É madrugada,
com uma forte neblina
cinza
e nua.
Pura
e calma.
Vejo
apenas
o que ela
me deixa ver.
Olho para o chão
para saber
onde pisar.
É doce
o que sinto.
Ela
me acalma,
e ao mesmo tempo
sinto frio.
E o abraço
que eu desejo
está longe,
bem longe,
em algum lugar.
Estou
no meio
da neblina.
Não vejo
nada
além.
Não consigo mais
ver
meus pés.
Vejo
neblina,
neblina,
neblina.
Estou
com frio.
É apenas
o que
sinto.
o poeta ea solidão