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ALTAR (soneto)

 
 
Absurdo é o amor que se abandona
Que goza só. E deixa o outro ao lado.
O meu prazer está no teu, dobrado,
cada vez que o teu corpo desmorona.

Ao ouvir teu gemido que ressoa,
Sinto o perfume, o desejo vibrando,
vejo quantas vezes vais desabando,
No ápice da pele que se doa.

Fico ali, te atiçando com brandura,
qual onda que te arrasta e que te traz.
Do pranto ao prazer, numa só loucura.

Pois eu vim ao mundo para a tua sorte,
no gozo que o limite teu desfaz.
Sou altar, perdição, e sou teu norte.


Souza Cruz

 
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