https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens sobre água

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre água

SENDA

 
O barco da pesca
deitou-se na água,
o parco da fome
deitou-se na morte,
o fino da brisa
deitou-se no campo,
o peso da briga,
deitou-se na guerra.

A vida se vem,
a vida se vai,
da reta do bem,
amor sempre sai,

a senda persiste,
a senda desiste,
a mágica volta,
estanca na porta,
encara a besta,
na terça da sexta.

Nota do autor.
"Amor e solidão."

http://armorizzi.prosaeverso.net
http://robertoarmorizzi.blogspot.com
http://www.artmajeur.com/armorizzi
http://www.artmajeur.com/roberto
http://www.artmajeur.com/conceptual
http://arterobertoarmorizzi.blogspot.com
http://www.clubedeautores.com.br/book/120710--Meu_Anjo_Lilas
http://www.worldartfriends.com/store/621-poesiformas.html
http://www.worldartfriends.com/store/ ... rmorizzi-poesiformas.html
 
SENDA

" OS OLHOS DE MARA "

 
OS OLHOS DE MARA

Mara, já viste o mar?
Mara, o mar é que te não viu.
Se te visse o mar, ó Mara
Subia de volta ao rio.

Já viste um rio, ó Mara?
Que nenhum rio te veja!
Mara, se um rio te mira
De suas margens se alija.

Já choraram os teus olhos?
Que te não chorem, ó Mara
Que o mar logo saberia.

Porque lhe faltariam, Mara
As suas gotas mais queridas
Vazando-se em tua agonia.

Não chores, Mara ...
Não chores !

19 Março 2009
Ana C./ Sob_Versiva

Música por Michael J.Owen, um querido e velho amigo!
 
" OS OLHOS DE MARA "

LÁGRIMA SEM LÁGRIMA

 
O sertanejo levanta as mãos calejadas
ao horizonte infindo, no seu olhar o reflexo
de uma luz fria, desesperada, com rajadas
de assombros, de temor. Momento complexo.
 
Roga a Deus orações comedidas, engajadas
de alentos, de desejos simples, desconexo
com riqueza, com sofisticação, alijadas
de arrogância. Ora: estático, só, perplexo.
 
A paisagem cruel, tórrida e castigante,
potencializa a aflição, destitui a confiança,
arrebenta a fé, provoca dor instigante.
 
Paradoxo a tudo isso vem a matéria prima
da vida: a Fortaleza Divina, a pujança;
mesmo que derrame lágrima sem lágrima.

Fortaleza,CE, 21 de novembro de 2015.

SONETO RETRATANDO O CENÁRIO DE SECA QUE VIVE O NORDESTE BRASILEIRO.
 
LÁGRIMA SEM LÁGRIMA

Amor sem lençol

 
A beleza...
Duma praia distante!
Onde o sol cobre o mar.
Reflete a luz brilhante,
Dos olhos querendo amar!

Teu olhar...
Nessa tarde semblante,
Um canto vem entoar!
Sob o céu elegante,
Anda-me a remar.

O mar...
Com ondas rasantes,
Chama-nos para mergulhar.
A água buscando horizontes,
Na areia vem nos molhar.

Teu corpo...
Molhado nas curvas dos deuses,
Sobre o meu vem consagrar.
Desde a pele aos dentes,
Teu calor vem enxugar!

O sol...
Pinta um sorriso na nuvem!
Marcando a tarde de verão.
Nasce clareando a paisagem,
Adormece aquecendo a solidão!

O amor...
Nascente como fruto natural...
Regado sob a luz do sol.
Tornou-se ainda mais especial
Sendo consumado sem lençol!

02/03/2010

---
Van
 
Amor sem lençol

Um momento meu

 
Despi-me para ti
Dos artifícios
Da vaidade da Mulher
E brinquei na água
Tal menina
Sem maldade.

Ali, na tua frente
Estive nua
De jogos de sedução
E afoguei o ego
Na carne que despojei
Na porta da paixão.

Ficou a alma
E foi com ela
Que te senti
Navegando
Noutras marés
Longe de mim.

Desejaste o corpo
Que não tinha
Nas gotas de água
Escorrendo na pele
Que pensavas ser minha
Mas não era.

Sou para além
Do que vias.
Quis mostrar-te
O outro lado
Num momento meu
Que desconhecias.

Eu senti a alma
Tão calma
De despreocupada
Que estava
Sem pensar em ti.

Gostava de saber…

Sentiste prazer?
 
