo pétalas de rosas,
e dos pássaros aguardando o estio para outra revoada nos céus.
Derrotada que estou, sonhos intimistas jamais serão afetados pela maior das tempestades,
a mais longa das viagens nunca tem o dia certo para se iniciar.

Talvez seja tarde demais para fazer qualquer coisa,
além de manter-me nos bastidores
- tarde demais para banhar-me na luz das estrelas
e maliciosamente escrever palavras de duplo sentido
tal ordinária que sou chafurdando na lama de anelos vãos.

Mas, deixa-me abrigar-me nos mínimos espaços,
tantos e tais espaços vazios os há como aqui;
jamais neles vi sequer uma nesga de luz bruxuleante
- dias vazios de anos solitários na intemporalidade ambígua dos pontos finais.
 
Sobre escrever palavras de duplo sentido

Silenciar e perdoar

 
A ti, só a ti revelei,medo de ventos, tempestades,
vestindo camisola branca fina,
desejosa de amor, enquanto em meus cabelos
teciam caracóis tuas mãos.
Guardei-me do sono até amanhecer,
tua alma riu brincando,
sinto a provocação, amargo ressentimento,
escondido num sorriso nas rosas entre espinhos.

Inclinando-me ainda mais, acalma-me o toque do sino,
meu coração é sensível, ela sabia,
sabia bem como fazê-lo para murchar, jogar fora, impiedosa.

Lealdade será mistério, silenciar não é perdoar,
talvez estejas esperando, sinos dobrarem vez mais,
haja flores sob o sol.
Esperando a leitura das cartas,
sobre o destino da alma que procuras vão.
 
Silenciar e perdoar

Fiz-me amanhecer quando a noite acercou-se de ti

 
Fiz-me amanhecer quando a noite acercou-se de ti,
para que soubesses que sempre terias apoio,
um ombro no qual pudesses recostar a cabeça,
confiando-me teus íntimos sonhos mais ousados.
Aqui poderias inclinar os ombros e descansar,
tua dor acalmar-se-ia na profusão das madeixas,
amainaria teu sofrimento, ouviria as tuas queixas,
da minha boca não exalaria um só sequer lamento.

E fiz-me anoitecer quando, um dia, te afastaste,
como o luar meus olhos brilharam na noite profunda,
para que soubesses que sempre haverá um caminho,
no final do qual sempre encontrarás refúgio e abrigo;
para tuas dores sempre... sempre encontrarás ombro amigo.
 
Fiz-me amanhecer quando a noite acercou-se de ti

Júbilo das flores

 
Júbilo
das flores
rosas lindas
infinitas
em celebração.
rodeadas de pássaros
alegres gorjeios
acolhendo concisos
meus risos fáceis
frutos maduros
desta paixão
 
Júbilo das flores

Sobre amores proibidos e o preço a pagar

 
Como não rememorar que na vida perdi tanto!
Reconhecendo a impossibilidade do retorno pretérito - estéril afã,
qualquer e toda impaciência será obra vã,
restando escarrada a verdade que um tempo de amar, se existiu, foi tão curto.

Vontades reprimidas advindas de platônico flerte amoroso,
não é permitido receber ardentes beijos,
urge preservar mesmo ficticiamente os direitos da esposa,
se houve pecado antes dela sepultaram-se os ensejos.

Sempre soubeste que teus prazeres eram proibidos,
à custa de intitular-me tua meretriz e favorita; da volúpia a escrava;
nessa esteira tua Alma jactando a mais pura nos sentimentos cuspiu,
a presença de ti não se revelou a mim, à outra se destinava.

Em que pesem alguns subterfúgios maquinados em cicíos nas alcovas,
foi tudo muito claro, sem palavras ditas às portas fechadas num desvão.
Não te enganes, nem queiras ver-me enganada por tua alma,
e mais uma vez reconheço quanto todos os esforços restarão em vão
alta demais esta sendo essa paga maldita para a existência do amor vedado.
 
Sobre amores proibidos e o preço a pagar

Sobre caminhos e a presença de ti

 
Não há mais anjos, nem luzes brilhantes, sinto-me estática,
vencida por obstáculos que não podem ser superados.
Tal qual diante de ebúrnea parede axiomática não progrido,
marcam-me os passos pesados a expiação de pecados.

Sou viandante, eterna caminhante das sombrias sendas,
vulto ora tênue percorrendo caminhos de pedras calcadas,
piso estepes deixando na distância antigos passeios divertidos,
esvaídos de alegres canções, proibidos agora por claras sanções.

Caminho trôpega, instável, a cabeça baixa,respiração sôfrega,
curvando-me ante à realidade que vejo inquestionável aqui,
nada sou, anulo-me diante do poder dessa presença de ti.
 
Sobre caminhos e a presença de ti

Mas era um momento de despedida

 
Tocar seus lábios,
silenciosamente,
gentilmente,
deter
a
respiração.

