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Poemas, frases e mensagens de Rafaelcarma

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Rafaelcarma

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Das coisas que não sei

 
Entre tudo que sei
E o que decidi não saber,
Está o que vivi
E o que deixei de viver.
Das coisas que tentei
E das que ainda tento,
Estão as que guardo
E as que joguei no vento.
O tempo leva tudo
E tudo leva tempo,
Do que não existe
E do que eu invento.
Das coisas que não sei
E das que não explico,
Está uma confusão
Onde as vezes fico.
Entre tudo que busquei
E o que não interessa,
Há o que fiz bem
Quando não tive pressa.
E as memórias marcam
Tudo que vivi,
Elas sempre provam
Que existo ou que existi.
Entre as coisas que sempre soube
E das que aprendi,
Existe um paradoxo
Que nunca entendi.
Não posso saber
Algo que não sei,
Não posso escrever
Algo que não pensei.
Existe a voz da razão
Que me explica,
Dizer o que não sabe
É apenas ilusão.
Se não pensei
E não vivi,
Não escrevi
E este poema não existe.
 
Das coisas que não sei

A longa espera

 
Eu ainda espero.
Espero por teu beijo,
Espero teu abraço.
Espero teu conforto,
Fuga do meu cansaço.
Me diga...
Por que ainda te espero?
Fazem anos, o que diabos quero?
Eu ainda espero...
Espero na mesma esquina
Em que você me deixou.
Restou de mim apenas sua parte,
Eu era apenas a cortina.
Ainda quero tuas palavras,
Até mesmo as tuas lágrimas (quando vires
O que me tornei).
Nós seremos assim?
Um poço sem fim
De algo inacabado.
Estou quase confirmado
Em não poder
Te ter.
Perder as esperanças
É a tarefa do dia.
A tarefa de todos os dias.
Me diga,
Por que ainda espero?
 
A longa espera

Apolítico?

 
Apolítico - Apoético - Amedrontado ?
Sou a eterna falha do Estado
em "educar" os seus eleitores.
Fascista - Nazista - Comunista?
Sou o motorista da minha própria
vida, e estou bem com isto.
Defendo os direitos que são naturais
aos homens, não os artificiais.
Pessoas amorais costumam cobrar
um perfeito julgamento moral de todos.
Ressentido,
creio ter me adaptado aos tolos.
Sou foragido em uma realidade
quase totalmente homogênea.

Nota

Desculpem o meu "sumiço". Estou bastante ocupado ultimamente, mas continuo escrevendo. Talvez seria uma boa fazer um evento sobre poesia política, é meu assunto favorito e estou escrevendo bastante sobre ele.
 
Apolítico?

99

 
Enquanto se espera,
a hora vai passando...
Algum dia acharemos,
mas não por enquanto.
 
99

De mim para mim mesmo

 
Que desperdício de mim,
Assim nem mesmo além,
Aquém do meu objetivo,
Subjetivo sempre serei,
Rei de algo que não sou eu.
Quem eu era?
Espera, desperdício concluído,
Esquecido da declaração,
Decepção.
Decepção.
Quem eu fui?

Não, é mais que isso.
É uma completa difamação de min para comigo mesmo.

É a ausência total da minha personalidade.
Barbaridade pelos bárbaros selvagens,
Altas voltagens me preocupam.
Desculpam toda essa ausência
Com mais ausência.
A insistência pela mera não
Desistência.
A decepção que sou para
Min mesmo.
Esmo, estou só.
Agulha de ló,
Cá é tão agitado.
Rejeitado, me sinto perdido
Tanto quanto um peróxido.
Óxido combustível é
Invisível para o coração.
Tenho na mão a mais bela
Sacanagem de mim para comigo.
Bandido, vendido a leilão na
Selva natal.
Animal, como quase todos
Os humanos.
Reclamo a amizade continua
De mim para comigo!

