https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de Rafaelcarma

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Rafaelcarma

Através da Mente

 
Minha cabeça está fervendo,
Fervilhando ideias nada.
Minha querida velha espada,
Que já não pode mais lutar;
Quietos estão todos,
Mas não posso me aquietar,
Minha mente já não para,
Já não sei como parar.
E aos poucos percebendo,
o motivo ou intenção,
Vou aos poucos me movendo.
Procurando uma extensão.
Mas com o tempo vou esquecendo,
Procurando me esquecer,
Pois procuro uma razão,
E sem razão não vou viver.

Nota
Passei um certo tempo para achar uma categoria que seria mais "correta" para este poema, mas acho que 'alegria' é o que se encaixa mais.
Espero que apreciem o poema!
 
Através da Mente

Nauseado

 
Estou nauseado, sinto o mundo pressionar-me.
O mundo pesa como uma tonelada de ácido sulfúrico.
O tempo parece estar estático ao meu redor, há anos.
Minha mente divaga sobre as coisas que não foram.
Coisas que nunca foram materialmente, apenas no mundo das idéias.
O que restou de mim nesta lápide de carne e osso?
Por que isso me perturba tanto quanto todo o resto?
Estou nauseado, o mundo dá centenas de voltas a cada momento.
 
Nauseado

99

 
Enquanto se espera,
a hora vai passando...
Algum dia acharemos,
mas não por enquanto.
 
99

O Coqueiro

 
O Coqueiro
 
O coqueiro discursa,
mas ninguém ouve.
Nem os que usam,
amiúde, sua sombra,
perguntam o que houve.
Todos os cocos saem,
trilham seus caminhos.
mas o coqueiro, coitado,
não sai do seu lugar.
Condenado a ficar,
nunca se encontra,
mas sempre desconta
onde não pode alcançar.
E além de tudo isto
ainda há um porém:
ele pode ver todos,
mas não é visto
por ninguém.
Coqueiros em abundância...
Quem seria ele?
Apenas mais um...
Apenas um!
E assim como o coqueiro,
somos mais um.
Um pedaço pequeno
de toda a humanidade.

Nota
Geralmente as pessoas não costumam comentar nas coisas que publico(há exceções, claro). Decerto a Rafaelfobia está se propagando no mundo inteiro.

kkkkkk. Espero que apreciem!
 
O Coqueiro

Desânimo

 
Quebre o meu coração, deixe-me voar livremente por um lugar aonde eu realmente não quero estar, talvez até, possa enxergar o valor real das coisas que tenho perdido pouco a pouco. Nós não percebemos, mas todo dia nos é arrancado um pedaço, ou adicionado um pedaço, mas isto é para aqueles que possuem sorte, não para azarados como eu. Salve-me, o mundo já cansou de dar voltas e mais voltas esperando que você venha até aqui me tirar deste lugar tão escuro e tão sombrio, que acho que até mesmo o pior dos espíritos sequer passa por perto. A apatia que me cobria e me confortava, já não é mais tão forte, e com o tempo ela vai dando espaço para um inimigo que a tempos eu não tenho visto, a depressão. Esqueça o que de mais importante você tenha para fazer, pegue a chave e abra esta porta que há entre mim e a felicidade, destranque todo este amor que eu sei que ainda está em mim, por favor, faça isto rápido, não sei se aguentarei muito tempo tendo que viver de minhas ilusões, o mundo já me puniu bastante por fingir. Acho que este é meu adeus final, espero que nunca mais eu tenha que ver essa pessoa que vejo sempre que estou na frente de um espelho, esta pessoa que tanto me assusta e tanto me dá pena, essa pessoa que está tão perdida que nem mesmo sabe por onde começou, essa pessoa que parece mais um condenado do que um civil livre e liberto. Olhe bem, eu tenho tentado há um bom tempo sair daqui com minhas próprias forças, mas tudo isto tem sido em vão, sequer consigo mais enxergar a tal da luz no fim do túnel, acho que pouco a pouco estou perdendo a minha esperança, e como a esperança é a ultima que morre, acho que eu estou muito perto de acabar com esta minha apática existência, que é tão insignificante como um graveto que está na segurança de uma árvore, mas nunca ousou sair de lá, porque ele nunca quis correr o perigo que corremos no mundo afora. Acho que os ladrões não impõem tanto medo quando nós mesmos, acho que somos nossos próprios inimigos, e não adianta fugir, isto é uma realidade que sempre vai existir, uma verdade que nunca mudará, não importa o quanto o tempo mude.

