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Poemas -> Sombrios : 

com o dedo no gatilho

 
Ando cercado por todos os lados,
procuro vilões e inimigos,
em cada esquina vejo perigos
e todos eles andam armados.

Andam até os dentes cerrados,
mas o pior de todos os castigos
é desconfiar dos meus amigos
sem sabererm por quê os coitados.

Trago esta sensação presente,
uma luz tão carente de brilho,
tem o aumento desta lente...

Oiço vozes, passos, de sarilho,
de todo lado, toda a gente;
vivo com o dedo no gatilho!


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

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Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 06/01/2011 12:03  Atualizado: 06/01/2011 12:13
 Re: com o dedo no gatilho
que os versos não se desespere e acione o gatilho acidentalmente no poema, no afã de aniquilar os inimigos. ou como no meu poema 'gatilho', que temo premê-lo. leio-o, bom comentá-lo novamente, Rogério.

um 2011 imenso, amigo, e aquele abração bem Carioca.

zésilveira