Tocar
seus lábios,
para ofegante
de desejo,
recuperar o fôlego,
sentindo
o bater do seu coração
junto ao meu.

Depois
de sentir vocâ
em silêncio,
sorrir triste
em silêncio,
me afastar
neste
momento
de despedida.
 
Mas era um momento de despedida

Não tenho mais palavras

 
Você continua
em meu coração
não esqueci,
jamais esquecerei.

Mas, não bata
na porta
da minha alma...
Ele não está
bloqueada não.
Minha alma
é aberta,
tão livre,
mas não tente
aproximar-se,
nem quero ouvir
suas palavras vãs.

Você continua
em meu coração
não esqueci,
jamais esquecerei.

Mas deixe-me
em reflexões,
não se aproxime
outra vez.
Não esquecei,
jamais esquecerei
mas não se aproxime
outra vez,
não quero ouvir,
não tenho mais nada
para dizer.
 
Não tenho mais palavras

Sobre algo mais e a chama da vela

 
Quando naquela noite retumbaram os passos,
apressados na névoa do mal romper do dia como cavalos num galope ensandecido,
não havia sentimentos, somente ausências.
Havia algo penetrante qual lâmina de aço, mais frio que o próprio gelo,
algo mais em meio às sombras que caíram na clareza contundente daquelas palavras impostadas
- não eram as tuas? - ora tal servas fiéis da tua Alma.

Tudo desmoronado antes do final do triste alvorecer,
restando pedaços de palavras mal escritas, num poema frio e sem rosto,
brotando da cadencia monótona das pontas dos dedos
e espargido com feixe de luz beliscado do albor da aurora incipiente
- sempre algo mais entre espinhos e rosas convidando a soluçar quem estava em silêncio.

Nada, porém sempre pode ser mantido em total segredo
e perdoo com veemência os havidos nos idos dias tempestuosos.
Se houver algo mais, dele não tenho a guarda, impotente sou para o soltar;
tua Alma insiste em atear a chama à vela
- bem sabes que o fogo que nasce depois dos pontos finais das ilusões
poderá incendiar as veredas pondo fim aos labirintos das trevas.

Tantos passos em espaços repletos dessa presença de ti,
não percebi que do lume era a luz bruxuleante,
nesta noite estéril ápice de anos solitários,
numa intemporalidade então carente do ponto final.
 
Sobre algo mais e a chama da vela

Sobre perguntas e portas de vidro abertas

 
Percebo tua Alma em pontos de luzes crivando o céu esfumaçado,
vai ela rompendo limiares do espaço correndo até as fronteiras dos milagres,
e refestelada num horizonte convexo se fixa sobre cumes de montanhas dos teus desesperos.

Tantas, tantas perguntas fazes e tens as respostas como num zodíaco!

Às palavras e gestos de paixões escondidas,
poderias sobreviver com portas de vidro abertas;
as chuvas que assolaram nos verões passados neste novo ano já não são mais certeza.
 
Sobre perguntas e portas de vidro abertas

Sobre perguntas e canções por demais entoadas

 
Vejo que me desmoronou antes do final o poema sem rosto,
porém que se apresenta sem espinhos, nem rosas,
não como a onda furiosa castigando as pedras do cais;
ei-lo isento de um mísero feixe de luz a beliscar,
mantendo sempre, sempre a boca no mais perfeito silêncio,
assim como quando falas em pontos finais e vejo que absolutamente nada aconteceu.

Como sempre e mais uma vez o sol nasce desde o oriente,
e se põe, antes aquecendo a vida das pessoas que acordam a cada manhã,
incluindo as amantes saudosas, habitantes das ilhas desertas superlotadas de mágoas,
e às cegas que assim o são porque ainda não quiseram ver a luz escarrada.

Sem mais perguntas até o final da canção por demais entoada,
celebrando paixões com palavras e gestos arrancados dos olhares famélicos,
é ela carente de alvíssaras, mas saudada pelos pássaros em chilreares festivos,
quando derrotada sei com certeza que tua Alma jamais cairá do céu:
a presença de Ti fará com que nunca cesse de jorrar essa fonte.
 
Sobre perguntas e canções por demais entoadas

Monarca

 
Monarca
 
E
eu
amo
sua boca,
tão lasciva,
lábios carnudos
cheios de tentação
convidando ao prazer,
deixando indelével marca.
lábios sensuais, mas venenosos,
como as asas da borboleta monarca.
 
Monarca

Sobre o que sou e para onde sempre volto

 
Arfo o peito com sofreguidão tentando alcançar a simetria,
mantenho a respiração malemolente em lenta cadência,
soergo os seios tentado uma posição procurando harmonia.

Então, busco na memória o toque dos teus lábios
quando o corpo treme já em volúpia por antecipação imaginada,
digressão emotiva na ciência que não mais lês alfarrábios.
Mas, estás em mim, tens-me com ocultos os poderes imensos
- fazes-me explodir, não mais irei lutar contra o anseio.