Nota
Já repararam que minhas notas são, com certeza, as piores dentre os textos do Luso-Poemas?
Espero que apreciem o texto!
 
Desânimo

Pelo fim dos tempos

 
O silêncio é ouro
Que nunca se explica.
O silêncio é prazer
Que sempre se pratica.
O silêncio é a torre
Que sempre te protege.
Pela patética existência
Da verdade buscada a esmo.
Procuramos o gerne
Da lei que o rege.
O silêncio é o Deus
Que se esconde nos muros.
Queimamos uma madrugada
Buscando tentar entender.
E sempre que nos questionamos
Nos entendemos como burros.
A historia em nossa testa
É um hiato para ocultarmos.
A adrenalina do silêncio
É a casa de pensamentos vazios.
Não conseguimos ver,
Pois estamos solitários, desmotivados e sombrios.
 
Pelo fim dos tempos

Pessoas tristes perguntam: por que?

 
Talvez você minta
e nunca sinta
como se fosse real.
Tudo acaba no fim,
mas o que será de mim
quando eu estiver mal?
Cultivo esta solidão,
maltrato meu coração
como se fosse normal.
Abro outra ferida,
me desapego da vida e,
na raiz, arranco o mal.
É mais fácil cair,
quando não se pode subir
ou tentar de outro jeito.
Eu não espero melhoras,
pois já fazem horas
que corto meu peito.
Não consigo lembrar
das pessoas e do lugar
onde eu desisti.
Já não quero saber,
até parei de tentar
provar que já existi.

Nota
Aquele momento em que você se sente uno com o vazio.
 
Pessoas tristes perguntam: por que?

Poema sem nome

 
Um passo após a porta
nós não teremos saída.
Nesta realidade torta
damos valor à vida.

Idiotices, tolices, miragens...
Qual o valor das paisagens?
Qual o sentido do tempo?
Ah!... Seus cabelos ao vento...

Sentimentos em um furacão!
Sinto meus neurônios
furtarem a minha força,
pois já estou na tua mão...

Alegrias em concertos
ou até mesmo sem jeito.
Depois da porta não se sabe,
não se sente ou sente muito...

Sem um sentido idiota
ou uma memória distorcida...
A semente não revivida
reverbera pelo ar...
 
Poema sem nome

NÃO ABRAM!

 
Não abram as portas do meu coração!
Eu sempre estive sozinho...
Não quero tentar ser algo além disto,
deste desperdício de matéria que sou.
Desperdício de palavras que são escritas
por mim, perdem-se totalmente...
E se um dia eu realmente estiver vivo
como todos os outros?!
Uma total ilusão acreditar nisso.
Tudo ao meu redor é cinza, sem graça,
sem nexo, condenado à mim.
Por que perco meu tempo sendo eu
mesmo? Que tolice!
NÃO ABRAM AS CORTINAS!
Está tão confortável apenas ficar
sentado no sofá, enquanto não vivo.
A escuridão, que não me incomoda,
virou minha companheira.
Aceita viver nessa mediocridade que é
a minha vida, grande amiga!
Gostaria de ter coragem de sair daqui
e conseguir olhar para o mundo.
Embora eu esteja lúcido, me sinto
entorpecido pelas minhas palavras.
Tudo em mim é desleixo, até mesmo
o ar que respiro é relaxado.
NÃO TENTEM ENTENDER!
Eu tenho certeza que não possuo
valor algum para vocês.
O que há com esta casa? Por quê
ela parece tão vazia? ...
A melhor definição para vazio é
o meu nome...
Sou aquele que some na inultilidade
do próprio ser.
Talvez eu seja o próprio flagelo da humanidade...

...
 
NÃO ABRAM!

