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Poemas, frases e mensagens de Esqueci

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Esqueci

Pássaro do azul

 
Leve sonho de praia
Para lugar certo,
Aquele sopro interno sentido na pele.
Nunca me aplanei
Sem por ti voar,

Pássaro do azul
Sargaços e sal.

Pousado na areia
Em leve vendaval
De Norte
Para Sul.

Meu ponto de luz
Vestido a lume,
Daquele mar que venta
Hidratando a derme
Combalida e seca

Desnudas-me a alma
Como um vaga-lume,

Traz-me o rio (e o mar) que acalma

Levando o queixume.
 
Pássaro do azul

Coisas minhas

 
Esqueço-me tanta vez de mim
Talvez já nem me queira recordar,
Do sangue que tinha nas mãos
Dos lábios que deixei
Das noites que não passei,
Talvez, nunca me vá perdoar.

Venho aqui dar-te razão,
Sempre a quiseste tomar.

Apenas há um senão
Nesta noite onde ainda mora a recordação
Que me embalou ao luar.
Quem eras tu,...
Que perguntavas por mim,
O que aconteceu ao olhar...
Que não quis o arraial
Nem os pratos para lavar?

Quem eras tu,...
Naquela altura
Que de ti pouco me quiseste contar.

Quem éramos nós sem falar!

Como vais?
 
Coisas minhas

Já te sabia as lágrimas

 
Naquela passagem
Em que me deitei sobre o teu corpo
No calor dos signos que se trocaram
Onde em meiguices
Temperámos o sangue que nos fluía
Nos descobríamos
Sem os olhos dos enganos
Pelo meu largo vestido azul que nos cobria.

Voaste para mim em passos largos
Daquela escada, onde de outrora análogo amor
De outros júbilos, também sorria.
Sorrateiramente já te sabia as lágrimas dos enganos,
Mas, jamais as imaginava a fluir de tão tristes
Por negros dias.

Esqueci
 
Já te sabia as lágrimas

Diz-me

 
Diz-me…
O que é que eu faço?

Acordei igual ao tempo
Com a chuva no telhado
Pelas janelas a escorrer.

A idade não perdoa
a dor aperta
magoa...

A rima branda
Corta os pulsos
e tem cheiro de café.

Molho os lábios um no outro
O café sabe-me a pouco,
A rima está a ferver.

Rasgo a alma a ir embora,
Silencio o meu padecer
Esta aqui não é a mesma,
é outro farrapo qualquer.
 
Diz-me

Pedra de luz

 
O que é uma pedra
Com uma mão
E uma fisgada?
O que é uma pedra
Ali ao fundo
Parada?

Uma pedra, pode ser uma palavra,
Ora escrita, ora falada.

Uma pedra lapidada,
Diamante,
Ou pedra de água.

Com o toque torneada
Coberta de terra disfarçada…

Pedra de luz
E Fogo
Se friccionada.
 
Pedra de luz

Nos meus cadernos

 
Nos meus cadernos
O meu maior poema era o teu nome,
Grafitei-o como as luas em tamanhos,
Com a bic fiz castelos e dragões, estrelas e flores
e tantas coisas,...
Nos intervalos, por entre o giz e o apagador
e as gargalhadas,
de uma laracha que alguém me dava com humor,
Cresciam as paredes
Lá me sentia um gnomo cheio de calor.
Desenhei o teu rosto e fui gozada,
Escrevi nele as minhas frases meio maradas
Colei-o ao lado da minha cama sem corretor,...
Sonhei-te meio doida e meio calada
Assustava quem me queria com desamor.
Quando te via lá ficava atrapalhada
Fugia, e até escondia os meus calores
Do resto tu já sabes, falam as escadas,
Os brincos que perdi
Os medos ofegantes e os glamoures
As músicas
As danças
As pastilhas e os cigarros
Os ciúmes, os beijos dados,

Nas ruas estreitas, nos cantos mais apertados dos amores.

Esqueci
 
Nos meus cadernos

Quando estar só é o melhor local do mundo

 
Quando estar só é o melhor local
Do mundo, afasto-me,..
Porque além de estar só gosto de estar comigo.Cansei-me das estradas escuras dos irracionais
da vida,das frases obscuras e gastas, onde me procuro e nem sou.

