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Poemas : 

manobra de heimlich

 
era o ocaso das vinhas
quando deixei de o escutar.
paramentou a minha pele
um desapego terno
cor de malvasia
e com palavras de desmando
comedido
coroado de porcelana
atendi antes ao perfume das colmeias
e ao destino das fadas.
se chorei
foi como o dobrar de uma campânula
vi vivi vir virginal.

a nave central destes socalcos
insiste no "amor que move o sol e as mais estrelas"
que eu por pudor não deveria recordar.
mas sempre fui assim:
o abraço que me salva
é o mesmo que,
por causa daquelas rugas,
das minhas,
me asfixia.

 
Autor
benjamin
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Enviado por Tópico
Abissal
Publicado: 01/11/2021 09:31  Atualizado: 01/11/2021 09:31
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 Re: manobra de heimlich
De ficar sem respiração. gostei da leitura.