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Poemas : 

Ecos

 

Prometias-me palavras inteiras e nuas
palavras que chegavam dentro dos nossos silêncios
e eu guardei em mim como memória e alma.

Eu sorria com a tua boca
e nos teus olhos eu saía de mim e abria todas as portas.

Eras o lume onde ignorei o mundo e desvendei
o espaço onde os instantes adormeciam
e a madrugada pousava
devagar.

Porque era quente o coração da palavra
refúgio do incêndio ateado no concerto
harmónico do tempo.

Ilusória é a página em que
sílaba a sílaba
regressam os ecos das ausências no livro que se abre.

 
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maria.ana
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