Revolucionários

 
Eles lutaram,
Maa por uma causa perdida.
Eles tentaram,
A virtude esquecida.
Vieram como loucos,
Banhados em superstiçoes.
Mesmo sendo poucos,
Estiveram em todas as estaçoes.
Eles não tinham tempo,
Mas tinham vontade.
Eram leves como o vento,
Mesmo com pouca idade.
Deixaram a vodca na sala,
Falaram sobre pistolas.
Nunca mais vi aquelas caras,
Mas ouvi suas historias.
O que é a gloria,
Senão um veneno da alma?
 
Revolucionários

Errado

 
Vai dar tudo errado.
Até seu verso
Não vai dar certo.
Voce vive
Para não viver.
Voce não serve,
Não tente entender.
Seu brilho
É apenas lembrança.
Perdeu seu "eu"
E a esperança.
Tudo o que faz
É detestável.
Não tente sequer
Dar um sorriso.
Seu grito
Soa como um silêncio.
O seu flagelo
É como um mito.
Uma grande lenda
Do que nunca foi.
E nem tente inverter,
Porque nunca vai ser.
 
Errado

Apolítico?

 
Apolítico - Apoético - Amedrontado ?
Sou a eterna falha do Estado
em "educar" os seus eleitores.
Fascista - Nazista - Comunista?
Sou o motorista da minha própria
vida, e estou bem com isto.
Defendo os direitos que são naturais
aos homens, não os artificiais.
Pessoas amorais costumam cobrar
um perfeito julgamento moral de todos.
Ressentido,
creio ter me adaptado aos tolos.
Sou foragido em uma realidade
quase totalmente homogênea.

Nota

Desculpem o meu "sumiço". Estou bastante ocupado ultimamente, mas continuo escrevendo. Talvez seria uma boa fazer um evento sobre poesia política, é meu assunto favorito e estou escrevendo bastante sobre ele.
 
Apolítico?

Desalento

 
Enquanto tentamos apenas
Ficar em pé.
As pessoas ousam, a esmo,
Se equilibrar.
Seremos os únicos a abrir
Nossos olhos?
Somos pequenos frutos
Da geração perdida.
Iremos falar algo que
Não nos disseram?
Pododeríanos seguir por aqui
Até o túmulo?
Estou desistindo de tentar
Entender tudo.
Deixemos que nos matem
Agora mesmo.
Iremos cair e acabar do
Mesmo jeito.
Seremos aqueles que deixaram
De tentar.
As pessoas que não sentem
Não podem entender.
Vamos nos arrastar pela
nossa vida.
De que adianta viver estes
Dias tolos?
As pessoas que vivem
Irão nos julgar.
Mas elas não entendem que não
Achamos lugar.
Se fossemos desenhar agora,
Não sairia nada.
Estamos a poucos metros
De acabar tudo.
Estamos desistindo desta
Nossa existência.
Peço desculpas se não fizemos
Algo útil.
Peço desculpas por sermos
Este desperdício.
Até porque ser inútil em tudo
É nossa dádiva.
Sempre estivemos morrendo
Aos poucos.
Nunca iremos aprender
A viver.
Vou acabar com esta grande
Idiotice.
Nunca iremos marcar nosso nome
Na historia.
Nunca iremos..
Nunca iremos..
Este é o trite destino que
Nos espera.

Nota
Já fiz e refiz esta nota mil vezes! Não sou muito bom com descrições...
Espero que apreciem o poema!
 
Desalento

Me chame de volta, brilho do sol

 
Das coisas que nunca foram,
Esta nunca foi o que deveria ser.
Com as mãos cruzadas,
Pergunta-lhe sobre o que não conversaram.
Você diz precisar disso a todo momento,
Quem dera fosse uma verdade.
Saudade dos tempos que nunca vieram,
Nunca souberam da mentira em seus olhos.

Nós andamos milhares de metros,
Paramos ao lado de lugar nenhum.
Em momento algum pensamos em algo além da matéria,
Uma discussão seria acerca do que não fomos.
Nós perdemos o que nunca tivemos,
Os pássaros cantam a canção que nunca compuseram.

