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Poemas : 

Viajante no tempo

 
Tags:  tempo    destino    memória    viajante  
 
Conduzir-me há no tempo o que sei e sou,
Sinfonia amalgamada do alfabeto a erudição
Fonte rutilante de aurorais memórias e gratidão,
Que no verniz de polida imagem o saber cumulou.

Conduzir-me há no tempo a luta que não findou,
Na vertente do cansaço e das derrotas do coração,
Não por frágil que fosse e sim pelos afrontados “não”
No pretérito desposar da felicidade que faltou.

Conduzir-me há no tempo os acordes da canção
Da fé desfalecida na fragilidade dos membros
E acolhida na residente têmpera do espírito,
Transudada em vigorosa couraça e proteção

Conduzir-me há no tempo a coragem restante
De voltar a crer no amor, o fiel do destino,
Que descura a glória e acura o níveo toque d’um sino,
Como esponja dos desatinos do infiel errante.

Conduzir-me há no tempo o arguto olhar d’um vigilante,
Ainda que, deste Santo tempo, o mais infiel viajante.


 
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Manito
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 20/10/2014 18:06  Atualizado: 20/10/2014 18:06
 Re: Viajante no tempo
sua poesia tem a grandiosidade de quem tem consciência do valor e do poder o tempo.bacana poeta,gostei muito.

Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 06/12/2014 15:29  Atualizado: 06/12/2014 15:29
Colaborador
Usuário desde: 29/08/2009
Localidade: Ribeirão Preto SP Brasil
Mensagens: 8696
 Re: Viajante no tempo
Boa tarde Manito!

Somente o Dr Tempo mesmo pra nos medicar com o bálsamo da coragem pra voltarmos a crer no amor.
M a r a v i l h o s a poesia, muito agradável de ler!

Abraços!