Um momento meu

CERTEZAS DE AÇO

 
Nunca sinto saudade antes do almoço
Não acordo antes do anoitecer
Ainda me dói a dor que não sinto
De tanto falar pareço moça tagarela
Moro bem lá no alto, logo que acaba a favela
Nem canto tal mal assim: quando tem nota desafino

Não tenho medo de amar
Me encanta o segredo do mar
Aquele que desce morro abaixo
Despedaçando como águas
Só pra depois me juntar
Num canto do copo sem mágoas

Nem sei lá por tanto, por onde andas
Com que pano teceu teu pranto
Com que tempo o vento corroeu o aço
Enquanto a mão amassou o trigo, o fogo torrou a massa
E chovia suave uma tempestade de fogo em meus olhos
Matando a sede da terra e escorrendo pelos minaretes

Enquanto uma saudade ciscava dentro de mim
Assanhando um tempo que fez do meu peito morada certa
 
CERTEZAS  DE AÇO

Sofrimento sem Água

 
Sofrimento sem Água

Seca, secura
do mal, uma amargura
Corpos Esquálidos
Caídos, Fedidos.

O sertão perdido
Parecendo punido
Da dor, um prurido...
Desejado, belo,
Vira bicho fedido.

Na gosma, vem o alarido
Com o corpo repartido
Vem o alimento da ave carniceira
Onde de repente
O céu se fecha...
Cuja água aplaca o sofrimento
Por um momento...
Para depois tudo recomeçar.

Marcelo de Oliveira Souza,iwa
 
Sofrimento sem Água

Lugares

 
Lugares
 
Os lugares estão,
Ocupados por fantasmas.
Numa sofá, no vão da escada.
Repletos de histórias,
De atmosfera.
As pessoas partem, mas
Permanecem os retratos em
Momentos felizes, em...
Eternos descontentamentos.
Os sentimentos estão ali, acolá,
Em qualquer parte sobrepostos,
Sobrecarregados, saturados.
O rio leva apenas as águas,
Mas não as memórias.
Sedimentadas entre os seixos,
Reflete o sorriso distante,
Na superfície num dia de Sol.
Lugares escuros na noite,
Estão entre as taças de vinhos,
Na toalha manchada, numa nota
Deixada na mesa pro garçom.

Poema e imagem do autor
 
Lugares

Êita chuvinha

 
     Êita  chuvinha
 
Chuva miúda cai
A terra feliz saúda
O pássaro da casa sai
A coruja observa caluda

Êita chuvinha gostosa
Fina e geladinha
Agradece a terra amorosa
Os rios...cada gotinha

De gota em gota
Faz um bilhão
Quanta água...

De meu coração
As lágrimas são gotas.
Quanta mágoa!!!!

Nereida
 
     Êita  chuvinha

Água

 
No alto nasci,
do alto fui descendo.
Logo me apercebi
que estava crescendo.

Meus irmãos afluentes
comigo o vale desceram.
Ondulámos bem contentes
e mais irmãos acolheram.

Mesmo junto a Vila Verde,
um rio já formámos.....
deram-lhe o nome de Cávado,
que belo nome arranjámos!

Muitas saudades temos nós,
do tempo em que nos encontrámos.
Agora fomos ter à foz,
e ao mar nos abraçámos.
 
Água

Sempre haverá ícones

 
“ Pode haver paz em todos os lugares, até mesmo pelas frestas das janelas que não deixam passar mais que rouxinóis.”