Submeto-me ao ardor, sabedora ser inútil qualquer freio,
espero só em poucos e furtivos momentos tensos,
liberta a paixão insistente em ser mais que reminiscência,
deixa-la explodir naquele ninho de tantos prazeres,
onde me tens devassada ...e indefesa na carne tu feres.
Para onde sempre volto mesmo quando me enxotas,
e com tua alma te regozijas distante, em plagas remotas.
 
Sobre o que sou e para onde sempre volto

Sobre amor e perfídia em infausta divisão

 
O sonoro "não" às carícias, aos beijos, debalde esforços, tudo em vão
- cansei-me tanto de ouvir palavras amáveis;
mentiras restaram reveladas à verdade clara, infeliz foi o apagão.

Não queiras retomar as veredas de tua Alma, nem restituir o amor de outrora;
parecia tudo perfeitamente em harmonia, de mentiras vis jamais nublado.
Há verdades perigosas com a presença de ti, revelações do passado;
a verdade que resta no peito cravada qual faca, encerra em tudo medidas inadmissíveis.

Amaste, mas não chames sequer meu nome,
nesta penumbra triste carente da fé, o amor em colapso, retornos impossíveis,
deixas-me ser amarga e dolorosa - mas vou guardar o meu orgulho.

Foste ... Ficas ai mesmo distante, priva-te do prazer de atormentar bastante,
jamais poderei perdoar a felonia, envergonho-me de infausto desempate.
 
 Sobre amor e perfídia em infausta divisão

Sobre perdoar e o dizer adeus

 
Sem laivos para perdoar, nem para dizer adeus.
Sempre serão as mesmas ações impetuosas,
perdoo sempre e sempre,
vivendo dias e noites tempestuosas,
tanto insones dizendo adeuses aos antigos sonhos.

Se não havia nada mais a ser dito, que se calasse tu e ela,
não deverias tentar me impingir palavras tuas, prosa mendaz
tentando reavivar a chama como a de uma vela.
Um amor nasce, incendeia-se e explode em êxtases;
aquela é intermitente, carente de perdão, é fugaz,
somente servirá a guiar tua Alma nos labirintos das trevas.
10052017
 
Sobre perdoar e o dizer adeus

Sobre a luz distante e as montanhas da minha solidão

 
Desculpe... Será que realmente alguém se importará,
se começar a desfiar o rosário das minhas dores?
Esqueçam a minha ânsia pela liberdade de chorar antigos amores
(sim, tenho essa fraqueza momentânea
quando no escuro abro a janela da alma liberando torrentes de lágrimas,
vertentes de angústias que correm qual arroios turbulentos
desde os cumes das montanhas da minha solidão.),
na verdade nunca tivemos uma só estrada,
essa visão existia apenas na mente quando era tão forte a presença de Ti.

Ninguém sabe o quão distante está a luz,
espalhada que ficou à beira do caminho,
lançando por vezes tênues raios sobre armadilhas,
estratagemas que a Alma rancorosa espalha ao longo do percurso.

Ninguém mais sabe que ando na escuridão,
sem palavras, sem poemas, carente da inspiração.
A luz que inundou dias e noites de regozijo teu e de tua Alma
somente me fez acordar e descobrir amargamente
uma vida na qual existem apenas as noites e os invernos.
 
Sobre a luz distante e as montanhas da minha solidão

Vou viver te de esperar

 
Eu te amo tanto,
mais do que ninguém ...
Sinto tua falta ´
junto ao meu corpo
encostado em meu ombro,
roçando meu rosto
com tua barba mal feita.
Vou te esperar,
jamais irei te trair.
Tratarei as cicatrizes
onde doem,
estarei com o corpo quente,
a te esperar... sempre...

Te amo tanto,
como ninguém te amou,
nunca...
ninguém fez
minha pele arder
e odeio dizer adeus ...
Por alguma razão
não choro,
será que sei
que vai voltar?

Sinto falta,
de sentir
borboletas no estômago,
vou esperar... sempre...
Vou viver te de esperar.
 
Vou viver te de esperar

Ressentimentos da alma em ti

 
Tua alma carrega ressentimento ansiosa,
embora a remissão em ti seja dolorida,
deixe-a se desvanecer na luz maravilhosa,
haverá nos caminhos um outro na vida.

Nela despertou forte um ressentimento,
poderá querer encontrar a paz no âmago silente,
cerrados os olhos baixos não será lamento,
subterfúgio a evitar ser o espelho refringente.

É dela o coração escurecido de nuvens ameaçadoras,
semblante pesado como que ofendido caminho,
anseia a indulgente cumplicidade de um raio de sol nas sombras vindouras,
pode voar mais alto, mas não poderá esconder o sentir num escaninho.
 
Ressentimentos da alma em ti

Daí-me um amor

 
Deus!!
dai-me
um amor?

Sentir doce...
não intoxicante,
agudo...
não punhal.

Amor quente...
mas sem fogo.
gentil...
não trivial.

30112015
 
Daí-me um amor