Eu sou a liberdade de interrogação,
exclamando com palavras vazias,
cheias de pontos e vírgulas.
Onde a paixão
e o amor se descrevem.
Sou…
mas o que sou?
Tenho limites por seu direito,
e a liberdade que você me dá.
Eu sou o cálice de um vinho pela metade,
a paciência do tempo sobre a morte,
onde não há o que se perder.
Julgando um leão
por abater a sua presa,
com sangue em sua boca,
e esquecer que o leão
também sente fome.
E que não faz diferença,
somos todos leões
na dor que a fome nos dá.
Meus olhos podem ver tudo
com liberdade.
Minha boca pode expressar palavras
que abençoa ou amaldiçoa.
Eu sou , eu
Tenho liberdade.
Eu sou uma vontade,
eu tenho vida,
mas não a vida
que eu quero viver.