Filampos Kanoziro

Pois bem. Dito isso, vejam bem vocês. Há de concordar cada um, que sempre haverá ícones, mesmo agora que o atacante ganhou de presente um frasco de água perfumada. Fará par com o pó de arroz. À medida que se esconderam sob o solo fresco do jardim, não precisaram pensar mais em quantos cravos seriam necessários para ferrar um tordilho. Então, que se dane a elevação dos juros acima das emoções que se pode ter ao assistir uma partida de futebol. O cinza é e será sempre cinza, embora vocês possam ver mais de cinquenta tons. Se bem que também há vários tons a serem observados nas paredes e na fumaça. Principalmente na produzida por um corpo que cai enquanto o vagabundo tocava em surdina.
E que se dane em dobro. Não é um gemido ou um olhar que vai mudar a ordem natural das coisas, nem vai tocar a alma angelical das jovens carentes e sonhadoras com emanações de fogo nos jardins da alma. Isso por que afirmo que toda alma tem encantos, recantos e jardins suspensos na leveza insustentável do querer. Jardins jamais serão como as nuvens. Querer nem sempre será separar. Uma nuvem não é feita de algodão como supúnhamos em criança. De modo que, ainda que seja possível seccionar o abdome com uma gazua, sempre há de se considerar é possível sentar-se sobre a carga transportada quando a carreta ainda não estiver na descida.
Estamos separados agora por uma costura em zigue zague já que o ponto cruz ficou ridículo. Daí a entender esses novos filmes, a distância é enorme. Não há mais histórias envolventes como antes, quando o alinhamento das construções não obedecia ordenamento dos gerentes de bancos. Certo que sempre poderemos tomar um café expresso em qualquer padaria, mas já não cabem em mim as alternativas e bravatas mais condizentes com um circo que com audição de orquestra sinfônica.
Concordo que um ícone tens qualidades consideráveis para transmitir ao atacante. Pode pegá-lo pelos braços, dar voltas no banco do jardim até ficarem suados. Ser atacante não é tarefa fácil assim como encher barris com tigela. Sempre haverá na janela uma luz piscando de oito em oito horas voltada para o quintal. Corre o risco de perder o respeito dos compatriotas e as contas de patrocínio da fábrica de bebidas mais interessada em exportar garrafas para o mercosul. É sempre assim. Aquele que morde os lábios, semeia ventos com alegria de autor de peças infantis.
 
Sempre haverá ícones

De_gelo

 
;
;
;
;
;
;

De_gelo
por Betha Mendonça

espelho d’água reflete
montanhas rochosas
que degelam em mim

* Partes de mim

;
;
;
;
;
 
De_gelo

Os Quatro Elementos(Inédito)

 
Os Quatro Elementos

Sou um temporal que não escolhe tempos nem marés…

Descarrego a minha força sobre rochedos…

Não aceito compromissos nem perdões…

Venho para questionar…

Não quero ouvir o que o homem tem p`ra me dizer…

Vou esperar o tempo necessário…

Partirei tão destro quanto cheguei…

Não deixarei saudades…

Sou o Fogo que queima...

Não lamentarei a minha vida…

Sou a Água que transborda das margens...

Não lamentarei a minha morte…

Sou o Ar que desencadeia as tempestades.

Não lamentarei o tempo perdido…

Sou a Terra profanada...

Não lamentarei o sucedido…

Não nasci para perder…

Livros?

Não vos quero ler…

O que me serve de farol é o arco-íris nas tardes chuvosas.

Neno
 
Os Quatro Elementos(Inédito)

Brincadeira de infância

 
  Brincadeira  de infância
 
Bochecha gordinha,rosada,boca vermelha,olhinhos castanhos e, sem cabelos.
Essa foi a boneca que ganhei algumas décadas passadas. Como era linda!!!
Foi tamanha felicidade por mim sentida,como só as crianças sentem ao ganhar um presente.
Tudo foi muito bem até que fui dar um banho na minha boneca.
Aproveitei o dia que vovó foi lavava roupa, e o tanque estava bem cheio de água.
Que festa! mergulhei a boneca e, qual foi meu espanto! Não entendia o que estava acontecendo.
Pois bem... a grande surpresa! a boneca era de papelão, e como mágica ela desmanchou virando um monte de papel.

Nereida
 
  Brincadeira  de infância

"NÃO COMPREENDO"

 
“NÃO COMPREENDO”

Não, não compreendo.
Porque me pagas com água
O que te dei em azeite.
Água é do que sou feita!
Tive de ir à prensa pelo azeite!
Esse azeite que te dei
Foi prensado de mim
Mas nunca teriam fim
As vezes que à prensa fosse
Ainda que já só saísse
Algo mais amargo que doce
Ainda era azeite de mim
Prensada até ao fim.
Não, não compreendo
Essa paga que me dás.
Achas que azeite é água?
Águas te dão jorrando as fontes
Águas te dou eu aos montes
Também jorrando de mim
Sem passar pelo Getsêmani !