[Alucinei sem morada, desencontrei-me, fiquei esquecida por onde me esqueci de mim].

Abraço-me a cada minuto por esta solidão tão dependente e minha, onde uma minúscula música, um pequenino texto, ou uma simples paisagem me entendem melhor que o mundo. Bato à porta de quem sempre me ouve e reconhece, desfaço a solidão e sigo sozinha.
Porque a solidão também é uma morada.

Esqueci
 
Quando estar só é o melhor local do mundo

Os teus versos

 
Esta fortaleza por onde me escondo
Esta, onde aprendi a ser tão forte,

Lá dentro as paredes
São feitas de água,
As ruas são as pulsações
Que não controlo,

Os teus versos
Têm nas caligrafias
Do decalque.

O cimentar das marcas rupestres
Pelo meu nome.
.
Com os dedos
Abro as janelas
Deito as fumaças
Segura por um coração
Que galga
A forma.
 
Os teus versos

Como quem lê um livro

 
Gostava de ser eterna
Para te ver,…
De agarrar no céu a lua, o mar
De ser horizonte em claro véu
De pipilar ao céu meu peito farto

Gostava de te espelhar mais de mil tempos
Correndo em prados pelos eflúvios,
Ver-te abraçado ao céu anil e às minhas flores

Beijar-te pelos jasmins e as madrugadas
Tornear teu corpo ao meu
No amanhecer.

Cantar alegre tão de gente
Como quem lê um livro
Em pele romã,
No tímido que mata a flor secretamente
Dando vida ao holocausto em pleno amor.

Mas não sou eterna infelizmente;

Um dia vais acordar e eu não estou cá,
Nesse dia quero que vivas
Agarrado aos poemas que me deste.

Com todo o amor que neste poema deixo cá.

Esqueci
 
Como quem lê um livro

Talvez nem faça sentido

 
O perdão está em desuso
Talvez nem faça sentido,
Alguém me disse…perdoa
Perdoa o imperdoável.
Perdoa por ti,…
O que nem quer ser perdoado.

Perdoa
O que já não existe
É passado!

Rasga a imagem, rasga os poemas e a tua mão.
 
Talvez nem faça sentido

Hieróglifos

 
Aquele meu medo de gatos enrolados ao pescoço, enquanto tu ias atrás de gatas.
Pobres animais,
A água sempre foi a sua sentença,
Todos os gatos são pardos.
Predadores
Hórus do horizonte em nossos olhos
Egípcios.
Como as cobras que se enrolavam
Pela cama. .
Nos hieróglifos que nos ficaram tatuados,

Hoje já escritos em livros de luz

Esqueci
 
Hieróglifos

Pedido de desculpas

 
Que nome é este tão estranho em mim
Se ainda me recordo,...
Do bom,…
e do mau,…

Quando me esqueço,
Ainda me atemorizo
E volto a recordar,...

Mas, a essa fragilidade
Não me quero agarrar,
Porque se bem me recordo
Há coisas que não entendo

Embora não vá nelas repisar

Por isso;
Deixo aqui um pedido de desculpas
Autografado pelas insónias
Que me fizeram passar

Selado com um beijo
Num envelope de desejo
Carimbado de perdão
Por neste sobrado andar,

Se um pombo o quiser levar
Pelo céu a voar.

Esqueci
 
Pedido de desculpas

Poema antigo

 
Faz de mim os farrapos da tua história
Os quiosques, as verrugas,
Inventa-me como quiseres
Impele-me para fora da tua boca
em desejo,...
Escreve-me como delito
Afoga-te de mim num grito.
Despede-te
e volta,...
Com a revolta.
Manda-me embora
de raiva
Não me respondas,
Fala sozinho
e grava
Depois, empurra-me a ir para não ir,...
Afoga o teu choro senil
Entre o ficar e o partir
O amar e o ferir
E paga a tua conta.

