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Prosas Poéticas : 

The Source (A Fonte)

 
The Source (A Fonte)
Até onde me podem levar as palavras?


Nós homens lutamos anos a fio
Por conquistar tudo que gira a nossa volta
Como se as respostas de tudo, estivessem a solta
Como se fosse menos importante, o nosso próprio rio
O nosso poço, nem mesmo um esboço do nosso fosso
Serve de alerta, neste mundo onde a imagem é tudo.
Se a tua família é de boa linhagem, então é mais que tudo,
Sobretudo, se as aparências forem mais do que ilusórias,
Revestidas de falsas glórias embelezadas por grandes jóias
Uma autêntica vida de Lord, sentado num BMW ou Ford.
Um pensamento relativista, abafa o absolutista,
Enquadra-te na vida quotidiana e faz-te ser mais realista
Dá-te pistas dos caminhos a trilhar ou mesmo listas
Com uma ordem de chegada a respeitar até sermos finalistas.
Neste meu caminho, neste meu périplo
Pelas terras de Deus, Allah e os de mais que o povo fala
Tenho rodopiado sobre mim próprio nesta grande sala
Grande palco da vida, sem que consiga ver o meu equinócio
Que é quando o sol passa pelo equador
Fazendo os dias ficar iguais às noites.
Até agora, não encontrei Ghandi, para ser meu mediador
Para fazer com que a minha alma e mente sejam só uma.
Não sei se tenho que me converter a Rastafari ou puxar duma
Boa Cannabis, para poder sentir aquele
One love de Bob Marley.
Só sei que para poder alcançar aquele
I have a dream do Dr. King
Vou ter que ser mais Canibal que Idi Amin,
Subir numa Harley
E aprontar-me finalmente para este casamento
I am ready for the ring.
Alguém me disse que matou e comeu um adversário
Para poder interiorizar a sua força,
Meio a força, decidi fazer isso comigo próprio
Depois de umas boas bombadas de ópio
Comecei a comer-me a mim próprio á força.
E vi que tinha um pesadelo, uma visão escura de dia.
Enquanto via o estado da mesma nação que um dia via
Grandes homens lutar por uma terra, sem medo de morrer
Perguntava-me se era capaz, do mesmo fazer.
Nem nos maiores pesadelos de Mondlane e Samora
O governo Pandzava e Dzucutava a deixar o povo à nora
Sem rumo, presos no cume do cúmulo da pobreza.
Depois de ler um pouco de Samora, finalmente percebi
Que o sentido de uma guerra, é a vitoria em mim
É poder dizer que lutei e á pressões, eu não cedi
Mesmo quando cheira a morte, a uma batalha diz-se, sim!
Sei que estou confuso mas procuro seguir uma ideologia
Que me restitua os valores antigos
Que a sociedade repudia,
Sei que para isso terei que usar
Uma abordagem diferente
Das que me propuseram investir em mim próprio,
Sei que terei que cuspir sobre a imagem
Que a TV te põe na mente
Cortar as antenas que sintonizam
Essas frequências desordenadas
E vestido do jeito mais rasca
Vou ver a minha mente saltar da casca
Vou arranjar um novo sócio no próximo equinócio!
A minha vida, é a tua vida, aqui não há castas
Se sentes o mesmo que eu, leva-te contigo próprio
Nessa busca pela verdadeira fonte de tudo, a ida
É a um preço justo, custo justo, um corte justo
Nas futilidades materiais em que atolaste o teu busto.
Vou viver na selva
Vou reformular a trajectória da minha vida
Vou permitir a minha mente, ser obesa sem comer comida
Sem beber dessa manobra de marketing cáustica
Vou entrar em Celibato com esta realidade plástica.
A minha veia artística, será a fonte do meu empossamento
Será a ponte, para uma passagem gloriosa por esta selva.

 
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Tintsuna
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