Hoje eu acordei cedo demais…
Olhei as montanhas…
e, atrás da bandeira, estava o sol.
Meus dias… eram dias de loucuras.
Repetia sempre as mesmas coisas…
e escutava também as mesmas palavras.
Era como o arado de meu pai,
em nossa fazenda…
sempre na mesma direção…
para não perder as oportunidades
de um tempo que nunca iremos controlar.
Queríamos que a chuva caísse do céu…
sempre que o arado terminava de rasgar
a velha terra…
de muitos arados passados.
E, sempre, ao final do dia…
olhava a mesma montanha…
Não entendia por que fazia isso todos os dias…
Nada mudava.
Cada dia era um sonho de loucura:
ou vivia a loucura na minha carne…
ou ela era a loucura de outros loucos…
tentando transformar tudo em loucura.
Passei meses olhando o mesmo sol…
de um dia atrás de uma bandeira…
Esperando vestir uma camisa de força…
estar pronto para ser louco…
e ser conduzido por loucos
de pensamentos loucos…
e se apaixonar pela loucura…
apenas por não ter
a loucura de desistir!