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Poemas de introspecção

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de introspecção

Tarde quente de outono de tanta beleza🌻

 
Tarde quente de outono de tanta beleza🌻
 
Tarde quente de outono
Caiem as folhas secas desta tarde
Tarde pintada, tão colorida, acabou o verão

Folhas caídas pintadas e belas
Sem terem pintor, é a mão de Deus
Que as pinta, nunca as vi com tanta cor

Se é de morte ou de vida, só Deus sabe
Não é comigo que sou uma pobre alma
Que gosta de ver, as folhas das vinhas

Das árvores nuas e despidas
Eu sei é que nunca vi tantas cores
Tanta beleza nas folhas caídas no chão
🍂 🌻
Caminho pelas folhas do outono
Este outono cheio de cores
Ramos partidos das mágoas da vida

Tantas vezes perdidas, esquecidas
Onde mergulho nos aromas e cheiros
Das folhas secas das árvores

Fragrâncias perfumadas deste tempo
Passado de lembranças perdidas de amores
Outono nostálgico de prazer e paixão

Sentidas na alma, no corpo ferido
Pelos ramos nus das árvores contidas
Época da nossa vida pelas folhas soltas de dor!

Cada folha é uma pétala
de Outono na cor do nosso coração
e que as folhas secas façam sorrir a nossa alma.

🌺🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
Tarde quente de outono de tanta beleza🌻

Palavras soltas ilusões da vida 🌹

 
Palavras soltas ilusões da vida 🌹
 
Sensual de paixão, voluptuoso e libertino
Solidão dos corpos, ilusões da vida
Sonhos loucos, olhares sombrios
Mágoas e angústias, espinhos das rosas
Poetas tristes, madrugadas vazias
Rostos frios, palavras sentidas
Maresia e vento, tempestades do inferno
Fogo da carne, mar imenso
Cegos do destino, escuridão da trevas
Sentimento de um poema, despido de mágoa
Infinito e intenso, perfumado no tempo
A chuva cai com força na lama
Lágrimas de sangue, dor
De todos aqueles que perderam a vida
Por uma causa, por um ideal
Luta desigual entre o aço e a carne
Entre a pátria, família, liberdade
Rasgada por dentro, carne sofrida
Sofrimento atroz, dor que arde
No fogo do inferno, sofrida depois da ida
Guardada depois da vida, dos mártires
Da guerra feita do aço e da carne podre
Sem alma, sem coração, sem honra, sem humildade
Homens sem esperança perdidos, esquecidos, com fome
Com frio, lágrimas de sangue que correm nas veias
Sem medo, sem nada, esperam a paz dada pelo aço.
ღ 🌹 ಌ

ღ 🌹 ಌ
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Palavras soltas ilusões da vida 🌹

༺Linhas tortas em desencontros ❀

 
༺Linhas tortas em desencontros ❀
 
Rua deserta
Beco quieto
Linha vazia
Calçada a portuguesa

Chuva de lágrimas
Jardim inacabado
Candeeiro sem luz
Altar sem cruz

Igreja sem sino
Pessoas sem destino
Futuro sem esperança
Janelas partidas

Viver sem lembrança
Olhar perdido
Adeus mudo
Vento forte

Tempo esquecido
Despedida cruel
Linhas tortas
Misterioso cemitério

Antigos fantasmas
Candeeiro luminoso
Gritos surdos
Triunfante sacrifício

Amor humilde
Pessoa virtuosa
Futuro esperançoso
Casa especial

Lembranças vividas
Formas escuras
Olhar perdido
Solidão sentida

Trevas revoltas
Tumulto sombrio
Inferno alucinado
Mar adormecido

Mudo adeus
Vergonha escondida
Vento forte
Verdadeira saudade

Tempo esquecido
Despedida cruel.