Mas, de mim para mim mesmo,
Onde estou a navegar?
Detalhes são tão pequenos para
Se ver.
Escrever é quase como desabar,
Mergulhar num poço sem fundo.
Não, preciso melhorar.
Existem teses tão confusas
E abstratas, tão difusas.
Concluo que essa não é
A bela verdade do conluio.
Intuo, mas o que é a
Intuição?
Ah!... A linda defesa
Da minha existência...
Decadência de mim para mim mesmo,
Indecência de não ter decência.
Inutilidade que tenho para comigo,
Seria melhor não tenho existido?
Mas ainda existo!
Triste fardo do homem existente.
Está cansado de tanto existir,
Está com a fútil virtude moderna.
São milênios de civilização,
O homem moderno já cansou.
Não quer ver a realidade,
Já quer até sonhar acordado.
Na ânsia de não existir,
Acaba existindo.
Desistindo de subir ao
Paraíso sereno.
O lugar extremo da alma tranquila.
Quer criar o paraíso terreno
E descansar a alma aflita.
 
De mim para mim mesmo

Traduções

 
Me utilize numa equação;
talvez, até, numa solução.
Deixe-me diluir neste lugar;
por favor, me deixe acordar.
Perdi o trifosfato de adenosina,
levantei e me deixei na esquina.
Me traga um chá de repolho,
coe minha vida, fure meu olho.
Pitágoras calcula minha vida.
Lennon, há uma saída?
Lucy está com os diamantes?
Uso genética e sigo adiante.
Conhecimentos que não conheço;
anoto tudo, mas esqueço.
Jogue-me numa probabilidade,
calcule a minha solubilidade.
Os gráficos mostram a velha
sensação de desconforto...
Seguirei a relatividade geral
até que eu seja morto!
As minhas leis naturais
descansam em meu cansaço.
A ciência, meu prazer eterno,
está permeada de mormaço...
 
Traduções

Patrícia

 
Seria, então?
Qual seria?
Diria eu que um dia seria?

Tornei-me outro de mim.
Fiquei mais velho, quem diria!
De um tempo em que fingia,
Dizia ser quem não era.
Tornei -me! Sou aquele que supera.

Mas queria?
Saber se disso gostaria...
Obedeci instintos,
Sabia que ninguém entenderia.
Nem eu mesmo entendi.
Vi que era bom, fui.
Não vejo mais aquele que via.
Sou hoje melhor que antes,
E nem achava que melhoraria!

Como um rio, fluí.
Antes eu apenas me esconderia,
Daria desculpas.
A culpa de tudo era minha própria.
Não achava que perceberia,
Ela percebeu por mim.
Ah!... Ninguém sabia...
Que só o toque dela...
Seu beijo...
E tudo mudaria!

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Patrícia

LONGE

 
Estou tão longe...
Longe de tudo que temi
E de tudo que amei.
Longe do que critiquei
E do que aplaudi.
São apenas sensações agora,
Apenas memórias.
Guardo todas essas histórias,
Elas fazem parte de mim.
Assim pretendo viver: fui, sou e serei.
A escalada para ser rei;
Não de reinos, mas de si.
Rei de sua vida, senhor de seus atos.
De todos os fatos, digo um:
O passado dá sentido ao presente.
Posso estar longe de tudo que fui,
Perto do que irei ser.
A saber: tudo ainda faz parte de mim,
A história nunca tem fim.
 
LONGE

Luz

 
E brilhando como a luz do sol,
Mágico como em um sonho,
Um homem só trazendo a paz,
Sua capa branca e espada de aço.

Um maço de todos os sonhos,
Jamais deixando alguém para trás,
E nem todos os adjetivos que ponho,
Refletem sua grandeza, sua luz.

Carregou a cruz e toda a humanidade,
Abriu os olhos que estavam fechados,
Curou a todos que o procuraram,
Pediu que ficássemos apenas em paz.

