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Poemas : 

AMOR OU SEXO?

 
Tas a ver, o coração como é?
Tas a ver, o sentimento como ele te vê?
Tô a ver, que sou o novo Gabriel o Pensador?
Tô a pensar em mixar mais um pouco de dor?
Estou a pensar em perder um pouco de juízo
Porque a vida não te convida, mas te deixa em prejuízo.
Pensei, logo não senti.Vivi, logo vi
Que para sentir, tinha que perder a razão
Tinha que me alimentar de algo mais do que ração.
Já que nem Michael Jackson sobreviveu numa Mansão
Então, nem milhares de pedaços materiais sem emoção
Servirão de antídoto para a minha sofridão.
Pensei ser impossivel sentir-me solitário
Encravado no meio da garganta de mil ruas movimentadas,
Desta minha cidade embelezada em cada diário,
Em cada mente, destas gentes da minha terra
Da minha pátria colonizada sem guerra.
Colonizada por, negros, brancos, mulatos e muitos outros
Somos nós que adubamos isto, vivos ou mortos.
Nós ornamentamos este prédio
Amamos quem não nos ama por que não há remédio,
É o que faz a vida perder o tédio
Fazer a rotina ser mais do que uma simples rotina,
Faz uma rodinha girar mais embelezada.
Eu tive em mente mais do que uma Africana escravizada
Pensei em tudo de um jeito canibal,
Se quizeres podes chamar-me Lecter, o tal Hannibal
O tal, que quer, aprender medicina através do teu corpo.
Alexander Fleming inventou a pinicilina, daí, eu inventei Amorsexualina
Um poderoso mix de sexo com nexo e um bom porto,
Para todos os tipos de sentimentos que te deixam na esquina.
Naquela esquina, em que perdes a noção do perigo
E me amassas como uma nevada de trigo.
Eu sigo, querendo o meu bolo assim como imaginei
Porque, da Europa á África
És exactamente como pesquisei, editei e desenhei.
Se és um prédio, uma torre ou uma diaba perdida no céu
Então, vou começar a trepar em ti antes de chegar ao véu.
Para viver uma vida de Patrão,
Não preciso de nenhum Lamborghini
Nem preciso de ser um Vampiro e dormir num caixão
Só preciso te paquerar todos os dias, ser o novo Augusto Pausini.
Eu não canto, mas componho e produzo
Cada, beijo, abraço, amasso e pensamento devasso que em ti uso.
Sente agora, como beijo cada dedo dos teus pés
Como roço e passo protector salivar nas tuas pernas depiladas.
Como eu, não há mais, como Guevara também, não há outros Chés.
Antes dos pontos V´s, C´s, P´s e G´s
Tenho que continuar a caminhar por essa pele selvagem
E caçar-te, de offline, para away, de away para busy
E finalmente de busy para available, you got to fly away.
Percebe, fazer amor contigo,
Não pode ser com amor, tem que ser com dor, se não não consigo
Quem ama do coração para baixo, caminha sempre desnorteado
Enquanto eu, eu chacino na horizontal a procura do despovoado
Para construir aquilo que muitos não sabem possuir
Afinal de contas, o sexo é o que faz o sangue ebulir.
Agora sei o que Michael Shumacher sentia, quando acelerava em curvas perigosas.
Foi preciso, passar as minhas mãos pelas tuas curvas vertiginosas
Para sentir aquele friozinho na barriga e suspirar de alívio
Por ter escapado ileso, mesmo com a boca em dilúvio.
Olhando para ti de cima, faz mudar o clima
É como ir por livre e expontânea vontade pisar uma mina
Ver fogos de artíficio de madrugada, de dia e de noite.
Quero usar contigo, todos os Kamasutras
Já sabes como é que eu funciono, então sabes que não me assustas
Não sou dos que poupam porque amam e veneram
Até podes ter tudo de mim, mas não toca nas minhas loucuras.
Assim como és, muitos homens já te tentaram escravizar
Mas eu, por ser anormal, quero deixar-te rolar pela descida
Para te ver desafiar a física e voltares ao ponto de partida.
Ouvi que tudo que voa, vem para baixo de vez em quando
Se for assim, então não me cortes as asas, porque não estas perdida
Deixe-mo-nos voar, porque no fim, juntos, teremos sempre o nosso momento.

Tintsuna

 
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Tintsuna
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