❀༺♥༺❀

Escrevo e espero
Que alguém leia docemente

🌹🌻

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
༺Linhas tortas em desencontros ❀

✼Deus deu ao homem o tempo✼

 
✼Deus deu ao homem o tempo✼
 
Deus deu ao homem o tempo
O tempo das horas da vida
A vida sem tempo de horas
As horas que são preenchidas
Milhares delas que desfilam
Selva de pedras, fragas do sentido da vida
Pelo menos, para quase todo mundo
Pedras, fragas que respiramos
Selva, caixotes onde é que moramos
É assim as grandes cidades
Nesta selva onde há de tudo
Lobos que reinam, e devoram tudo
Macacos que roubam tudo de todos
Minhocas de trilhos que atrapalham a vida
A vida é mantida cada um no seu canto
Mas ao mesmo tempo todos juntos e misturados
Nesta selva de pedra, de fragas
Selva de urtigas e silvas humanas
Onde vive um bicho chamado homem

O Tempo deu ao homem
O tempo que ele queria
O homem não aproveitou o tempo
O tempo que devia

🌹🌺

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✼Deus deu ao homem o tempo✼

Súplicas fado das palavras que dizíamos"🌺

 
Súplicas fado das palavras que dizíamos"🌺
 
Fado das palavras que dizíamos e já não dizemos
Palavras ditas, rimadas amadas, odiadas tantas vezes
Onde floresce um jardim de camélias que eu tanto amo
Jardim que está na nossa vida tão rica e perfumada
Cheia de encantos e desencantos, por culpa nossa
Ou de outros alheios aos nossos sonhos
A nossa vida, a tudo que é nosso
Fado que o vento varreu as nossas horas
Que mudam de lugar
Poesia fingida dos olhos da alma
Onde morremos mesmo sem morrer
Chegamos a partir mesmos sem partirmos
Mão nocturna que escava o silêncio entre a singela chuva
Que aldraba na lama as brumas de um cavaleiro sem amada
Fornalha de pão quente no forno da imensa fome
Do impenitente mendigo
Entre segredos de amor já reflectido surge o suplico
E desprotegido da imperfeição que os nossos olhos nunca viram
Línguas no espelho queimados do impenitente
Tempo tantas vezes perdido por nós esquecido
Toupeira que escavava entre o silêncio
Dos nossos sentimentos impuros
Rasgados nas brumas do nosso inconsciente feito em súplicas
Fado das palavras de uma penumbra sombra chocalhada, abafada
Do nosso sangue que amadurece como as uvas morangueiro
Que bebemos já fermentado o liquido doce dos deuses branco
Rosa, roxo néctar da perdição das almas!

A vida é e será sempre
Uma longa jornada
Neste caminho curto

🌼🌺🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Súplicas fado das palavras que dizíamos"🌺

Ternura vincada no meu rosto 🌺

 
Ternura vincada no meu rosto 🌺
 
Prenúncio de alva beleza, talvez de adoração
E prece, olhei devagar para o espelho
Ele falou comigo em silêncio, mostrou-me
O tempo vivido, vivido no meu rosto
Mostrou-me como eu mudei
Novos traços, novos vincos
Rugas que agora estão mais fortes
Por um instante não me reconheci
É o meu próprio reflexo que ali mostrava
Que na penumbra vivem nos reflexos da esperança
Na pausa da incerteza notei o meu olhar
Um pouco cansado da fúria do tempo
Do meu interior, quero um vestido de flores
Suave na reticência deste cansaço que ainda existe
No brilho de tantas coisas para ver
O meu olhar ainda está vivo e não importa as lágrimas
Ou sorrisos que eu dou de mim, do outro lado do espelho
Existe tanto quando eu me imagino, um mito de existência
E de desencanto, silencioso o meu destino
Foi o tempo do meu pensamento
Tempo que nunca será feroz e duro
Para eu deixar de ter esta importância comigo
Tempestade, vento indaguei a idade como solução
Veio o tempo dos meus olhos, da minha pele
Onde cada traço que tenho são apenas
A prova do que já vivi cheia de amor, de dor e esperança
Será que só eu vejo as mudanças do tempo no espelho, ou não
Mas o tempo apoderou-se das formas do meu escultural corpo
E o meu rosto perdeu a formosura de outros tempos
Vive agora repleto de algumas rugas mas continua bela
Pois ser mulher é ter alma, é ter coração, é sonhar, é amar
É ter fé, é ter esperança, é perdão, é dar sem nada pedir
Viver sem medo de arriscar com os sentimentos a flor da pele
É ser feliz com o pouco que a vida dá é voltar sorrir ...a ser criança.