Somos ingratos ao que Ele faz,
Somos como os que o torturaram.
Somos tão abençoados...
Mas sempre preferimos a maldade!

Triste é o humano que sabe a verdade
É se recusa a aceitar ela!

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Luz

Pare

 
Quais são as razões?
Se nunca tivermos
o que queremos ter...
ou se num devaneio,
não quisermos mais nada...

Pra quem falar,
se estamos mudos
e sem outra jogada?
Parecia a solução,
mas é uma cilada.

Isto é viver?
No fundo dos seus olhos,
eu vejo sua dor.
Toda a sua solidão,
confundida pelo amor.

É tão confuso
que até rima.
O que é amar?
Talvez se apaixonar
é estar doente da mente,
é negar a razão.
 
Pare

Através da Mente

 
Minha cabeça está fervendo,
Fervilhando ideias nada.
Minha querida velha espada,
Que já não pode mais lutar;
Quietos estão todos,
Mas não posso me aquietar,
Minha mente já não para,
Já não sei como parar.
E aos poucos percebendo,
o motivo ou intenção,
Vou aos poucos me movendo.
Procurando uma extensão.
Mas com o tempo vou esquecendo,
Procurando me esquecer,
Pois procuro uma razão,
E sem razão não vou viver.

Nota
Passei um certo tempo para achar uma categoria que seria mais "correta" para este poema, mas acho que 'alegria' é o que se encaixa mais.
Espero que apreciem o poema!
 
Através da Mente

Errado

 
Vai dar tudo errado.
Até seu verso
Não vai dar certo.
Voce vive
Para não viver.
Voce não serve,
Não tente entender.
Seu brilho
É apenas lembrança.
Perdeu seu "eu"
E a esperança.
Tudo o que faz
É detestável.
Não tente sequer
Dar um sorriso.
Seu grito
Soa como um silêncio.
O seu flagelo
É como um mito.
Uma grande lenda
Do que nunca foi.
E nem tente inverter,
Porque nunca vai ser.
 
Errado

Avalanche

 
Como em uma avalanche,
Sentimentos em profusão infinita.
Que tristeza sincera,
Tão pura e bonita que sinto.
Minto se falar o contrário,
Sinto tão profundamente...
Pensamentos vão e voltam,
Falam acerca do meu presente.
São eles que mentem,
Posso eu confiar na minha mente?
Sinto-me cada vez mais distante,
O instante bom já passou...
Meu dia se passa como em
Uma tonalidade menor,
Todo o campo harmônico é triste.
Ah!... Sou aquele que estraga tudo o que existe.
Tudo que faço é errado?
...
A bela profusão de palavras...

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Avalanche

Nauseado

 
Estou nauseado, sinto o mundo pressionar-me.
O mundo pesa como uma tonelada de ácido sulfúrico.
O tempo parece estar estático ao meu redor, há anos.
Minha mente divaga sobre as coisas que não foram.
Coisas que nunca foram materialmente, apenas no mundo das idéias.
O que restou de mim nesta lápide de carne e osso?
Por que isso me perturba tanto quanto todo o resto?
Estou nauseado, o mundo dá centenas de voltas a cada momento.
 
Nauseado

Máqui, na

 
Sim, mais uma vez.
Repetindo e sempre fazendo,
Vida dura de máquina.
Maquinas não sentem,
Nem vêem o pôr do sol.
Na catedral com abertura em arco,
Não entramos.
Não somos humanos,
Não temos vida.
Sim, façamos de novo.
Uma máquina não se cansa,
Não temos esse privilégio.
Tomemos óleo,
Alimentemo-nos com energia.
Ambiente úmido e insalubre,
Máquina não pode ver.
Meus olhos vertem lágrimas,
Elas queimam meus circuitos;
Tanto faz, não tenho esperança.
Mas máquina não chora.
Ela apenas faz.
Faz de novo.
Continua a fazer até o infinito...
 