Em uma outra realidade, talvez, sejamos algo além de nós.
Quem dera poder transcender quem eu sou,
Perder-me-ia em mais versos soltos.
O mundo é extremamente grande para bilhões de solitários,
Sou apenas mais um deles e tento seguir seus passos.
A solidão acompanha-me sempre,
Talvez ela acompanhe a nós todos
Tolos, estão todos perdendo o tempo com enormes insignificâncias.
Nasci, mas a cada dia que eu estou vivendo, continuo morrendo.
 
Me chame de volta, brilho do sol

União

 
Nas épocas de império,
estavam nos trilhos
todas as árvores.
Estavam nas árvores
todos os carros.
Estavam nos carros
todas as armas.
Estava nas armas
a nossa paz.
Agora na república,
Está no voto
todo o poder.
Está no poder
todo o medo.
E este mesmo medo
está nos corações.
E nos corações
está toda a fome.
E toda a fome
está na vida.
E em toda a vida
estamos nós mesmos!

Nota

Considero que este foi um dos melhores poemas que eu já escrevi em minha vida. Está repleto de metáforas, com as quais eu tento expor o modo que eu vejo o mundo. Espero que apreciem!
 
União

Androide

 
Deixaste a porta aberta,
terei a minha liberdade
para pensar por mim?
Mataste a minha alma,
prefiro pular de um
precipício, para não ficar assim.
A fome, a miséria, as crianças...
Levaram embora as miinhas
lembranças, e meus protestos
também!
Não posso mais andar,
pois o meu cérebro é um refém
desta realidade sórdida.
Tal qual a sabedoria mórbida,
sou desprovido de 'saber',
fica apenas devaneios.
Um novo robô com receios,
sem carinho ou sentidos,
desprovido de amigos.
Saí de tua teia, estou na rua...
A chuva me permeia e
queima meus circuitos.
Ademais, deixo uma bolsa...
Cheia do vazio que sou
e um mapa em branco
de onde vou.
 
Androide

Cliente

 
Tal qual casebre abandonado,
Sinto-me um rei destronado
Quando olho para trás de mim,
E vejo que o mundo acabou assim.

Luxo fúnebre e ganancioso,
Vivendo em desperdício e
Desprovido de autocontrole,
Trabalhamos para um ocioso.

Tal qual um jogo perdido,
Vivo em um passado esquecido,
Onde as pessoas são cheias
E não um grande vazio perdido.
 
Cliente

Afundar

 
Estou cada vez mais longe
do que eu sempre quis ter.
A cada passo que eu dou,
estou perto do que não vou ver.
Sigo uma dicotomia ingênua,
me desvio do caminho sempre.
Tenho uma personalidade tênue,
não me enxergo nessa gente.
Procuro frases para me guiar,
mas sinto que estou afogando.
Afogo-me, então, para voltar,
pois então estarei tentando.
Todos me estranham por aqui,
sombras envolvem meu corpo.
Saio, mas são sei por quê saí.
Provo, mas não sinto o gosto.
Estou perto de dormir hoje e
ouvir as sirenes em meu coração.
Fazer uma estátua à um só,
não tão só quanto a estátua.
Sigo a vida como uma canção
e já passei do refrão.
Me espelho em meu reflexo,
pois nada me dá mais razão.
 
Afundar

Metamorfose

 
Sua vida é uma metamorfose,
Que sempre se transforma,
Que em nada se conforma,
Passando em cada fase.

De vez em quando voce falha,
Em um arbusto se atrapalha,
Mas nem por isso voce para,
Apenas vai e mete a cara.

Alguns vivem por viver,
Mas quero viver com voce,
Passar sobre todo o passado,
Inteiramente superado.

E sei que vou tentar,
Para nunca me arrepender,
Pois contigo vou viver,
E me sinto vivo por te amar.
.
 
Metamorfose

iLocal

 
Voce está preparado,
Mas para quê?
Amanhã, talvez?
O que acontecerá?

Há várias pessoas!
Quem são?
O que querem?
Elas querem?

É sua hora!
7 da manhã
Ou tarde da noite?
Está tarde?

Sem desculpas!
Voce irá entender
Ou se esconder
Nas desculpas?

Ultimo aviso!
Decerto as certezas
Nunca se expôem,
Mas se contrapõem.
 
iLocal

Rafael Carneiro