Nota : “ Getsêmani”, em aramaico, significa “lagar de azeite”; também o jardim ou horto onde, no Novo Testamento, Jesus orou e sofreu pelos pecados da humanidade (Mateus 26:36-39,entre outros)

(Por Ana C./Sob_Versiva)
27 Fevereiro 2009
 
"NÃO COMPREENDO"

Inferno

 
Inferno
 
Inferno

Tenho muito medo do abominável Inferno
Onde os lençois são de mármore quentes
Onde o homem convive com as serpentes
Não morre, mas queima no fogo eterno

Tenho muito medo do terrível Inferno
Onde há muito choro e ranger de dentes
Onde as águas que se toma são ferventes
E de uma prisão perpétua se é interno

Sobre o inferno ainda bem pouco se sabe
Porém, se a bíblia expressar a verdade
Este fato com o tempo vai se consumar

Aí, talvez, penso que seja muito tarde
E não vai resolver em nada fazer alarde
Pois na realidade não há como se salvar.

jmd/Maringá, 29.10.12
 
Inferno

A transmutação da água ao vinho

 
Acho que custou mas parece que o visitante entendeu o espírito da coisa. A água era tão cristalina e fresca que centenas de ovelhas desgarram-se do rebanho e passaram a caminhar por si mesmas, à procura de dinheiro. Uma delas conseguira atravessar o oceano e chegar em Nova Deli, mas deixou o cartão de pessoa física na cabine do navio. Voltou para o transatlântico quando o governo já havia decretada a falência do banco. Foi assim que não pode sequer deixar o motel outra vez sem vestir um xale branco, indumentária comum a todos os imigrantes recém chegados pelo mar. Ademais, não custava que, ao sair, desse uns trocados para um cafezinho ao faquir refestelado na cama de pregos, embalando uma naja ao som de gaita de fole.
Mas estava com sorte naquela noite. A hospitalidade dos anfitriões foi além das expectativas. Sempre ouvira falar que aquele pais tinha uma gente sem educação e agressiva. Ficou satisfeita por ter recebido tantas ofertas de emprego quanto foram as promessas de casamento. Era a vida que gostaria de ter. Poderia ser uma bobagem, coisas de somenos importância, mas naquele exato momento o corpo começou a dar sinais de cansaço, exigindo mais que um bom prato de macarrão parafuso ao alho e óleo. Por isso que todos ali sabiam que para melhor crescimento e desenvolvimento das mudas,o substrato deveria conter uma boa porção de areia lavada.
Aquelas cenas que passavam por seus olhos pasmados não foram inventadas, nem tecidas por fértil imaginação. Tudo se passou como sempre passa, considerando que até as uvas passam nos moinhos dos lagares para num ato de transmutação se tornarem o mais precioso vinho. Nem todos, é claro. Se é que me entendem...
 
A transmutação da água ao vinho

Lamentos na praia

 
Lamentos na praia
 
Lamentos na praia

Areias e águas nesta linda praia azul
Não há flores, mas tudo é bonito
Olhando para o norte ou para o sul
A minha vista se depara ao infinito

Há uma paz na orla que me encanta
Tento soltar um grito, mas sufocado
Não consigo tirar o som da garganta
Então eu me sinto só e desamparado

Silenciosos são meus ais mesquinhos
Não vejo nada de bom nos caminhos
Só o vento se remexe e me consola

Ao voltar ouço um tango bem antigo
Parece contar o que ocorre comigo
Que sai da agulha duma antiga vitrola.

jmd/Maringá, 28.12.16
 
Lamentos na praia

Soubesse eu que eras ténue!

 
soubesse eu que eras ténue!
brisa dos cinco elementos.
formada no rompimento dos tecidos humanos
ou em desejos momentâneos.
já idos! em Março.

vislumbrei-te sem halo.
intacta!
como a lua despida ao Outono.
e aceitaste-me com um sorriso de estrelas.

foi no hausto do instante,
inebriado pela miríade dos sentires,
que me deixei,
despercebidamente, sucumbir.
o tempo foi-se, exausto.
e nem sequer, os teus lábios provei.

Soubesse eu que eras ténue!
mas não soube.
e despojando-me das vestes artificiais,
fui pregar às areias do vento.

o voo das aves corria no fluir das lágrimas
ou na força vital que pulsa nas artérias,
e foi nas águas do deserto
que reencontrei a dupla hélice da vida.

a lembrança? deixou de estar corrompida.

falhei o teu breve partir.
mas sei-te ténue, sei-te minha.
no profundo das sequóias vermelhas.

in Comentários na face da Noite
 
Soubesse eu que eras ténue!

VERDADE DA ÁGUA

 
Onde procuro pela verdade.Encontro-a.Camuflada.
Oxalá ela fosse água.
A Aflorar,a erguer-se.
Sem querer ir contra a besta.Só ser água.
A emergir,a vir á tona.
Dizer como Arquimedes,a célebre frase "eureka"
Descobri-la. a pura.a transparente.
Verdade.

SEMEANO OLIVEIRA
 
VERDADE DA ÁGUA