Máqui, na

Aquela moça

 
Não, aquela moça será minha.
Sozinha, quebra os tabus.
Sozinho, sonho com ela.
Uma aquarela de sentimentos,
É isso que ela me trás.
Sou capaz de atravessar o mundo
Ao primeiro sinal de amor dela.
Mas nesta aquarela eu pinto sozinho,
Sem o carinho que eu teria dela.
Sou aquele que espera após a desesperança,
A pujança pode vir depois da miséria.
Aquela moça tão doce...
Aceitaria o que quer que fosse.
Fosse amor ou não fosse,
Talvez eu fosse até ela.
Construiria uma passarela
Para ela passar para minha vida.
Qual a saída? Ela me interpreta mal.
Um sinal, qualquer que fosse...
Ela é uma fortaleza de indiferença,
Uma sentença para nós dois.
Condenados a um depois
Que sei que nunca virá.
 
Aquela moça

Um grau abaixo

 
Estás uma eternidade abaixo,
o que há com as janelas?
Decerto, tenho agonia nelas,
não consigo apreciar tudo.
Polícia kármica em veludo,
sinto que irei desmaiar.
Estou em qual lugar
que nem consigo me ver?
Ah!... É preciso vencer
mesmo sem disposição...
Determinismo em posição,
impede o entrave final.
Guerrearei sem pausas,
tal qual doentes de esperança.
Tendo em mente as mudanças,
argumentarei comigo mesmo.
Talvez eu fosse até preso,
sendo meu próprio inimigo.
A polícia apontaria a arma
e destruiria meu karma.
Janelas e outras besteiras,
tudo o que permeia o tédio...
Levo um tiro sério
da minha própria caneta!
 
Um grau abaixo

Pelo fim dos tempos

 
O silêncio é ouro
Que nunca se explica.
O silêncio é prazer
Que sempre se pratica.
O silêncio é a torre
Que sempre te protege.
Pela patética existência
Da verdade buscada a esmo.
Procuramos o gerne
Da lei que o rege.
O silêncio é o Deus
Que se esconde nos muros.
Queimamos uma madrugada
Buscando tentar entender.
E sempre que nos questionamos
Nos entendemos como burros.
A historia em nossa testa
É um hiato para ocultarmos.
A adrenalina do silêncio
É a casa de pensamentos vazios.
Não conseguimos ver,
Pois estamos solitários, desmotivados e sombrios.
 
Pelo fim dos tempos

Ah!...

 
Desconcertando as letras,
Ele vai deixa-la mal.
Como um pássaro,
Que não pode mais voar,
Mas é o que mais quer,
E fica mal por isto.
É pegar ou esquecer,
Isto vai deixa-la mal.
Não temos mais controle,
Sobre esses tais sentimentos.
Talvez seja algo muito ruim,
Ou não seja nada demais.
Quebremos estas paredes,
Ele está com medo,
É sua chance de fugir.
Não diga que voce pertence,
Diga o que voce não diz,
Porque ele vai te deixar mal,
E voce ficará com medo,
E não terá mais como sair.
 
Ah!...

Androide

 
Deixaste a porta aberta,
terei a minha liberdade
para pensar por mim?
Mataste a minha alma,
prefiro pular de um
precipício, para não ficar assim.
A fome, a miséria, as crianças...
Levaram embora as miinhas
lembranças, e meus protestos
também!
Não posso mais andar,
pois o meu cérebro é um refém
desta realidade sórdida.
Tal qual a sabedoria mórbida,
sou desprovido de 'saber',
fica apenas devaneios.
Um novo robô com receios,
sem carinho ou sentidos,
desprovido de amigos.
Saí de tua teia, estou na rua...
A chuva me permeia e
queima meus circuitos.
Ademais, deixo uma bolsa...
Cheia do vazio que sou
e um mapa em branco
de onde vou.
 
Androide

Rafael Carneiro