As minhas rugas são o livro
mais bonito do meu rosto__ 🌹
🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Ternura vincada no meu rosto 🌺

Ajuda-me a reconstruir os estilhaços do corpo ferido🌺

 
Ajuda-me a reconstruir os estilhaços do corpo ferido🌺
 
Ajuda-me a reconstruir os estilhaços do corpo ferido
A recolher da minha alma os pedaços de cada tristeza
Cada caminho sem chão, sejam só cicatrizes, de tanta desilusão
Escrevo numa folha de papel a minha dor
Rasgo aos pedacinhos atiro ao vento para que o vento leve
A minha dor para longe, insensatez sentimento angústia
Sombra pela intensidade da solidão do seu vazio onde
As lágrimas correm como um rio🌹
Hoje ao passear pela praia; encontrei uma rosa branca
Olhei para ela, senti uma dor, estremeci
Senti um arrepio na espinha
As ondas do mar embalavam-me para a areia
Como se as águas falasse entre as ondas e a areia
Não gosto de estar só nesta solidão eu me encontro
A minha alma a minha vida, talvez o tempo cure a dor que sinto
Sinto-me só na multidão, como um passarinho
Preso numa gaiola dourada; a cada minuto que passa, percebo
Que perco uma parte de mim e que nunca mais vou reencontrá-la
A dor do meu peito mastiga todos os livros de poesia🌹
O amor que sentia lambia as palavras entre os pontos
A saudade lembra-me as vírgulas escondidas das letras
A dor do meu peito já comeu todos os livros de amor.

🦋╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Ajuda-me a reconstruir os estilhaços do corpo ferido🌺

Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?

 
Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?
 
 
"Em que espelho ficou perdida a minha face?"
-Cecília Meireles (Antologia Poética)

Olho-me uma vez mais no espelho
já sem susto ou estranheza
na face não busco a beleza
aos meus disfarces me assemelho.

quem é essa no brilho do olhar de fera
que dos meus olhos se apodera
falando-me das mentiras que urdiu pra sobreviver?

transponho o espelho não como a Alice em aventura diferente da minha
que por insolência e esperteza fantasia ser rainha...
busco a ternura da menina
máscara que muito me fascina
entre todas, em tantas eras...

quantas fugas eu inventei
pra desafiar o destino que em surdina
tecia remendos pras balbúrdias
que eu criava em mim
faces disfarçadas, muitas vezes descartadas
vernizes enganosos da aparência, falsas imagens
engendradas personagens...

Quanto busquei por mim!

Um salto no escuro e a queda em confusos atalhos
penso em visualizar-me inteira
e, encontro-me colcha de retalhos.

Eu bem que poderia dar a esse olhar no espelho
um final feliz de reencontro sem reticências
uma brecha em meio ao caos
emergir fantástico no obscuro
com a dor da saudade de mim
que é a quem procuro...

talvez, me decida a desprezar as máscaras
abrir a verdadeira face ao mundo e o que há de melhor nela.
só assim valerá todas as penas vividas.

E nesse paradoxo de mentiras e verdades
do meu olhar de solidão
afasto a pedra de tropeço e sob a luz
que se acende em mim, indago mais uma vez:
-Espelho!...Espelho meu!...Quem sou eu?


Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?

*Mulher madura ❤

 
*Mulher madura ❤
 
Ser uma mulher madura
Não é amadurecer, é deixar o tempo passar em vão
Não é sentar-se de baixo de uma árvore
E sentir o calor do verão
E esperar que o outono resolva a sua independência
Amadurecer é saber a diferença entre
A primavera que é o correto
E o inverno que e o desafeto
É lutar com a coragem e sem fugir
Nas horas que a ansiedade aparecer
Amadurecer, não é só pelos seus cabelos brancos
É crescer na mente e no coração
Na razão e na emoção, sem mimos e sem ser piegas
Pois o amadurecimento abre a porta
Da claridade e da verdade
Não tenha medo de ser uma mulher madura
É ser simplesmente eu
Rir, sorrir, chorar e continuar a ser criança
Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz
Sentir cheiro da erva cortada e do café passado
O cheiro de chuva e das flores
Da brisa do mar e principalmente do cheiro de vida
Ame e seja feliz com os seus cabelos brancos.