Farta

Esqueci
 
Poema antigo

Arrumo a casa como gostas

 
Enquanto tu maquilhas o poema
Eu arrumo a casa como gostas,
Fujo às obrigações mais chatas.
Já ninguém reclama!

Aqui instalou-se a monotonia há muito
E nada é como se possa imaginar .
Embora a perseguição em algumas coisas seja obsessiva…
O inconformismo obedece em cada canto a outras dores…

Respondo à tua ironia
Abstraída de tudo
E vou ficando…

Na utopia da escrita
Que não lês
E onde ainda te encontro.
 
Arrumo a casa como gostas

Voltarei sempre

 
Gelei
E não vou conseguir mencionar
Nem mais uma palavra,
É duro o gelo que me envolve
Por mais que o coração aqueça
E sonhe …
O gelo que me cerca
Guardou o irremissível
Por isso,
Não acredites em mim,
Voltarei sempre aquele último olhar
Que não esqueço.

Sólido e pérfido sem lacrimejar.
 
Voltarei sempre

Concordo em absoluto

 
Concordo em absoluto,
Existiu uma criança completamente iludida
Com tanta imbecilidade humana.
Felizmente essa criança ainda existe,
Só que melhor entende
Só que melhor se explica
Existe porque ainda sorri
Existe porque ainda ama
Existe porque não se prende
Existe preservando o bom que lhe deram.
Existe preservando o que de melhor guardou de si.
Só que já não vive iludida
.
Porque cresci.

Esqueci
 
Concordo em absoluto

Porque amanhã posso não estar

 
De escrever nada entendo,
O que escrevo é pura alusão,
Comecei a escrever quando olhei para ti,...
e aqui estou eu sem saber a razão.
O teu rosto
É a minha criatividade,
Nele vi as estrelas,
E a lua a me beijar
Vi nas ondas dos teus cabelos
A maresia e o nadar.
Nas tuas mãos descobri as sensações
No teu corpo o meu despertar.
Perdi-me em deslumbramentos
Inventei tantos momentos
Sem os conseguir desenhar.

Nos teus passos a leveza
Que me deixou a chorar.

Não sei se escrevo a tristeza,
A alegria, a fantasia ou o amar.
Vá para norte
Ou vá para sul
Encontre eu
O que encontrar
Gosto de tudo o que é teu.
Volto sempre
(por te amar)
A te sonhar.

Guarda em ti este poema
Penses tu o que pensares,
Sinto em mim o teu dilema
Não te quero ver a chorar.

Sou a fuga do sistema
Aquela que pouco sabe falar,
Mas sei sentir o poema
E a morte se a encontrar.

Se me odeias
Tenho pena,
Pois por mais
que a raiva aqui me entre
Nunca te vou conseguir
Odiar,

És o verbo do poema
Que nasceu para me inspirar.

Canto lírico do meu respirar
 
Porque amanhã posso não estar

Se,...

 
Se o amor me sorrisse
Se o olhar me cantasse
Se a vida me acordasse
Se alguém me esperasse
Naquele momento em que ceguei
Com os ciúmes de ontem, que hoje não tenho,...
Porque hoje apenas sinto
E sou,...
Sem desculpas,...
O acordar que ninguém viu
A sorte incerta de um destino
Que não me seguiu,...
Calei,lá atrás, sem perceber o silêncio,..
Dos castelos
Derrubei as muralhas do coração,
Ao abrir as portas do medo
E segui,...
Do que vi, se me viu estava cego,
De nada hoje enxergo
Além de mim.

Esqueci
 
Se,...

Adormecida

 
Soltam-se os versos
Em cascatas
de poesia,
Como se acordassem a natureza
morta ao poema.

Adormecido ficou, como uma princesa
de vestes modestas,
ao canto dos animais
em plena selva.

Num beijo de poesia
correu o vento,
adocicado pela ternura dos sonhos
inóspitos.

Como se o pinóquio
fosse a adocicada maçã
E a bruxa
o hálito

Esqueci
 
Adormecida

Procura

 
Não tenho as rimas perfeitas,
Nem as rosas para me enfeitar,
Não sou o centro do mundo
Talvez seja o teu lugar,…

Mas quem sou eu para me achar?
 
Procura