https://www.poetris.com/
 
Sonetos : 

VIRULENTO

 
Tags:  SONETOS 2014  
 
VIRULENTO

Não foi uma nem duas vezes que ele,
-- Um outro amargurado já sem sorte --
Sentiu o sanguíneo hálito da morte,
Que friamente lhe roça a nua pele.

Pois, muito embora a sua fronte gele
E, cada vez mais rápido e mais forte,
O coração tão-só a dor reporte...
Vocifera-se angústias a este e aquele!

Ele espera, talvez em vão, a Hora.
Observa-se que tudo quanto adora
Leva consigo n’uma mágoa imensa.

Eis o pior d’entre os homens: O ofendido!
Sim, aquele que quando agredido
Ensimesma-se sob a dor da ofensa.

Betim - 05 08 2014


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
Autor
 
Texto
Data
Leituras
238
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
4 pontos
2
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
MariaSousa
Publicado: 10/08/2015 17:52  Atualizado: 10/08/2015 17:52
Membro de honra
Usuário desde: 03/03/2007
Localidade: Lisboa
Mensagens: 4096
 Re: VIRULENTO
Gostei do poema e do tema.