❤👒

Sou mulher em poesia
que o rio beija e o mar abraça

👒 ❤🌹

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*Mulher madura ❤

Hoje morri feliz em mim 🌺

 
Hoje morri feliz em mim  🌺
 
Hoje morri de noite talvez muitas vezes
Num sonho esquecido, esquecido no tempo
De uma escura noite que assombra-me o corpo

Das horas perdidas no poço do sentidos
Das trevas que cobiçam tudo ao meu redor
Em especial minha alma

Há sempre uma doce luz no silêncio
E na dor da morte
A maior perda da vida não é a morte

É o que morre dentro de nós, é quando não vivemos
Para vencer a morte deve ter um sorriso
Quando a sua alma partir

Ninguém pode fugir da morte
Ela é o começo do caminho para a eternidade
As lembranças são momentos marcantes

Que são muito difíceis de esquecer
Como posso não lembrar-me do teu beijo
Do cheiro da tua pele

E das juras de amor que eram para sempre
Quero lembrar-me dos nossos momentos de amor
Mas hoje morri na saudade que assombra-me o corpo

🌺🍁🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Hoje morri feliz em mim  🌺

Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹

 
Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹
 
Velas acesas no castiçal de prata velha
Lamparinas antigas de azeite a arder
Incenso misturado com óleo
Numa taça, de cinzas que geram
Muitas vezes o tormento
Rosa bela do jardim mágico invejosa e triste
Incendeia a paixão do tempo
Esquecido, perdido
Quando a alma precisa de um momento
De amor
O passado passa, o futuro acontece no tempo
Que existe, das tristezas
Que esquece, castelos floridos
Sorrisos colhidos
Amor de encantar que florescem
Acaricio o doce
Afago com a vida e embriago-me
Solidão trancada
De velhos cadeados enferrujados
Palavras escritas
Num pergaminho de um caminhante
Que deixa lembranças
Do caminho tantas vezes percorrido.

╰⊱♥⊱╮💕╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Lamparinas antigas de azeite a arder 🌹

✿Mulher transmontana força da natureza ღ

 
✿Mulher transmontana força da natureza ღ
 
Mulher transmontana
Força da natureza agreste
Amora silvestre da terra das fragas

Discreta afável onde esconde o choro
Vestindo de negro num riso franco
Saudade luminosa como um farol

De uma força e suor na luta do dia a dia
Transformado em pão nos campos da solidão
Mulher doce forte que grita ao vento toda a sua dor

Beleza exterior com o dom da vida
Guerreira que luta pelo amor adoça a tempestade
No seu peito, da razão, da unidade familiar

Do coração, da força, da coragem
Mulher transmontana enfeitada ao luar.

A minha Mãe é a mais bela
De todas as mulheres transmontanas
O seu berço, o seu lar é Trás-os-Montes

Aonde quer que se encontre, traz
Nos olhos a luz do sol a arder
Rios de sangue a correr de esperança

Mulher forte, corajosa e mãe-heroína
Chama de esperança, força da natureza
Sem louvores ou medalhas, de agreste

Sentimento pela raiz das tuas dores
Que te criou entre o frio da noite
E o calor do sol de extrema saudade

Bendita sejas mulher transmontana
Pelas fragas da tua beleza natural
Nesta terra de giestas floridas de ternura.

🍂╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿Mulher transmontana força da natureza ღ

A carne é fraca, a guerra é constante 🍁 ღ

 
 A carne é fraca, a guerra é constante 🍁 ღ
 
A carne é fraca, a guerra é constante
Quando o espírito deixa e não é forte
Desejo maldito, bendito, profano, covarde
Boca que a língua invade, no corpo, na carne

Do sangue que é alarme, onde a brasa inflama
Na luta onde o sangue que se exalta, pecado capital
Dor, amor salgado que a vida nos dá muitas vezes
Navalha que corta a fraca carne do nosso pecado

Guerra constante, constantemente sem vencedores
Besuntados estão os corpos estendidos
Na lama antiga no chão do nosso instinto
Com a mesma intensidade num labirinto

Rugem as carnes sem sangue já apodrecidas
Memórias de um tempo de batalhas de glórias
Palavras ditas talvez corrompidas na noite
Flor de um jardim bela ardente e misteriosa

Religião com o terço na mão de quem ama
Vertigem no passo longo de um precipício
Boca que ruge na selvajaria do instante
Gemido do homem que ama já feito amante

Muralha com a bandeira mais bela do mundo
A fé de uma sombra num templo perdido
Insanidade de todos os descrentes e ferozes
O vento que guia-nos no céu com o seu rastro

A carne é fraca, a guerra é tantas vezes constante
Como é constantemente vencida sem vencedores
Quando o espírito é fraco, na luta do sangue
Sombra da navalha, gemido do homem descrente.

ღ❤

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
 A carne é fraca, a guerra é constante 🍁 ღ

ღ O meu nome é Maria *

 
ღ O meu nome é Maria *
 
O meu nome é Maria
A quem chamam e chamavam
De retornada na escola
Quando cheguei à Metrópole
Eu já vivi uma guerra, uma guerra sem nome
Eu já vi pessoas a morrer e a matar sem piedade
Tinham dor e sofrimento no rosto e gritos na alma
Recolhi todos os pedaços, com um fio as lembranças
O meu nome é simplesmente Maria
Eu já vi fome, a morte, a dor e o sofrimento
Eu já vi crianças como eu a chorarem de fome
Eu própria já passei e vivi com ela
Eu já vi a morte mesmo ao meu lado
Eu já vi homens armados
Com tanques a descer a minha rua
Eu já vi pessoas a fugir, só com a roupa do corpo
Eu já vi a dor nos olhos das crianças como eu
Eu já vi o sofrimento de quem perdeu tudo e nada tem
Eu já vi as crianças da minha escola a fugir
Dos soldados inimigos, onde eu própria fugi
Eu já vivi uma guerra, uma guerra tão estúpida
A quem chamavam e chamam liberdade
Eu apenas chamo simplesmente de saudade.

🌻👒

A saudade é feita
De lágrimas de dor
E com o tempo ficam apenas
As cores de um tempo passado
Num presente futuro

🌻👒

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
ღ O meu nome é Maria *

Num dia de Inverno soalheiro 👒

 
Num dia de Inverno soalheiro 👒
 
Num dia de Inverno soalheiro
Caminho pela praia que eu tanto gosto
Posso observar o sol e o vento
A brisa a acariciar-me o meu cabelo e a minha face
Brisa suave perfumada com cheiro a maresia
A areia massaja-me os pés
Vagueio pelos pensamentos, pelas memórias
De todos os momentos vividos
Hoje ao passear pela praia sinto-me só
Sozinha neste areal, neste mundo, vazio e triste
Como se o meu coração estivesse secado de dor
Como se já não existisse sol, como se o mar
Estivesse seco ando pela praia sem saber onde vai dar
Perdida e esquecida, um caminho de solidão
No meio da tempestade de tristezas
De lágrimas, sonho acordado feito de gritos
Murmúrios, lamentos, choros de dor
Feitas em carne viva que deixam
Uma cicatriz na alma, no corpo
Como se eu chamasse a morte em vez da vida
Como se carregasse no peito, na mente
As mágoas, decepções, frustrações, desilusões
Fecha-se as portas as janelas, da vida
Para ninguém entrar, um poço fundo escuro
Por mais que eu tente sair não consigo
Ler, escrever, rabiscar, publicar, é neste momento
A minha terapia para secar a dor que atormenta-me
Para colocar em ordem a minha mente
Que sinto que está em desordem
Sim mostro o mais íntimo do meu ser
E muitas vezes sinto-me nua
Mas a quem o mostro primeiro é a mim mesma
Sim as minhas fraquezas
Mas também minha força a vontade
De quando isto passar terei vontade de rir
Tenho consciência que não sou perfeita sou apenas
Um ser humano, com defeitos, manias e imperfeições
Que precisa de colocar as coisas cá dentro
Em ordem para melhor avançar
Começar a viver sem medo, sem dor
Num dia frio soalheiro passeio pela praia
Que eu tanto gosto, seja de Inverno ou Verão
Onde molho os pés da minha solidão
Da escuridão da minha alma

🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Num dia de Inverno soalheiro 👒

Meu amor quando eu não estiver mais aqui💕

 
Meu amor quando eu não estiver mais aqui💕
 
Meu amor, minha loucura, minha vida
Quando eu não estiver mais aqui
Meu amor, eu serei uma estrela
Serei o mar e as suas ondas
A luz do sol e a tempestade
O teu caminho, a chuva e o vento
O perfume das flores, a brisa do deserto
Serei o teu sorriso, as tuas lágrimas
Os teus sonhos, a tua noite
O teu abraço, estarei no teu coração
Para dizer-te, amo-te loucamente
Meu amor quando eu não estiver mais aqui
Olha para as crianças e verás o meu cabelo
O meu sorriso, os meus olhos, a minha boca
Meu amor quando eu não estiver mais aqui
Rega as flores que crescerão normalmente
Sente o seu perfume, o aroma da relva
Molhada, o orvalho da manha, vê a lua
Vê os pássaros que voarão livremente
As pessoas nem sentirão, a minha ausência
Elas seguirão os seus caminhos felizes
Ou infelizes, só depende delas
E eu terei somente uma certeza
De que estive aqui sempre ao teu lado
Amei-te loucamente e fui muito feliz
Meu amor, nunca deixes de amar e de viver
eu estarei sempre contigo, no teu coração
Amo-te meu amor forever.

💕
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Meu amor quando eu não estiver mais aqui💕

Indomável morte morri sem saber que tinha morrido🌹

 
Indomável morte morri sem saber que tinha morrido🌹
 
Morri sem saber que tinha morrido
Vivi sem saber que tinha vivido
Amei sem saber que tinha amado
Sepultei-me sem saber que me tinha sepultado

Dormi sem saber que tinha dormido
Sonhei sem saber que tinha sonhado
Senti dor sem saber que tinha sentido
Foi uma árvore sem saber que tinha sido
Menti sem saber que tinha mentido

Matei sem saber que tinha matado
Sofri sem saber que tinha sofrido
Ignorei sem saber que tinha ignorado
Perdoei sem saber que tinha perdoado

Esqueci sem saber que tinha esquecido
Respirei sem saber que tinha respirado
Morri na solidão ao sabor do vento
Vivi na escuridão como um fantasma

Amei com paixão no meu pensamento
Sepultei-me na vereda do desgosto
Dormi entre as trevas do inferno
Sonhei na esperança da liberdade

Sinto as labaredas da saudade
Fui as folhas secas caídas da árvore
Menti com vergonha do um momento
Matei o esquecimento com fragas do olvido

Sofri sem tédio ou até dor do desgosto
Ignorei os meus próprios sentimentos
Perdoei tudo o que tinha de ser perdoado
Esqueci que as palavras rasgam a dor

Respirei para sentir os ventos agrestes
Morri com o espelho das amarras na face.

🗡️
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Indomável morte morri sem saber que tinha morrido🌹

Liberdade nossa própria prisão 🦋

 
Liberdade nossa própria prisão 🦋
 
A única liberdade possível
Neste mundo é a liberdade
De poder escolher a nossa própria prisão

Nada me liberta
Tudo nesta vida é escravidão
Tudo nesta vida é servidão

Tudo nesta vida é mentira
Tudo nesta vida é hipocrisia
Tudo nesta vida é comodismo

Tudo nesta vida é tirania
Tudo nesta vida é prisão
Tudo nesta vida tem resolução

Nem todas as verdades são para serem ouvidas
Nem todas mentiras são verdadeiras
Nem todas as feridas são de saudade

Nem toda a fome e de pão, mas de amor
Dá-me a liberdade de voar
De amar de sonhar

De desejar-te
Porque me prendes com algemas
Algemas da saudade

Se me fazem sofrer e sofrer
Dormimos com os lobos com medo
Da liberdade que tanto desejamos

🦋🍄

🦋
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Liberdade nossa própria prisão 🦋

Hoje morri entre o luar 🦋

 
Hoje morri entre o luar  🦋
 
Hoje morri depois de um dia vulgar
Hoje morri entre o luar da folhagem
Hoje morri no sossego do arvoredo

Hoje morri por ser noite na aragem
Hoje morri nas horas de sol e luz
Hoje morri na normalidade da noite

Hoje morri dentro da sombra da lua
Hoje morri sem mácula do desespero
Hoje morri no arrependimento estando só

Hoje morri no horizontal de um tempo
Hoje morri nos vincos de uma memória
Hoje morri no entardecer das oliveiras

Hoje morri no sonho em que tu despertas
Hoje morri na lembrança da saudade
Hoje morri sem saber que tinha morrido

Hoje morri em segredo na tristeza ou na alegria.

Isabel Morais💖 Ribeiro Fonseca
 
Hoje morri entre o luar  🦋

Sou fã dos meus escombros

 
Sou fã dos meus escombros
 
Sacudi o vento dos meus ombros
Não quero nada que me pese
Nem segredos sussurrados
No lóbulo descrente da orelha
É desta canseira que vos falo
No dia em que me abstenho
De viver em função de desafios
Faz tempo que os preteri
Passei a ser fã dos meus escombros
Por onde disserto a minha tese
De solidão e abandono
À margem do que resta de mim
Num mundo sem risos, nem vitórias
Nem gritos soltos no palato
Se já fui livre... hoje, calei-me!
Contra mim, afirmo...
Já nem o vento me arranca um desabafo.

Maria Fernanda Reis Esteves
52 anos
natural: Setúbal
 
Sou fã dos meus escombros